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domingo, 11 de janeiro de 2015

A MÍDIA SIONISTA COMEÇA PROPAGANDA MUNDIAL CONTRA O ISLÃ

Mídia corporativa sionista começa propaganda mundial contra o Islã

Tradução: Caminho Alternativo
EUA publica fortes imagens do Estado Islâmico como propaganda anti-islâmica
(06-09-2014) O Departamento de Estado dos EUA lançou um vídeo de propaganda contra o Estado Islâmico para prevenir os possíveis casos de recrutamento de estadunidenses muçulmanos por parte da rede jihadista.
“Pense bem, vire-se para trás”, este lema simples se repete num video de propaganda contra o Estado Islâmico publicado pelo Departamento de Estado dos EUA em seu canal oficial no YouTube, informa a CNN.
As imagens contêm fragmentos de gravações de propaganda do Estado Islâmico publicadas nos forums jihadistas e mostram atrocidades cometidas pelos integrantes do EI, cujas ações se descrevem sarcásticamente no video como “conhecimentos úteis”.
Segundo o video, que leva o título ‘Bem-vindo à terra do Estado Islâmico’, todos os simpatizantes do grupo radical podem aprender a explodir  mesquitas com muçulmanos no interior, a crucificar e executar muçulmanos e a saquear os recursos naturais públicos. Além, informa de que a viagem ao Estado Islâmico é barata, “porque não é necessário bilhete de volta”, aparece impresso no vídeo enquanto se mostram imágens de brutais execuções.
“Nossa missão é expor os dados reais sobre os terroristas e sua propaganda. Não permita que o enganem os que destroem as famílias e seu verdadeiro patrimônio”, explica o Departamento de Estado em sua página oficial no Facebook.
Completado com imágens de terríveis torturas e assassinatos, este vídeo que revela a natureza bárbara do grupo criminoso islâmico é o último esforço do Departamento de Estado para combater o recrutamento jihadista nos EUA.
Segundo a estatística revelada pela CNN, mais de 100 cidadãos estadunidenses viajaram ao estrangeiro para unir-se a esses terroristas em sua luta contra os Governos da Síria e Iraque.

