Antes de tudo, um forte abraço, em amor à História e à Verdade...

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

POR QUE A CULPA NÃO É DO COLONIZADOR?

Por que não culpam o colonizador? 

Vamos esclarecer uma coisa. 

Não há nenhum problema palestino. O problema é Israel. 

Os palestinos não invadiram a Europa. 

Os palestinos não ocuparam nenhuma nação européia. 

Os palestinos jamais perseguiram quem quer que seja por questões religiosas. 

Governantes muçulmanos palestinos sempre trataram respeitosamente quaisquer membros de outras religiões. 

Jamais perseguiram os judeus europeus ou ocidentais. 

Os europeus cristãos é quem perseguiam os judeus. 

Os europeus cristãos é quem criaram os campos de concentração. 

O holocausto é um produto cristão europeu. 

E o muçulmano é o terrorista? 

A criação de Israel foi uma ação cínica do Ocidente para livrar-se de seus judeus já que os campos de concentração não bastaram. 

Roubaram uma terra que não lhes pertencia para doá-la a pessoas que não tinham nenhuma relação com a região. 

E os palestinos é que pagam a fatura? 

Vamos esclarecer uma coisa. 

A Palestina é uma nação ocupada. 

E como nação ocupada tem o direito de utilizar todos os meios a seu alcance para se libertar. 

Foi o que fizeram todas as nações africanas. 

Foi o que fizeram as nações asiáticas. 

Foi o que fizeram as nações americanas para se libertar do jugo colonialista. 

A Palestina é uma nação ocupada. 

Terrorista é o ocupante. 

Por isso engana-se quem trata o Hamas como um movimento terrorista. 

Terroristas são os invasores e colonizadores. 

Não se esqueçam. O presidente inconteste da Palestina, Yasser Arafat, sentou-se à mesa de negociação e apertou a mão de Rabin. 

Rabin foi assassinado por um terrorista judeu. 

E a cada reunião de Arafat com os israelenses, mudava-se a oferta. 

A cada reunião com Arafat, o mapa da Palestina encolhia. 

E acusavam Arafat de intransigente. 

Dos 100% da Palestina, a ONU ofereceu 47% aos palestinos. 

Os 100% originais, que passaram a 47%, foram encolhendo a cada reunião. 

Hoje Israel oferece 17% e acusa os palestinos de não quererem negociar. 

Eles querem enganar a quem? 

Fossem eles sinceros, teriam negociado com Arafat. 

Ao invés disso o mantiveram em prisão. 

Arafat morreu e até hoje pairam dúvidas sobre a sua morte. 

Morreu ou foi assassinado? 

Foram realizadas eleições na Palestina e o Hamas venceu. 

Os observadores internacionais que acompanharam essa eleição, entre os quais o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, afirmaram que foram eleições limpas e transparentes. 

E qual foi a reação de Israel? 

Dividir a Palestina e criar um cerco brutal. 

Na Cisjordânia, o muro da vergonha. 

Em Gaza, um cerco onde ninguém entrava, ninguém saía. 

Isto são fatos. 

A Palestina é uma nação ocupada que busca a liberdade. 

Israel é o opressor que não distingue seus alvos. 

O Hamas é um movimento de libertação que tenta libertar sua terra da fome, da miséria, do muro da vergonha e do maior campo de concentração de que se tem notícia. 

Por isso, NÃO CULPEM o Hamas. 

Culpem o colonizador. 


Postado por bourdoukan
Atualização : Money Spender disse: " Admito que tudo que vc escreveu é verdadeiro, mas apenas que o que incomoda é a visível parcialidade na forma como vc escreveu..."

Eles é que agem com "parcialidade".
Este é o "OUTRO LADO DA HISTÓRIA" que querem ocultar do Mundo!
Se você admitiu ser VERDADEIRO é porque é mesmo. Então, não veja como "parcialidade" minha... mas, como VERDADE.
POR QUE NÃO CULPAM O COLONIZADOR?
São invasores e ocupantes e tem massacrado o Povo Palestino. É isso!

Informe-se por fontes fidedignas.
Atualização 2: Ricardo D disse: "OS PALESTINOS NÃO EXISTIAM ANTES DE 1960. Existiam pessoas morando lá, mas nunca foram uma nação...."

Ah... Então, existiam pessoas MORANDO lá?!
Existiam e existem... e ...são os verdadeiros donos das terras.
PREZO E BUSCO A VERDADE.
A verdade ... tão somente a VERDADE... doa a quem doer.

O Mundo quer PAZ!
Eu quero PAZ!
Os Iraquianos querem PAZ!
Os Palestinos querem PAZ!

