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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ATENTADOS EM PARIS E O TERRORISMO DE ESTADO

Falsa Bandeira em Paris é terrorismo de Estado

Tradução: Caminho Alternativo
Farsa para justificar o genocídio e expólio que a França quer cometer na Síria junto a Israel, EUA e OTAN.
No universo nada é casual, tudo é causal. Para poder situar-nos no contexto do que está ocorrendo observemos como só umas horas antes deste auto-atentado em París, França tinha anunciado que enviava seu porta-aviões Charles de Gaulle às costas sírias para atacar desde alí dito país soberano, uma interferência que é completamente ilegal. Seu objetivo real, embora aparente ser o contrário, é intervir na Síria para seguir apoiando ao Estado Islâmico, organização criada e dirigida precisamente pelos serviços secretos de Israel, Arábia Saudita, Qatar, Estados Unidos, Europa e a OTAN, incluído o serviço secreto francês (DCRI).
Este apoio ao Estado Islâmico até agora foi dado de forma hipócrita e oculta para poder ajudar a derrocar ao legítimo presidente eleito pelos sírios, Bashar al-Assad e também até o dia de hoje continuam financiando e fornecendo armas. Mais do que isso, os supostos jihadistas são agentes secretos destes países, membros de suas forças especiais e mercenários vestidos com roupas e símbolos para a ocasião,  subcontratados por empresas de defesa como Blackwater (atualmente Academi). Estas subcontratas militares são fachadas de contratação de mercenários e técnicos especialistas militares em reserva dos distintos exércitos e forças especiais ocidentales para fomentar guerras por interesses privados e ilegais. Também são membros de base do Estado Islâmico e outros muitos pequenos grupos terroristas as pessoas que foram detidas ilegalmente pela CIA e posteriormente torturadas e degeneradas psicológicamente em prisões secretas e ilegais que existem por todo o mundo. Todos estes membros são os que ocidente chama hipócritamente “rebeldes moderados”. Não é casualidade que os objetivos de todos estes grupos terroristas que existem na Síria coincidam plenamente com os objetivos geo-estratégicos que mais interessam aos sionistas imperialistas de Israel, Arábia Saudita, Qatar e ocidente.
O povo da França não apoiaria que seu governo entrasse num conflito bélico destas dimensões que poderia gerar a Terceira Guerra Mundial Nuclear sem um pretexto e justificativa totalmente convincente e contundente. Não lhes faltou tempo a estes psicopatas sionistas do MOSSAD, CIA, OTAN e DCRI para criar essa justificativa com este auto-atentado que é também um atentado de falsa bandeira. Desta forma podem continuar impulsando hipócrita e incoerentemente ao Estado Islâmico com o apoio da França e quase todos os países ocidentales, em contra de um governo legítimo como o de Bashar al-Assad, mas que precisam demonizar diante todos. Também pode lhes servir para forçar ao povo sírio a aceitar como governante um governo marionete pró-sionista próximo a ocidente. Assim pretendem repetir o mesmo esquema que fizeram com a Líbia e com Kadafi, justificando com mentiras humanitárias um novo genocídio agora com o povo sírio que é a verdadeira vítima e arrasar todas suas infraestruturas, expoliar todos seus recursos naturais (como o petróleo e gás natural), também seu patrimônio e inclusive roubar o ouro e as riquezas como fizeram no Afeganistão, Iraque e Líbia.
É vergonhoso ver como repetem uma e outra vez o mesmo falso esquema que perpetraram na Líbia e em muitos outros cenários dos auto-atentados anteriores e posteriores, con roteiros ruins utilizando agentes secretos, mercenários e alguns especialistas/atores bem pagos. Sirva como prova a repetição do roteiro do anterior auto-atentado de falsa bandeira na França sobre a revista Charlie Hebdo, que foi na realidade o ensaio para este atual auto-atentado, toda uma montagem onde um dos mortos reais foi precisamente o delegado de polícia que realizava a posterior investigação oficial. O “suicidaram” na primeira hora em seu despacho porque decidiu denunciar que tinha sido um simulacro com claras provas que se encontraram nas agendas dos supostos terroristas, ao encontrar os telefones de importantes personagens da CIA e de outras organizações secretas governamentais.
Enquanto se investigue este novo auto-atentado de forma independente, crítica e exaustiva, todo o material gráfico e os dados reais das supostas vítimas e suas famílias, ficará visível para todos a fraude desta péssima montagem que é na realidade terrorismo de estado, cujos únicos artífices e beneficiários são estes estados imperialistas que o provocaram. O objetivo é criminalizar e estigmatizar aos árabes/muçulmanos, promovendo uma clara e gravíssima islamofobia, para seguir gerando medo e assim poder remover os direitos civís do povo de França e Europa. Neste caso gerando também o ódio inter-religioso para o tão buscado enfrentamento entre “cristãos” (americanos, europeus e pró-ocidentais) e “muçulmanos” (africanos, asiáticos e orientais), que debilitaría a ambos blocos maioritários religiosos e que só beneficiaria à elite dos sionistas.
Estes psicopatas nos estão mandando a combater aos membros do Povo da forma mais miserável e sem que ninguém saiba o que fazer. Querem nos conduzir ao caos e a beira do precipício e nos estamos deixando levar. Aparentemente estão conseguindo, mas como já dito em várias ocasiões, estão caindo todos os véus da hipocrisia, pelo que está nas mãos de todo o povo desmascará-los. De não fazer isto nos dirigimos, como cegos guiados por outros cegos, a essa Guerra Mundial Nuclear. Metaforicamente falando, a “besta” degenerada está agonizando e em sua embriaguez e delírios de grandeza quer reviver às custas do massacre do maior número de pessoas inocentes para repetir um novo ciclo com uma aparente Nova Ordem Mundial onde eles não percam nada, senão muito ao contrário, ganhem escravizando a todo o povo mundial. Estes psicopatas estão tão desesperados que estão apostando tudo permitindo assim que seja tão descarado como está sendo, para que quem tenha uma visão crítica e se atreva a duvidar do aparente possa observá-lo com toda claridade.
Jesús Hidalgo – Membro do Povo Livre
Últimos acontecimentos relacionados com os atentados
Atentado em Ankara, Turquia, 10 de outubro. Morrem 128 pessoas num atentado supostamente perpetrado por dois suicidas contra um ato de protesto pacifista contra o governo turco de Erdogan. O atentado realizado contra os opositores a Erdogan, é atribuído ao Estado Islâmico, que esteve recebendo ajuda de Erdogan de forma encoberta. Apesar de não ter muito sentido e de ser bastante evidente que por trás do atentado contra seus opositores está o próprio governo turco de Erdogan, a “verdade oficial” acaba culpando do ataque ao Estado Islâmico.
Enquanto isso, Rússia intensificá os ataques contra o Estado Islâmico. Então, é quando França também intensificá seus ataques contra esta organização. Concretamente, se diz que os aviões de combate franceses bombardeiam a infraestrutura petrolífera do Estado Islâmico, da que se nutre para financiar-se. Mas o mais grave do assunto, é que a França não centra seus bombardeios nos comboios com petróleo saqueado pelo Estado Islâmico, senão que na realidade se dedica a destruir a infraestrutura petroleira da Síria, com o objetivo encoberto de paralizar a economia síria e o governo de Bashar al-Assad, algo que foi qualificado pelo governo sírio, como uma “violação de sua soberanía”.  De novo, os meios de comunicação o passan por alto.
A fins de outubro se inicia a Conferência de Viena, na que múltiplos países com interesses na guerra da Síria se reúnem para buscar uma saída negociada ao conflito. Após alcançar alguns acordos prévios, os participantes se reúnem para novas negociações em 14 de novembro; o día depois deos atentados de Paris.
Poucas horas depois da reunião, em 31 de outubro, se produz o atentado contra o voo 9268 de Kogalymavia, um avião russo com 224 passageiros é derrubado na península do Sinai. Rápidamente, o Estado Islâmico reivindica o atentado. Em poucas horas, começa a se especular com a possibilidade de que os terroristas tivessem colocado uma bomba no avião e dito argumento se converte na verdade semi-oficial. Apesar disto, todo o mundo passa por alto umas estranhas manobras aéreas militares que estavam sendo realizadas em Israel justo no momento da queda do avião, o que leva a especular em múltiplos meios alternativos, que Israel poderia ser o autêntico causante da queda do avião mediante um missíl ar-ar. Óbviamente, esta teoria é amplamente ignorada pelos meios de comunicação.
Apesar de que tudo parece indicar que foram alcançados acordos políticos para negociar um final para o conflito na Síria, em 5 de novembre (1 semana antes dos atentados), se publica que França enviará o porta-aviões Charles de Gaulle com todo seu grupo de operações navais à Síria, para seguir atacando ao Estado Islâmico. O porta-aviões têm previsto partir em 18 de novembre (5 días depois dos atentados de Paris) à Síria e chegar a seu destino a mediados de dezembro. Um timing muito oportuno, estabelecido com antecedência aos atentados.
Ao mesmo tempo, se revela que EUA enviaram aviões F-15 equipados para combate aéreo contra outras aeronaves à Turquia, que se unem aos aviões A-10 anti-tanque já deslocados com antecedência na mesma base. A pergunta que surge automáticamente é: se o Estado Islâmico não dispõe de aviação e apenas dispõe de uns poucos tanques antiquados capturados do exército sírio, contra quém vão lutar os aviões F-15 e A-10 norteamericanos? O único rival na zona que dispõe de aviação e unidades blindadas é o exército sírio de Assad e seus aliados da Rússia.
Durante dias, crescem as vozes nos EUA, entre mandatários políticos e altos cargos militares, que reclamam uma intervenção militar sobre o terreno de tropas de EUA, na Síria. Pero falta un elemento detonante para justificar esta intervenção.
12 de novembro. Um dia antes do atentado de Paris. “Uma dupla explosão sacode Beirut, Líbano, e causa ao menos 41 mortos, segundo fontes da Cruz Vermelha libanesa. O atentado, é reivindicado pelo Estado Islâmico e ocorrido no bairro de Bourj em Barajneh, uma área povoada maiormente por habitantes xiíta e bastião do partido-milicia Hezbolá, inimigo do Estado Islâmico na guerra da Síria”.
13 de novembro, França, poucas horas antes do atentado. “A polícia francesa pratica na mesma sexta-feira pela manhã controles de identidade e registros em todas suas fronteiras, uma vez que o Governo deixou em suspenso durante um mês um dos principais pontos dos acordos de Schengen: a livre circulação de cidadãos e mercadorias. A excepcional medida foi tomada a raíz da celebração em Paris da Conferência do Clima, que se realizará entre 30 de novembro e 11 de dezembro”.
13 de novembro, se produzem os atentados em Paris. Morrem mais de uma centena de pessoas. França fecha as fronteiras após os atentados.
14 de novembro. Se reinicia a Conferência de Viena na que se decide a conclusão do conflito na Síria, sob a sombra dos atentados em Paris.
15 de novembro. Conferência do G-20 na Turquia, claramente marcada pela guerra da Síria e os atentados de Paris, ocorridos dois dias antes.
Como podemos ver, o timing dos eventos, parece estar encaminhado claramente, a justificar as decisões tomadas nos dias 14 e 15 de novembro em ambas conferências, nas que se decidirá o fim do conflito sírio e o futuro do país e de seu regime político. Os brutais atentados são produzidos poucas horas antes de ambas conferências, quando a opinião pública está mais afetada e comovida pelos atentados e portanto, mais disposta a aceitar qualquer medida que os mandatários tomem como resposta a estes ataques.
Será a misma opinião pública que terá aceitado com a boca pequena a Putin por atuar com contundência; e a mesma opinião pública que reclamará uma solução decidida para a crise dos refugiados; e a mesma opinião pública que reclamará mais controle policial e militar para acabar com o terrorismo, em troca de sua liberdade.
Cabe destacar, ademais, que os atentados na França ocorrem uma semana depois de que a França anunciasse o envío de seu porta-aviões Charles de Gaulle à Síria. A partida do porta-aviões acontecerá 5 dias depois dos atentados, o que levará muita gente a acreditar que o envío do porta-aviões é uma resposta aos atentados, quando na realidade já estava programado com antecedência, com um encaixe perfeito dos acontecimentos, como se o governo de Hollande tivesse tudo previsto.