FonteRT
Comentário do blog
Pura propaganda sionista para colocar o mundo contra a religião Islâmica. Já estava planejado desde 1871 pelo Illuminati Albert Pike:
A Terceira Guerra Mundial é para produzir o ódio ao mundo muçulmano com propósitos de manobrar o mundo Islâmico e a política sionista um contra o outro. Enquanto isto está ocorrendo, as nações remanescentes deveriam ser forçadas a lutarem até a exaustão mental, física, espiritual e econômica.
Não escolheram o nome do grupo “Estado Islâmico” à toa, o fizeram propositalmente, para colocar no imaginário coletivo de que o grupo terrorista ISIS é a representação do Islã. O objetivo é colocar a política sionista contra o Islã e para isto precisam agredir e demonizar os muçulmanos. Precisam obter deles uma reação e quando os muçulmanos reagirem à esta agressão sionista, a mídia dirá: “Viram como eles são os agressores e terroristas?”
Em primeiro lugar, o ISIS não é criação islâmica, foi criado e financiado pela CIA e MOSSAD israelense, países árabes e europeus também financiam este grupo, e o chamado “califa” é um judeu agente do MOSSAD chamado Elliot Shimon.
O Califa Abu Bakr al-Baghdadi é na verdade Elliot Shimon, um judeu e agente operativo treinado pelo Mossad e CIA
É através desta farsa de “Estado Islâmico” que as corporações transnacionais e bancos norteamericanos sionistas se infiltram na África para fazer frente aos investimentos chineses na região. Ou seja, como não podem enviar tropas sob bandeiras dos EUA, Inglaterra, França ou Israel, criam estes grupos terroristas para que ataquem os países alvos ricos em petróleo, gás e recursos minerais. Na África querem impedir o crescimento chinês e roubar as riquezas dos países  invadidos. É a mesma farsa da Al-Qaeda, que foi usada para atacar o Iraque e Afeganistão.
Talvez muitos não tenham reparado, mas a maioria dos integrantes deste grupo estão encapuzados, o fazem para impedir a sua correta indentificação. Iriamos perceber de cara que estes mercenários terroristas são na verdade europeus, israelenses e norteamericanos.
Outro fato importante, o ISIS ataca o Iraque, a Síria, ameaça o Irã e até a Vladimir Putin, mas em nenhum momento ataca Israel. Nem a Al-Qaeda o faz nas colinas de Golã. Por quê?
Óbviamente nao atacarão Israel porque são grupos criados pelo sionismo, para atacar os vizinhos da Palestina e assim criar um “Grande Israel“. Em Golã Israel quer o controle do gás na região.
O mapa de expansão do ISIS(Estado Islâmico) é o mesmo que o plano expansionista de Israel para criar um “Grande Israel”. Invadindo território do Iraque, Jordânia, Egito e Síria.
Por isso o Egito sofreu golpes de estado e “primavera árabe” patrocinada pelo judeu George Soros, para facilitar a expansão de Israel sem necessidade de atacar o país militarmente. Usam a tática de “golpe suave”, através do financiamento de grupos opositores locais e grupos terroristas com mercenários.
Falando em financiamento, ninguém reparou na quantidade de pickups 0Km da Toyota e Hyundaique o ISIS utiliza? Quem paga por elas? Quem as entrega? Como chegam até eles?
A mídia sionista tenta nos enganar dizendo que eles conseguem a grana através de roubos a banco por onde vão passando e venda de petróleo clandestino. Isto é ridículo! As agências bancárias não ficam com grandes quantias de dinheiro em espécie, experimente o leitor sacar mais de 5 mil reais num banco e será informado de que precisa agendar o saque com 24 horas de antecedência. Não há dinheiro nas agências porque hoje é feito tudo eletronicamente, portanto, os bancos, mais uma vez a banca sionista, estão envolvidos no financiamento ao ISIS. Somente através dos bancos poderiam adquirir armamento em diversas regiões do Oriente Médio.
Se eles vendem petróleo a algum país, então quem está comprando?
Primeiro, o petróleo não é refinado no mesmo local de onde se extrai. Segundo, os barris de petróleo não podem ser transportados em pickups Toyota para as refinarias, somente através de navios petroleiros. E se há navios petroleiros fazendo o transporte, então estamos assumindo que corporações petroleiras nortamericanas e/ou européias são as que estão roubando o petróleo conquistado através do ISIS. E tudo isto começa a fazer sentido, porque as refinarias estão nos EUA e Europa!
A Al-Qaeda e o ISIS possuem dois objetivos, colocar todos os recursos energéticos e minerais do Oriente Médio nas mãos das corporações e bancos sionistas e permitir a expansão de Israel a outros países.
Há quanto tempo o Afeganistão foi invadido e pilhado? Por que ainda existem tropas dos EUA no Afeganistão? O leitor sabe? Por que lá existem riquezas incalculáveis e que são exploradas pelas corporações ocidentais sionistas!
Para conseguir invadir uma nação rica o sionismo inventa inimigos e divulga falsas decapitações. As duas últimas, de Foley e Sotloff são uma fraudeSteven Sotloff  é um judeu israelense e agente do Mossad, o Times of Israel já publicou sua identidade.
Steven Sotloff
Mais propaganda ainti-Islã, a rede MSNBC descaradamente diz que o ISIS é o Islã, uma clara intenção de criar ódio aos muçulmanos em todo o mundo e conseguir um pretexto para atacar aSíria e o Irãos dois últimos países da lista de sete países a serem invadidos.
Esta campanha de ódio aos muçulmanos têm o financiamento do lobbies judaicos nos EUA.Chegaram a espalhar diversos cartazes anti-muçulmanos em Nova York.
Cyrus McGoldrick, um membro do Conselho de Relações Americano-Islâmicas, numa tentativa de falar com uma mulher enquanto ela caminha em frente a uma propaganda onde se lê: “Em qualquer guerra entre o homem civilizado e o selvagem, apoie o homem civilizado – Apoie Israel / Derrote a Jihad” na estação de metrô da Times Square, em Nova York, 24 de setembro de 2012.
Se vão começar a generalizar, dizendo que TODOS os muçulmanos são terroristas e que ISIS representa os muçulmanos e o Islã, então o mundo poderá dizer que TODO judeu é um nazi-sionista.
O que os banqueiros querem é isto, criar uma guerra mundial onde os muçulmanos, junto com os russos, sejam o novo inimigo a ser combatido.
O plano foi exposto, resta que o mundo não acredite neste circo montado pelos Rothschild, Rockefeller e demais famílias de banqueiros.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