Você quer PAZ ou GUERRA?
Atualização 3: MGoulart: Quem lança bombas, invade, humilha, oprime, massacra, destrói ...é Israel.
Contar vantagem com o sangue alheio nas mãos é fácil.


Melhor resposta
Concordo plenamente. Onde é que subscrevo?

PS.: Os sionistas já perceberam que os judeus se não são os mais inteligentes são os menos burros. Assim, há muito tempo os sionistas vem apostando na ignorância dos outros povos - para manipulá-los. Por isso, agora, a História de palestinos começa em 1960. E o argumento de que existiam pessoas morando lá, mas que não foram uma nação é uma “pé****”. Por que essas pessoas que moravam lá nunca constituíram uma nação? Porque de seis em seis meses, ou todos os anos mudavam essas pessoas?
Vamos nos fazer valer do que há na Internet a respeito:

“A palavra Palestina deriva do grego Philistia, nome dado pelos autores da Grécia Antiga a esta região, devido ao facto de em parte dela (entre a actual cidade de Tel Aviv e Gaza) se terem fixado no século XII a.C. os Filisteus.”
Este povo é igualmente mencionado nos escritos do Antigo Egito. Em meados do século XV a.C. a região foi conquistada pelo faraó Tutmósis III, sendo perdida no final da XVIII dinastia, para ser novamente reconquistada por Seti I e por Ramsés II. Com o enfraquecimento do poder egípcio em finais do século XIII a.C., a região será invadida pelos Povos do Mar.
Um destes povos, os Filisteus, fixa-se junto à costa onde constroem um poderoso reino. Contemporânea a esta invasão é a chegada das tribos hebraicas, lideradas por Josué. A sua instalação no interior gerou guerras com os Filisteus, que se recusam a aceitar a religião hebraica.
As tribos hebraicas decidem então unir-se para formar uma monarquia, cujo primeiro rei é Saul. O seu sucessor, David (início do I milénio a.C.) derrota finalmente os Filisteus e fixa a capital do reino em Jerusalém. Durante o reinado do seu filho, Salomão, o reino vive um período de prosperidade, mas com a sua morte é dividido em duas partes: a norte, surgirá o reino de Israel (com capital na Samaria) e a sul, o reino de Judá (com capital em Jerusalém).
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Palestina
Entendem porque há tanto ressentimento entre as partes? Exatamente porque essa guerra não tem somente 49 anos: ela é muito mais antiga que a religião muçulmana. Portanto, se alguma religião interfere de modo obstinado, impedindo qualquer acordo - é a judaica, que já existia antes do conflito ter início. Este conflito sempre foi insuflado pela religião judaica, que quer impor a todos os outros povos a idéia de que os judeus são “o povo escolhido”. Ou seja, é a mais antiga forma de declarar a “superioridade” de uma raça: declará-la escolhida por Deus.
Na verdade, essa declaração tem sido uma tentativa milenar de impor à toda humanidade uma vontade humana como se fosse divina. Israel não é o povo escolhido por Deus, mas, ao revés, o povo que luta contra Deus - pois esse nome teria se originado da luta de Jacó (fundador da nação hebraica) contra um anjo que, mais tarde, na mesma passagem, é retratado como Deus(Gênesis primeiro livro da Bíblia. Cap. 32; vers. 24-30).
Mas, confiando que ninguém vai perceber esse “detalhe”, os judeus se vendem como o povo escolhido.
Mas se a maioria dos povos tem um território (como russos, chineses, americanos, indianos, brasileiros entre centenas de outros), por que, justamente o povo escolhido, não teria o seu território, tendo de usurpá-lo de outro povo? O fato é que as verdades que existem na História de Israel têm sempre sido ofuscadas pelas lendas, pelas inverdades e pelas distorções.
Enquanto ficamos nas suposições de que se "eles pudessem lançariam bombas para destruir Israel", Israel, efetivamente, lançam milhares de mísseis e usa de armamentos permitidos - e proibidos - para, efetivamente, exterminar seus opositores.

Source:

    https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090220212840AAYhN3k

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

AS BOMBAS DE NETANYAHU ASSASSINARAM 17 JORNALISTAS EM GAZA

Um terrorista na marcha da paz. Você é Charlie?

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:

O maior assassino em atividade no mundo, o líder israelense Benjamin Netanyahu, que ordenou as mortes de 2,2 mil pessoas inocentes na última ofensiva em Gaza, incluindo idosos, mulheres e crianças (513 ao todo), além de vários jornalistas que cobriam o conflito, esteve presente na marcha deste domingo em Paris, ao lado de outros líderes mundiais; a presença de Netanyahu na marcha levanta uma questão intrigante: o que acontecerá numa Europa onde grupos xenófobos e islamofóbicos duelam com forças progressistas, que vinham lutando pelo reconhecimento do estado palestino?

