Antes de tudo, um forte abraço, em amor à História e à Verdade...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

QUEM CALA, CONSENTE E É CÚMPLICE




Artigos 

Jairo Bouer

Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP –, com residência em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria da mesma Universidade

Nas últimas semanas, dois acontecimentos envolvendo estudantes universitários em São Paulo mostraram que o bullying se mantém mesmo depois de a escola terminar — e pode adquirir níveis de mau gosto impensáveis!

O primeiro se ocorreu em uma festa da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

 Um casal de garotos estava descansando, abraçado, quando um grupo de rapazes começou com agressões inexplicáveis.
Eles não tinham se desentendido com o casal, não havia ocorrido nenhum tipo de provocação ou bate-boca. Sem qualquer motivo aparente, começaram a dar chutes e a atirar objetos em cima dos dois, que estavam quietos num canto.
Demorou até alguém fazer alguma coisa — depois de duas meninas cobrarem uma atitude dos seguranças, estes disseram que não poderiam fazer nada.

O outro episódio aconteceu nos jogos da Unesp.
 Rapazes se aproximavam de meninas gordinhas, fingiam que iam engatar uma paquera para, então, literalmente montarem nas garotas, imitando um rodeio.
 Isso aconteceu algumas vezes durante o torneio. Mas, diferentemente do caso da ECA, atitudes foram tomadas.
A universidade instaurou um processo disciplinar contra os alunos envolvidos na “brincadeira” de mau gosto, algumas organizações não governamentais se manifestaram e os próprios alunos da Unesp organizaram um ato de repúdio à atitude dos colegas.

Brincadeira é uma coisa em que as pessoas se divertem. Quando vira agressão e deixa alguma parte magoada, ofendida ou fisicamente lesada, não é mais brincadeira.

Usar características físicas ou psicológicas dos outros para tirar sarro e humilhar não é apenas uma brincadeira — é bullying!
 E a agressão não se restringe a quem a pratica diretamente. Será que todo mundo que está presente, vendo aquilo acontecer, muitas vezes se divertindo com a cena, sem tomar nenhum tipo de atitude, não é um agressor também?
Ficar no canto dando risadinha é ser conivente com a situação, apoiando-a pela omissão. Enquanto os agressores diretos acharem que nada vai lhes acontecer, eles não vão enxergar motivos para interromper o bullying.

Ficar olhando, sem fazer nada, mesmo que você não concorde, é uma forma de dar um apoio silencioso à prática desse ato de violência.

Por outro lado, deixar explícito que não se está de acordo com a situação e cobrar repressão àquela atitude é um modo pacífico e inteligente de se combater o bullying.

Da próxima vez que você presenciar uma situação semelhante, pense em como as estudantes da Unesp e os meninos da festa da ECA se sentiram e como seria bom se os agredidos sentissem apoio na repressão ao bullying.

 Agir como as garotas da festa da ECA que foram falar com os seguranças e como os alunos da Unesp, no manifesto de repúdio ao “rodeio”, é fazer sua voz ser ouvida e tomar uma atitude em vez de fingir que você não tem nada a ver com a história…

VISITEM O SITE: "DIGA NÃO AO BULLYING": http://www.diganaoaobullying.com.br/






Bullying


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Bullying[1] é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.

Caracterização do bullying


No uso coloquial "acossamento",[2] ou entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais:[3]

1.o comportamento é agressivo e negativo;

2.o comportamento é executado repetidamente;

3.o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

O bullying divide-se em duas categorias:[1]

1.bullying direto;

2.bullying indireto, também conhecido como agressão social

O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:

  • espalhar comentários

  • recusa em se socializar com a vítima

  • intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima

  • criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).

O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

[editar] Características dos bullies

Pesquisas[4] indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido[5] que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais[6] têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de autoestima.[7] Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.[8] É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:

"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância,
 há o risco de que ele se torne habitual.
Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."[9]

O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal. Os "bullies" sempre existiram mas eram (e ainda são) chamados em português de rufias, esfola-caras, brigões, acossadores, cabriões, valentões e verdugos.

[editar] Tipos de bullying

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:

  • Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.

  • Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.

  • Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os

  • Espalhar rumores negativos sobre a vítima.

  • Depreciar a vítima sem qualquer motivo.

  • Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.

  • Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.

  • Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.

  • Isolamento social da vítima.

  • Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).

  • Chantagem.

  • Expressões ameaçadoras.

  • Grafitagem depreciativa.

  • Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").

  • Fazer que a vitima passe vergonha na frente de varias pessoas

[editar] Bullying professor-aluno

O bullying pode ser praticado de um professor para um aluno. [10] [11] [12] [13] [14] [15]

As técnicas mais comuns são:

  • Intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um unico aluno o expondo a humilhação.

  • Assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas.

  • Ameaçar o aluno de reprovação.

  • Negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, o expondo a tortura psicológica.

  • Difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu.

  • Tortura física, mais comuns em crianças pequenas. Puxões de orelha, tapas e cascudos.

Tais atos violam o Estatuto da Criança e do Adolescente e podem ser denunciados ao Juizado de Menores, diretamente a um Juiz ou Promotor. A revisão de provas pode ser requerida diretamente na Secretaria de Educação, sendo este um direito ao estudante.

[editar] Locais de bullying

O bullying pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.

[editar] Escolas

Alguns meninos flagrados intimidando um colega. Instituto Regional Federico Errázuriz, Santa Cruz, Chile.
Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente.
Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.[16]

Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.


Na última década de 90, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.

O bullying nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas), sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Frequentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.

[editar] Local de trabalho

O bullying em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Bullying Adulto") é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido[17] como:

"Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é frequentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".

[editar] Vizinhança

Entre vizinhos, o bullying normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como bullying: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.

[editar] Política

O bullying entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio.

[editar] Militar

Um trote praticado nas Forças Armadas Aéreas da França, em que um cadete é suspenso por um helicóptero sobre o mar. Compiegne, 1997.Em 2000 o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o bullying como : "…o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos".[18] Todavia, é afirmado que o bullying militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de bullying militar. Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espirito de corpo para aceitar isto.[19] Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o bullying sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode na verdade ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente (veja dedovschina). Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes..[20]

[editar] Alcunhas ou apelidos (dar nomes)

Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).

[editar] Legislação

A legislação jurídica do estado brasileiro de São Paulo define bullying como atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredi-las, causando dor e angústia. [21]

Os atos de bullying configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico, mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de bullying pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram nesse contexto.[22]

No estado brasileiro do Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em 23 de setembro de 2010 institui a obrigatoriedade de escolas públicas e particulares notificarem casos de bullying à polícia.[23] Em caso de descumprimento, a multa pode ser de três a 20 salários mínimos (até R$ 10.200) para as instituições de ensino.[23]

[editar] Condenações legais

Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a prática do bullying, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a se simpatizarem com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional", e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral.

[editar] No Brasil

Uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes.[24]

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema - seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.[25]

Em 2009, uma pesquisa do IBGE apontou as cidades de Brasília e Belo Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices de bullying, com 35,6% e 35,3%, respectivamente, de alunos que declararam esse tipo de violência nos últimos 30 dias.[26]

Casos célebres

Na Grande São Paulo, uma menina apanhou até desmaiar por colegas que a perseguiam[27] e em Porto Alegre um jovem foi morto com arma de fogo durante um longo processo de bullying.[28]

Em maio de 2010, a Justiça obrigou os pais de um aluno do Colégio Santa Doroteia, no bairro Sion de Belo Horizonte a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma garota de 15 anos por conta de bullying[29]. A estudante foi classificada como G.E. (sigla para integrantes de grupo de excluídos) por ser supostamente feia e as insinuações se tornaram frequentes com o passar do tempo, e entre elas, ficaram as alcunhas de tábua, prostituta, sem peito e sem bunda.[30][31] Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não conseguiram resolver a questão. [32][33] O juiz relatou que as atitudes do adolescente acusado pareciam não ter "limite" e que ele "prosseguiu em suas atitudes inconvenientes de 'intimidar'", o que deixou a vítima, segundo a psicóloga que depôs no caso, "triste, estressada e emocionalmente debilitada"[34]. O colégio de classe média alta não foi responsabilizado.[34]

