Antes de tudo, um forte abraço, em amor à História e à Verdade...

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segunda-feira, 8 de julho de 2013

OS ESTADOS UNIDOS E A AL-QAEDA

O que é a Al-Qaeda, 

quem criou?













Quem criou a Al-Qaeda ? 
Os Eua usaram o Talibã para expulsar os soviéticos 
do Afeganistão.
Bush através de sua empresa Arbusto Energy 
estabeleceu negócios de petróleo com membros da
  família Bin Laden
Como a Al-Qaeda serve para influenciar as nossas vidas e o
 preço do Petróleo.
O que é a “Al-Qaeda” ?
Após o 11 de setembro a Al-Qaeda
 tornou-se mundialmente famosa.
 O nome significa “a Base”
segundo a versão oficial, 
esse grupo terrorista seria fundado em 1987 ou 1988 
pelo famoso Bin Laden. 
Existem muitas coisas que não batem certo,
 relativamente à Al-Qaeda,
 muitas coisas sem sentido.
Podem ter certeza que a Al-Qaeda 
vai influenciar as nossas vidas, 
mas não como se pensa.
Os EUA usam a Al-Qaeda para justificar tudo, 
para justificar a “guerra contra o terrorismo”, 
a invasão do Iraque, 
Afeganistão e
 futuramente de Paquistão, 
e  a subida dos preços do petróleo!
Algo que se reflete nos bolsos de todos nós. 
Eles, desde 2001, 
lançam “alertas” de
 eventuais ataques,
 mantendo a população americana 
sob constante guerra psicológica, 
controle mental.
Em setembro de 2001 
a Al-Qaeda atacava o World Trade Center
e de repente torna-se uma ameaça a nível mundial,
 sabendo que o atentado do World Trade Center
tem muitas inverdades, 
envolvimento do governo, 
muita conspiração
 e 
serviu de lançamento
 para a luta contra o terrorismo.
O que ganha a Al-Qaeda com mortes de
 reféns jornalistas, 
de
 várias nacionalidades?
Nada. 
Mas os Eua assim poderão ter apoio de
 outros países, 
cujos cidadãos reféns foram mortos, 
eis a questão.
 Mais tarde surge um vídeo de 
um americano decapitado,
 que se comprovou ser
 uma 
video-montagem
 Veja também a história secreta dos
clãs Saud e Bush 
Como tudo começou,
 Estados Unidos
 apoiaram
 o 
Taliban
Os Eua têm interesse no Afeganistão,
 não só pelo negócio
do 
ópio 
(80% do ópio a nível mundial vem do Afeganistão) 
mas também porque
 querem construir lá
 um oleoduto e gasoduto. 
O Paquistão e Afeganistão 
suportam cerca de
 60% da droga
 que é enviada
 para os
Estados Unidos.
Segundo o relato 
histórico oficial.
Os Soviéticos invadiram o Afeganistão
 em meados de 1979.
 Entre 1982 e 1992 os Estados Unidos,
 operação através da Cia
financiaram cerca de 100.000 radicais islâmicos 
( de 40 países islâmicos)
 que se uniram para expulsar os Soviéticos.
 Conseguiram expulsar os Russos, 
com apoio dos Eua ,
 isto é sabido
 em todo o mundo
 e 
notificado
 em 
inúmeros jornais.
A Cia ( Central Intelligence Agency ) apoiou
 a
Jihad ( Guerra Santa )
em conjunto com o
ISI do Paquistão
 ( Inter Services Intelligence ).
Os Estados Unidos injetaram cerca de
 6 bilhões de
 dólares no Afeganistão,
 em armamento, treinos, etc.
Os Taliban foram muito úteis aos
 Eua
 para expulsar os 
inimigos Russos.
Porém a verdade é um pouco diferente,
os Estados Unidos provocaram 
os Soviéticos para que esses 
invadissem o Afeganistão. 