Elementos adicionais “suspeitos”


1 – Resulta curioso que a polícia e os serviços de inteligência franceses, levaram tantos meses, após os atentados contra a revista Charlie Hebdo, vigiando e controlando aos possíveis jihadistas que pudessem atentar em território francês e que ainda assim não tenham sido capazes de deter o ataque. Lembremos que não se trata de um ataque isolado, perpetrado por um par de rapazes enlouquecidos. Foi um ataque perfeitamente coordenado, que implicou a vários terroristas, usando armas e explosivos e que foi perpetrado com eficácia militar. Segundo as próprias autoridades francesas, foram perpetrados por 3 grupos diferentes coordenados entre si. Lembremos também que os serviços de inteligência franceses trabalham em coordenação com outros serviços de inteligência europeus e ocidentais. Ninguém detectou uma operação deste calibre?
2 – Atentados suicidas no Estadio de Saint Denis. Um dos aspectos mais estranhos destes atentados, foram 3 bombas ao redor do Stade de France, onde se jogava uma partida amistosa entre França e Alemanha e ao que assistia o presidente francês François Hollande. Três terroristas se explodiram fora do estadio, enquanto se jogava a partida e quando, portanto, noã tinha praticamente ninguém contra quem atentar, ppois o público estava dentro do recinto. O resultado foi de uma vítima mortal, além dos três terroristas suicidas que se mataram. E a pergunta é: têm algum sentido que os três terroristas se suicidassem nestas condições, sabendo que sua morte teria tão poucas consequências? Se estavam dispostos a causar o terror, por que não se explodiram quando as pessoas estavam entrando em massa ao estadio? Só teriam que se ocultar entre a multidão. E no caso de que o fizessem coordenadamente com o resto de ataques, por que não esperaram que as pessoas saíssem do estadio ou fora evacuada dele, misturando-se com as massas?
3 – A Manipulação Psicológica do Passaporte. E como se tudo isto não resultasse suficientemente estranho, as aforas do estadio encontraram o passaporte de um refugiado sírio que entrou na Europa pela ilha grega de Leros em outubro. Inicialmente, o passaporte foi atribuído a um dos terroristas, embora de forma prudente, as autoridades deixaram a dúvida sobre isto posteriormente. Seja como for, o que fazia o passaporte no chão? Já é casualidade que seja o psasaporte de um refugiado, não? E no caso hipotético de que fosse o passaporte de um dos terroristas que se explodiu, como sobreviveu à explosão do cinturão explosivo? O deixou cair antes de explodir-se? Para quê? De todas as formas, parece que os passaportes dos islamistas são mais indestrutíveis que as caixas pretas dos aviões: finalmente, se encontrou o passaporte de um dos terroristas que impactou seus aviões contra as torres gêmeas, depois de que as pessoas engolissem isso, já conseguem engolir qualquer coisa.
ATUALIZAÇÃO: se confirma definitivamente, que o passaporte não correspondia a nenhum terrorista e sim a uma vítima do atentado, que casualmente era um refugiado sírio. De todas as formas, o destacável é que inicialmente, a maioria dos meios difundiram a notícia de que o passaporte correspondia a um terrorista, vinculando no imaginário coletivo os conceitos “terrorista” e “refugiado”. E essa é a ideia que ficou marcada como fogo na opinião pública. A primeira impressão causada pela primeira informação, é a que provoca um impacto psicológico e tudo desmentido posteriormente, sempre têm menos “potência” que a primeira impressão.
Neste aspecto, devemos adicionar que numerosos altos mandatários “se esforçam” em desvincular publicamente os conceitos de “terrorista” e “refugiado”, justo quando na opinião pública já estão vinculados entre sí; e se estão vinculados entre sí no imaginário coletivo, é por culpa das notícias fabricadas como a do passaporte ou as numerosas notícias filtradas durante toda a crise dos refugiados, que já advertem da mais que possível entrada entre eles de terroristas do Estado Islâmico dispostos a atentar na Europa.
O que conseguem com isso nossos mandatários? Primeiro nos inoculam sutilmente o conceito: “refugiado=terrorista” e depois, al desmentir toda vinculação, adquirem uma sorte de superioridade moral sobre o resto da população, que segue vinculando ambos conceitos íntimamente. Ou seja, eles ficam como os “generosos”, os “concienciados” e os “acolhedores” que abrem as portas as pessoas necessitadas que buscam refúgio na Europa; e a população, a que sutilmente lhe foi incitado a identificar aos refugiados como um perigo, fica assim como a “inconsciente”, a “racista”, a “xenófoba” e a “egoísta”, cuja baixa moral e incapacidade para discernir, a leva a converter-se numa massa cega e furibunda que deve ser controlada por esses mandatários dotados de superioridade moral. Boa jogada, não? Isso é guerra psicológica contra a população. Mas além da manipulação dos conceitos, o mais destacável do assunto é a nula capacidade crítica dos meios de comunicação: lhes dizem que o passaporte é de um terrorista que se explodiu com explosivos e o repetem como papagaios adestrados, sem se preguntar como pode ocorrer tal fenômeno paranormal; como fizeram com o passaporte dos terroristas do 11-s.
4 – Um dos primeiros argumentos que esgrimiram após os atentados, em algumas tertúlias, foi que as armas e explosivos dos terroristas, provávelmente lhes foi fornecida por organizações européias de extremistas de extrema-direita o extrema-esquerda. E este argumento, leva a várias perguntas: Como sabe um agente tertuliano ou radiofônico que organizações de extrema-direita e esquerda são capazes de fornecer explosivos e armas? Se o sabem um tertuliano, por que não o sabem as autoridades?
Se sabem que são organizações de extrema-direita e esquerda, então estão plenamente identificadas, pois do contrário, ninguém saberia qual é sua tendência política. Então, por que as autoridades não atúam contra elas? E sobretudo, se existem organizações de extrema-dereita e esquerda que dispõe de explosivos e armas e são organizações anti-sistema que querem acabar com tudo, por que não atuam elas mesmas contra o sistema com esse armamento do qual dispõe?
Existe por trás deste argumento tão inconsistente, a necessidade de começar a demonizar a todas aquelas ideologias, sejam do espectro ideológico que sejam, que podem ser qualificadas como incômodas, incontroláveis ou anti-sistema? E onde terminam as fronteiras da definição de “extremista” ou “anti-sistema”? Quem as vai a colocar? Se um grupo de anarquistas ou anti-sistema protestam contra uma conferência do G-20, serão relacionados com organizações que fornecem armas a terroristas islâmicos? Talvez, com a desculpa da luta contra o jihadismo, estejamos no início de uma brutal perseguição contra todos aqueles que se oponham às autoridades e ao sistema em geral.
5 – Outro aspecto curioso dos últimos atentados do Estado Islâmico, é que parecem ser um convite a ser atacados por TODOS os bandos implicados no conflito sírio. Lembremos que nas últimas semanas, ocorreram atentados do Estado Islâmico contra:
– Turquia, que forma parte do eixo Turquia-Arábia Saudita-Qatar-Israel, cujos componentes tratam de derrocar a Bashar al-Assad.
– Rússia, que é o principal sócio de Bashar al-Assad.
– Hezbolá e os xiitas, que representam o eixo Irã-Hezbolá-xiitas, que são aliados de Bashar al-Assad.
– França, que representa ao ocidente, á União Européia e à OTAN, que tratam de derrocar a Assad.
Têm algum sentido de que o Estado Islâmico, uma organização formada por sujeitos que “passeiam” em camionetas Toyota e que não dispõem de armamento pesado, tenha atacado simultaneamente a todos os envolvidos no conflito sírio, convidando-os a que ponham tropas sobre o terreno para eliminár-los?. “Graças” a estes atentados, agora todos os países, tanto os que apoiam a Assad como os que o querem derrocar, têm uma justificativa perfeita para enviar seus exércitos à Síria para eliminar ao Estado Islâmico. E de fato, já todos estão falando de fazê-lo ou começaram a mobilizar seus efetivos com este presunto objetivo.
Neste aspecto, vale a pena destacar as declarações do Papa Francisco, que parece ter querido aplicar uma etiqueta para categorizar os atentados: “O papa Francisco adverte de que os atentados em Paris são “parte” da Terceira Guerra Mundial. O papa tinha alertado que o mundo já está vivendo um terceiro conflito bélico a escala mundial, o qual se está desenvolvendo de maneira fragmentada a partir de conflitos, crimes, massacres e destruições que recorrem o planeta”.
Vendo tudo isto e os movimentos que estão começando a ocorrer após os ataques de Paris, existem duas grandes possibilidades para a Síria:
– Que todos os bandos se unam para destruir o inimigo comum: Estado Islâmico.
– Que os atentados de París sirvam de detonante final para que todos os bandos enfrentados enviem tropas à Síria para defender seus interesses, com o perigo de grande guerra entre países e potências que isto acarreta.