Na USP, o jornal estudantil O Parasita ofereceu um convite a uma "festa brega" aos estudantes do curso que, em troca, jogarem fezes em um gay.[35][36] Um dos alunos a quem o jornal faz referência chegou a divulgar, em outra ocasião, estudantes da Farmácia chegaram a atirar uma lata de cerveja cheia em um casal de homossexuais, que também era do curso, durante o tradicional happy hour de quinta-feira na Escola de Comunicações e Artes da USP. Ele disse que não pretende tomar nenhuma providência judicial contra os colegas, embora tenha ficado revoltado com a publicação da cartilha. [36]

Também em junho de 2010, um aluno de nona série do Colégio Neusa Rocha, no Bairro São Luiz, na região da Pampulha de Belo Horizonte foi espancado na saída de seu colégio, com a ajuda de mais seis estudantes armados com soco inglês.[37] A vítima ficou sabendo que o grupo iria atacar outro colega por ele ser "folgado e atrevido", sendo inclusive convidada a participar da agressão.[38]

Em entrevista ao Estado de Minas, disse: Eles me chamaram para brigar com o menino. Não aceitei e fui a contar a ele o que os outros estavam querendo fazer, como forma de alertá-lo. Quando a dupla soube que contei, um deles colocou o dedo na minha cara e me ameaçou dentro de sala, durante aula de ciências. Ele ainda ligou, escondido, pelo celular, para outro colega, que estuda pela manhã, e o chamou para ir à tarde na escola.[39]

Durante 2010, Bárbara Evans, filha de Monique Evans e estudante da Universidade Anhembi Morumbi (onde cursa o primeiro ano de Nutrição), em São Paulo, entrou na Justiça com um processo de bullying realizado por seus colegas.[40] No sábado à noite, o muro externo do estacionamento do campus Centro foi pichado com ofensas a ela e a sua mãe.[41]
Em recente caso julgado no Rio Grande do Sul (Proc. nº 70031750094 da 6ª Câmara Cível do TJRS), a mãe do bullie foi condenada civilmente a pagar indenização no valor de R$ 5 mil (cinco mil reais) à vítima. Foi um legítimo caso de cyberbullying, já que o dano foi causado através da Internet, em fotolog (flog) hospedado pelo Portal Terra. No caso, o Portal não foi responsabilizado, pois retirou as informações do ar em uma semana. Não ficou claro, entretanto, se foi uma semana após ser avisado informalmente ou após ser judicialmente notificado.[42]
Alguns casos de bullying entre crianças têm anuência dos próprios pais, como um envolvendo um garoto de 9 anos de Petrópolis. A mãe resolveu tirar satisfação com a criança que constantemente agredia seu filho na escola e na rua, mas o pai do outro garoto, em resposta, procurou a mãe do outro garoto chamado de "boiola" e "magrelo". Ela foi empurrada em uma galeria, atingida no rosto, jogada no chão e ainda teve uma costela fraturada. O caso registrado em um vídeo foi veiculado na internet e ganhou os principais jornais e telejornais brasileiros.[43][44]

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

BRASIL CONTRA O MURO DA VERGONHA


Palestinos erguem Bandeira do Brasil em manifestação contra ‘muro da segregação’


Palestinos realizaram manifestações nas aldeias cisjordanas de Bil’in, Nil’in e Al Ma’sra e Al Nabi Saleh, durante o Dia Internacional dos Direitos Humanos (dia 10), contra a construção do “muro da segregação”, levantado ao longo da fronteira de Israel (supostamente para proteger os israelenses contra o “terrorismo palestino”) mas todo ele em terras assaltadas aos palestinos, que além de perderem suas terras ficam – estes sim – sujeitos, cada dia mais, ao roubo de suas terras e ao terrorismo israelense para manter a ocupação. O muro corta terras agrícolas pertencentes a essas três localidades.

Em Bil’in reuniram-se centenas de manifestantes (palestinos da própria aldeia e apoiadores israelenses e de outras nacionalidades) com bandeiras da Palestina e também do Brasil, numa referência e em agradecimento ao reconhecimento do Estado Palestino realizado por Lula a pedido do presidente palestino Mahmud Abbas, no dia 3.