A invasão Soviética deu-se em 

Dezembro de 1979, 
mas em Julho de 1979 ( 5 meses antes ),
 o presidente Jimmy Carter
assinou a diretiva para o apoio aos
 afegãos contra soviéticos,
 de acordo com declarações de Zbigniew Brzezinski,
conselheiro de segurança do presidente dos EUA. 
Uma operação secreta da CIA “empurrou”
 os soviéticos para a armadilha 
dos Taliban.
Ou seja , os EUA de algum modo queriam 
arrastar 
os soviéticos para guerra e, 
quando eles invadiram o Afeganistão, 
os Eua meses antes já preparavam
 a guerra contra eles, 
usando os Taliban, muito bem treinados e
 armados, 
injetando ainda no país ,
 6 bilhões de dólares.
Os taliban conheciam bem
 o terreno do Afeganistão, 
eram os homens indicados.
O Jornal New York Times noticiou dia 15/09/01
 que pelo menos
sete dos “pilotos suicidas” do 11 de setembro
foram
treinados em bases
militares dos Eua.
Bin Laden foi para o Afeganistão em 1980,
especialista em recrutar e treinar mujaidins,
 ele foi também treinado pela CIA. 
Sabe-se que a família Bush tem negócios de
 armamento e petróleo com a família Laden, 
por isso é que as declarações “oficiais” 
do Pentágono sempre diziam que
 Bin Laden não tinha contato com a família, 
que era um renegado, 
o que é falso.
Ele mantém laços com a família,
a sua fortuna
estima-se em cerca de 300 milhões de dólares,
 contudo deve ter muito mais.







Bush e família Laden
Negócio de petróleo

Em 1979 o primeiro negócio de Bush
era a “Arbusto Energy” (arbusto é Bush em espanhol). 
James Bath 
um amigo próximo da família apoiou-o
 com 50 milhões de dólares, 
ficando
 com 5% de ações .
 James era representante de negócios de Salem Bin Laden
nos Eua, ( Salem é um dos 17 irmãos de Bin Laden )
Bush teve algumas empresas nos últimos anos e faliram todas.
Bush (pai) 
enquanto presidente
 fora também diretor da CIA.
Para invadir o Iraque , 
os EUA, inicialmente,
 usaram alguns argumentos
 alegando que haviam ligações
 entre Iraque e Al-Aaeda, o que é falso. 


Saddam sempre foi 

inimigo de Bin Laden.