Conclusão


O certo é que é difícil e muito arriscado tirar conclusões sobre este assunto tão grave. É óbvio, não obstante, que tanto antes como depois, os principais afetados por estes atentados, serão as diferentes populações dos países; neste caso e especialmente as populações européias. Os atentados terroristas de París, significam a desculpa perfeita para implementar um controle estrito da população: controle da internet, das redes sociais, das comunicações, dos aeroportos, estações e portos; das estradas, das fronteiras, das ruas, CONTROLE, VIGILÂNCIA e MAIS CONTROLE em aras da segurança.
A isto podemos somar a crise dos refugiados, que combinada com a brutalidade dos atentados e a conseguinte indignação, poderia provocar uma resposta violenta contra os imigrantes por parte dos grupos mais xenófobos, o que por sua vez, provocará uma resposta destes e um crescente nível de enfrentamento social e instabilidade.
E que faltará para impedir que esta situação tão volátil acabe em grandes manifestações de violência? CONTROLE, VIGILÂNCIA e MAIS CONTROLE em aras da segurança. De novo, o mesmo resultado.
Ademais, o terrorismo islâmico e as respostas radicais, serão a justificativa perfeita para que os diferentes governos implementem leis restritivas e draconianas e possam começar a perseguir a todos aqueles que se lhes oponham ou lhes resultem incômodos. E será também uma perfeita justificativa para empreender todo tipo de manobras obscuras e sujas no interior dos países. Os poderes estabelecidos e mais concretamente as elites e os governos que as obedecem, podem obter enorme vantagem dos atentados de Paris.
Também devemos ter em claro que que o “Estado de bem-estar” está condenado a desaparecer pelos mesmos que o propiciaram, porque as razões para organizá-lo, a ameaça soviética ao capitalismo, já não existe. Por que as multinacionais pagariam salários de 1.000 a 3.000 euros aos trabalhadores do “Primeiro Mundo” se no “Terceiro” lhes basta com pagar de 50 a 200 e sem aportar direitos mais seguros sociais? Esta é a situação e este é o futuro que nos prepara a Máfia Capitalista Genocida, com nossa própria colaboração: desaparição da Classe Média, substituição por uma Classe Média Delinquente, tudo sustentado numa sociedade podre obrigada a delinquir para mal-viver.
Assad não aparece em público misteriosamente
Assad desapareceu da vista logo de sua viagem à Moscou. Bashar Assad não apareceu em público durante 2 semanas, e não se sabe nada de suas atividades nos meios de comunicação sírios, escreve a revista el-Fagr.
A única menção neste momento em que não havia notícias é que chamou a seus comandantes e expressou sua gratidão com motivo do desbloqueio do aeroporto Kveyres na província de Alepo, que foi precipitada logo de 2 anos de assédio do ISIS. Na batalha estiveram envolvidos no exército do Irã, a formação dos libaneses “hezbolá”, tropas de Assad e bombardeios russos.
No dia anterior se anunciou que Assad visitaria o aeroporto para receber a seus soldados e oficiais, mas a viagem foi cancelada no último momento, supostamente por “razões de segurança”. Enquanto isso, como dizem as fontes árabes, o paradeiro de Assad segue sendo desconhecido, e não hã evidência alguma de suas atividades.
As fontes indicam que, em contraste com o mês anterior, em que Assad estava constantemente no ouvido e à vista na televisão, nas últimas 2 semanas, não se observaram inclusive atividades ordinárias “legislativas” de Assad – como a emissão de decretos, resoluções, decisões, órdens. A última vez que diante as câmeras de televisão Assad apareceu foi enquanto recibia a delegação francesa em 28 de outubro.
Publicado pela agência KALI YUGA e HispanTV

A comunidade judaica da França foi alertada antes de que os ataques terroristas ocorreriam na sexta-feira nas diversas localidades de Paris, capital francesa, segundo um informe. “Na sexta-feira pela manhã, os funcionários da segurança da comunidade judaica da França foram informados da possibilidade muito real de um grande ataque terrorista no país”, informou neste sábado o jornal israelense The Times of Israel.
O The Times of Israel também informou que o centro de artes Bataclan, um lugar que registrou a maioría das baixas, é uma propriedade de um judeu que apoia financeiramente as FDI (as autodenominadas forças de defesa do regime israelense) nos territórios ocupados.

