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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

OS EUA E A RÚSSIA NO AFEGANISTÃO

Ramez Maalouf  comentou: A foto é de muito antes dos EUA atacarem o Afeganistão. Ainda há pessoas que acreditam que a URSS invadiu o Afeganistão e que os EUA reagiram enviando os terroristas. Foi o oposto. Primeiro, os EUA enviaram terroristas "islâmicos" para desestabilizarem o governo revolucionário do Afeganistão e só muito depois a URSS reagiu enviando as tropas. Agora, pagamos o preço da derrubada do governo revolucionário afegão em 1992 e também por não compreendermos o que de fato ocorreu no Afeganistão nos anos 70, 80 e 90 do século XX.
Fernando Almeida
23 de dezembro de 1979: Unidades militares da União Soviética ocupam Cabul, a capital do Afeganistão. A foto é do centro da cidade.

domingo, 11 de janeiro de 2015

A MÍDIA SIONISTA COMEÇA PROPAGANDA MUNDIAL CONTRA O ISLÃ

Mídia corporativa sionista começa propaganda mundial contra o Islã

Tradução: Caminho Alternativo
EUA publica fortes imagens do Estado Islâmico como propaganda anti-islâmica
(06-09-2014) O Departamento de Estado dos EUA lançou um vídeo de propaganda contra o Estado Islâmico para prevenir os possíveis casos de recrutamento de estadunidenses muçulmanos por parte da rede jihadista.
“Pense bem, vire-se para trás”, este lema simples se repete num video de propaganda contra o Estado Islâmico publicado pelo Departamento de Estado dos EUA em seu canal oficial no YouTube, informa a CNN.
As imagens contêm fragmentos de gravações de propaganda do Estado Islâmico publicadas nos forums jihadistas e mostram atrocidades cometidas pelos integrantes do EI, cujas ações se descrevem sarcásticamente no video como “conhecimentos úteis”.
Segundo o video, que leva o título ‘Bem-vindo à terra do Estado Islâmico’, todos os simpatizantes do grupo radical podem aprender a explodir  mesquitas com muçulmanos no interior, a crucificar e executar muçulmanos e a saquear os recursos naturais públicos. Além, informa de que a viagem ao Estado Islâmico é barata, “porque não é necessário bilhete de volta”, aparece impresso no vídeo enquanto se mostram imágens de brutais execuções.
“Nossa missão é expor os dados reais sobre os terroristas e sua propaganda. Não permita que o enganem os que destroem as famílias e seu verdadeiro patrimônio”, explica o Departamento de Estado em sua página oficial no Facebook.
Completado com imágens de terríveis torturas e assassinatos, este vídeo que revela a natureza bárbara do grupo criminoso islâmico é o último esforço do Departamento de Estado para combater o recrutamento jihadista nos EUA.
Segundo a estatística revelada pela CNN, mais de 100 cidadãos estadunidenses viajaram ao estrangeiro para unir-se a esses terroristas em sua luta contra os Governos da Síria e Iraque.