O maior terrorista global, o líder israelense Benjamin Netanyahu, que pratica o terror como política de estado e ordenou as mortes de 2,2 mil pessoas, incluindo 513 crianças e 17 jornalistas, na última ofensiva militar na Faixa de Gaza, ocorrida em julho de 2014, marchou pela paz, ao lado de outros líderes mundiais, neste domingo, em Paris.

A simples presença de Netanyahu no marcha ‘Je suis Charlie’ levanta questões intrigantes. 

Desde o morticínio em Gaza, ordenado após as mortes jamais plenamente esclarecidas de três adolescentes israelenses, Israel vinha se isolando no front internacional

Diversos países europeus, como a Suécia, já estavam reconhecendo o estado palestino – algo que já havia sido feito, no Brasil, pelo ex-presidente Lula, há vários anos

Em 17 de dezembro do ano passado, o mesmo movimento foi feito pelo parlamento europeu, por 488 votos a favor, 88 contra e 111 abstenções. No mesmo dia, o Hamas também foi removido da lista de organizações terroristas.

Essa onda progressista na Europa, que poderia contribuir para o fim de um dos grandes fatores de instabilidade global, que é a opressão na Palestina, se confrontava com outra tendência: a crescente islamofobia em países como França e Alemanha, que possuem um grande contingente de imigrantes, sobretudo muçulmanos

Agora, a tendência é que a guerra ao chamado ‘extremismo islâmico’ ganhe força, dando maior impulso ao terrorismo de Estado praticado por Israel.

A passeata deste domingo em Paris, que reuniu 1,5 milhão de pessoas, ocorre em resposta à morte de 12 pessoas na chacina ocorrida na sede do jornal satírico Charlie Hebdo e vem sendo encarada como uma defesa da liberdade de expressão.

Nunca é demais lembrar, porém, que na última ofensiva militar em Gaza, feita ao arrepio de qualquer lei internacional, foram assassinados 17 jornalistas

Eis os nomes dos profissionais de comunicação silenciados pelas bombas de Netanyahu:

1. Hamid Abdullah Shehab – “Media 24″company.
2. Najla Mahmoud Haj – ativista de mídia
3 Khalid Hamad – the “Kontnao” Media Production company.
4. Ziad Abdul Rahman Abu Hin – al-Ketab satellite channel.
5. Ezzat Duheir – Prisoners Radio.
6. Bahauddin Gharib – Palestine TV.
7 Ahed Zaqqout – jornalista esportivo veterano
8 Ryan Rami – Palestinian Media Network.
9 Sameh Al-Arian – Al-Aqsa TV.
10
Mohammed Daher – editor no al-Resala paper.
11.
Abdullah Vhjan – jornalista esportivo
12
Khaled Hamada Mqat- diretor do site de notícias Saja.
13.
Shadi Hamdi Ayyad – jornalista freelancer.
14.
Mohammed Nur al-Din al-Dairi – fotógrafo na Palestinian Network.
15.
Ali Abu Afesh – Doha Center for Media.
16
Simone Camille – fotógrafa na Associated Press.
17.
Abdullah fadel Murtaja


Fonte: 247 publicado em 11 de janeiro 2015

http://www.orientemidia.org/um-terrorista-na-marcha-da-paz-voce-e-charlie/

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

TRIBUNAL GERAL DA UNIÃO EUROPÉIA EXCLUI HAMAS DE SUA LISTA DE ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS.

Tribunal da UE excluiu Hamas de lista de organizações terroristas

17 Dezembro, 13:33

Hamas, Palestina, tribunal, UE
Foto de asquivo. Militantes do Hamas 

O Tribunal da UE decidiu excluir o movimento islamista palestiniano Hamas da lista de organizações terroristas, lê-se hoje na sentença.

Desde 2007 que o Hamas dirige a Faixa de Gaza palestiniana. A atitude para com ele não é igual no mundo. A União Europeia, Israel, Canadá, EUA e Japão consideram o Hamas uma estrutura terrorista. Ele está proibido na Jordânia.
Porém, na Austrália e no Reino Unido, apenas a ala militar desse movimento está na lista das organizações terroristas. Nos últimos anos, os dirigentes do Hamas visitaram várias vezes a Rússia discutiram com os dirigentes da Rússia questões ligadas à situação nos territórios palestinos.

