Antes de tudo, um forte abraço, em amor à História e à Verdade...

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

POR QUE A CULPA NÃO É DO COLONIZADOR?

Por que não culpam o colonizador? 

Vamos esclarecer uma coisa. 

Não há nenhum problema palestino. O problema é Israel. 

Os palestinos não invadiram a Europa. 

Os palestinos não ocuparam nenhuma nação européia. 

Os palestinos jamais perseguiram quem quer que seja por questões religiosas. 

Governantes muçulmanos palestinos sempre trataram respeitosamente quaisquer membros de outras religiões. 

Jamais perseguiram os judeus europeus ou ocidentais. 

Os europeus cristãos é quem perseguiam os judeus. 

Os europeus cristãos é quem criaram os campos de concentração. 

O holocausto é um produto cristão europeu. 

E o muçulmano é o terrorista? 

A criação de Israel foi uma ação cínica do Ocidente para livrar-se de seus judeus já que os campos de concentração não bastaram. 

Roubaram uma terra que não lhes pertencia para doá-la a pessoas que não tinham nenhuma relação com a região. 

E os palestinos é que pagam a fatura? 

Vamos esclarecer uma coisa. 

A Palestina é uma nação ocupada. 

E como nação ocupada tem o direito de utilizar todos os meios a seu alcance para se libertar. 

Foi o que fizeram todas as nações africanas. 

Foi o que fizeram as nações asiáticas. 

Foi o que fizeram as nações americanas para se libertar do jugo colonialista. 

A Palestina é uma nação ocupada. 

Terrorista é o ocupante. 

Por isso engana-se quem trata o Hamas como um movimento terrorista. 

Terroristas são os invasores e colonizadores. 

Não se esqueçam. O presidente inconteste da Palestina, Yasser Arafat, sentou-se à mesa de negociação e apertou a mão de Rabin. 

Rabin foi assassinado por um terrorista judeu. 

E a cada reunião de Arafat com os israelenses, mudava-se a oferta. 

A cada reunião com Arafat, o mapa da Palestina encolhia. 

E acusavam Arafat de intransigente. 

Dos 100% da Palestina, a ONU ofereceu 47% aos palestinos. 

Os 100% originais, que passaram a 47%, foram encolhendo a cada reunião. 

Hoje Israel oferece 17% e acusa os palestinos de não quererem negociar. 

Eles querem enganar a quem? 

Fossem eles sinceros, teriam negociado com Arafat. 

Ao invés disso o mantiveram em prisão. 

Arafat morreu e até hoje pairam dúvidas sobre a sua morte. 

Morreu ou foi assassinado? 

Foram realizadas eleições na Palestina e o Hamas venceu. 

Os observadores internacionais que acompanharam essa eleição, entre os quais o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, afirmaram que foram eleições limpas e transparentes. 

E qual foi a reação de Israel? 

Dividir a Palestina e criar um cerco brutal. 

Na Cisjordânia, o muro da vergonha. 

Em Gaza, um cerco onde ninguém entrava, ninguém saía. 

Isto são fatos. 

A Palestina é uma nação ocupada que busca a liberdade. 

Israel é o opressor que não distingue seus alvos. 

O Hamas é um movimento de libertação que tenta libertar sua terra da fome, da miséria, do muro da vergonha e do maior campo de concentração de que se tem notícia. 

Por isso, NÃO CULPEM o Hamas. 

Culpem o colonizador. 


Postado por bourdoukan
Atualização : Money Spender disse: " Admito que tudo que vc escreveu é verdadeiro, mas apenas que o que incomoda é a visível parcialidade na forma como vc escreveu..."

Eles é que agem com "parcialidade".
Este é o "OUTRO LADO DA HISTÓRIA" que querem ocultar do Mundo!
Se você admitiu ser VERDADEIRO é porque é mesmo. Então, não veja como "parcialidade" minha... mas, como VERDADE.
POR QUE NÃO CULPAM O COLONIZADOR?
São invasores e ocupantes e tem massacrado o Povo Palestino. É isso!