Atentados de falsa bandeira
As operações de falsa bandeira são operações encobertas realizadas por governos, corporações e outras organizações, projetadas para aparecer como se fossem perpetradas por outras entidades.
Desde o 11 de setembro de 2001 os atentados de falsa bandeira estão quase sempre protagonizados por supostos jihadistas. Mas toda esta paranóia do terrorismo islâmico internacional não começou em 2001. A indústria do cinema e TV, com Hollywood na primeira linha, estava há aproximadamente de 15 anos lançando filmes e séries onde os maus eram “terroristas muçulmanos”. Com este “pré-condicionamento” é assegurado de que a população, sempre impulsiva e irreflexiva, reaja de acordo a seus objetivos políticos quando são expostos ao trauma do evento de a falsa bandeira.
Seus objetivos são sempre civís, nunca políticos. Se de verdade querem combater contra as potências do ocidente, por que não atentam contra suas instituições? Por que não atacam a seus políticos e aristocratas? Não, muito melhor limitar-se a aterrorizar a grande massa, sempre com o patrocínio dos meios de propaganda do Estado. A pergunta aqui é, se o objetivo destas organizações terroristas é aterrorizar a população, por que nossos meios de comunicação patrocinam todas suas ações?
Como reconhecer um atentado de Falsa Bandeira
1.- Os atentados de falsa bandeira sempre vão acompanhados de uma colossal campanha mediática liderada por todos os meios de propaganda do regime. A função dos meios de comunicação não é informar. Cumprem um mero trabalho de propaganda, ponto. As aparentes diferenças ideológicas que existem entre os diferentes meios de massas são pura fachada, todos rendem culto ao Sistema, formam parte íntima dele. Inclusive meios supostamente alternativos como RT (Russia Today) colaboram com toda a propaganda jihadista sobre o ISIS, Al-Qaeda, etc. Não existe nenhum antagonismo real entre a Rússia sionista de Putin e as potências sionistas do Ocidente.
2.- Participação de todos os Organismos do Estado na Campanha Mediática. Todas as instituições governamentais participam de forma unânime na Campanha Mediática que segue aos atentados de falsa bandeira. Marionetes que não representam ao povo, se reúnem como moscas no esterco pela chamada de seu amo.
3.- Os autores oficiais do atentado estavam já registrados. Eram colaboradores da polícia, do FBI e agências de inteligência, tinham contatos com o Governo, etc. Delinquentes de pouco gabarito envolvidos com drogas. Um bom número inclusive colaborava com a polícia como confidentes. Uma tática habitual das agências de inteligência é recrutar a imigrantes. Lhes dão documentos de residência, e os convertem em pouco menos que escravos, recorrendo à chantagem quando se negam a colaborar. Como sempre, conseguem escapar. Aparentemente, se esquecem o documento de identidade no carro. O que permite localizar aos autores. Que, de novo, já eram velhos conhecidos da polícia.
4.- Os autores oficiais do atentado são assassinados. Os supostos autores dos atentados de falsa bandeira são sempre identificados e apresentados ao grande público a uma velocidade de vértigo. A única função destes bodes expiatórios é colocar cara aos autores dos fatos. Depois de ser exposta sua identidade nos meios de propaganda, eliminá-los é prioridade. Já seja “suicidando-se”, ou baleados. Colaborar com os serviços de inteligência é brincar com fogo.
5.- Problema, Reação, Solução. Os atentados de falsa bandeira vão sempre seguidos de novos pacotes de medidas dirigidas, supostamente, a “combater o terrorismo”. A campanha mediática libera o caminho para a apresentação e aprovação da nova legislação, que num cenário normal sería recusada frontalmente. Censurar a liberdade de expressão, criminalizar a dissidência, restringir (ainda mais) nossas liberdades, ou destruir o pouco que fica do direito à privacidade, nunca faltam ao encontro.
A estas alturas todos deveriam saber que marcas terroristas tipo Al-Qaeda, Boko-Haram e ISIS são o produto de agências de inteligência pátrias. A simples ideia da existência de grupos “terroristas” é ridícula. Aterrorizar para quê? Pelo mero fato de aterrorizar? Que classe de grupo é esse que em nome da Jihad combate o Ocidente colocando bombas em trens, matando de forma indiscriminada a civís? Que classe de grupo jihadista é esse que produz vídeos de propaganda sequestrando e executando a civís para o horror do cidadão médio? Que classe de meios de comunicação são esses que dão difusão a todos os atos de seu suposto inimigo? Por que os civís somos sempre o objetivo de todos estes grupos terroristas? Quem se beneficia realmente aterrorizando a população?
A resposta, como sempre, é simples: o Governo. Toda esta campanha mediática do terrorismo internacional é uma completa farsa. E está sendo utilizado de forma sistemática e premeditada para justificar a destruição de todas nossas liberdades e a instauração de um Estado policial todo poderoso e sem fronteiras, fora da lei e ainda por cima da lei.
Existem realmente grupos terroristas “amadores” (independentes) que sejam capazes de desafiar as agências de inteligência e ao exército da Nova Ordem Mundial? Estamos falando do MI6, a CIA, o Mossad, a OTAN, etc. São organismos que a nível de organização, recursos humanos, materiais, armamento, logística e extensão não têm nenhum rival. O terrorismo internacional islâmico é um mito de proporções descomunais.
A Nova Ordem Mundial ficou sem rivais externos. Não possui concorrência. Se continuamos tendo agências de inteligência e exércitos é por uma simples razão: o inimigo é você.
Para terminar considero que o discurso de Le Pen foi apressado. Quero pensar isto e não outra coisa. Não há nenhuma menção ao sionismo.

Javier Ordoñez
Javier Ordoñez apresentador do Canal Populus TV para o seu programa El Grano del Sistema por Youtube.

sábado, 4 de julho de 2015

VERDADES SOBRE O ISIS E A AL QAEDA

24 verdades sobre o ISIS 

e

a Al- Qaeda que não 

querem que você saiba 2

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Michel Chossudovsky/Resumen Latinoamericano/
Global Research, 26 de maio de 2015 –