SER OU NÃO SER CHARLIE... EIS A QUESTÃO. JE NE SUIS PAS CHARLIE

Eu não sou Charlie !

... Stéphane Charbonnier, conhecido só como Charb. Foi sob o comando dele que a revista intensificou suas charges relacionadas ao Islã – ainda mais após o atentado que a revista sofreu em 2011.

...As charges polêmicas do Charlie Hebdo são de péssimo gosto, mas isso não está em questão. O fato é que elas são perigosas, criminosas até, por dois motivos.

O primeiro é a intolerância. Na religião muçulmana, há um princípio que diz que o profeta Maomé não pode ser retratado, de forma alguma. (Isso gera situações interessantes, como o filme A Mensagem – Ar Risalah, de 1976 – que conta a história do profeta sem desrespeitar esse dogma – as soluções encontradas são geniais!). Esse é um preceito central da crença Islâmica, e desrespeitar isso desrespeita todos os muçulmanos. Fazendo um paralelo, é como se um pastor evangélico chutasse a estátua de Nossa Senhora para atacar os católicos. O Charlie Hebdo publicou a seguinte charge:


Qual é o objetivo disso? 

Atacar a cultura alheia sempre é um ato imperialista. Na época das primeiras publicações, diversas associações islâmicas se sentiram ofendidas e decidiram processar a revista. Os tribunais franceses – famosos há mais de um século pela xenofobia e intolerâmcia (ver Caso Dreyfus) – deram ganho de causa para a revista. Foi como um incentivo. E a Charlie Hebdo abraçou esse incentivo e intensificou as charges e textos contra o Islã.

Na íntegra...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Je ne suis pas Charlie

Em primeiro lugar, eu condeno os atentados do dia do 7 de janeiro. Apesar de muitas vezes xingar e esbravejar no meio de discussões, sou um cara pacífico. A última vez que me envolvi em uma briga foi aos 13 anos (e apanhei feito um bicho). Não acho que a violência seja a melhor solução para nada. Um dos meus lemas é a frase de John Donne: “A morte de cada homem diminui-me, pois faço parte da humanidade; eis porque nunca me pergunto por quem dobramos sinos: é por mim”. Não acho que nenhum dos cartunistas “mereceu” levar um tiro. Ninguém merece. A morte é a sentença final, não permite que o sujeito evolua, mude. Em momento nenhum, eu quis que os cartunistas da Charlie Hebdo morressem. Mas eu queria que eles evoluíssem, que mudassem.

Após o atentado, milhares de pessoas se levantaram no mundo todo para protestar contra os atentados. Eu também fiquei assustado, e comovido, com isso tudo. Na internet, surgiu o refrão para essas manifestações: Je Suis Charlie. E aí a coisa começou a me incomodar.

A Charlie Hebdo é uma revista importante na França, fundada em 1970 e identificada com a esquerda pós-68. Não vou falar de toda a trajetória do semanário. Basta dizer que é mais ou menos o que foi o nosso Pasquim. Isso lá na França. 90% do mundo (eu inclusive) só foi conhecer a Charlie Hebdo em 2006, e já de uma forma bastante negativa: a revista republicou as charges do jornal dinamarquês Jyllands-Posten (identificado como “Liberal-Conservador”, ou seja, a direita européia). E porque fez isso? Oficialmente, em nome da “Liberdade de Expressão”, mas tem mais...