Informe-se por fontes fidedignas.
Atualização 2: Ricardo D disse: "OS PALESTINOS NÃO EXISTIAM ANTES DE 1960. Existiam pessoas morando lá, mas nunca foram uma nação...."

Ah... Então, existiam pessoas MORANDO lá?!
Existiam e existem... e ...são os verdadeiros donos das terras.
PREZO E BUSCO A VERDADE.
A verdade ... tão somente a VERDADE... doa a quem doer.

O Mundo quer PAZ!
Eu quero PAZ!
Os Iraquianos querem PAZ!
Os Palestinos querem PAZ!

Você quer PAZ ou GUERRA?
Atualização 3: MGoulart: Quem lança bombas, invade, humilha, oprime, massacra, destrói ...é Israel.
Contar vantagem com o sangue alheio nas mãos é fácil.


Melhor resposta
Concordo plenamente. Onde é que subscrevo?

PS.: Os sionistas já perceberam que os judeus se não são os mais inteligentes são os menos burros. Assim, há muito tempo os sionistas vem apostando na ignorância dos outros povos - para manipulá-los. Por isso, agora, a História de palestinos começa em 1960. E o argumento de que existiam pessoas morando lá, mas que não foram uma nação é uma “pé****”. Por que essas pessoas que moravam lá nunca constituíram uma nação? Porque de seis em seis meses, ou todos os anos mudavam essas pessoas?
Vamos nos fazer valer do que há na Internet a respeito:

“A palavra Palestina deriva do grego Philistia, nome dado pelos autores da Grécia Antiga a esta região, devido ao facto de em parte dela (entre a actual cidade de Tel Aviv e Gaza) se terem fixado no século XII a.C. os Filisteus.”
Este povo é igualmente mencionado nos escritos do Antigo Egito. Em meados do século XV a.C. a região foi conquistada pelo faraó Tutmósis III, sendo perdida no final da XVIII dinastia, para ser novamente reconquistada por Seti I e por Ramsés II. Com o enfraquecimento do poder egípcio em finais do século XIII a.C., a região será invadida pelos Povos do Mar.
Um destes povos, os Filisteus, fixa-se junto à costa onde constroem um poderoso reino. Contemporânea a esta invasão é a chegada das tribos hebraicas, lideradas por Josué. A sua instalação no interior gerou guerras com os Filisteus, que se recusam a aceitar a religião hebraica.
As tribos hebraicas decidem então unir-se para formar uma monarquia, cujo primeiro rei é Saul. O seu sucessor, David (início do I milénio a.C.) derrota finalmente os Filisteus e fixa a capital do reino em Jerusalém. Durante o reinado do seu filho, Salomão, o reino vive um período de prosperidade, mas com a sua morte é dividido em duas partes: a norte, surgirá o reino de Israel (com capital na Samaria) e a sul, o reino de Judá (com capital em Jerusalém).
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Palestina
Entendem porque há tanto ressentimento entre as partes? Exatamente porque essa guerra não tem somente 49 anos: ela é muito mais antiga que a religião muçulmana. Portanto, se alguma religião interfere de modo obstinado, impedindo qualquer acordo - é a judaica, que já existia antes do conflito ter início. Este conflito sempre foi insuflado pela religião judaica, que quer impor a todos os outros povos a idéia de que os judeus são “o povo escolhido”. Ou seja, é a mais antiga forma de declarar a “superioridade” de uma raça: declará-la escolhida por Deus.
Na verdade, essa declaração tem sido uma tentativa milenar de impor à toda humanidade uma vontade humana como se fosse divina. Israel não é o povo escolhido por Deus, mas, ao revés, o povo que luta contra Deus - pois esse nome teria se originado da luta de Jacó (fundador da nação hebraica) contra um anjo que, mais tarde, na mesma passagem, é retratado como Deus(Gênesis primeiro livro da Bíblia. Cap. 32; vers. 24-30).
Mas, confiando que ninguém vai perceber esse “detalhe”, os judeus se vendem como o povo escolhido.
Mas se a maioria dos povos tem um território (como russos, chineses, americanos, indianos, brasileiros entre centenas de outros), por que, justamente o povo escolhido, não teria o seu território, tendo de usurpá-lo de outro povo? O fato é que as verdades que existem na História de Israel têm sempre sido ofuscadas pelas lendas, pelas inverdades e pelas distorções.
Enquanto ficamos nas suposições de que se "eles pudessem lançariam bombas para destruir Israel", Israel, efetivamente, lançam milhares de mísseis e usa de armamentos permitidos - e proibidos - para, efetivamente, exterminar seus opositores.