O Estado Islâmico, ISIS ou Daesh, foi criado pela CIA, o MOSSAD e o MI6 para acabar com a Síria. O professor Michel Chossudovsky, economista canadense e diretor do Centro de Investigação sobre a Globalização, de Montreal, enumerou 24 verdades que os governos ocidentais não querem que a população conheça sobre o ISIS ( Estado Islâmico) e a Al-Qaeda… Como é possível que sigam o jogo dos Estados Unidos encaminhado a criar um estado mundial policial? Passando pela destruição de povos, culturas ancestrais e restos de antigas civilizações. A barbárie em sua máxima dimensão.
COISAS QUE NÃO QUEREM QUE SAIBAMOS SOBRE A AL-QAEDA
1 – Os Estados Unidos apoiaram a Al Qaeda e suas organizações afiliadas durante quase meio século, desde o apogeu da guerra afegano-soviética.
2 – A CIA criou campos de treinamento para a Al-Qaeda no Paquistão. No período de dez anos, desde 1982 até 1992, cerca de 35.000 jihadistas procedentes de 43 países islâmicos foram recrutados pela CIA para lutar na jihad afegã contra a União Soviética.
3 – Desde a época da Administração Reagan, Washington apoiou a rede terrorista islâmica. Ronald Reagan qualificou esses terroristas como “lutadores pela liberdade”.
Os EUA forneceram armas às brigadas islâmicas. Tudo era por “uma boa causa”: a luta contra a União Soviética e a mudança do regime, o que levou ao desaparecimento de um governo secular no Afeganistão.
Apenas precisamos lembrar os filmes de propaganda da época, como o célebre Rambo III…
4 – Os livros de textos jihadistas publicados pela Universidade de Nebraska. Os Estados Unidos gastaram milhões de dólares para fornecer livros de textos repletos de imagens violentas e ensinamentos islâmicos às escolas afegãs.
5 – Osama bin Laden, fundador da Al Qaeda e homem mais odiado dos Estados Unidos, foi recrutado pela CIA em 1979, no próprio começo da guerra jihadista do Afeganistão contra a União Soviética. Na época, Bin Laden tinha 22 anos e foi treinado em um campo de treinamento de guerrilhas patrocinado pela CIA.
Segundo o Professor Chossudovsky, a Al Qaeda se encontrava por trás dos ataques do 11 de setembro. De fato, o ataque terrorista de 2001 proporcionou uma justificativa para uma guerra contra Afeganistão, sob o argumento de que o Afeganistão era um estado patrocinador do terrorismo da Al Qaeda.
6 – O Estado Islâmico ou ISIS era originalmente uma entidade afiliada à Al Qaeda, criada pela inteligência dos Estados Unidos, com o apoio do M16 Britânico, o Mossad Israelense, os serviços da Arábia Saudita (GIP ou Ri’āsat Al-Istikhbarat Al-‘Amah (رئاسة الاستخبارات العامة).
7 – As brigadas do ISIS sempre estiveram envolvidas no apoio à insurgência que os EUA e a OTAN têm dirigido contra o governo sírio de Bashar al Assad.
8 – A OTAN e o Estado Maior da Turquia foram os responsáveis pela contratação de mercenários do ISIS e Al Nusrah desde o início da insurgência síria, em março de 2011.
Segundo fontes da inteligência israelense, publicadas na web DEBKA, esta iniciativa consistiu em: “Uma campanha para recrutar milhares de voluntários muçulmanos em países do Oriente Médio e do mundo mulçumano para lutar junto dos rebeldes sírios. O exército turco aloja estes voluntários, os treina e assegura sua entrada na Síria”.
9 – Existem membros das forças especiais ocidentais e agentes de inteligência ocidentais dentro das fileiras do ISIS. Membros das Forças Especiais Britânicas e do M16 participaram do treinamento dos rebeldes jihadistas na Síria.
10 – Especialistas militares ocidentais contratados pelo Pentágono treinaram os terroristas no uso das armas químicas.
“Os Estados Unidos e alguns aliados europeus estão utilizando contratados da defesa para treinar os rebeldes sírios sobre como assegurar os arsenais de armas químicas na Síria, segundo informou um alto funcionário dos Estados Unidos e vários diplomatas de alto nível à CNN”.
11 – As decapitações brutais realizadas pelos terroristas do ISIS constituem os programas de treinamento patrocinados pela CIA nos campos da Arábia Saudita e Qatar e cujo objetivo é causar pavor e comoção.
12 – Muitos dos criminosos recrutados pelo ISIS são presidiários condenados libertos dos cárceres da Arábia Saudita, país aliado do Ocidente. Entre eles encontram-se cidadãos sauditas condenados à morte, que foram recrutados para se unirem às brigadas terroristas.
13 – Israel apoiou as brigadas do ISIS e Al Nusrah dos Altos do Golán, em sua luta contra o governo de Al-Assad e as forças xiitas da Hezbollah.
Combatentes jihadistas se reúnem regularmente com oficiais das Forças de Defesa Israelenses (FDI), assim como com o primeiro ministro Netanyahu.
O alto comando das FDI reconhece tacitamente que: “elementos da jihad global dentro da Síria, membros do ISIS e Al Nusrah, são apoiados por Israel”.
14 – Os soldados do ISIS dentro da Síria trabalham sob as ordens da aliança militar ocidental. Seu mandato tácito é causar estragos e destruição na Síria e Iraque.
Uma prova disso é a foto em que o senador estadunidense John McCain se reúne com líderes terroristas jihadistas na Síria.
15 – As milícias do ISIS, que atualmente são o alvo de uma campanha de bombardeios dos Estados Unidos e da OTAN sob o manto da “luta contra o terrorismo”, continuam sendo apoiadas secretamente pelo Ocidente.
Forças xiitas que lutam contra o ISIS no Iraque, assim como membros do próprio exército iraquiano denunciaram repetidamente as ajudas militares fornecidas pelos Estados Unidos aos terroristas do ISIS, enquanto combatiam contra eles.
16 – Os bombardeios estadunidenses e aliados não estão apontando o ISIS, mas possuem o objetivo de bombardear a infraestrutura econômica do Iraque e Síria, incluindo suas fábricas e refinarias de petróleo.
17 – O projeto do ISIS de criar um califado faz parte de uma agenda política exterior dos Estados Unidos, que pretende dividir o Iraque e a Síria em territórios separados: um califado islâmico sunita, uma República Árabe xiita e a República do Curdistão.
18 – “A Guerra Global contra o Terrorismo” se apresenta frente à opinião pública como um “choque de civilizações”, uma guerra entre os valores e as religiões quando, na realidade, trata-se de uma guerra de conquista, guiada por objetivos estratégicos e econômicos.
19 – As brigadas terroristas da Al Qaeda, patrocinadas secretamente pelas agências de inteligência ocidentais, foram implantadas no Mali, Níger, Nigéria, República da África Central, Somália e Iêmen para levar o caos a esses países e justificar uma intervenção militar ocidental.
20 – Boko Haram na Nigéria, Al Shabab na Somália, o Grupo de Combate Islâmico da Líbia, (apoiado pela OTAN em 2011), Al Qaeda no Magreb Islâmico e Jemaah Islamiya na Indonésia, entre outros, são grupos afiliados à Al Qaeda, que são secretamente apoiados pela inteligência ocidental.
21 – Os Estados Unidos também estão apoiando organizações terroristas afiliadas à Al Qaeda na região autônoma Uigur, na China. Seu objetivo é desencadear a instabilidade política no oeste da China.
22 – A ameaça terrorista local, como a que vemos nos EUA ou Europa, é uma fabricação promovida pelos governos ocidentais e apoiada pelos meios de comunicação com a finalidade de criar uma atmosfera de medo e intimidação, que leve a uma anulação das liberdades civis e favoreça a instalação de um estado policial.
Por sua vez, as prisões, julgamentos e condenações de “terroristas islâmicos” servem para sustentar a legitimidade do Estado de Segurança Interna dos Estados Unidos e a crescente militarização de suas forças de segurança.
O objetivo final é inculcar na mente de milhões de estadunidenses que o inimigo é real e que a Administração dos Estados Unidos protegerá a vida de seus cidadãos.
O mesmo podemos dizer de países como França, Reino Unido ou Austrália.
23 – A campanha “antiterrorista” contra o Estado Islâmico contribuiu com a demonização dos muçulmanos que, aos olhos da opinião pública ocidental, se associam cada vez mais aos jihadistas, assentando assim as bases para um choque de religiões e civilizações.
24 – Qualquer um que se atreva a questionar a validade da “Guerra Global contra o Terrorismo” é qualificado como terrorista e se vê submetido às leis antiterroristas.
Estabelece-se com isso, um primeiro instrumento para perseguir qualquer tipo de dissidente ideológico, associando-o ao terrorismo.
Esta ferramenta poderá ser estendida posteriormente a qualquer outro tipo de dissidência ideológica.
Como vemos, a administração Obama finalmente impõe um consenso diabólico, com o apoio de seus aliados e do papel cúmplice do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A imprensa ocidental abraça esse consenso de forma obediente e entusiasta; descreve o Estado Islâmico como uma entidade independente, surgida do nada, um inimigo exterior que ameaça os valores “pacíficos e democráticos” do mundo ocidental.
Criou-se um inimigo que pode aparecer e atuar em qualquer momento, como um fantasma com o qual se assusta a população quando mais convenha e empurrá-la a aceitar qualquer tipo de política repressiva das liberdades e qualquer tipo de ação militarista a serviço dos grandes poderes ocidentais.
E pelo visto, este drama, apenas começou…
Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org/2015/05/26/24-cosas-sobre-isis-y-al-qaeda-que-no-quieren-que-sepas/
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

quinta-feira, 19 de março de 2015

OS MAUS CONSELHOS DE THOMAS FRIEDMAN

Nova publicação em Caminho Alternativo

‘New York Times': EUA deveria armar o Estado Islâmico para fazer frente ao Irã

by Caminho Alternativo
Tradução: Caminho Alternativo
 (19-03-2015) "Por que é do nosso interesse destruir o último bastião sunita [o Estado Islâmico] que faz frente à conquista total do Iraque pelo Irã? Por que as milícias xiitas que agora dirigem a luta contra o ISIS governarão Iraque melhor? Sério?", se pergunta Thomas Friedman, três vezes ganhador do Prêmio Pulitzer e colunista do 'The New York Times'.
"O Estado Islâmico, sendo horrível como é, surgiu como a resposta do arabismo sunita à derrota desse mesmo arabismo sunita (... ) Deveríamos estar armando ao Estado Islâmico? Por que, pela terceira vez desde o 11 de setembro, estamos liderando uma guerra em nome do Irã?", se interroga.
"No impiedoso Oriente Médio, o único que chama a atenção é a ameaça de queda do regime pela força. [Barack] Obama não têm essa vantagem no Irã (...) estamos negociando [sobre o acordo nuclear] com Irã sem uma influência crível de ameaça da força. E os aiatolás o sabem", adverte o colunista.
No artigo, Friedman lamenta que EUA tenha aniquilado a dois dos 'inimigos' do Irã. "Em 2002, destruímos o principal inimigo sunita do Irã no Afeganistão (o regime dos talibãns). Em 2003, destruímos ao principal inimigo sunita do Irã no mundo árabe (Saddam Hussein). Mas falhamos na hora de erguer uma ordem pluralista auto-sustentável que pudesse ter servido de contrapeso duradouro ao Irã, já que criamos um vazio no Iraque e no resto do mundo árabe sunita. É por isto que os representantes de Teerã dominam indiretamente quatro capitais árabes: Beirut, Damasco, Saná e Bagdá", sustenta Friedman.
FonteRT
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Comentário do blog
Thomas Friedman é um judeu sionista, colocado na redação do sionista New York Times para criar propaganda pró-Israel e contra os países que a máfia Rothschild quer invadir. Em tom imperialista, Friedman declara abertamente que o ISIS é o aliado dos EUA.
E qual o propósito? Atacar o alvo do regime israelense.
No mesmo texto admite os crimes cometidos pelos EUA no Iraque e Afeganistão, países invadidos através de mentiras criadas pela CIA/Pentágono e que foram divulgadas na mídia corporativa. O resultado foi milhões de civís assassinados e o petróleo roubado pelo cartel petroleiro Rockefeller/Rothschild.
Através destes "colunistas" a opinião pública é formada nos EUA para que a população apoie as invasões e genocídios cometidos pelas tropas estadunidenses, da OTAN e Israel.
O que foi marcado em vermelho no artigo é a confirmação de que as corporações petroleiras e bancos internacionais (máfia Rothschild) estão numa cruzada a nível global para derrubar governos e pilhar seus recursos. Quem possui petróleo, minérios, gás, água e terras cultiváveis são "terroristas", "inimigos" e "ameaça à segurança dos EUA e Israel".
Caminho Alternativo | março 19, 2015 às 7:38 pm | Tags: isisnwosionismoww3 | Categorias:Mundo | URL: http://wp.me/p29z3m-Mr

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

AS FORÇAS ESPECIAIS DOS EUA NO MUNDO


Para entender como operam as " Forças Especiais" dos EUA no mundo, como cresceram depois de 2001 e como transformaram a Al Qaeda em uma franquia e implantaram o Estado Islâmico. . leia no Oriente Mídia
Em 2015 já há “missões especiais” de agentes clandestinos dos EUA em 105 países 20/1/2015, [*] Nick Turse, Tom Dispatch “The Golden Age of Black Ops – Special Ops Missions Already in 105 Countries in 2015” Traduzido pelo pessoal...
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EUA: era de ouro da guerra suja

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 Em 2015 já há “missões especiais” de agentes clandestinos dos EUA em 105 países

20/1/2015, [*] Nick TurseTom Dispatch
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu 
Já operante na Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, El Salvador, França, Israel, Itália, Jordânia, Quênia, Polônia, Peru, Turquia e Reino Unido, o programa SOLO deve ser expandido, segundo Votel, para 40 países até 2019.
 