O editor da revista na época era Philippe Val. O mesmo que escreveu um texto em 2000 chamando os palestinos (sim! O povo todo) de “não-civilizados” (o que gerou críticas da colega de revista Mona Chollet – críticas que foram resolvidas com a saída dela). Ele ficou no comando até 2009, quando foi substituído por Stéphane Charbonnier, conhecido só como Charb. Foi sob o comando dele que a revista intensificou suas charges relacionadas ao Islã – ainda mais após o atentado que a revista sofreu em 2011.

Uma pausa para o contexto. A França tem 6,2 milhões de muçulmanos. São, na maioria, imigrantes das ex-colônias francesas. Esses muçulmanos não estão inseridos igualmente na sociedade francesa. A grande maioria é pobre, legada à condição de “cidadão de segunda classe”. Após os atentados do World Trade Center, a situação piorou. Já ouvi de pessoas que saíram de um restaurante “com medo de atentado” só porque um árabe entrou. Lembro de ter lido uma pesquisa feita há alguns anos (desculpem, não consegui achar a fonte) em que 20 currículos iguais eram distribuídos por empresas francesas. Eles eram praticamente iguais. A única diferença era o nome dos candidatos. Dez eram de homens com sobrenomes franceses, ou outros dez eram de homens com sobrenomes árabes. O currículo do francês teve mais que o dobro de contatos positivos do que os do candidato árabe. Isso foi há alguns anos. Antes da Frente Nacional, partido de ultra-direita de Marine Le Pen, conquistar 24 cadeiras no parlamento europeu...

De volta à Charlie Hebdo: Ontém vi Ziraldo chamando os cartunistas mortos de “heróis”. O Diário do Centro do Mundo (DCM) os chamou de“gigantes do humor politicamente incorreto”. No Twitter, muitos chamaram de “mártires da liberdade de expressão”. Vou colocar na conta do momento, da emoção. As charges polêmicas do Charlie Hebdo são de péssimo gosto, mas isso não está em questão. O fato é que elas são perigosas, criminosas até, por dois motivos.

O primeiro é a intolerância. Na religião muçulmana, há um princípio que diz que o profeta Maomé não pode ser retratado, de forma alguma. (Isso gera situações interessantes, como o filme A Mensagem – Ar Risalah, de 1976 – que conta a história do profeta sem desrespeitar esse dogma – as soluções encontradas são geniais!). Esse é um preceito central da crença Islâmica, e desrespeitar isso desrespeita todos os muçulmanos. Fazendo um paralelo, é como se um pastor evangélico chutasse a estátua de Nossa Senhora para atacar os católicos. O Charlie Hebdo publicou a seguinte charge:


Qual é o objetivo disso? O próprio Charb falou: “É preciso que o Islã esteja tão banalizado quanto o catolicismo”. Ok, o catolicismo foi banalizado. Mas isso aconteceu de dentro pra fora. Não nos foi imposto externamente. Note que ele não está falando em atacar alguns indivíduos radicais, alguns pontos específicos da doutrina islâmica, ou o fanatismo religioso. O alvo é o Islã, por si só. Há décadas os culturalistas já falavam da tentativa de impor os valores ocidentais ao mundo todo. Atacar a cultura alheia sempre é um ato imperialista. Na época das primeiras publicações, diversas associações islâmicas se sentiram ofendidas e decidiram processar a revista. Os tribunais franceses – famosos há mais de um século pela xenofobia e intolerâmcia (ver Caso Dreyfus) – deram ganho de causa para a revista. Foi como um incentivo. E a Charlie Hebdo abraçou esse incentivo e intensificou as charges e textos contra o Islã.