Source:

    https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090220212840AAYhN3k

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

AS BOMBAS DE NETANYAHU ASSASSINARAM 17 JORNALISTAS EM GAZA

Um terrorista na marcha da paz. Você é Charlie?

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:

O maior assassino em atividade no mundo, o líder israelense Benjamin Netanyahu, que ordenou as mortes de 2,2 mil pessoas inocentes na última ofensiva em Gaza, incluindo idosos, mulheres e crianças (513 ao todo), além de vários jornalistas que cobriam o conflito, esteve presente na marcha deste domingo em Paris, ao lado de outros líderes mundiais; a presença de Netanyahu na marcha levanta uma questão intrigante: o que acontecerá numa Europa onde grupos xenófobos e islamofóbicos duelam com forças progressistas, que vinham lutando pelo reconhecimento do estado palestino?

O maior terrorista global, o líder israelense Benjamin Netanyahu, que pratica o terror como política de estado e ordenou as mortes de 2,2 mil pessoas, incluindo 513 crianças e 17 jornalistas, na última ofensiva militar na Faixa de Gaza, ocorrida em julho de 2014, marchou pela paz, ao lado de outros líderes mundiais, neste domingo, em Paris.

A simples presença de Netanyahu no marcha ‘Je suis Charlie’ levanta questões intrigantes. 

Desde o morticínio em Gaza, ordenado após as mortes jamais plenamente esclarecidas de três adolescentes israelenses, Israel vinha se isolando no front internacional

Diversos países europeus, como a Suécia, já estavam reconhecendo o estado palestino – algo que já havia sido feito, no Brasil, pelo ex-presidente Lula, há vários anos

Em 17 de dezembro do ano passado, o mesmo movimento foi feito pelo parlamento europeu, por 488 votos a favor, 88 contra e 111 abstenções. No mesmo dia, o Hamas também foi removido da lista de organizações terroristas.

Essa onda progressista na Europa, que poderia contribuir para o fim de um dos grandes fatores de instabilidade global, que é a opressão na Palestina, se confrontava com outra tendência: a crescente islamofobia em países como França e Alemanha, que possuem um grande contingente de imigrantes, sobretudo muçulmanos

Agora, a tendência é que a guerra ao chamado ‘extremismo islâmico’ ganhe força, dando maior impulso ao terrorismo de Estado praticado por Israel.

A passeata deste domingo em Paris, que reuniu 1,5 milhão de pessoas, ocorre em resposta à morte de 12 pessoas na chacina ocorrida na sede do jornal satírico Charlie Hebdo e vem sendo encarada como uma defesa da liberdade de expressão.

Nunca é demais lembrar, porém, que na última ofensiva militar em Gaza, feita ao arrepio de qualquer lei internacional, foram assassinados 17 jornalistas

Eis os nomes dos profissionais de comunicação silenciados pelas bombas de Netanyahu:

1. Hamid Abdullah Shehab – “Media 24″company.
2. Najla Mahmoud Haj – ativista de mídia
3 Khalid Hamad – the “Kontnao” Media Production company.
4. Ziad Abdul Rahman Abu Hin – al-Ketab satellite channel.
5. Ezzat Duheir – Prisoners Radio.
6. Bahauddin Gharib – Palestine TV.
7 Ahed Zaqqout – jornalista esportivo veterano
8 Ryan Rami – Palestinian Media Network.
9 Sameh Al-Arian – Al-Aqsa TV.
10
Mohammed Daher – editor no al-Resala paper.
11.
Abdullah Vhjan – jornalista esportivo
12
Khaled Hamada Mqat- diretor do site de notícias Saja.
13.
Shadi Hamdi Ayyad – jornalista freelancer.
14.
Mohammed Nur al-Din al-Dairi – fotógrafo na Palestinian Network.
15.
Ali Abu Afesh – Doha Center for Media.
16
Simone Camille – fotógrafa na Associated Press.
17.
Abdullah fadel Murtaja


Fonte: 247 publicado em 11 de janeiro 2015

http://www.orientemidia.org/um-terrorista-na-marcha-da-paz-voce-e-charlie/

domingo, 28 de setembro de 2014

O DISCURSO DE DILMA ROUSSEFF NA ABERTURA DA 69ª ASSEMBLÉIA GERAL DA ONU

Discurso na Abertura da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas
Presidente Dilma Rousseff
Embaixador Sam Kutesa, Presidente da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas,
Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,
Excelentíssimos Senhores e Senhoras Chefes de Estado e de Governo,
Senhoras e Senhores,
Para o Brasil – que tem a honra e o privilégio de abrir este debate – é grande a satisfação de ver na Presidência desta Sessão da Assembleia Geral um filho da África.  Nós, os brasileiros, somos ligados por laços históricos, culturais e de amizade ao continente africano, cuja contribuição foi e é decisiva para a constituição da identidade nacional de meu país. 
Senhor Presidente,
Abro este Debate Geral às vésperas de eleições, que vão escolher, no Brasil, o Presidente da República, os Governos Estaduais e grande parte de nosso Poder Legislativo. Essas eleições são a celebração de uma democracia que conquistamos há quase trinta anos, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Com ela muito avançamos na estabilização econômica do país. 
Nos últimos doze anos, em particular, acrescentamos a essas conquistas a construção de uma sociedade inclusiva baseada na igualdade de oportunidades.
A Grande Transformação em que estamos empenhados produziu uma economia moderna e uma sociedade mais igualitária. Exigiu, ao mesmo tempo, forte participação popular, respeito aos Direitos Humanos e uma visão sustentável de nosso desenvolvimento. 
Exigiu, finalmente, uma ação na cena global marcada pelo multilateralismo, pelo respeito ao Direito Internacional, pela busca da paz e pela prática da solidariedade. 
Senhor Presidente,
Há poucos dias a FAO informou que o Brasil saiu do mapa da fome.
Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário básico, aumentando em  71%  seu poder de compra. Com isso, reduziu a desigualdade.
Trinta e seis milhões de brasileiros deixaram a miséria desde 2003; 22 milhões somente em meu governo. Para esse resultado contribuíram também políticas sociais e de transferência de renda reunidas no Plano Brasil Sem Miséria. 
Na área da saúde, logramos atingir a meta de redução da mortalidade infantil,antes do prazo estabelecido pelas Metas do Milênio.
Universalizamos o acesso ao ensino fundamental. Perseguimos o mesmo objetivo no ensino médio. Estamos empenhados em aumentar sua qualidade, melhorando os currículos e valorizando o professor. 
O ensino técnico avançou com a criação de centenas de novas escolas e a formação e qualificação tecno-profissional de 8 milhões de jovens, nos últimos 4 anos.
​Houve uma expansão sem precedentes da educação superior: novas Universidades Públicas e mais de 3 milhões de alunos contemplados com bolsas e financiamentos que garantem acesso a universidades privadas.  
Ações afirmativas permitiram o ingresso massivo de estudantes pobres, negros e indígenas na Universidade. 