Ao chegarem nas proximidades do trecho de construção do muro, defrontaram-se com tropas de ocupação israelenses e entoaram:

 “O Brasil está conosco,
 o Brasil é contra o muro”!

Inconveniente é o muro que Israel construiu em Gaza
Fonte: http://gilsonsampaio.blogspot.com/2010/12/consul-nazi-sionista-critica-o-brasil.html

As tropas israelenses atacaram com gás lacrimogêneo em todas as manifestações e tiros com balas de borracha. Em Nabi Saleh também jogaram bombas de gás em algumas das casas da aldeia. Uma criança, a menina Lara Tamimi, de dois anos, atingida pelo gás, teve de ser levada ao pronto socorro.

Jonas Lindt, alemão de 21 anos, que participava do protesto, foi preso por “estar em área militar reservada e fechada”.

Em Al Masra, os soldados cercaram a aldeia para impedir os manifestantes de chegarem ao local onde o muro toma terras da aldeia.

O caso da construção do muro da segregação foi levado ao Tribunal de Haia pela ONU e condenado por todos os juízes que avaliaram os fatos de sua construção. Todos os juízes foram pela paralisação das obras e pela sua derrubada à exceção do juiz norte-americano.

FONTE: Jornal HORA DO POVO - http://www.horadopovo.com.br/

Presidente da República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e
 Presidente do Estado da Palestina Mahmud Abbas 
Fonte: http://www.cbinp.org/publications/BPNICBriefings/PalestiniansHave.html

BRASIL e PALESTINA
http://www.cbinp.org/

Os Palestinos têm um verdadeiro parceiro
 pela Paz
Para Jamile Latif, representante da Federação das Entidades Palestinas no Brasil,
o  Hamas é um partido político, eleito pelo povo da Palestina.
Segundo Jamile, a  situalção em Gaza extrapola qualquer limite de dignidade humana.
Para conseguir chegar a um acordo de paz,
 Jamile acredita que Israel deve aceitar um Estado palestino laico,
com a convivência entre judeus e palestinos.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE - WIKILEAKS




http://freeassange.org/sign-petition
PROTESTO CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO
LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE- WIKILEAKS








EUA faz perseguição macartista a Assange, editor-geral do WikiLeaks

O WikiLeaks, fundado por Julian Assange, divulgou crimes de guerra dos EUA no Iraque e Afeganistão e trouxe a público a espionagem norte-americana a governos e até ao secretário-geral da ONU

O editor-geral do site WikiLeaks, Julian Assange, é o mais novo preso político da Inglaterra.

Nos últimos meses, o site trouxe à luz centenas de milhares de registros de guerra no Iraque e Afeganistão e, no momento, está divulgando 250 mil cabogramas em que as embaixadas dos EUA relatam a espionagem que cometem no mundo inteiro e até contra o secretário-geral da ONU. 

 Uma semana antes da prisão, Assange havia anunciado que a próxima leva de documentos seria sobre “um grande banco norte-americano”, supõe-se que o “Bank of América”.

Centenas de pessoas foram até o tribunal em Londres ao qual ele se apresentou, na segunda-feira, dia 6, para protestarem contra a perseguição a Assange e à liberdade de informação. Uma mulher, com uma mordaça, exibia o cartaz: “EUA late e a Suécia abana a cauda”.

O linguista Noam Chomsky, o documentarista John Pilger, o cineasta Ken Loach, e mais dezenas de acadêmicos australianos manifestaram seu apoio ao editor-geral do WikiLeaks. Também, Daniel Ellsberg, dos “Papéis do Pentágono” - os documentos que desmascararam a iminente derrota no Vietnã nos anos 1970 -, foi recentemente a Londres em solidariedade.

Um dos mais destacados juristas ingleses, Geoffrey Robertson, com larga experiência em casos políticos, assumiu a defesa do editor-chefe.

Contra Assange, foi requentada a imputação de “abuso” contra duas mulheres na Suécia em agosto, quando deu palestras lá - descartada então pela procuradora do caso por falta de consistência, após admissão de sexo consensual.