Mas existe outro problema, ainda mais grave. A maneira como o jornal retratava os muçulmanos era sempre ofensiva. Os adeptos do Islã sempre estavam caracterizados por suas roupas típicas, e sempre portando armas ou fazendo alusões à violência (quantos trocadilhos com “matar” e “explodir”...). Alguns argumentam que o alvo era somente “os indivíduos radicais”, mas a partir do momento que somente esses indivíduos são mostrados, cria-se uma generalização. Nem sempre existe um signo claro que indique que aquele muçulmano é um desviante, já que na maioria dos casos é só o desviante que aparece. É como se fizéssemos no Brasil uma charge de um negro assaltante e disséssemos que ela não critica/estereotipa os negros, somente aqueles negros que assaltam...



E aí colocamos esse tipo de mensagem na sociedade francesa, com seus 10% de muçulmanos já marginalizados. O poeta satírico francês Jean de Santeul cunhou a frase: “Castigat ridendo mores” (costumes são corrigidos rindo-se deles). A piada tem esse poder. Se a piada é preconceituosa, ela transmite o preconceito. Se ela sempre retrata o árabe como terrorista, as pessoas começam a acreditar que todo árabe é terrorista. Se esse árabe terrorista dos quadrinhos se veste exatamente da mesma forma que seu vizinho muçulmano, a relação de identificação-projeção é criada mesmo que inconscientemente. Os quadrinhos, capas e textos da Charlie Hebdo promoviam a Islamofobia. Como toda população marginalizada, os muçulmanos franceses são alvo de ataques de grupos de extrema-direita. Esses ataques matam pessoas. Falar que “Com uma caneta eu não degolo ninguém”, como disse Charb, é hipócrita. Com uma caneta se prega o ódio que mata pessoas.

No artigo do Diário do Centro do Mundo, Paulo Nogueira diz: “Existem dois tipos de humor politicamente incorreto. Um é destemido, porque enfrenta perigos reais. O outro é covarde, porque pisa nos fracos. Os cartunistas do jornal francês Charlie Hebdo pertenciam ao primeiro grupo. Humoristas como Danilo Gentili e derivados estão no segundo.” Errado. Bater na população islâmica da França é covarde. É bater no mais fraco.

Uma das defesas comuns ao estilo do Charlie Hebdo é dizer que eles também criticavam católicos e judeus. Isso me lembra o já citado gênio do humor (sqn) Danilo Gentilli, que dizia ser alvo de racismo ao ser chamado de Palmito (por ser alto e branco). Isso é canalha. Em nossa sociedade, ser alto e branco não é visto como ofensa, pelo contrário. E – mesmo que isso fosse racismo – isso não daria direito a ele de ser racista com os outros. O fato do Charlie Hebdo desrespeitar outras religiões não é atenuante, é agravante. Se as outras religiões não reagiram a ofensa, isso é um problema delas. Ninguém é obrigado a ser ofendido calado.

“Mas isso é motivo para matarem os caras!?”. Não. Claro que não. Ninguém em sã consciência apoia os atentados. Os três atiradores representam o que há de pior na humanidade: gente incapaz de dialogar. Mas é fato que o atentado poderia ter sido evitado. Bastava que a justiça francesa tivesse punido a Charlie Hebdo no primeiro excesso. Traçasse uma linha dizendo: “Desse ponto vocês não devem passar”.

“Mas isso é censura”, alguém argumentará. E eu direi, sim, é censura. Um dos significados da palavra “Censura” é repreender. A censura já existe. Quando se decide que você não pode sair simplesmente inventando histórias caluniosas sobre outra pessoa, isso é censura. Quando se diz que determinados discursos fomentam o ódio e por isso devem ser evitados – como o racismo ou a homofobia – isso é censura. Ou mesmo situações mais banais: quando dizem que você não pode usar determinado personagem porque ele é propriedade de outra pessoa, isso também é censura. Nem toda censura é ruim.