Finalmente, os desafios de construção de uma sociedade do conhecimento ensejaram a criação do Programa Ciência sem Fronteiras, pelo qual mais de 100 mil estudantes de graduação e pós-graduação são enviados às melhores universidades do mundo. 
Por iniciativa presidencial, o Congresso Nacional aprovou lei que destina 75% dos royalties e 50% do fundo de recursos do PRÉ SAL para a educação e 25% para a saúde. 
Vamos transformar recursos finitos –  como o petróleo e o gás -  em algo perene: educação,  conhecimento científico e tecnológico e inovação. Esse será nosso passaporte para o futuro. 
Senhor Presidente, 
Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa. 
Assim, soubemos dar respostas à grande crise econômica mundial,deflagrada em 2008. Crise do sistema financeiro internacional, iniciada após a quebra do Lehman Brothers e, em seguida, transformada em muitos países em crise de dívidas soberanas. 
Resistimos às suas piores conseqüências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento.
​Continuamos a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura. 
​O Brasil saltou da 13ª para 7ª maior economia do mundo e a renda per capita mais que triplicou. A desigualdade caiu.  
Se em 2002, mais da metade dos brasileiros era pobre ou muito pobre, hoje 3 em cada 4 brasileiros integram a classe média e os extratos superiores.
No período da crise, enquanto o mundo desempregava centena de milhões de trabalhadores, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais.
Além disso, nos consolidamos como um dos principais destinos de investimentos externos.
Retomamos o investimento em infraestrutura numa forte parceria com o setor privado.
Todos esses ganhos estão ocorrendo em ambiente de solidez fiscal. Reduzimos a dívida pública líquida de aproximadamente 60% para 35% do PIB. 
A dívida externa bruta em relação ao PIB caiu 42% para 14%.
As reservas internacionais foram multiplicadas por 10 e assim, nos tornamos credores internacionais. 
A taxa de inflação anual também tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas em vigor no País. 
Senhor Presidente,
Ainda que tenhamos conseguido resistir às consequências mais danosas da crise global, ela também nos atingiu, de forma mais aguda, nos últimos anos.
Tal fato decorre da persistência, em todas as regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente nosso crescimento.
Reitero o que disse, no ano passado na abertura do Debate Geral.
É indispensável e urgente retomar o dinamismo da economia global. Ela deve funcionar como instrumento de indução do investimento, do comércio internacional e da diminuição das desigualdades entre países.
No que se refere ao comércio internacional, impõe-se um compromisso de todos com um programa de trabalho para a conclusão da Rodada de Doha.
É imperioso também, Senhor Presidente, pôr fim ao descompasso entre a crescente importância dos países em desenvolvimento na economia mundial e sua insuficiente participação nos processos decisórios das instituições financeiras internacionais,  como o FMI e o Banco Mundial. É inaceitável a demorana ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento nessas instituições. 
O risco que estas instituições correm é perder sua legitimidade e eficiência. 
Senhor Presidente,  
Com grande satisfação o Brasil abrigou a VI Cúpula dos BRICS. Recebemos os líderes  da China, da India, da Rússia e da África do Sul num encontro fraterno, proveitoso que aponta para importantes perspectivas para o futuro. 
Assinamos os acordos de constituição do Novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas. 
O Banco atenderá às necessidades de financiamento de infraestrutura dos BRICS e dos países em desenvolvimento. 
O Arranjo Contingente de Reservas protegerá os países de volatilidades financeiras.
Cada instrumento terá um aporte de US$ 100 bilhões.
Senhor Presidente,