PENTÁGONO

Mas agora, com o escândalo dos telegramas das embaixadas, foi retomada pela procuradoria-geral sueca, com alegações como “sexo inseguro”.

Jornais ingleses e australianos advertiram sobre manobra para levar Assange para a Suécia a pretexto de “abuso sexual”, para então deportá-lo para os EUA por espionagem; os dois países têm tratado de extradição.

Jornais ingleses aventaram que uma das mulheres, uma loura de 31 anos, que se apresenta como “feminista radical”, seja agente da CIA e gusana.

Assim, depreende-se, tratou-se de uma emboscada, para permitir atacar o site pelo flanco, através da desmoralização do seu principal nome, Assange. Aliás, desmoralização e demonização do adversário é praticamente um procedimento padrão do manual do Pentágono.

O editor-geral afirmou, em artigo de grande repercussão no principal jornal de seu país, “The Australian”, que “hoje, a tempestade vertiginosa em torno do WikiLeaks reforça a necessidade de defender o direito de toda a mídia de revelar a verdade”.

“Não atirem no mensageiro” das duras verdades, conclamou.

Nesta semana, nos EUA, setores mais abertamente fascistas pediram desde a captura do jornalista por tropas especiais e posterior execução, até o sequestro de seu filho.

Como disse uma colunista do jornal “Daily Telegraph”, “ninguém acredita que Julian Assange está num cárcere britânico por ter cometido um estupro” e chamou as acusações “sexuais” contra o jornalista de “deboche”. Nos últimos dias, a secretária de Estado Hillary Clinton andou fazendo uma turnê para se desculpar com governos do mundo inteiro sobre a espionagem e grossuras expressas nos telegramas.

Na terça-feira dia 7, outras medidas contra o WikiLeaks deixaram explícito qual é o verdadeiro problema: amordaçar o site e impedir a divulgação dos crimes do império.

O cerco foi se estendendo.

A Amazon tirou o WikiLeaks do seu servidor, o que também foi feito pelo Ovr; outro, Tableau, removeu as reproduções dos telegramas do Departamento de Estado.

Visa, Mastercard e PayPal cortaram as doações por cartão de crédito, com perda de 70.000 euros para o site.

A tentativa de asfixiar financeiramente o WikiLeaks seguiu com o fechamento – chamado de “congelamento” - de uma conta destinada a despesas de defesa jurídica, por um banco suíço (PostFinance), que subtraiu 31.000 euros.

Em repúdio, hackers derrubaram os portais do Visa e do Mastercard, e entupiram a caixa postal de Sarah Palin, incentivadora do linchamento do jornalista.

Ainda no artigo do “The Australian”, Assange aprofundou a concepção de jornalismo desencadeada pelo WikiLeaks.

“Utilizar tecnologias da Internet de novas formas a fim de relatar a verdade”, assinalou.

O jornalismo propiciado pelo WikiLeaks permite às pessoas

“ler um artigo e então clicar online para ver o documento original” em que se baseia.

 “Esse é o modo como pode julgar por si próprio: será verdadeiro este artigo? Será que o jornalista informou com rigor?”

 O editor-geral também assinalou como, enquanto o site é acusado de “pôr vidas em risco” e de “ameaçar a segurança”, as informações que apresenta têm sido divulgadas conjuntamente por conhecidos órgãos da mídia - “New York Times” (EUA), o “Guardian” (Inglaterra), “Le Monde” (França), “Der Spiegel” (Alemanha) e “El País” (Espanha) -, que não sofrem tal pressão.

“WikiLeaks tem uma história de quatro anos de publicação. Durante esse tempo, governos inteiros mudaram, mas nem uma só pessoa, que se saiba, foi prejudicada. Mas os EUA, com a conivência do governo australiano, mataram milhares de pessoas só nestes últimos meses”, ressaltou o editor-geral.

Em Brisbane, terceira maior cidade da Austrália, centenas de jovens marcharam em apoio a Assange e ao WikiLeaks, usando uma máscara com a sua cara.

Na manifestação, foi lida carta do documentarista John Pilger, de Londres, em que este denunciou que a prisão é uma tentativa de calar o WikiLeaks.