FonteRT
Comentário do blog
Pura propaganda sionista para colocar o mundo contra a religião Islâmica. Já estava planejado desde 1871 pelo Illuminati Albert Pike:
A Terceira Guerra Mundial é para produzir o ódio ao mundo muçulmano com propósitos de manobrar o mundo Islâmico e a política sionista um contra o outro. Enquanto isto está ocorrendo, as nações remanescentes deveriam ser forçadas a lutarem até a exaustão mental, física, espiritual e econômica.
Não escolheram o nome do grupo “Estado Islâmico” à toa, o fizeram propositalmente, para colocar no imaginário coletivo de que o grupo terrorista ISIS é a representação do Islã. O objetivo é colocar a política sionista contra o Islã e para isto precisam agredir e demonizar os muçulmanos. Precisam obter deles uma reação e quando os muçulmanos reagirem à esta agressão sionista, a mídia dirá: “Viram como eles são os agressores e terroristas?”
Em primeiro lugar, o ISIS não é criação islâmica, foi criado e financiado pela CIA e MOSSAD israelense, países árabes e europeus também financiam este grupo, e o chamado “califa” é um judeu agente do MOSSAD chamado Elliot Shimon.
O Califa Abu Bakr al-Baghdadi é na verdade Elliot Shimon, um judeu e agente operativo treinado pelo Mossad e CIA
É através desta farsa de “Estado Islâmico” que as corporações transnacionais e bancos norteamericanos sionistas se infiltram na África para fazer frente aos investimentos chineses na região. Ou seja, como não podem enviar tropas sob bandeiras dos EUA, Inglaterra, França ou Israel, criam estes grupos terroristas para que ataquem os países alvos ricos em petróleo, gás e recursos minerais. Na África querem impedir o crescimento chinês e roubar as riquezas dos países  invadidos. É a mesma farsa da Al-Qaeda, que foi usada para atacar o Iraque e Afeganistão.
Talvez muitos não tenham reparado, mas a maioria dos integrantes deste grupo estão encapuzados, o fazem para impedir a sua correta indentificação. Iriamos perceber de cara que estes mercenários terroristas são na verdade europeus, israelenses e norteamericanos.
Outro fato importante, o ISIS ataca o Iraque, a Síria, ameaça o Irã e até a Vladimir Putin, mas em nenhum momento ataca Israel. Nem a Al-Qaeda o faz nas colinas de Golã. Por quê?
Óbviamente nao atacarão Israel porque são grupos criados pelo sionismo, para atacar os vizinhos da Palestina e assim criar um “Grande Israel“. Em Golã Israel quer o controle do gás na região.
O mapa de expansão do ISIS(Estado Islâmico) é o mesmo que o plano expansionista de Israel para criar um “Grande Israel”. Invadindo território do Iraque, Jordânia, Egito e Síria.
Por isso o Egito sofreu golpes de estado e “primavera árabe” patrocinada pelo judeu George Soros, para facilitar a expansão de Israel sem necessidade de atacar o país militarmente. Usam a tática de “golpe suave”, através do financiamento de grupos opositores locais e grupos terroristas com mercenários.
Falando em financiamento, ninguém reparou na quantidade de pickups 0Km da Toyota e Hyundaique o ISIS utiliza? Quem paga por elas? Quem as entrega? Como chegam até eles?