V-22 Osprey
Na calada da noite, eles mergulham num V-22 Osprey. Pousam numa região remota de um dos países mais voláteis do planeta, destroem um vilarejo e, em poucas horas, estão envolvidos em tiroteio mortal. Era a segunda vez, em duas semanas, que a elite dos  SEALs  da Marinha dos EUA tentava resgatar o fotojornalista Luke Somers. E foi o segundo fracasso.
Dia 6/12/2014, aproximadamente 36 dos top commandos dos EUA, pesadamente armados, operando com inteligência de satélites,drones, escutas clandestinas da mais alta tecnologia, equipados com óculos para visão noturna e apoiados por tropas de elite do Iêmen, postaram-se distantes apenas poucos passos de seis militantes da al-Qaeda na Península Árabe. Quando tudo acabou, Somers estava morto, bem como Pierre Korkie, professor sul-africano cuja soltura havia sido anunciada para o dia seguinte. Os comandos norte-americanos assassinaram também oito civis, segundo relatos de locais. A maioria dos militantes conseguiu fugir.
Esse episódio sangrento foi, dependendo de seu ponto de vista, o fim ignominioso de um ano ao longo do qual as Forças Especiais dos EUA foram ativadas em números recordes de ocasiões, ou o nada auspicioso começo de novo ano, já encaminhado para repetir, se não para ultrapassar, aqueles mesmos números.
Durante o ano fiscal que terminou dia 30/9/2014, as Forças de Operações Especiais dos EUA [orig. Special Operations Forces (SOF)] foram mandadas para 133 países – em números redondos, 70% das nações do planeta – segundo o tenente-coronel Robert Bockholt, oficial de Relações Públicas do Comando de Operações Especiais dos EUA [orig. Special Operations Command (SOCOM)]. Foi a coroação de período de três anos durante os quais as principais forças de elite dos EUA estiveram ativas em mais de 150 diferentes países em todo o mundo, sempre em missões que vão de raids noturnos para captura/ assassinato, até exercícios para treinamento. E esse ano pode ter batido novo recorde. Apenas um dia antes do raid que pôs fim à vida de Luke Somers – decorridos apenas 66 dias do ano fiscal de 2015 – as principais tropas de elite dos EUA já haviam posto seus coturnos em solo de 105 nações: aproximadamente 80% do total de 2014.
Apesar da escala massiva, essa guerra mundial secreta que os EUA travam hoje contra praticamente todo o planeta é desconhecida de muitos norte-americanos. Diferente da débâcle no Iêmen, a vasta maioria das operações clandestinas das forças especiais dos EUA permanecem absolutamente ocultas, longe de qualquer supervisão externa, longe de qualquer controle pela mídia ou pelos cidadãos. De fato, exceto por pequenas quantidades de informação distribuída na cobertura pela muito seletiva mídia militar (vídeo de 22/3/2014, no fim do parágrafo), por “vazamentos”oficiais que saem da Casa Branca,  SEAL  que tenham alguma coisinha para vender e alguns jornalistas escolhidos a dedo com notícias sobre  eventos  escolhidos a dedo, praticamente todas as ações e práticas desses operadores norte-americanos especiais jamais são examinadas de modo significativo – o que só faz aumentar a probabilidade de revides nunca previstos e outras consequências catastróficas.
Era de Ouro 
“O comando está no seu zênite absoluto. Trata-se, de fato, de uma era de ouro das operações especiais”. São palavras do general Joseph Votel III, graduado em West Point e Rangerdo Exército, ao assumir o comando do SOCOM em agosto passado.
A retórica do general pode soar grandiloquente, mas não é exagerada. Desde 11/9/2001, as forças de Operações Especiais dos EUA cresceram sob todos os critérios imagináveis, inclusive em números, em orçamento, no poder que tem sobre Washington e no lugar que ocupa da imaginação popular. O comando, por exemplo, mais que dobrou em termos de pessoal, dos cerca de 33.000 em 2001, para cerca de 70.000 hoje, incluindo-se o salto de cerca de mais 8.000 só durante o mandato do almirante William McRaven recentemente aposentado no comando do SOCOM.

Esses números, por impressionantes que sejam, não dão ideia plena da natureza e do alcance da expansão global dessas forças de elite norte-americanas nesses anos. Para tanto, é preciso percorrer a estrutura do Comando de Operações Especiais, verdadeiro emaranhado de siglas e sempre em ampliação. A coisa é de enlouquecer, mas é indispensável, para que se possa ter ideia realista da coisa de que estamos falando.
A parte do leão das tropas do SOCOM são Rangers, Boinas Verdes [orig. Green Berets] e outros soldados do Exército, seguidos por commandos  a Força Aérea, os SEALs [palavra que significa (lit.) “foca” e designa os soldados da Marinha dos EUA, de terra, ar e mar, para operações especiais (NTs)], e pequeno contingente de Marines.  Mas só se começa a ter ideia de o quanto e como o comando está em expansão, se se consideram todos os “comandos subunificados” entre os quais se distribuem esses “soldados especiais”:SOCAFRICA, autoexplicativo; SOCEUR, o contingente europeu; SOCKOR, devotado estritamente à Coreia; SOCPAC, que cobre o resto da região do Pacífico Asiático;SOCSOUTH, que executa serviços na América Central, América do Sul e Caribe; SOCCENT, o comando subunificado dos EUA. O Comando Central (CENTCOM) no Oriente Médio; o SOCNORTH, devotado à “defesa da pátria”; e os eternos viajantes “extremos” do Comando Unificado de Operações Especiais [orig. Joint Special Operations CommandJSOC] – subcomando clandestino (antes comandado por McRaven, depois por Votel), constituído de pessoal de cada um dos vários ramos do serviço, incluindo SEALs, tripulações táticas especiais da Força Aérea, e a Delta Force, do Exército, especializada em rastrear e assassinar suspeitos de terrorismo.
E não pense que fica por aí. Resultado do empenho de McRaven para criar “forças globais de Operações Especiais, de aliados e parceiros interagências”, há agora oficiais de ligação das Operações Especiais (ou SOLOs), embedded [ap. “incorporados”] em 14 embaixadas dos EUA para servir como conselheiros das forças especiais em várias nações aliadas. Já operante na Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, El Salvador, França, Israel, Itália, Jordânia, Quênia, Polônia, Peru, Turquia e Reino Unido, o programa SOLO deve ser expandido, segundo Votel, para 40 países até 2019. O comando, e especialmente o JSOC, também construiu laços próximos com a Central Intelligence Agency, o Federal Bureau of Investigation e a National Security Agency, dentre outros.
Shadow Ops [agentes clandestinos que agem nas sombras] 
O alcance global do Comando de Operações Especiais, SOCOM, vai ainda mais longe, com número menor de elementos mais ágeis, que operam clandestinamente, a partir das bases que os EUA mantêm em áreas remotas do Sudeste da Ásia, de postos avançados no Oriente Médio, a campos austeros em plena África. Desde 2002, o SOCOM está também autorizado a criar suas próprias Forças-Tarefas Conjuntas [orig. Joint Task Forces], prerrogativa normalmente reservada a comandos de combate maiores, como o CENTCOM.
 