ANTONIO PIMENTA
JORNAL HORA DO POVO

Toda solidariedade ao Wikileaks

JUNTOS SOMOS FORTES. SOLDADOS UNI-VOS!





JULIAN ASSANGE
"Esta claro que no está en dificultades por su vida sexual sino por su cruzada por desnudar al imperio de EEUU."
 (Foto: Archivo)

http://www.telesurtv.net/secciones/contexto/85376-NN/wikileaks-detras-del-escandalo-sexual-contra--assange-una-colaboradora-cubana-de-la-cia/

http://wikileaks.ch/support.html
http://wikileaks.ch/

Brazilian President Lula speaks out in defence of Wikileaks English subt...

sábado, 30 de outubro de 2010

DILMA PRESIDENTE DO BRASIL - ELEIÇÕES 2010

DILMA: PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE DO BRASIL



DILMA LÁ



"Meu Brasil tá querendo Dilma"



Dilma 2010 - Presidente - Musica: Voz do povo, voz de Deus



Deixa a Dilma me levar!



A Dilma jáh me levou! E vc?

Jingle Dilma Brasileira
 
Meu Brasil querido vamos em frente sem voltar pra trás
Pra seguir mudando, seguir crescendo ter muito mais
Meu Brasil novo, Brasil do povo que o Lula começou
Vai seguir com a Dilma, com a nossa força e com o nosso amor
Ela sabe bem o que faz. Ela já mostrou que é capaz
Ajudou o Lula a fazer pra gente um Brasil melhor
Lula tá com ela. Eu também tô. Veja como o Brasil já mudou
Mas a gente quer mais. Quer mais e melhor. É com a Dilma que eu vou
É a mulher e sua força verdadeira
Eu tô com Dilma. Uma grande brasileira (2x)


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

QUAL A DIFERENÇA ENTRE VOTO EM BRANCO E VOTO NULO

Na prática, não há mais diferença entre um e outro.
Nenhum deles conta na hora de fazer a soma oficial dos votos de cada candidato.

Desde 1997, quando houve uma mudança na legislação eleitoral, os votos brancos e nulos passaram a ter significado quase idêntico, ou seja, não ajudam e nem atrapalham a eleição. Como muita gente não sabe disso, a confusão persiste.

O voto nulo ocorre quando o eleitor digita, de propósito, um número errado na urna eletrônica e confirma o voto.

Para votar em branco, o eleitor aperta o botão "branco" do aparelho. Antes de existir urna eletrônica, quem quisesse anular o voto rasurava a cédula de papel – tinha gente que escrevia palavrão e até xingava candidatos.

Quem desejasse votar branco, simplesmente deixava de preencher os campos da cédula.

As dúvidas sobre esse assunto sobrevivem porque, até 1997, os votos em branco também eram contabilizados para se chegar ao percentual oficial de cada candidato.

 Na prática, era como se os votos em branco pertencessem a um "candidato virtual". Mas os votos nulos não entravam nessa estatística.

Com a lei 9.504/97, os votos em branco passaram a receber o mesmo tratamento dos votos nulos, ou seja, não são levados em conta.
A lei simplificou tudo, pois diz que será considerado eleito o candidato que conseguir maioria absoluta dos votos, "não computados os em brancos e os nulos".

Mas por que então os votos em branco eram contabilizados antes?

 Há controvérsia sobre isso.

 Alguns juristas e cientistas políticos sustentam que o voto nulo significa discordar totalmente do sistema político.
Já o voto em branco simbolizaria que o eleitor discorda apenas dos candidatos que estão em disputa. Daí, ele vota em branco para que essa discordância entre na estatística. Porém, depois da mudança da lei essa discussão perdeu o sentido, já que tanto faz votar branco ou nulo.

Vale a pena lembrar também que nas últimas eleições tem circulado e-mails que pregam anular o voto como forma de combater a corrupção na política.