A mídia sionista tenta nos enganar dizendo que eles conseguem a grana através de roubos a banco por onde vão passando e venda de petróleo clandestino. Isto é ridículo! As agências bancárias não ficam com grandes quantias de dinheiro em espécie, experimente o leitor sacar mais de 5 mil reais num banco e será informado de que precisa agendar o saque com 24 horas de antecedência. Não há dinheiro nas agências porque hoje é feito tudo eletronicamente, portanto, os bancos, mais uma vez a banca sionista, estão envolvidos no financiamento ao ISIS. Somente através dos bancos poderiam adquirir armamento em diversas regiões do Oriente Médio.
Se eles vendem petróleo a algum país, então quem está comprando?
Primeiro, o petróleo não é refinado no mesmo local de onde se extrai. Segundo, os barris de petróleo não podem ser transportados em pickups Toyota para as refinarias, somente através de navios petroleiros. E se há navios petroleiros fazendo o transporte, então estamos assumindo que corporações petroleiras nortamericanas e/ou européias são as que estão roubando o petróleo conquistado através do ISIS. E tudo isto começa a fazer sentido, porque as refinarias estão nos EUA e Europa!
A Al-Qaeda e o ISIS possuem dois objetivos, colocar todos os recursos energéticos e minerais do Oriente Médio nas mãos das corporações e bancos sionistas e permitir a expansão de Israel a outros países.
Há quanto tempo o Afeganistão foi invadido e pilhado? Por que ainda existem tropas dos EUA no Afeganistão? O leitor sabe? Por que lá existem riquezas incalculáveis e que são exploradas pelas corporações ocidentais sionistas!
Para conseguir invadir uma nação rica o sionismo inventa inimigos e divulga falsas decapitações. As duas últimas, de Foley e Sotloff são uma fraudeSteven Sotloff  é um judeu israelense e agente do Mossad, o Times of Israel já publicou sua identidade.
Steven Sotloff
Mais propaganda ainti-Islã, a rede MSNBC descaradamente diz que o ISIS é o Islã, uma clara intenção de criar ódio aos muçulmanos em todo o mundo e conseguir um pretexto para atacar aSíria e o Irãos dois últimos países da lista de sete países a serem invadidos.
Esta campanha de ódio aos muçulmanos têm o financiamento do lobbies judaicos nos EUA.Chegaram a espalhar diversos cartazes anti-muçulmanos em Nova York.
Cyrus McGoldrick, um membro do Conselho de Relações Americano-Islâmicas, numa tentativa de falar com uma mulher enquanto ela caminha em frente a uma propaganda onde se lê: “Em qualquer guerra entre o homem civilizado e o selvagem, apoie o homem civilizado – Apoie Israel / Derrote a Jihad” na estação de metrô da Times Square, em Nova York, 24 de setembro de 2012.
Se vão começar a generalizar, dizendo que TODOS os muçulmanos são terroristas e que ISIS representa os muçulmanos e o Islã, então o mundo poderá dizer que TODO judeu é um nazi-sionista.
O que os banqueiros querem é isto, criar uma guerra mundial onde os muçulmanos, junto com os russos, sejam o novo inimigo a ser combatido.
O plano foi exposto, resta que o mundo não acredite neste circo montado pelos Rothschild, Rockefeller e demais famílias de banqueiros.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

