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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SÍRIA: GRUPOS DIVERGENTES REVELAM LIGAÇÕES ESPÚRIAS COM A CIA

Natalia Forcat compartilhou a foto de Beth Monteiro via Facebook
DIVERGÊNCIAS ENTRE GRUPOS DA “REVOLUÇÃO” SÍRIA REVELAM ligações espúrias com a CIA, com a empresa norte-americana de mercenários (Black Water), roubos, saques e corrupção.

A Milícia do Estado Islâmico no Iraque e na Síria -EIIS um grupo guarda-chuva para os islamistas sunitas, que inclui a Al-Qaeda do Iraque, anunciou nesta terça-feira (24/09) ter tomado o controle de toda a região Azzaz, cidade do norte da província de Aleppo, localizado a 5 km da fronteira com a Turquia, e que estava sob o controle Exército Sírio Livre (ESL) .

De acordo com testemunhas no local, citadas pela agência Asia News , milicianos da EIIS mataram e capturaram centenas de militantes do Exército Sírio Livre.

O EIIS acusa o ESL de aliança com a CIA e inteligência da Alemanha , citando, entre outros fatos, suas tentativas para conseguir a libertação de um espião alemão; de tirarem fotos do quartel do EIIS , de seus lutadores , de suas casas e de suas esposas. 

O grupo disse que havia prendido espiões de um batalhão Sede Tempest do Norte e que seus membros reconheceram que cooperavam com os serviços de inteligência dos Estados Unidos. 

O EIIS também reclama que militantes do ESL receberam o senador dos EUA , John McCain.

O EIIS declara que membros capturados do ESL mostraram os links do grupo com a empresa de segurança norte-americana, Black Water , rebatizada X e Services LLC, famosa por seu papel na guerra do Iraque através de seus mercenários . 

O site Verdade Síria, da oposição síria, afirmou ter revelado essa ligação, a partir de fevereiro de 2012. Isto foi confirmado um mês depois pela empresa de inteligência de Stratford , que também citou a participação funcionários israelenses em operações de treinamento de membros da ESL.

EXÉRCITO SÍRIO LIVRE : roubos e saques

O EIIS acusa o ESL de roubar a ajuda internacional dirigida à população e, também, de repressão a civis, na fronteira com a Turquia , roubando o seu dinheiro, assediando mulheres e humilhando homens.

No início do levante na Síria, um dos chefes do ELS , Ahmad Ghazali , liderou uma gangue de Aleppo que saquearam fábricas da província e caixas de armazenamento de grãos , em colaboração com os serviços de inteligência turcos.

Na província de Idlib houve confrontos entre vários grupos e a maioria decidiu expulsar a milícia pertencente ao ESL . "A razão é que este comete assaltos, sequestros e assassinatos “, disse um membro do EIIS .

Dentro das fileiras dos extremistas , as relações não são boas também. De acordo com a Ásia News , há algum tempo os sauditas tentam fortalecer multiplicar duas milícias extremistas, Ahrar esh -Sham e Liwa al-Islam, em detrimento da EIIS e Frente Al- Nusra. Neste contexto, um grupo de milícia decidiu deixar as fileiras da Frente Nusra para formar Jund al -Aqsa (O Exército de Al Aqsa ) . "
Fonte: Al Manar

segunda-feira, 11 de junho de 2012

SÍRIA: A BATALHA É CONTRA O IMPERIALISMO

Síria: a batalha é contra o imperialismo

A crise, que se agrava na Síria, ganha contornos que unem velhas táticas do imperialismo a uma ação midiática feita sob medida para desmoralizar o governo do presidente Bashar Al Assad e legitimar a intervenção armada estrangeira sob o pretexto de preservar a vida de civis contra a ação de tropas do governo sírio.