Além disso também nunca foram 

encontradas armas quimicas e
 nucleares no Iraque.
Como a Al-Qaeda
 (organização encoberta da CIA) 
vai influenciar as nossas vidas?
Daqui para frente , 
na TV, iremos sempre ouvir “alertas” 
de perigo e
 ainda vão ocorrer alguns atentados, 
sempre em nome da Al-Qaeda,
 está claro.
Após o atentado em Khobar,
 o preço do petróleo atingiu máximos históricos, 
tudo por causa das “ameaças” da Al Qaeda,
 toda esta especulação
 faz subir o preço da gasolina,
 que todos nós (em todos os países)
vamos 
sentir na carteira.
Cada vez
 ressente-se
mais no final do mês
 as despesas com a gasolina,
cada vez estamos mais em crise.
Em consequência disso, 
todos os transportadores de bens e alimentos,
 face ao preço dos combustíveis, 
aumentam o preço
assim temos bens e alimentos 
cada vez mais caros! 
Além disso,
 esta crise do petróleo 
afeta a economia dos
 países europeus e de outros.
Basta algum americano da Casa Branca berrar:
“A Al-Qaeda vai atacar!”
 e é o suficiente para o mundo inteiro 
entrar em crise e o
 petróleo subir de preço, 
já viram ?!
Tudo não passa de interesses
as grandes multinacionais produtoras de petróleo 
querem lucrar com os aumentos,
 reparem em Portugal a Galp, Shell e Bp 
subiram mais de 15 vezes o preço,
 e continuam a subir 1 cêntimo, 
aumentam umas 15 vezes o preço 
e depois baixam 1 ou 2, 
voltando a subir.
Devemos recordarmos também que a família Bush
Laden e o grupo Carlyle têm negócios de
 petróleo,
eles adoram a subida dos preços,
 lucram bilhões de dólares,
quando quiserem mais,
 basta dizer
“a Al-Qaeda vai atacar”.
Nós estamos financiando a guerra:
Repare eu,
 você,
 todos nós,
 ao pagarmos combustíveis cada vez mais caros
e
consequentemente,
 o gás doméstico também,
estamos contribuindo para que essas empresas
 lucrem bilhões de dólares.
Se a família Bush, Grupo Carlyle,
  família Laden têm negócios do petróleo ,
eles lucram.
Eu vejo isso
 como uma história de lobo,
 tantas vezes gritam “lobo”,
 e nada ocorre
 (porque são falsos alertas, já deve ser o centésimo alerta)
 e qualquer dia quando realmente 
fizerem sujeira,
 já ninguém acredita na história ,
 porque tantas vezes a ouviram.
Bin Laden – o bode expiatório a serviço da CIA…
Os EUA criaram o Bin Laden,
“o diabo dos tempos atuais, 
que ameaça o mundo inteiro”.
Ninguém capturou o Bin Laden porque não quiseram ,
ainda custa a acreditar
 que a família Laden e a família Bush têm ligações,
negócios de armamento e petróleo ?
Que Bin Laden é um homem da CIA,
um bode expiatório islâmico apenas
 para justificar esta “guerra contra o terrorismo” ?
Se ainda duvidam,
aqui ficam mais notícias intrigantes!
Em janeiro de 2001 após eleições presidenciais, 
foi dito ás agências de inteligência
 para interromperem
 com as investigações acerca da família Bin Laden 
e famílias reais sauditas 
(foi noticiado pela BBC no dia 06/11/01 )
Maio de 2001, 
chefes da segurança nacional dos EUA,
 rejeitaram diversas vezes a oferta de 
documentos secretos 
que o Sudão lhes oferecia
 a respeito da família Laden e Al-Qaeda,
 investigações, etc, 
os Eua não se mostraram interessados
 nesses documentos
 (noticiado pelo The Guardian, a 30/09/01 )
Maio de 2001
o secretário de Estado, Colin Powell 
dá 43 milhões de dólares aos Talibans,
foi noticiado pelo Los Angeles Times em 22/05/01),

 No ano 2000, já haviam fornecido
 113 milhões de dólares ao regime Taliban
 (State Department Fact Sheet 12/11/01).
Por que capturaram Saddam e 
ainda não capturaram Bin Laden?
Porque não querem ,
 estão enganando o mundo e 
forjando vídeos dele
 a todo o momento. 
Não capturaram Bin Laden 
porque ele é apenas um personagem fachada,
 querem mais provas ?
14 de junho de 2001, 
Bin Laden recebeu tratamento hospitalar de
 um doutor canadense ( Dr. Callaway )
no hospital americano de Dubai ( esse Dr. nunca quis prestar
 declarações à imprensa), Bin Laden
recebeu também a visita de dois agentes da CIA. 
( Este fato é amplamente conhecido, divulgado em vários meios,
 entre eles o London Times em 11/01/01 e
 no The Guardian a 11/01/01).
Saiba mais:

sexta-feira, 16 de abril de 2010

ACONTECENDO NO AFEGANISTÃO

A falsa guerra da América no Afeganistão
por F. William Engdahl/ Red Voltaire
Um dos mais notáveis aspectos na agenda presidencial de Obama é quão pouco foi questionado nos media o motivo porque o Pentágono dos EUA está comprometido na ocupação militar do Afeganistão. Há dois motivos básicos, nenhum dos quais pode ser admitido abertamente em público.
Por trás do enganoso debate oficial sobre quantas tropas são necessárias para "vencer" a guerra no Afeganistão, se mais 30 mil são suficientes ou se pelo menos 200 mil são necessárias, o objectivo real da presença militar estado-unidense naquele país da Ásia Central é obscurecido.
Mesmo durante a campanha presidencial de 2008 o candidato Obama argumentou que era no Afeganistão e não no Iraque que os EUA deviam travar guerra. A sua razão? Porque ele afirmava que era onde a organização Al Qaeda estava escondida e que era a ameaça "real" à segurança nacional dos EUA. Mas as razões por trás do envolvimento estado-unidense no Afeganistão são muito diferentes.
Os militares dos EUA estão no Afeganistão por duas razões. Primeiro para restaurar e controlar o maior abastecedor de ópio do mundo para os mercados da heroína e para utilizar as drogas como uma arma geopolítica contra oponentes, especialmente a Rússia. Aquele controle do mercado da droga afegão é essencial para a liquidez máfia financeira da Wall Street, corrupta e em bancarrota.

Geopolítica do ópio afegão

De acordo até mesmo com um relatório oficial da ONU, a produção de ópio no Afeganistão ascendeu dramaticamente desde a queda do Taliban em 2001.
Os dados da UNODC [United Nations Office on Drugs and Crime] mostram mais cultivo de papoula de ópio em cada um das últimas quatro estações de plantio (2004-2007) do que em qualquer ano durante o domínio Taliban. Agora é utilizada mais terra para o ópio no Afeganistão do que para o cultivo de coca na América Latina. Em 2007, 93% do opiáceos no mercado mundial tinham origem no Afeganistão. Isto não é acidente.

Foi documentado que Washington escolheu a dedo o controverso Hamid Karzai, um senhor da guerra pashtun da tribo Popalzai, há muito ao serviço da CIA, trouxe-o de volta do exílio nos EUA e criou uma mitologia hollywoodiana em torno da "corajosa liderança do seu povo".
Segundo fontes afegãs, Karzai é o "Padrinho" do Ópio no Afeganistão de hoje.
Aparentemente não é por acaso que ele foi e hoje ainda é o homem preferido de Washington em Cabul. Mas mesmo com compra maciça de votos, fraudes e intimidações, os dias de Karzai como presidente podem estar a acabar.

A segunda razão para os militares dos EUA permanecerem no Afeganistão muito depois de o mundo ter até esquecido quem é o misterioso Osama bin Laden e a sua alegada organização terrorista Al Qaeda, ou mesmo se eles existem, é como pretexto para os EUA construírem uma força de ataque com uma série de bases permanentes por todo o Afeganistão. O objectivo destas bases não é erradicar quaisquer células da Al Qaeda que possam ter sobrevivido nas cavernas de Tora Bora, ou erradicar um mítico "Taliban" o qual nesta altura, segundo relatos de testemunhas oculares, é constituído esmagadoramente de afegãos locais comuns a combaterem mais uma vez para livrar a sua terra de exércitos de ocupação, como o fizeram na década de 1980 contra os russos.
O objetivo das bases dos EUA no Afeganistão é visar e ser capaz de atacar os dois países que hoje representam a única ameaça combinada no mundo de hoje a um império global americano, à Dominação de Espectro Amplo (Full Spectrum Dominance) como a chama o Pentágono.