CONTROLE DE COBERTURA JORNALÍSTICA E REGRAS PUBLICADAS DO ESTADO ISLÂMICO

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segunda-feira, 31 de março de 2014

COMO POR FIM À ESCALADA DA VIOLENCIA NA VENEZUELA


Atilio Borón: Como pôr fim à escalada de violência na Venezuela?

publicada segunda-feira, 31/03/2014 às 15:02 e atualizada segunda-feira, 31/03/2014 às 15:03
Por Atilio Borón*, via Correio da Cidadania

O que fazer para pôr fim à escalada de violência na Venezuela? É óbvio que o império tem um manual, como advertiu Chávez na conferência que brindara na noite de 10 de dezembro de 2007, no Centro Cultural da Cooperação de Buenos Aires (1). Um manual que foi ensaiado em outros países há muito tempo: o caso mais notável que, de alguma maneira, fixou os parâmetros deste induzido processo de fascismo foi o Chile de Allende.
Após esta pioneira experiência criminosa, o manual foi se aperfeiçoando ao longo de muitos estudos realizados em outros países e das tentativas teóricas de sistematizar o lado mais importante de Eugene Sharp e sua equipe, do Instituto Albert Einstein, um nome mentiroso como poucos para uma instituição dedicada à concepção de novas estratégias para a “mudança de regime”, que apela para o chamado modo “não-violento” de derrubar governos insubmissos aos ditames de Washington. Os casos da Líbia, Síria, Ucrânia e agora Venezuela ilustram didaticamente o que quer dizer a expressão “não violento” para os estrategistas e intelectuais do império.
É inegável que o sistema internacional está passando por uma fase turbulenta de transição geopolítica global. Em pouco mais de uma década, surgiram novos centros de poder econômico e político, ao passo que o poder global dos EUA se enfraqueceu. Continua sendo, sem dúvida, o poder militar mais importante do mundo, mas isso não é suficiente para vencer guerras, como amplamente evidenciado pelos casos do Vietnã, Iraque e Afeganistão. Seus aliados estão cada vez mais hesitantes e incertos, seus vassalos menos obedientes e os seus adversários e rivais cada vez mais poderosos e influentes.
Washington perde posições no Oriente Médio: fracassou na tentativa de atacar a Síria, suas chantagens ao Irã terminaram sendo bravatas inofensivas e seus aliados históricos na região, as reacionárias teocracias do Golfo, são ameaçadas pelo avanço do jihadismo, enquanto Israel implanta, em alguns temas, um jogo próprio, que paradoxalmente transforma Washington em seu relutante subordinado. Na Ásia Central, o sentimento anti-americano chega a alturas sem precedentes e no Extremo Oriente a crescente gravitação da China aparece como irresistível e destinada a mover as placas tectônicas do sistema internacional.
É neste quadro de declínio imperial que há de se compreender a contra-ofensiva sediciosa lançada contra a Venezuela Bolivariana, sede da maior reserva de petróleo do planeta e, por isso mesmo, um imã irreprimível para um país que construiu um modo de vida e enterrou sua supremacia planetária sobre a base irresponsável deste recurso. Tal como ocorrera na década de 70 do século passado, quando as derrotas na Indochina (Vietnã, Laos, Camboja) desencadearam uma contra-ofensiva que culminou na instalação de ditaduras militares em quase todos os países da América Latina e Caribe, o retrocesso global dos Estados Unidos no mundo atual o impulsiona novamente a buscar refúgio em seu “quintal”, como há pouco dissera John Kerry em sua visita à OEA. Ou na sua tradicional “retaguarda estratégica”, como definiram Fidel e Che. E para isso têm de varrer os regimes políticos e governos indesejáveis.
Daí a enorme dificuldade de pôr fim aos ataques dos fascistas na Venezuela, por mais apelações de diálogo de paz que fez o presidente Nicolás Maduro e que são grosseiramente ignorados pela oposição. A Venezuela é a cabeça da ponte de uma estratégia de desestabilização integral das democracias latino-americanas, que começou pela terra de Chávez, tentará continuar sua marcha pelo Equador e Bolívia e, finalmente, obter uma posição na Argentina, Brasil e Uruguai. O resultado esperado desta operação é fazer a América Latina e o Caribe voltarem à situação que prevalecia na véspera da Revolução Cubana e instaurar em toda a região “governos amigos”, neocoloniais e servis em relação aos interesses econômicos e geopolíticos de Washington. Isto é o que faz com a atual batalha da Venezuela o equivalente do que foi Stalingrado na Segunda Guerra Mundial: uma batalha decisiva, que não se pode perder porque o “efeito dominó” de uma derrota seria devastador para as lutas emancipatórias do nosso povo, e o império sabe. Para deter esta escalada de violência, que hoje é repleta de luto e dor na República Bolivariana da Venezuela, se requer o seguinte:
a) em primeiro lugar, uma sustentada pressão internacional e doméstica, no interior dos Estados Unidos, para que a Casa Branca deixe de incentivar, organizar e financiar a direita venezuelana embarcada em um projeto irreversível de fascismo. Para isso, Barack Obama deve reconhecer o legítimo triunfo de Nicolás Maduro nas eleições de 14 de abril de 2013, ratificado pela esmagadora vitória do chavismo nas municipais de 8 de dezembro deste mesmo ano.
O desprezo de Washington é um claro sinal para os sediciosos de que seus crimes contam com o aval incondicional do império. Sem este apoio do governo norte-americano, a ofensiva seria derrotada em questão de dias. Obama deveria ser denunciado ao Tribunal Penal Internacional como o principal instigador da violência que provocou tantas mortes na Venezuela.
b) Em segundo lugar, descarregar todo o rigor da lei sobre os sediciosos e aos manifestantes que apelam a todas as formas imagináveis da violência. Do contrário se produziria a metástase da fascistização, englobando – como parece evidente nestes dias – setores cada vez mais amplos da oposição, atraídos pela estratégia de derrubada pela via da violência do governo bolivariano, por dois fatores.
Por um lado, a impunidade com que se espera contar do acusado governo bolivariano, que tem sido excessivamente tolerante com os revoltosos (falamos de gente que destrói bens públicos e privados; há armadilhas para matar motorizados; atacam com “coquetel molotov” etc.). Por outro, pelo “exemplo de sucesso” da Ucrânia, onde um bando de neonazistas tomou conta de um protesto originalmente pacífico, perpetrou todo tipo de crimes e desmandos e se tornou governo, imediatamente reconhecido pela Casa Branca e seus camaradas da União Europeia. A suavidade no tratamento dos sediciosos e dos violentos precipitará a desmoralização das filas chavistas, a desintegração de suas estruturas organizacionais e uma grande modificação da correlação de forças, em detrimento da revolução e a favor da contrarrevolução, porque é disso que se trata quando Washington fala de “mudança de regime”.
Em momentos como este, a gentileza no tratamento com aqueles que querem trazer sangue e fogo para limpar da face da terra a Revolução Bolivariana é o caminho certo para o processo de auto-destruição. Primeiro, é preciso esmagar a contrarrevolução em marcha, e depois ver quem será merecedor de se beneficiar da generosidade e nobreza da revolução ratificada no poder.
c) Em terceiro lugar, para aumentar e melhorar a organização popular e seus mecanismos de mobilização, a direita vai tentar combinar suas ações violentas e destituintes com o controle “pacífico” das ruas, com barricadas, marchas e todo tipo de manifestações de rua. O chavismo deverá recuperar rapidamente sua memória e deixar claro que o seu domínio neste campo tem sido e deverá permanecer incontestável, a despeito de qualquer acordo que poderia ser alcançado nas mesas de diálogos. Porque, sem o apoio da “rua” e do povo organizado, tais acordos cupulares não terão eficácia plena.
E temos de conscientizar a base chavista e o povo em geral de que está em jogo o futuro da Revolução Bolivariana e as conquistas históricas de quinze anos, e que sua defesa efetiva requer inexoravelmente o aprofundamento imediato do socialismo e cumprimento imediato das diretrizes estabelecidas pelo Comandante Hugo Chávez Frias, na “Guinada”, divulgada na reunião do Conselho de Ministros em 20 de outubro de 2012.
Qualquer governo que surja como resultado desta contra-ofensiva imperial procederá da mesma maneira que fez em 11 de abril de 2002 o governo de Pedro Carmona, quando em seu primeiro decreto aboliu em um só golpe a Constituição de 1999 e todos os direitos estabelecidos na mesma, retirou todos os poderes do Estado, declarou ilegal a legislação existente, removeu todas as autoridades decorrentes do voto popular em nível nacional, estadual e municipal e encerrou o acordo de cooperação com Cuba.
d) Por fim, será necessário extremar todos os recursos para combater com a máxima eficácia no terreno crucial dos meios de comunicação de massas, que nos dizeres do Pentágono é o terreno primordial, hoje, da guerra que enfrenta a revolução com a contrarrevolução, em que os governos progressistas e de esquerda na região sempre mostraram perigosos pontos fracos diante de inimigos, que há muito tempo implantaram uma estratégia de dominação e manipulação da mídia, com profundo impacto sobre o imaginário popular. Mentiras sistematicamente propaladas como verdades indiscutíveis. Diante disso, é necessário responder de forma adequada, utilizando com criatividade todos os meios de comunicação tradicionais (jornais, rádio, televisão), mas também o grande o potencial das redes sociais.
Nota:
1) Um resumo se encontra disponível em https://www.youtube.com/watch?v=bUd5lY9vV0w#t=58
* Atilio Borón é diretor do Programa Latino-americano de Educação à Distância em Ciências Sociais (PLED), Buenos Aires, Argentina. Recebeu o prêmio Libertador al Pensamiento Crítico2013. Website: www.atilioboron.com.ar
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