Por coincidência, um dos assuntos mais comentados do dia 6 de janeiro – véspera dos atentados – foi a declaração do comediante Renato Aragão à revista Playboy. Ao falar das piadas preconceituosas dos anos 70 e 80, Didi disse: “Mas, naquela época, essas classes dos feios, dos negros e dos homossexuais, elas não se ofendiam.”. Errado. Muitos se ofendiam. Eles só não tinham meios de manifestar o descontentamento. Naquela época, tão cheia de censuras absurdas, essa seria uma censura positiva. Se alguém tivesse dado esse toque nOs Trapalhões lá atrás, talvez não teríamos a minha geração achando normal fazer piada com negros e gays. Perderíamos algumas risadas? Talvez (duvido, os caras não precisavam disso para serem engraçados). Mas se esse fosse o preço para se ter uma sociedade menos racista e homofóbica, eu escolheria sem dó. Renato Aragão parece ter entendido isso. 

Deixo claro que não estou defendendo a censura prévia, sempre burra. Não estou dizendo que deveria ter uma lista de palavras/situações que deveriam ser banidas do humor. Estou dizendo que cada caso deveria ser julgado. Excessos devem ser punidos. Não é “Não fale”. É “Fale, mas aguente as consequências”. E é melhor que as consequências venham na forma de processos judiciais do que de balas de fuzis.

Voltando à França, hoje temos um país de luto. Porém, alguns urubus são mais espertos do que outros, e já começamos a ver no que o atentado vai dar. Em discurso, Marine Le Pen declarou: “a nação foi atacada, a nossa cultura, o nosso modo de vida. Foi a eles que a guerra foi declarada” (grifo meu). Essa fala mostra exatamente as raízes da islamofobia. Para os setores nacionalistas franceses (de direita, centro ou esquerda), é inadmissível que 10% da população do país não tenha interesse em seguir “o modo de vida francês”. Essa colônia, que não se mistura, que não abandona sua identidade, é extremamente incômoda. Contra isso, todo tipo de medida é tomada. Desde leis que proíbem imigrantes de expressar sua religião até... charges ridicularizando o estilo de vida dos muçulmanos! Muitos chargistas do mundo todo desenharam armas feitas com canetas para homenagear as vítimas. De longe, a homenagem parece válida. Quando chegam as notícias de que locais de culto islâmico na França foram atacados – um deles com granadas! - nessa madrugada, a coisa perde um pouco a beleza. É a resposta ao discurso de Le Pen, que pedia para a França declarar “guerra ao fundamentalismo” (mas que nos ouvidos dos xenófobos ecoa como “guerra aos muçulmanos” – e ela sabe disso).

Por isso tudo, apesar de lamentar e repudiar o ato bárbaro de ontem, eu não sou Charlie. No twitter, um movimento – muito menor do que o #JeSuisCharlie – começa a surgir. Ele fala do policial, muçulmano, que morreu defendendo a “liberdade de expressão” para os cartunistas do Charlie Hebdo ofenderem-no. Ele representa a enorme maioria da comunidade islâmica, que mesmo sofrendo ataques dos cartunistas franceses, mesmo sofrendo o ódio diário dos xenófobos e islamófobos, repudiaram o ataque. Je ne suis pas Charlie. Je suis Ahmed.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

IMPEÇA O CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES - UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL

IMPEÇA O CHOQUE DAS CIVILIZACÕES


Dizem que a humanidade esta sofrendo um crescente “choque de civilizações” entre o Islã e o Ocidente. Mas o choque não é cultural e sim político e juntos podemos impedir que ele aconteça. Mas por onde começamos?
O maior símbolo desse choque é o conflito Israelense-Palestino e ele já está durando tempo demais: é hora de tomarmos uma iniciativa.
Assista nosso vídeo e assine a petição.
Quando lideres internacionais se reunirem no fim de março, nossa mensagem será entregue de uma forma que eles não esquecerão...

Petição para governantes de Israel, Palestina e líderes internacionais:

O conflito entre Palestina e Israel está no meio da tensão do Oriente Médio e alimenta o ódio entre os povos.
Pessoas de todos os cantos do planeta querem uma paz justa e duradoura no Oriente Médio - e essa comunidade internacional pode ajudar a trazer todos os lados do confronto para uma negociação. Verdadeiras Negociações de Paz no Oriente Médio.
Agora, e que fiquem na mesa de negociação até que haja paz.