Força-Tarefa Filipinas de Operações Especiais Conjuntas - JSOTF-P
Considere-se, por exemplo, a Força-Tarefa Filipinas de Operações Especiais Conjuntas [Joint Special Operations Task Force-Philippines (JSOTF-P)], a qual, no pico, contava com cerca de 600 agentes norte-americanos para apoiar operações de contraterrorismo de aliados dos filipinos, contra grupos insurgentes como Abu Sayyaf. Depois de mais de uma década consumida em combates contra esse grupo, o número de agentes foi reduzido, mas o grupo continua ativo, embora a violência na região permaneça virtualmente inalterada.
Uma fase de redução da força tarefa foi de fato anunciada em junho de 2014. “JSOTF-Pserá desativada e a chamada operaçãoOEF-P [Operation Enduring Freedom-Philippines(Operação Liberdade Duradoura-F)] será concluída no ano fiscal de 2015” – disse Votel à Comissão das Forças Armadas do Senado, no mês seguinte “Um número menor de pessoal militar norte-americano operando como parte de uma Equipe de Ampliação de um PACOM[U.S. Pacific Command] continuará a melhorar as capacidades e habilidades das Forças Especiais das Filipinas (PSF, Philippine Special Forces] para que levem a bom termo suas missões CT [de contraterrorismo]…”
Mas meses adiante, a Força Tarefa de Operações Especiais-Filipinas permanecia do mesmo tamanho que antes, e operante. “JSOTF-P continua ativa, mas o número de pessoal lá alocado foi reduzido” – disse a porta-voz do Exército Kari McEwen ao repórter Joseph Trevithick de War Is Boring [lit. Guerra é tédio].
Outra unidade especial, a Força-Tarefa de Operações Especiais Conjuntas-Bragg [orig. Special Operations Joint Task Force-Bragg], permaneceu nas sombras durante anos, antes de pela primeira vez ser oficialmente mencionada pelo Pentágono, no início de 2014. O papel dela, segundo Bockholt, do SOCOM, é “treinar e equipar soldados norte-americanos a serem enviados para o Afeganistão para apoiar a Força-Tarefa de Operações Especiais-Afeganistão [orig. Special Operations Joint Task Force-Afghanistan]”. Essa última passou mais de uma década executando operações clandestinas ou “negras” [orig. black-ops], “para impedir atividades de insurgentes que ameaçassem a autoridade e a soberania (sic) do governo afegão.
“Operações negras” significa raids noturnos e missões de assassinar/ sequestrar – quase sempre articuladas com forças de elite afegãs – que levaram à morte de número ignorado de combatentes e de civis. Em resposta à indignação da população contra esses raids, o presidente Hamid Karzai do Afeganistão praticamente os baniu em 2013.
As Forças de Operações Especiais dos EUA deveriam ter sido transferidas para um papel de apoio em 2014, deixando no comando as tropas afegãs de elite. “Estamos tentando deixar que eles comandem o show”, disse o coronel Patrick Roberson da Força-Tarefa-Afeganistão, ao jornal USA Today. Mas, segundo LaDonna Davis, porta-voz da Força Tarefa, os operadores norte-americanos ainda comandavam missões no final do ano passado. A força recusa-se a dizer quantas missões foram comandadas pelos norte-americanos, nem em quantas operações seus comandos estiveram envolvidos, embora as Forças de Operações Especiais-Afeganistão tenham realizado, oficialmente 150 missões por mês, em 2014. “Não posso discutir o número específico de operações realizadas” disse o major Loren Bymer da Força-Tarefa de Operações Especiais-Afeganistão, a TomDispatch. “Mas os afegãos de fato atualmente lideram 96% das operações especiais, e nós continuamos a treiná-los, aconselhá-los e ajudar nossos parceiros, para garantir que sejam bem-sucedidos”.
 
ASSF  - Afghan Special Security Force 
E se você pensou que por aí acaba o quadro organizacional das forças especiais, a Força-Tarefa de Operações Conjuntas-Afeganistão tem cinco Grupos de Aconselhamento de Operações Especiais “focados em orientar e aconselhar nossos parceiros ASSF [Afghan Special Security Force]” – como disse Votel. “Para garantir que nossos parceiros  ASSF continuem a dar combate a nossos inimigos, as Forças de Operações Especiais dos EUA tem de manter algum aconselhamento no plano tático depois de 2014, com unidades selecionadas em locais selecionados” – disse o mesmo Votel à Comissão das Forças Armadas do Senado.
Na verdade, em novembro passado o sucessor de Karzai, Ashraf Ghani, discretamente cancelou a proibição dos raids noturnos, reabrindo a porta para novas missões dos conselheiros norte-americanos, por lá, em 2015.
Mas haverá menos agentes das forças especiais dos EUA disponíveis para missões táticas. Segundo o então sub, agora vice-almirante Sean Pybus, vice-comandante do SOCOM, cerca de metade dos pelotões de SEALs mandados para o Afeganistão deveriam, até o final do mês passado, ser retirados e redirecionados para apoiar “o pivô para a Ásia, ou trabalhar no Mediterrâneo, ou no Golfo de Guiné, ou no Golfo Persa”. Mesmo assim o coronel Christopher Riga, comandante do 7º Grupo de Forças Especiais, cujos soldados serviram com a Força-Tarefa Combinada de Forças Especiais Conjuntas-Afeganistão perto de Kandahar no ano passado, jurou persistir. “Há muita luta em curso no Afeganistão, que continuará” – disse ele, numa cerimônia de entregas de medalhas ano passado. “Continuaremos a matar o inimigo, até que nos mandem sair”.
Acrescente a essas forças-tarefas os elementos do Comando Avante de Operações Especiais [orig. Special Operations Command Forward (SOC FWD)], pequenas equipes que, segundo os militares, “modelam e coordenam a cooperação e o engajamento de segurança de forças de operações especiais, em apoio ao comando das operações especiais no teatro, comando geográfico combatente e equipes e objetivos no país”. O SOCOM recusou-se a confirmar a existência de SOC FWDs, embora haja muitas provas oficiais sobre o tema, e a oferecer um número de quantas equipes estão hoje ativas pelo mundo. Mas as que já se sabem que existem estão plantadas em operações-negras prestigiadas em locais especiais, dentre elasSOC FWD-Paquistão, SOC FWD-Iêmen e SOC FWD-Líbano, além das SOC FWD-Leste da África, SOC FWD-África Central e SOC FWD-África Ocidental.
A África, de fato, converteu-se em local especial para missões clandestinas conduzidas por operadores especiais norte-americanos. “Essa unidade particular tem feito coisas impressionantes. Seja na Europa ou na África, em grande variedade de contingências, vocês contribuem de modo muito significativo” – disse o comandante do SOCOM, general Votel, aos membros do 352º Grupo de Operações Especiais em sua base na Inglaterra, no outono passado.
Os commandos aéreos de modo algum estão sós na exploração daquele continente. Ao longo dos últimos anos, por exemplo, os SEALs executaram uma operação bem-sucedida de resgate de prisioneiro na Somália, e um raid para sequestro que não deu certo. Na Líbia, commandos da Força Delta conseguiram capturar um militante da al-Qaeda num ataque matinal, e SEALs recuperaram um navio petroleiro carregado da Líbia, que o governo local, apoiado pelos EUA considerava roubado. Além disso, os SEALs comandaram uma missão fracassada de evacuação no Sudão do Sul, durante a qual vários agentes foram feridos quando o avião no qual estavam foi atingido por tiros de pistola de baixo calibre. Enquanto isso, uma força de elite de resposta rápida, conhecida como Naval Special Warfare Unit 10 (NSWU-10) estava envolvida com “países estratégicos” como Uganda, Somália e Nigéria.
Um esforço clandestino de treinar agentes especiais na Líbia implodiu, quando milícias ou “forças terroristas” atacaram duas vezes o acampamento, guardado por militares líbios, e saquearam grandes quantidades de equipamento norte-americano de alta tecnologia, centenas de armas – inclusive pistolas Glock e rifles M4 – além de equipamento para visão noturna e lêiseres especializados, que só podem ser vistos com aquele equipamento. Resultado disso, a missão foi desmantelada e o acampamento, abandonado. Depois se informou que havia sido tomado por uma milícia.
Em fevereiro do ano passado (2014), tropas de elite viajaram para o Niger, para três semanas de exercícios militares, como parte de Flintlock 2014, um exercício anula para agentes de contraterrorismo, que unia forças da nação anfitriã, Canadá, Chade, França, Mauritânia, Países Baixos, Nigéria, Senegal, Reino Unido e Burkina Faso. Vários meses depois, um oficial de Burkina Faso, que recebera treinamento contraterrorismo nos EUA, sob os auspícios da Universidade de Operações Especiais Conjuntas do SOCOM em 2012, tomou o poder num golpe de estado. Mas os agentes das Forças Especiais não foram incomodados. No final do ano passado, por exemplo, sob os auspícios do SOC FWD-África Ocidental, membros do 5º Batalhão, 19º Grupo de Forças Especiais, uniram-se a soldados da elite marroquina para treinamento, numa base nos arredores de Marrakech.
Um mundo de oportunidades 
O envio de agentes para nações africanas, porém, não dá conta se não de pequena parte do rápido crescimento do alcance global do Comando de Operações Especiais. Nos últimos dias do governo Bush, sob comando do então chefe do SOCOM, almirante Eric Olson, sabe-se que forças de Operações Especiais foram enviadas para cerca de 60 países em todo o mundo. Em 2010, o número de países cresceu para 75, segundo Karen DeYoung e Greg Jaffe do Washington Post. Em 2011, o porta-voz do SOCOM, coronel Tim Nye, disse a TomDispatch que esse total alcançaria 120 países até o final do ano. Com o almirante William McRaven que assumiu em 2013, o então major Robert Bockholt disse a Tom Dispatch que o número já saltara para 134. Sob o comando de McRaven e Votel em 2014, segundo Bockholt, o total diminuiu quase nada, para 133. Mas o secretário de defesa anterior, Chuck Hagel, observou que sob o comando de McRaven – de agosto de 2011 a agosto de 2014 – as Forças de Operações Especiais passaram a estar presentes em mais de 150 diferentes países. “De fato, SOCOM e todos os militares norte-americanos estão mais engajados internacionalmente hoje, do que nunca antes – em mais locais e com variedade maior de missões” – disse Hagen em discurso de agosto de 2014.
Não estava brincando. Em apenas dois meses do ano fiscal de 2015, o número de países onde há agentes de Forças Especiais dos EUA já chegou a 105, segundo Bockholt.
 