ESQUEÇAM O PROTOCOLO DIPLOMÁTICO...


"Esqueçam o protocolo diplomático: Quando um governo está empurrando o mundo rumo a uma guerra escandalosamente criminosa, baseada em um monte de mentiras, o governo e seus representantes perdem o direito comum de benefícios diplomáticos.

Quando a verdade é distorcida com a retórica bombástica e, em seguida, é hora de desmenti-lo com palavras simples.
O povo americano está certo. O Governo dos EUA, e a administração Obama em particular, são mentirosos crônicos. Eles mentiram sobre todas as intervenções militares passadas e recentes no exterior, a partir de Kosovo ao Afeganistão, do Iraque à Líbia e as alegadas razões humanitárias ou de segurança, que de acordo com eles, as motivaram." via Reforma da Onu via Tambores de Guerra

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A CIA CRIOU BIN LADEN



Mídia comemora morte de Osama para não lembrar que a CIA o criou

Criou, adestrou, armou, patrocinou e controlou entre os anos 1979-1991

Ao anunciar aos americanos em cadeia de televisão no início da madrugada da segunda-feira (hora local) que Osama Bin Laden estava morto, o presidente Obama repetiu o seu antecessor W. Bush, ao dizer que a “justiça foi feita”. Mas pela pressa, além da falta até de uma mera foto, mais parece queima de arquivo. A falta de qualquer comprovação de que a execução aconteceu e de que o executado foi realmente Osama tem causado estranheza no mundo inteiro.
Página 7

Comando da CIA invade Paquistão e mata ex-colega Osama Bin Laden

Na descrição de um analista paquistanês, os manuais de atentados da Al Qaeda são “muito parecidos” com aqueles manuais que a CIA forneceu para os contras na Nicarágua

A mídia não está cabendo em si de tanta excitação.

Depois de um dia inteiro de glamour no casamento de Lady Kate com o príncipe William, em Londres, viveu a surpresa de, dez anos após a invasão do Afeganistão, ter a morte do chefe da Al Qaeda, Osama Bin Laden, afinal anunciada, no início da madrugada da segunda-feira (hora local), pelo presidente dos EUA.

Osama, que já foi visto nas cavernas de Tora Bora e até nas montanhas do Iêmen, foi afinal abatido em uma mansão-fortaleza, a menos de 100 km da capital paquistanesa, Islamabad, e a uns 100 metros da academia militar do país, a Agulhas Negras de lá. Mas tanta comemoração da mídia serviu principalmente para esconder que foi a CIA que o criou, adestrou, armou e controlou de 1979 a 1991.

ESQUADRÃO

Um esquadrão da morte enviado por Washington, e sem aviso ao governo de Islamadad, violou espaço aéreo e território soberanos do Paquistão e executou Osama, embora ainda não se saibam os detalhes, e depois jogou o corpo no mar, segundo cerimônia litúrgica da CIA que ficou muito em voga na Argentina na década de 1970.

Repetindo W. Bush, Obama disse que a "justiça foi feita", mas pela pressa, além da falta até de uma mera foto, mais parece queima de arquivo. A falta de qualquer comprovação de que a execução aconteceu e de que o executado foi realmente Osama tem causado estranheza no mundo inteiro.
Filho de um empreiteiro que fez fortuna pegando as beiradas dos acordos da família real com os EUA para aplicação dos petrodólares, Osama ainda na universidade se aproximou do wahabismo, versão extremista do Islã patrocinada pelos sauditas. Entre 1979 e 1991, ele foi uma peça chave da estratégia dos EUA, apoiada pelos petrodólares da Arábia Saudita, e pelo serviço secreto paquistanês, para combater as transformações que a revolução popular vinha realizando no Afeganistão, como os direitos à mulher, educação pública e gratuita, a reforma agrária, a separação igreja-Estado e o combate ao milenar tráfico de ópio. Foi possivelmente, ao lado do psicopata Jonas Savimbi, o carniceiro de Angola, o mais famoso "combatente da liberdade" da época, que o presidente Reagan exaltava.