Esses textos dizem que se houver mais de 50% de votos nulos e brancos a eleição será cancelada e uma nova eleição terá de ser marcada, com candidatos diferentes dos atuais. Puro engano. Tudo isso não passa de leitura errada da legislação, segundo as mais recentes interpretações do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

HOMENAGEM AOS 33 HERÓIS MINEIROS DO CHILE - LOS 33

Urzúa, líder del grupo de los 33 mineros, fue el último trabajador en ser rescatado. (Foto: teleSUR)
Último minero chileno y líder de los 33, Luis Urzúa, emerge de las profundidades

Luis Urzúa, jefe de turno del yacimiento San José en el momento del accidente del pasado 5 de agosto, fue el último de los 33 mineros en ser rescatado luego de más de dos meses de confinamiento a 700 metros de profundidad.
http://www.telesurtv.net/index.php
http://www.telesurtv.net/noticias/afondo/especiales/Rescate_bajo_tierra/mineros.php
 


Los 33 - Homenagem aos mineiros soterrados na mina de San José no Chile.avi


Lula telefona para Piñera durante resgate dos mineiros no Chile -mp4

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A VITÓRIA DE DILMA SERÁ A VITÓRIA DO POVO BRASILEIRO

Pesquisas convergem: Dilma com 55%




Povo cerra fileiras
com Lula e Dilma
para matar a cobra
 no primeiro turno


Mídia golpista começa a engolir o resultado, mas se preferir virar a mesa vai sofrer perda total

A eleição presidencial do próximo domingo será a vitória do partido de Tiradentes sobre o partido de Silvério dos Reis.
 Não existe retrato mais acabado de um silvério do que Serra.
Sua debacle, com toda a sua mídia, e a ascensão de Dilma, extrapolando os limites de todas as agremiações para se tornar a candidatura de uma nação – precisamente, aquela de Tiradentes – são os sinais mais recentes e mais retumbantes do novo período da nossa História, iniciado por Lula.

Povo vai às urnas para derrotar o partido de Silvério dos Reis

Com Lula e Dilma para avançar mais ainda no desenvolvimento que o país necessita

A eleição presidencial do próximo domingo será a mais nítida de nossa História, aquela que mais inescapavelmente refletirá a fisionomia do país.
Há alguns anos um dos patriarcas do país, Barbosa Lima Sobrinho, afirmou que no Brasil só havia dois partidos: o partido de Tiradentes e o partido de Silvério dos Reis. Pois jamais uma campanha eleitoral expôs esta verdade de forma tão cristalina – com uma grandeza que vai até além da consciência de alguns dos seus participantes.

Será possível um retrato mais acabado – em todos os sentidos - de um silvério do que a deprimente figura de Serra? Em nosso país, jamais um candidato a presidente mostrou tanta falta de escrúpulos, tanta falta de limites de qualquer espécie. Não houve um dentre os seus antecessores como candidato do partido dos silvérios que chegasse a tais extremos nesse submundo moral.

Nenhum desses antecessores apresentou-se como realizador de tanta coisa que não fez. Jamais um deles mentiu tanto ao falar de sua vida anterior – de espetaculares realizações que não existiram e de outras, reais, com as quais nada teve a ver. Nunca, qualquer deles, prometeu coisas tão colossais quanto alucinadas, sempre de acordo com o auditório da vez, ainda que uma fosse antagônica à outra, e que todas estivessem em contradição com tudo o que Serra praticou em recentíssimo passado. Foi como se achasse possível ganhar a eleição com promessas de suborno – e um suborno monstruoso, de tão impossível.

Naturalmente, cada um mede os outros pela medida que tem de si próprio. Mas também nem um dos seus predecessores ultrapassou tanto a porteira da infâmia, da substituição da luta política pela difamação, pela aleivosia, pelo insulto, pela calúnia. Nem mesmo o paraninfo de todos eles, Carlos Lacerda – até aqui um energúmeno muito difícil de ser mesmo imaginado pelas novas gerações.

O melancólico fim da campanha de Serra, que, com toda a sua mídia, reuniu alguns gatos pingados, boa parte pagos para comparecer, abandonado até pelos seus pares – por que a traição seria fiel à traição? - reflete o repúdio do povo brasileiro a todos os silvérios.