Esquadrões da morte armados, treinados e financiados por países imperialistas multiplicam assassinatos contra a população civil, que são apresentados na mídia internacional como massacres promovidos por forças do governo sírio.
 Estas ações são depois difundidas amplamente por essa mídia para alimentar o clamor pela intervenção militar estrangeira na Síria. E há inclusive um plano denunciado agora para usar a televisão local e difundir notícias falsas sobre a derrota do regime e sua queda, usando transmissões via satélite para interceptar o noticiário local e plantar, no espaço das televisões locais, notícias alarmistas falsas, favoráveis aos grupos armados de oposição a Assad.
Seria uma espécie de clímax midiático da ação criminosa que se desdobra em território sírio, multiplicando-se as denúncias de massacres cometidos por “rebeldes” - na verdade, terroristas e criminosos armados e financiados pelos países imperialistas - dotados de armamento pesado e mesmo, como acaba de ser denunciado, de armas químicas e gases tóxicos remetidos para eles a partir da Líbia.

A jornalista suíça independente Silvia Cattori relata inúmeros casos de notícias falsas que acusam as tropas do governo sírio de promover massacres. Ela entrevistou moradores que desmentem as notícias divulgadas na Europa, EUA e outros países. Enumera os crimes cometidos pelos “rebeldes” (terroristas e bandidos pagos pelos países imperialistas). Um exemplo foi o ocorrido nas localidades de Karm Al-Zeitoun e Al-Adawiye, onde moradores identificaram os cadáveres de parentes e conhecidos que haviam sido sequestrados antes pelas milícias “rebeldes”. Este crime se repetiu em inúmeros outros lugares.
Em abril, a revista alemã Der Spiegel entrevistou um mercenário que agia na Síria no massacre de civis e militares. Ele deu detalhes dessa ação criminosa e sua organização; ele fez parte, admitiu, da “quadrilha do enterro”, que matava pessoas que, antes, foram interrogadas sob tortura pela “quadrilha de interrogação”. E havia outra quadrilha, encarregada de enterrar os assassinados em valas comuns, como fizeram antes na Líbia.
São relatos que o secretário geral da ONU simplesmente não leva em conta, em seu afã de acatar as ordens de Washington, Londres e Paris para forçar a aprovação da intervenção militar na Síria.

Repete-se a armação política, militar e midiática semelhante à montada contra a Iugoslávia e o Iraque, em 1990, novamente contra o Iraque em 2003 e, mais recentemente, contra a Líbia, vítima dos ataques da Otan que desorganizaram a vida local, assassinaram seu governante, Muamar Kadafi, e entregaram o país à disputa entre os grupos armados violentos que foram implantados ali pelas mãos da Otan.

O que ocorre na Síria é mais uma etapa da sangrenta ação imperialista para usar a seu favor a chamada - e comemorada - “primavera árabe”. Em condições diferentes da armação montada contra a Líbia em 2011.
Agora, a ação dos EUA, União Europeia e seus aliados não terá o apoio do Conselho de Segurança da ONU, onde Rússia e China reiteram a oposição a qualquer ação armada contra a Síria e exigem uma negociação para por fim aos conflitos.

O governo de Assad já deu inúmeras demonstrações da disposição para negociar, mas elas esbarram na oposição dos EUA e da União Europeia e na recusa em aceitar qualquer acordo de cessar fogo por parte das milícias armadas, financiadas pelo imperialismo. São faces da mesma moeda - o assassinato de civis (entre eles crianças, mulheres e idosos) pelos esquadrões da morte tem o objetivo de criar um clima de intolerabilidade contra o governo sírio. Na outra ponta, a mídia repercute estas acusações e as autoridades do imperialismo - como a secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton, o ministro de relações exteriores do Reino Unido, William Hague - , esbravejam brandindo o tacape representado pela Otan, e dizem que a situação chegou a um ponto “inadmissível”, como declarou Hillary Clinton na semana passada.
A batalha que se desdobra na Síria, opondo uma nação independente e soberana aos ditames do imperialismo, diz respeito a todos os povos livres. Os assuntos sírios - seu governo, a crise que se arrasta no país, a solução que será encontrada para ela - dizem respeito exclusivamente ao povo sírio no exercício de sua soberania.
 Cabe aos democratas e progressistas de todo o mundo lutar contra a interferência do imperialismo - seja pela forma de uma ação da Otan, seja pela sordidez do apoio e financiamento a esquadrões da morte -naquele país.

Esta é uma batalha dos povos livres contra o imperialismo.

Síria: a batalha é contra o imperialismo - Portal Vermelho