O "Mandato do Céu" perdido

O problema para as elites do poder em torno da Wall Street e em Washington é o facto de que agora estão na mais profunda crise financeira da sua história. Esta crise é clara para o mundo todo e o mundo está a actuar em busca da auto-sobrevivência. As elites dos EUA perderam o que na história imperial chinesa é conhecido como o "Mandato do Céu". Tal mandato é dado ao governante ou à elite dirigente desde que governem o seu povo com justiça e de modo razoável. Quando governam tiranicamente e como déspotas, oprimindo e abusando do seu povo, eles perdem aquele Mandato do Céu.
Se as poderosas elites privadas e ricas que têm controlado o essencial da política financeira e externa dos EUA durante a maior parte do século passado ou mais tinham um "mandato do céu", elas claramente perderam-no. Os desenvolvimentos internos rumo à criação de um estado policial abusivo com privação de direitos constitucionais dos seus cidadãos, exercício arbitrário do poder por responsáveis não eleitos tais como os secretários do Tesouro Henry Paulson e agora Tim Geithner, a roubarem somas de milhões de milhões de dólares dos contribuintes sem o seu consentimento a fim de salvar da bancarrota os maiores bancos da Wall Street, bancos considerados
"Demasiado grandes para falirem", demonstram ao mundo que eles perderam o mandato.
Nesta situação, as elites do poder estado-unidense estão cada vez mais desesperadas por manter o controle de um império global parasita, chamado enganosamente pela máquina dos seus media, como "globalização". Para manter o domínio é essencial que eles sejam capazes de romper qualquer cooperação que venha a emergir entre as duas maiores potências da Eurásia no âmbito económico, energético ou militar, a qual poderia apresentar um desafio aos EUA como super-potência única — a China em combinação com a Rússia.
Cada potência euro-asiática traz à mesa contribuições essenciais. A China tem a economia mais robusta do mundo, uma enforme força de trabalho jovem e dinâmica, uma classe média educada. A Rússia, cuja economia não está recuperada do fim destrutivo da era soviética e do saqueio primitivo durante a era Yeltsin, ainda possui activos essenciais para a combinação. A força de ataque nuclear russa e o seu poder militar representam a única ameaça no mundo de hoje à dominação militar dos EUA, ainda que em grande medida sej um resíduo da Guerra Fria. As elites militares russas nunca abandonaram aquele potencial.
A Rússia também possui o maior tesouro do mundo em gás natural e vastas reservas de petróleo de que a China necessita urgentemente. As duas potências estão a convergir cada vez mais através de uma nova organização que criaram em 2001, conhecida como a Organização de Cooperação de (SCO). Esta inclui também os maiores estados da Ásia Central: Casaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão.
O objectivo da alegada guerra estado-unidense contra o Taliban e a Al Qaeda é na realidade colocar a sua força militar de ataque directamente no meio do espaço geográfico desta emergente SCO na Ásia Central. O Irão é um desvio de atenção. O objectivo ou alvo principal é a Rússia e a China.
Oficialmente, é claro, Washington afirma que construiu a sua presença militar no interior do Afeganistão a partir de 2002 a fim de proteger uma "frágil" democracia afegã. É um argumento curioso dada a realidade da presença militar estado-unidense ali.Mais nove bases
Em Dezembro de 2004, durante uma vista a Cabul, o secretário da Defesa Donald Rumsfeld finalizou planos para construir nove bases no Afeganistão nas províncias de Helmand, Herat, Nimrouz, Balkh, Khost e Paktia. As novas somam-se às três principais bases militares dos EUA já instaladas na sequência da sua ocupação do Afeganistão no Inverno de 2001-2002, ostensivamente para isolar e eliminar a ameaça de terror de Osama bin Laden.
O Pentágono construiu as suas primeiras três bases no Aeródromo de Bagram a Norte de Cabul, o principal centro logístico dos EUA; no Aeródromo de Kandahar, no Sul do Afeganistão; e no Aeródromo de Shindand na província ocidental de Herat. Shindand, a maior base dos EUA no Afeganistão, foi construído a meros 100 quilómetros da fronteira do Irão e a uma distância de ataque à Rússia e também à China.
Historicamente o Afeganistão tem sido a área central para o Grande Jogo russo-britânico, a luta pelo controle da Ásia Central durante os séculos XIX e princípio do XX. A estratégia britânica então era impedir a todo o custo que a Rússia controlasse o Afeganistão e portanto ameaçasse a jóia da coroa imperial britânica, a Índia.
O Afeganistão encarado de modo semelhante pelos planeadores do Pentágono, como altamente estratégico. É uma plataforma a partir da qual o poder militar estado-unidense pode ria ameaçar directamente a Rússia e a China, bem como o Irão e outras terras ricas em petróleo do Médio Oriente. Pouco mudou geopoliticamente ao longo de mais de um século de guerras.
O Afeganistão é uma localização extremamente vital, abarcando a Ásia do Sul, a Ásia Central e o Médio Oriente.
O país também está situado ao longo de um proposto traçado de oleoduto dos campos petrolíferos do Mar Cáspio para o Oceano Índico, onde a companhia de petróleo americana Unocal, juntamente com a Enron e a Halliburton de Cheney, tem estado em negociações para obter o direito exclusivo de trazer gás natural do Turquemenistão através do Afeganistão e do Paquistão para a enorme central termoeléctrica a gás natural da Enron em Dabhol, próximo de Mumbai.
Karzai, antes de se tornar o presidente fantoche dos EUA, foi um lobbista da Unocal.