A atual geração de líderes mundiais – a nossa geração – tem sido chamada a enfrentar tb importantes desafios vinculados aos temas da paz,  da segurança coletiva e do meio ambiente. 
Não temos sido capazes de resolver velhos contenciosos nem de impedir novas ameaças. 
O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da Questão Palestina; no massacre sistemático do povo sírio; na trágica desestruturação nacional do Iraque; na grave insegurança na Líbia; nos conflitos no Sahel e nos embates na Ucrânia. 
A cada intervenção militar não caminhamos para a Paz mas, sim, assistimos ao acirramento desses conflitos.
Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários. Não podemos aceitar que essas manifestações de barbárie recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios. 
Tampouco podemos ficar indiferentes ao alastramento do vírus Ebóla no oeste da África. Nesse sentido, apoiamos a proposta do Secretário-Geral de estabelecer a Missão das Nações Unidas de Resposta Emergencial ao Ebóla.
Senhor Presidente,
O Conselho de Segurança tem encontrado dificuldade em promover a solução pacífica desses conflitos. Para vencer esses impasses será necessária uma verdadeira reforma do Conselho de Segurança, processo que se arrasta há muito tempo.
Os 70 anos das Nações Unidas, em 2015, devem ser a ocasião propícia para o avanço que a situação requer. Estou certa de que todos entendemos os graves riscos da paralisia e da inação do CSNU.
Um Conselho mais representativo e mais legítimo poderá ser também mais eficaz. 
Gostaria de reiterar que não podemos permanecer indiferentes à crise israelo-palestina, sobretudo depois dos dramáticos acontecimentos na Faixa de Gaza. Condenamos o uso desproporcional da força, vitimando fortemente a população civil, especialmente mulheres e crianças. 
Esse conflito deve ser solucionado e não precariamente administrado, como vem sendo.  Negociações efetivas entre as partes têm de conduzir à solução de dois Estados – Palestina e Israel – vivendo lado a lado e em segurança, dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas. 
Em meio a tantas situações de conflito,a América Latina e o Caribe buscam enfrentar o principal problema que nos marcou, por   séculos  – a desigualdade social.
Fortalecem-se as raízes democráticas e firma-se a busca de um crescimento econômico mais justo, inclusivo e sustentável. Avançam os esforços de integração, por meio do Mercosul, da UNASUL e da CELAC.
Senhor Presidente,
A mudança do clima é um dos grandes desafios da atualidade. Necessitamos, para vencê-la, sentido de urgência, coragem política e o entendimento de que cada um deverá contribuir segundo os princípios da equidade e dasresponsabilidades comuns, porémdiferenciadas.
A Cúpula do Clima, convocada em boa hora pelo Secretário-Geral, fortalece asnegociações no âmbito da Convenção-Quadro.
O Governo brasileiro se empenhará para que o resultado das negociações leve a um novo acordo equilibrado, justo e eficaz.
O Brasil tem feito a sua parte para enfrentar a mudança do clima.
Comprometemo-nos, na Conferência de Copenhague, com uma redução voluntária das nossas emissões em 36% a 39%, na projeção até 2020.  
Entre 2010 e 2013, deixamos de lançar na atmosfera, a cada ano, em média, 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono. 
Alcançamos em todos esses anos as 4 menores taxas de desmatamento da nossa história. 
Nos últimos 10 anos, reduzimos o desmatamento em 79%, sem renunciar ao desenvolvimento econômico nem à inclusão social.
Mostramos, que é possível crescer, incluir, conservar e proteger. Uma conquista como essa  resulta do empenho - firme e contínuo – do Governo, da sociedade e de agentes públicos e privados.
Esperamos que os países desenvolvidos - que têm a obrigação não só legal, mas também política de liderar,pelo exemplo, demonstrem de modo inequívoco e concreto seu compromisso de combater esse mal que aflige a todos.
Na Rio+20 tivemos a grande satisfação de definir uma nova agenda, baseada em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicáveis tanto a países desenvolvidos, quanto aos em desenvolvimento.
Será crucial definirmos meios de implementação que correspondam à magnitude das dificuldades que nos comprometemos a superar. Precisamos ser ambiciosos em matéria de financiamento, cooperação, construção de capacidades nacionais e transferência de tecnologias, sobretudo em favor dos países menos desenvolvidos.
Destaco, nesse contexto, a necessidade de estabelecer um mecanismo para o desenvolvimento, a transferência e a disseminação de tecnologias limpas e ambientalmente sustentáveis.
