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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

UM TERRORISTA NOMEADO POR NETANYAHU COMO EMBAIXADOR DE ISRAEL NO BRASIL

Novo post em Caminho Alternativo

Netanyahu nomeia um terrorista como embaixador de Israel no Brasil

by Caminho Alternativo
Tradução: Google Tradutor

(05-08-2015) O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nomeou Dani Dayan para ser o próximo embaixador de Israel no Brasil na quarta-feira.
Dayan anteriormente serviu como o chefe do grupo colono guarda-chuva, o Conselho Yesha.
Ao fazer a nomeação, Netanyahu disse: "A América Latina é uma das metas centrais de Israel em nossos esforços para desenvolver novos mercados que irão contribuir para nosso crescimento econômico." Ele expressou confiança de que Dayan teria sucesso em fortalecer as relações com o país sul-americano.
Dayan disse ao aceitar a nomeação, "eu respondi o desafio que o primeiro-ministro deu-me a aprofundar e melhorar as relações entre Israel e Brasil." Ele brincou que, apesar de sua nomeação, ele não tinha prometido trazer Israel uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.
Fonte: jpost.com
Comentário do blog
Dani Dayan é um dos líderes da expansão de construções ilegais em terras palestinas, principalmente em West Bank. Foi chairman do sionista Conselho Yesha, grupo que promove a limpeza étnica na Palestina e é o responsável pela expulsão dos palestinos de suas casas, destruição de oliveiras e demolições de casas palestinas para colocar em seu lugar construções para colonos judeus. A função de Dayan foi promover o terror contra os palestinos, o que o torna um terrorista e antissemita, já que os palestinos são os verdadeiros semitas.
Além de promover o genocídio, este conselho edita material de propaganda pró-Israel(Wikipedia) baseado em mentiras com o fim de defender os crimes cometidos por Israel e combater o BDS(Boicote, Desinvestimento e Sanções).
O BDS se tornou mundialmente conhecido por combater o regime genocida de Israel através do boicote e atualmente têm ganhado adesão de diversos setores da sociedade em todo o planeta.


O movimento global para uma campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel até que ele esteja em conformidade com a lei internacional e os direitos dos palestinos foi iniciado pela sociedade civil palestina em 2005, e é coordenado pelo Comitê Nacional Palestino BDS (BNC), estabelecido em 2007. BDS é uma estratégia que permite que as pessoas de consciência desempenhem um papel eficaz na luta palestina pela justiça.
Durante décadas, Israel negou aos palestinos seus direitos fundamentais de liberdade, igualdade e autodeterminação através da limpeza étnica, a colonização, a discriminação racial e a ocupação militar. Apesar da condenação abundante das políticas de Israel por parte da ONU, de outros organismos internacionais, e organizações proeminentes de direitos humanos, a comunidade mundial não conseguiu responsabilizar Israel e fazer cumprir os princípios básicos do direito. Os crimes de Israel continuaram com impunidade.
Em vista da continuada incapacidade, a sociedade civil palestina exigiu uma resposta dos cidadãos globais. Em 9 de julho de 2005, um ano após parecer consultivo histórico da Corte Internacional de Justiça sobre a ilegalidade do Muro de Israel nos Territórios Palestinos Ocupados (OPT), uma clara maioria da sociedade civil palestina chamou seus colegas e as pessoas de consciência em todo o mundo para lançar boicotes gerais, implementar iniciativas de desinvestimento,e exigir sanções contra Israel, até que os direitos dos palestinos sejam reconhecidos em plena conformidade com o direito internacional. [...]

A quem interessa fazer relações comerciais com um regime que pratica o genocídio há quase 70 anos impunemente? Acaso o governo brasileiro não viu o massacre cometido por Israel em Gaza no ano passado?
É obrigação de todo brasileiro, assim como do próprio governo, aplicar o boicote total contra o regime nazi-sionista de Israel e expulsar este embaixador da morte.
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Caminho Alternativo | agosto 5, 2015 às 12:48 pm | Tags: sionismo | Categorias: Mundo | URL:http://wp.me/p29z3m-Qo

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Shlomo Sand: A INVENÇÃO DA TERRA DE ISRAEL

Neste encontro com Shlomo Sand podemos entender com clareza o absurdo que é a tentativa de justificar o fato de que um grupo de cidadãos europeus haja decidido partir para um território que alegam ter-lhe sido entregue à perpetuidade por ninguém menos que o próprio Deus, e do qual teria sido expulso pelos romanos há mais de dois mil anos. Com a justificativa de que aquela é sua terra de pleno direito, apesar de terem estado distantes da mesma por todo este tempo, eles decidem submeter e expulsar dali os habitantes cujas gerações lá viviam há mais de um milênio. Seria impossível que alguma pessoa de mente equilibrada e de bom caráter não considerasse tais propósitos uma verdadeira aberração. Ninguém em sã consciência poderia aceitar que Deus seja entendido como um grande corretor de imóveis que tem alguns clientes preferências em detrimento de outros. Apesar do absurdo desta ideia, ela foi posta em prática e, pior de tudo, com a conivência e o benepácito da ONU, a qual naqueles tempos (como agora) era manipulada pelas grandes potências imperialistas que sempre a usam para favorecer seus próprios interesses mesquinhos e em seu próprio benefício. Para dar sustentação a seu projeto de colonização da Palestina, os europeus organizadores do movimento sionista (quase todos ateus, ou não religiosos) apelaram para uma releitura da Bíblia e a transformaram de livro religioso em fonte de verdades históricas de validade eterna. Além disso, imaginem que, para dar maior sustenção a suas teses de cunho religioso, os líderes sionistas (seculares e ateus) decidam até mesmo falsificar alguns dos conceitos presentes na Bíblia de modo a adaptá-los a seus interesses do momento. Boa parte desta sórdida tramoia é revelada nesta conversa de Shlomo Sand. Aqui, além de desconstruir os mitos bíblicos que os sionistas encamparam e difundiram entre as comunidades judaicas pelo mundo afora, poderemos entender com mais clareza os motivos que os moviam (e movem) neste projeto colonialista. Juntamente com os mitos da eternidade e excepcionalidade do povo judeu, de sua eterna luta por reconquistar o território de onde teriam sido expulsos há mais de dois mil anos, os sionistas precisavam (e hoje precisam muito mais) que o antissemitismo nunca deixasse de estar presente como uma constante ameaça a todos os judeus. Se, na prática, o antissemitismo como pensamento político público quase que desapareceu nos países ocidentais, para os sionistas seria mister encontrar maneiras de reativá-lo, de verdade ou ficticiamente. As palavras com que Shlomo Sand conclui sua intervenção neste encontro são dignas de profundas reflexões. Diz Shlomo Sand: "Se, no passado, os antissemitas eram as pessoas que odiavam os judeus, hoje em dia, antissemitas são aqueles a quem os sionistas odeiam".