 

Apesar de os propagandistas do império dizerem que foi "a invasão do Afeganistão" que causou a enxurrada de "combatentes da liberdade" de que Osama se tornou o principal articulador, o conselheiro de segurança nacional de Carter, Brzezinski, admitiu faz tempo que a decisão da CIA de jogar pesado no Afeganistão com o objetivo de desestabilizar a União Soviética, foi tomada pelo menos seis meses antes. A "Operação Ciclone" foi a maior ação de desestabilização feita até então.

 Os sauditas entravam com o Wahabismo e os petrodólares, e o serviço secreto paquistanês canalizava até o Afeganistão a avalanche de pessoal, dinheiro e armas liberados pelos EUA. Só da Arábia Saudita, estima-se em 15 mil o total de "voluntários" pró-CIA. Dentro do Afeganistão, a base social era de plantadores de papoulas para o ópio, ladrões, latifundiários e mulás fanatizados.

No início, Osama fazia o recrutamento de contrarrevolucionários e os conduzia ao Afeganistão, mas sem cruzar a fronteira. A partir de 1984, passou a participar das sabotagens e outras operações de guerra, com um grupo de adeptos, que se tornaria a Al Qaeda.

 Em 1989, a URSS decidiu empreender sua retirada, e o governo popular, apesar de toda a agressão, conseguiu se manter no poder, o que só se tornou inviável em 1992, quando a queda do sistema socialista o deixou sem retaguarda.

Quando os EUA, durante a Guerra do Golfo, desembarcaram tropas em solo sagrado, Meca e Medina, com aprovação dos Saud, Osama rompeu com os antigos patrocinadores, o que se agravou com a permanência das tropas após o fim da agressão ao Iraque, em 1991. A partir daí, a criatura se volta contra o criador, até a execução no domingo.

No Afeganistão, a devastação causada pela ação conjunta dos EUA, sauditas e governo paquistanês acabou levando à tomada do poder pelo Taliban, montado e armado pelo serviço secreto de Islamabad.

FOLHA CORRIDA

Em 1994, Osama teve sua cidadania cassada pela realeza. Ele havia se transferido para o Sudão em 1992, de onde teve de se retirar após pressões dos EUA, retornando ao Afeganistão. Em 1998, foram feitos ataques às embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, com 224 mortos e centenas de feridos, atribuídos à Al Qaeda. Em 2000, ação no Iêmen acertou o navio US Cole. Nesse ínterim, a petroleira Unocal iniciou conversações com o Taliban, para construir um oleoduto que escoasse o petróleo do Mar Cáspio, atualmente, controlado principalmente pela Rússia e Irã. Mas as negociações entraram em impasse.

Em 11 de setembro de 2001, as torres gêmeas de Nova Iorque desabam após atingidas em cheio por aviões carregados de combustível e pilotados por agentes supostamente da Al Qaeda. Também é atingido o prédio do Pentágono. A pretexto de capturar Osama, o governo de W. Bush, invade o país, onde os EUA estão atolados há dez anos. Mas até hoje lá está o dedo da CIA: na descrição de um analista paquistanês, os manuais de atentados da Al Qaeda são "muito parecidos" com aqueles manuais que a CIA forneceu aos contras na Nicarágua.

ANTONIO PIMENTA
Jornal Hora do Povo

Como a CIA criou Bin Laden
 
Bin Laden e a sua rede terrorista, a Al Qaeda, foram criados pelos serviços secretos norte-americanos, a CIA, durante os anos oitenta do século passado.

A tese é defendida pelo historiador Norm Dixon num artigo dedicado a alguns aspectos da guerra dos mujahidines afegãos contra as tropas soviéticas no Afeganistão durante os anos oitenta.