A ameaça da Al Qaeda não existe

A venda quanto a toda simulação quanto à finalidade real no Afeganistão torna-se clara com um olhar mais atento à alegada ameaça "Al Qaeda" no Afeganistão. Segundo o escritor Erik Margolis, antes dos ataques do 11 de Setembro de 2001, a inteligência dos EUA estava a dar ajuda e apoio tanto ao Taliban como à Al Qaeda.
Margolis afirma que "A CIA estava a planear utilizar a Al Qaeda de Osama bin Laden para incitar uighurs muçulmanos contra a governação chinesa, e os Taliban contra aliados da Rússia na Ásia Central.
Os EUA evidentemente encontraram outros meios de levantar uighurs muçulmanos contra Pequim em Julho último através do seu apoio ao Congresso Mundial Uighur. Mas a "ameaça" Al Qaeda permanece a base da justificação de Obama para a sua escalada guerreira no Afeganistão.
Agora, contudo, o Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Obama, o antigo general dos Fuzileiros Navais James Jones, fez uma declaração, a qual foi convenientemente enterrada pelos media amigos dos EUA, acerca da importância estimada do perigo actual da Al Qaeda no Afeganistão. Jones disse ao Congresso que "A presença da al Qaeda está muito diminuída. A estimativa máxima é de menos de 100 operacionais no países, sem bases, sem capacidade para lançar ataques sobre nós ou nossos aliados".
Isto significa que a Al Qaeda, para todos os propósitos práticos, não existe no Afeganistão. Oh...
Mesmo no vizinho Paquistão, os remanescentes da Al Qaeda mal podem ser encontrados. O Wall Street Journal relata: "Caçados por drones [aviões sem piloto] dos EUA, aflitos por problemas de dinheiro e descobrindo ser mais difícil atrair jovens árabes para as negras montanhas do Paquistão, a al Qaeda está a ver o seu papel reduzir-se ali e no Afeganistão, segundo relatórios de inteligência e responsáveis do Paquistão e dos EUA. Para jovens árabes que são os recrutas primários da al Qaeda, "não é romântico estar no frio, com fome e escondido", disse um responsável superior dos EUA na Ásia do Sul.
Se levarmos a declaração à sua consequência lógica devemos concluir então que a razão para soldados alemães estarem a morrer juntamente com outros jovens da NATO nas montanhas do Afeganistão nada tem a ver com "vencer uma guerra contra o terrorismo". Convenientemente a maior parte dos media prefere esquecer o facto de que a Al Qaeda, na medida em que alguma vez existiu, foi uma criação da CIA na década de 1980, a qual recrutou e treinou radicais muçulmanos como parte de uma estratégia desenvolvida pelo chefe da CIA de Reagan, Bill Casey, e outros a fim de criar "um novo Vietname" para a União Soviética a qual levaria a uma humilhante derrota do Exército Vermelho [1] e ao colapso final da União Soviética.
Agora o general Jones do Conselho de Segurança Nacional dos EUA admite que no essencial não há mais qualquer Al Qaeda no Afeganistão. Talvez seja tempo para um debate mais honesto dos nossos líderes políticos acerca do verdadeiro propósito de enviar mais jovens para a morte a fim de proteger as colheitas de ópio do Afeganistão.