Serra é pior do que seus antecessores porque é tudo o que restou deles – moral, ideológica e até fisicamente, pois nos é impossível acreditar que aquele facies amargo, de repelente inveja e ressentimento, não seja a fachada de uma alma.

O povo não teve condições de impedir as corruptas privatizações, os roubos à propriedade coletiva para entregá-la a monopólios sobretudo externos, as propinas milionárias, a destruição da cadeia produtiva nacional, a dragagem do Tesouro, a devastação dos serviços públicos, a terrível hemorragia que durante anos impuseram ao país, em suma, tudo aquilo de que Serra é o representante, e foi executor.

Não esqueceremos o sofrimento de milhões de crianças, mulheres, idosos, homens capazes subitamente desempregados, gente sem ter o que comer, sem ter onde morar, sem ter como viver. Os que perpetraram esses crimes ainda não pagaram por eles.

Mas o Brasil sempre existirá enquanto o povo brasileiro existir.

O dia de hoje é apenas o dia que antecede o de amanhã.

 Stefan Zweig estava certo: nós somos o país do futuro. Mesmo nos piores momentos. Não foi assim com Tiradentes?

A eleição de Lula, em 2002, foi o início da nossa recuperação.
Era necessário que o povo tomasse em suas próprias mãos o seu país – como disse Getúlio Vargas em 1930 – para outra vez tirá-lo do sombrio abismo onde os silvérios o haviam embrenhado.

A eleição de Dilma é o resultado desse período - inicial, mas por isso mesmo mais difícil - de recuperação do Brasil. Naturalmente, essa foi a obra do presidente Lula – inclusive a escolha da pessoa certa, a sua principal colaboradora, para candidata à sua sucessão.

A vitória de Dilma será, pela terceira vez nos últimos anos, a vitória do partido de Tiradentes, aquele alferes que doou a sua vida para afirmar que “se quisermos, faremos, juntos, deste país uma grande Nação”. Talvez não seja fortuita a coincidência da candidata que nasceu na terra de Joaquim José e fixou residência, após anos de luta e resistência nas câmaras de tortura, no Estado de Getúlio Vargas.

O fato é que o povo, muito corretamente, percebeu em Dilma, como antes percebera em Lula, a condensação das esperanças que nos movem desde o século XVIII – isto é, aquelas aspirações que fizeram e fazem de nós uma nação. Por isso, sua candidatura extrapolou, logo na partida, qualquer partido institucional, inclusive o PT - que em nada ficou diminuído, pelo contrário - para tornar-se a candidatura de toda a nação, isto é, precisamente, a nação de Tiradentes e Getúlio. Tentar reduzi-la a menos que o partido de Tiradentes seria, evidentemente, mera tacanhice que restringiria o seu terreno – e, assim, concederia esse terreno aos inimigos do país.

Devido a esse caráter amplo e profundo, nada – nem os recursos mais baixos do adversário, nem a cruzada mais despudorada da mídia reacionária e golpista - conseguiu deter o crescimento de Dilma.

Contra ela, esboroaram-se aquelas que são a principal e traiçoeira arma dos silvérios, as pesquisas eleitorais enganosas. Nas últimas, até o notório Ibope teve de convergir para os mesmos números que apontaram o Vox Populi e o Sensus: Dilma vence no primeiro turno, pelo menos com 55% dos votos válidos. O Datafolha, tão insensato quanto o seu dono, o perdulário Otavinho, estroina que dilapida a fortuna que o pai lhe deixou, ainda insiste no roubo – porém, mesmo essa repartição da “Folha de S. Paulo” começou a reajeitar seus números, devolvendo, no momento ainda pouca coisa, do que havia furtado nas preferências eleitorais de Dilma. A eleição se aproxima e o Otavinho quer fugir ao castigo.

A ascensão esplendorosa (o leitor vai nos permitir este altissonante adjetivo) de Dilma e a debacle fragorosa de Serra são os sinais mais recentes e retumbantes do novo período da História do Brasil iniciado por Lula. O povo viu em Dilma uma sucessora à altura. E tem razão.

 Vamos à eleição, que há ainda muita coisa para se fazer no Brasil.

CARLOS LOPES
do Jornal HORA DO POVO