Senhor Presidente,
Ao lado do desenvolvimento sustentável e da paz, a ordem internacional que buscamos construir funda-se em valores.
Entre eles, destacam-se o combate a todo o tipo de discrimnação e exclusão. 
Temos um compromisso claro com a valorização da mulher no mundo do trabalho, nas profissões liberais, no empreendedorismo, na atividade política, no acesso à educação entre outros. O meu governo combate incansavelmente a violência contra a mulher em todas as suas formas. Consideramos o século 21, o século das mulheres.
Da mesma maneira, a promoção da igualdade racial é o resgate no Brasil dos séculos de escravidão a que foram submetidos os afro-brasileiros, hoje mais da metade de nossa população.
​Devemos a eles um inestimável legado permanente de riquezas  e valores culturais, religiosos e humanos. Para nós, a miscigenação é um fator de orgulho.
​O racismo, mais que um crime inafiançável é uma mancha que não hesitamos em combater, punir e erradicar.
​O mesmo empenho que temos  em combater a violência contra as mulheres e os afrobrasileiros temos tb contra a homofobia. A suprema corte do meu Páisreconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurando-lhes todos os direitos civis, daí decorrentes. 
Acreditamos firmemente na dignidade de todo ser humano e na universalidade de seus direitos fundamentais. Estes devem ser protegidos de toda seletividade e de toda politização.
Outro valor fundamental é o respeito à coisa pública e o combate sem tréguas à corrupção . 
A história mostra que só existe uma maneira correta e eficiente de combater a corrupção: o fim da impunidade com o fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem atos de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.  
Essa é uma responsabilidade de cada governo. Responsabilidade que nós assumimos, ao fortalecer nossas instituições.
Construímos o Portal Governamental da Transparência que assegura, ao cidadão, acessar os gastos governamentais, em 24 horas.
Aprovamos a lei de acesso à informação que permite ao cidadão brasileiro o acesso a qualquer informação do governo, exceto aquelas  relativas àsoberania do País.
Fortalecemos e demos autonomia aos órgãos que investigam e também ao que faz o controle interno do governo. 
Criamos leis que  punem tanto o corrupto, como o corruptor.
O fortalecimento de tais instituições   é essencial para o aprimoramento de uma governança aberta e democrática. 
A recente reeleição do Brasil para o Comitê Executivo da "Parceria para o Governo Aberto" vai nos permitir contribuir para governos + transparentes no plano mundial.
Senhor Presidente:
É indispensável tomar medidas que protejam eficazmente os direitos humanos tanto no mundo real como no mundo virtual, como preconiza resolução desta Assembleia sobre a privacidade na era digital. 
O Brasil e a Alemanha provocaram essa importante discussão em 2013 e queremos aprofundá-la nesta Sessão.Servirá de base para a avaliação do tema o relatório elaborado pela Alta Comissária de Direitos Humanos.
Em setembro de 2013, propus aqui a criação de um marco civil para a governança e o uso da Internet com base nos princípios da liberdade de expressão, da privacidade, da neutralidade da rede e da diversidade cultural. 
Noto, com satisfação, que a comunidade internacional tem se mobilizado, desde então, para aprimorar a atual arquitetura de governança da Internet. 
Passo importante nesse processo foi a realização, por iniciativa do Brasil, da Reunião Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet - a NETmundial - em São Paulo, em abril deste ano. 
O evento reuniu representantes de várias regiões do mundo e de diversos setores. Foram discutidos os princípios a seguir e as ações a empreender para garantir que a Internet continue a evoluir de forma aberta, democrática, livre, multissetorial e multilateral.
Senhor Presidente,
Os Estados-membros e as Nações Unidas têm, hoje, diante de si desafios de grande magnitude.
Estas devem ser as prioridades desta Sessão da Assembleia Geral. 
O ano de 2015 desponta como um verdadeiro ponto de inflexão. 
Estou certa de que não nos furtaremos a cumprir, com coragem e lucidez, nossas altas responsabilidades na construção de uma ordem internacional alicerçada na promoção da Paz, no desenvolvimento sustentável, na redução da pobreza e da desigualdade.
O Brasil está pronto e plenamente determinado a dar sua contribuição. 
Muito obrigada.


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