Treinamento do SOCOM
O Comando das Operações Especiais, SOCOM, não quis comentar a natureza de suas missões ou as vantagens de operar em tantos países. O Comando não quis sequer indicar o nome de um único país para onde tivessem sido enviadas forças de operações especiais nos últimos três anos. Mas rápido exame de algumas operações, exercícios e atividades que já vieram à luz pinta quadro de um comando “viajante extremo”, comando globe-trotter, sempre às voltas com alianças em todos os pontos do planeta.
Em janeiro e fevereiro/2014, por exemplo, membros do 7º Grupo de Forças Especiais e o 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais conduziram um mês de Treinamento Conjunto Combinado [orig. Joint Combined Exchange Training (JCET)] com vários grupos de Trinidad e Tobago, enquanto tropas do 353º Grupo de Operações Especiais reuniram-se a membros da Força Aérea da Tailândia, para Exercise Teak Torch em Udon Thani, Tailândia. Em fevereiro e março, os Boinas Verdes do 20º Grupo de Forças Especiais treinaram com tropas de elite da República Dominicana, como parte de outro JCET.
Em março, membros do Comando de Operações Especiais da Marinha e Unidade 1 Especial de Guerra Naval [orig. Marine Special Operations Command e Naval Special Warfare Unit 1 participaram de manobras no porta-aviões USS Cowpens, como parte do Multi-Sail 2014, exercício anual organizado para apoiar “a segurança e a estabilidade na região do Indo-Ásia-Pacífico”. Naquele mesmo mês, soldados, marinheiros, aviadores de elite participaram de um exercício cujo nome em código foi “Fused Response”, com militares do Belize. “Exercícios como esse constroem elos e confiança entre os militares dos EUA e do Belize” – disse, adiante, o tenente-coronel da Força Aérea Heber Toro, do Comando Sul de Operações Especiais. [segue-se longa relação de exercícios militares em várias partes do mundo]. [...]
Querem estar em toda parte 
Para os chefes de operações especiais dos EUA, o globo é tão instável quanto interconectado. “Tenho certeza de que o que acontece na América Latina afeta o que acontece na África Ocidental, que afeta o que acontece no sul da Europa, que afeta o que acontece no sudoeste da Ásia” – disse McRaven ano passado na Geolnt, reunião anual de executivos da indústria-vigilância e pessoal militar. Solução que tinha a oferecer para esse instabilidade interconectada? Mais missões, em mais países – em mais do que em ¾ dos países do planeta, de fato – durante o mandato de McRaven. E o palco parece pronto para ainda mais do mesmo, no futuro próximo. “Queremos estar em todos os pontos” – disse Votel na Geolnt. Suas forças já estão bem a caminho disso, em 2015.
 
Seals (Marinha) em treinamento
“Nossa nação tem altas expectativas das Forças de Operações Especiais” – disse ele a agentes especiais na Inglaterra, no outono passado. – “Procuram-nos para as missões mais difíceis, nas mais difíceis condições”. A natureza e o local da maioria dessas “missões difíceis” porém são mantidos sob total segredo. E Votel, aparentemente, não tem interesse em lançar qualquer luz sobre a questão. “Desculpe, mas, não” – foi a resposta do SOCOM, quandoTomDispatch solicitou uma entrevista com o comandante das Operações Especiais, para saber de operações correntes e futuras. Na verdade, aquele comando não autorizou que seus subordinados participassem de uma discussão pública sobre o que eles fazem em nome dos EUA e com o dinheiro dos contribuintes norte-americanos. Não é difícil saber por quê.
Votel está agora sentado no topo de inúmeras narrativas de militares pós 11/9, que se meteram em incontáveis guerras que não venceramrevides de intervençõesatividade criminosa rampantevazamentos repetidos de segredos  embaraçosos, e todos os tipos de escândalos mais chocantes.
Graças a uma combinação perversa de jactância e secretismo, vazamentos cuidadosamente plantados, muito “marketing” e empenhado trabalho de relações públicas”, o cultivo hábil de uma mística do Super-Homem (sempre com uma comovente pitada de atormentada fragilidade), e muita “matança premeditada” legal (“targeted killing), as forças de Operações Especiais tornaram-se  queridinhas da cultura popular norte-americana, enquanto o Commando foi o principal vencedor na luta de foice em Washington, pelo Orçamento.
É particularmente surpreendente, se se considera o que realmente acontece em campo: na África, foi armar e fantasiar militantes e dar treinamento ao líder de um golpe; no Iraque, as mais elitistas das forças de elite dos EUA estavam implicadas na tortura mais sórdida, na destruição de moradias, e na matança de inocentes; no Afeganistão, história semelhante, com repetidos relatos de mortes de civis; enquanto no Iêmen foi sempre mais do mesmo, como no Paquistão e na Somália. E até aqui mal se arranhou a superfície dos descaminhos dos agentes de Operações Especiais.
Em 2001, antes que as forças especiais [vestidas de preto] dos EUA tivessem começado sua guerra massiva, multifrentes, clandestinas contra o terrorismo, havia 33.000 membros do Comando de Operações Especiais e cerca de 1.800 membros da elite da elite, o Comando das Operações Especiais Conjuntas. Havia então, também, 23 grupos terroristas – do Hamás ao Exército Republicano Irlandês Real – como o Departamento de Estado reconhecia, incluída a al-Qaeda, cujo número de membros era estimado em alguma coisa entre 200 e 1.000. O grupo tinha base no Afeganistão e Paquistão, embora algumas pequenas células tivessem já atuado em vários países, incluindo Alemanha e EUA.
Depois de mais de uma década de guerras secretas, vigilância massiva, números jamais revelados de raids noturnos, detenções e assassinatos, sem mencionar os bilhões e bilhões de dólares consumidos, os resultados falam por eles mesmos. O SOCOM mais que duplicou de tamanho, e o secretivo JSOC talvez já tenha o tamanho que tinha o SOCOM em 2001. Desde setembro daquele ano, 36 novos grupos de terror surgiram inclusive incontáveis franquias, novos ramos e aliados da al-Qaeda. Hoje, esses grupos ainda operam no Afeganistão e Paquistão – há agora 11 afiliados reconhecidos da al-Qaeda no Afeganistão,cinco no Paquistão – bem como no Mali, na Tunísia, Líbia e Marrocos, Nigéria e Somália, Líbano e Iêmen, dentre outros países.
 
Países onde operam “franquias” da al-Qaeda
Um dos ramos nasceu da invasão dos EUA contra o Iraque, foi nutrido num campo de prisioneiros dos EUA e, agora conhecido como Estado Islâmico, controla larga fatia do Iraque e da vizinha Síria, um proto-califato no coração do Oriente Médio que era tudo com que sonhavam os jihadistas nos idos de 2001. Aquele grupo, só ele, reúne estimados 30,000 combatentes e já controla inclusive a segunda maior cidade do Iraque – apesar de ter sido incansavelmente perseguido, desde o nascimento, pelo JSOC.
“Temos de continuar a sincronizar o deslocamento da Força de Operações Especiais pelo mundo”, diz Votel. “Todos temos de ser sincronizados, coordenados e preparados a partir do Comando”.
Abandonado bem fora de qualquer sincronia está o povo dos EUA, consistentemente deixado no escuro sobre o que os operadores especiais dos EUA andam fazendo e onde estão, para nem falar dos resultados pífios do que fazem e dos revides gerados pelo que fazem. Mas se a história ensina alguma coisa, não há dúvida de que os operadores ditos especiais, mascarados em negro da cabeça aos pés, farão de tudo para que prossiga, inalterada, essa “era de ouro” do Comando de Operações Especiais dos EUA.

[*] Nick Turse recebeu Ph.D.em Ciências na Escola de Artes e Ciências (GSAS) da Columbia University. Como estudante de pós-graduação, Turse era professor assistente no Instituto Radcliffe de Estudos Avançados na Universidade de Harvard entre 2000-2001 e na New York University nos centros de estudos dos EUA para a Guerra Fria. Trabalhou como pesquisador associado da Escola Mailman de Saúde Pública do Centro de História e Ética na Universidade de Columbia.
Em 2001, enquanto pesquisava no Arquivo Nacional dos EUA, descobriu registros de uma força-tarefa do Pentágono chamada Vietnam War Crimes Working Group que foi formado como resultado do massacre de My Lai. Esses registros se tornou o foco de sua tese de doutorado, Kill Anything That Moves: United States War Crimes and Atrocities in Vietnam, 1965-1973.
Turse é atualmente o editor-chefe do sítio TomDispatch.com. Escreveu para publicações como o New York TimesLos Angeles TimesBBC, etc., sobre temas como o vídeo indústria de games, a arte de rua, a guerra no Afeganistão e a Guerra do Vietnã. É autor de várias obras de não-ficção sobre a política externa e militarismo.