Segundo o artigo, em 1986, o chefe da Central Intelligence Agency (CIA), William Casey, autorizou uma proposta de recrutamento mundial de fundamentalistas islâmicos para se juntarem à “Jihad” (Guerra Santa) no Afeganistão contra as tropas da União Soviética que tinham invadido o país em 1979.

Cerca de 100 mil militantes islâmicos deslocaram-se então para o Paquistão até ao ano de 1992. Cerca de 40 mil foram mobilizados para os combates e os restantes 60 mil frequentaram escolas corânicas para reforçarem as suas convicções e os seus conhecimentos religiosos.

Alguns dos operacionais foram recrutados pelo Centro de Refugiados de Kifah em Brooklin (Nova Iorque) no âmbito da chamada “Operação Ciclone”, de acordo com o jornal “Independente” citado pelo autor do artigo. Os fundamentalistas islâmicos recrutados receberam dinheiro e equipamento distribuídos no Paquistão através da organização Maktab al Khidamar (MAK – Escritório de Serviços), um ramo dos serviços secretos paquistaneses (ISI). O ISI era o principal canal para onde eram encaminhados os apoios secretos da CIA e da Arábia Saudita aos chamados “contras” afegãos.

Ussama Bin Laden, membro de uma abastada família saudita bem relacionada com a família real, era um dos administradores do MAK. Em 1989 tornou-se o único gestor desse organismo.

As actividades de Bin Laden no Paquistão e Afeganistão realizavam-se com o conhecimento e o apoio do regime saudita e da CIA. Milt Bearden, chefe de antena da CIA no Paquistão de 1986 a 1989 admitiu em 2000 ao jornal “New Yorker” que embora nunca tenha encontrado Bin Laden pessoalmente conhecia as suas actividades à frente do MAK.

O artigo de Norm Dixon cita também um antigo soldado britânico que se juntou secretamente aos mujahidines, Tom Carew, segundo o qual militares norte-americanos treinaram os fundamentalistas islâmicos em actividades de terrorismo urbano, designadamente carros-bomba, para actuar contra as tropas soviéticas nas maiores cidades afegãs.

Em 1987-88, Bin Laden concentrou a gestão dos campos de treino e das operações dos mujahidines numa organização que designou Al Qaeda (A Rede), uma holding capitalista criada com apoio dos serviços secretos paquistaneses, norte-americanos e sauditas.

Os mercenários desta organização, directamente recrutados e pagos por Bin Laden, foram armados pela CIA. Os militares que os treinavam foram destacados pelo Paquistão, pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha.

O objectivo principal destas actividades no Afeganistão era combater e expulsar as tropas da União Soviética, que o presidente dos Estados Unidos, então Ronald Reagan, qualificara como “o império do mal”.

“Movimentos de libertação erguem-se e afirmam-se por si próprios em todos os continentes povoados pelo homem”, declarou Reagan em 8 de Março de 1985. “Isso acontece nas colinas do Afeganistão, em Angola, no Cambodja, na América Central. (…) Eles são os combatentes da liberdade”.

Ussama Bin Laden chefiava os “combatentes da liberdade” actuando no Afeganistão, Depois da derrota soviética no Afeganistão e em virtude da guerra civil que deflagrou neste país entre os mujahidines, Bin Laden transferiu depois o seu apoio para os Talibã.

De acordo com Norm Dixon, Bin Laden apenas passou a ser considerado “terrorista” pelos Estados Unidos quando se pronunciou contra a presença de 540 mil soldados norte-americanos na Arábia Saudita a partir da Guerra do Golfo em 1990-91.

No entanto, existe controvérsia quanto ao momento em que aconteceu esta viragem.

Segundo o jornal francês “Le Fígaro”, Bin Laden teria sido visitado pelo chefe de antena da CIA num hospital do Dubai, onde estava em tratamento, em Julho de 2001, a dois meses do atentado de 11 de Setembro contra as torres gémeas de Nova Iorque.