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_12_17/Tribunal-da-UE-excluiu-Hamas-de-lista-de-organiza-es-terroristas-1166/

http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_12_17/Tribunal-da-UE-excluiu-Hamas-de-lista-de-organiza-es-terroristas-1166/


17/12/2014 às 17h58

Netanyahu lamenta "ingenuidade e hipocrisia" da Europa

EFE
Jerusalém, 17 dez (EFE).- Israel acusou a Europa de "hipocrisia" nesta quarta-feira em resposta às decisões do parlamento europeu de solicitar o reconhecimento do Estado da Palestina e do Tribunal Geral da União Europeia (UE) de tirar o Hamas de sua lista de organizações terroristas. 
Em um encontro com a imprensa estrangeira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou também a reunião dos signatários da 4ª Convenção de Genebra sobre a Palestina hoje na Suíça. "Fomos testemunhas de uma série de exemplos de ingenuidade e vou dizer também que de hipocrisia", disse em alusão a estas três iniciativas.
"Quando os europeus dizem que estão frustrados, lhes dizemos bem-vindos ao clube. Nós somos os que estamos frustrados por suas políticas como a decisão de hoje sobre Hamas", insistiu o premier israelense.
O parlamento europeu aprovou hoje uma moção, respaldada pela maioria dos deputados, na qual pede o reconhecimento formal do Estado da Palestina segundo suas fronteiras de 1967. Além disso, pediu "os esforços da União Europeia para apoiar o processo de paz" a fim de conseguir uma solução "definitiva e global" que "respeite as aspirações legítimas de paz, segurança e prosperidade" para o povo palestino e também o israelense.
Com esta iniciativa, o parlamento europeu uniu-se à onda de reconhecimentos protagonizados recentemente pelas câmaras britânica, francesa, espanhola, irlandesa e portuguesa, que também foi seguida hoje por Luxemburgo, motivados pelo primeiro passo do Executivo sueco, que no final de outubro se tornou o primeiro país europeu a formalizar este status. 
Netanyahu também criticou com veemência a decisão do tribunal europeu de não catalogar o Hamas como organização terrorista e expressou seu desejo que seja uma medida reversível. "Não estamos satisfeitos com a explicação de que a eliminação do Hamas da lista de organizações terroristas corresponda a 'medidas de procedimento", declarou Netanyahu.
"A responsabilidade recai na UE e esperamos que o Hamas seja posto de novo na lista imediatamente, dado que é entendido por todos que o Hamas, uma organização terrorista assassina cujas bases especificam a destruição do Estado de Israel como objetivo, é uma parte inseparável desta lista", exigiu o primeiro-ministro. Por sua parte, o Hamas comemorou a decisão do tribunal europeu, que qualificou de "vitória histórica para nosso povo palestino e para qualquer um que apoie o direito de nosso povo à resistência". 
Israel também recebeu com desgosto a conferência internacional de signatários da 4ª Convenção de Genebra sobre a Palestina realizada hoje nesta cidade suíça. A reunião, a terceira deste tipo em 15 anos, "é outro exemplo de um mecanismo multilateral contaminado por uma agenda anti-Israel, que afasta as partes das negociações e solapa a universalidade e integridade das Convenções de Genebra", denunciou em comunicado um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense.
Neste consenso internacional sobre a necessidade de promover uma solução que ponha um fim no conflito mais longevo do século XX, o ato final será a apresentação na ONU de uma proposta sobre a resolução do conflito que foi discutida há semanas por palestinos, Liga Árabe, Estados Unidos e Europa. 
Apesar de existirem diferenças entre a resolução europeia, liderada pela França, e a palestina, Mohamad Esstaye, veterano líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), assegurou ontem que estas diferenças eram "mínimas" e estavam "a ponto de ser resolvidas". 
A principal dissonância está em que, enquanto os palestinos solicitavam uma data máxima para o fim da ocupação, os europeus pediam uma retomada das negociações. Além disso, a parte britânica incluiu a necessidade de reconhecer Israel como Estado judaico, condição que os palestinos não aceitam e que Netanyahu disse hoje que "é fundamental para qualquer tipo de acordo". EFE (foto) mss-jm/rsd

sábado, 4 de outubro de 2014

É MENTIRA! HAMAS NÃO FAZ USO DE ESCUDOS HUMANOS

Você já pensou nisso? Reflita.

Por que acreditar somente na versão imperialista/sionista que a mídia mundial divulga?

Se a mídia diz que Hamas é um grupo terrorista, por que você acredita sem pesquisar, sem ver, sem conhecer o outro lado da História?


É mentira! Hamas não faz uso de escudos humanos


Gaza possui cerca de 1,816 milhão de habitantes. O território possui aproximadamente 45 quilômetros de comprimento e 10 quilômetros de largura, que totalizam algo em torno de 360 km2. É uma das regiões mais densamente povoadas do planeta. A densidade populacional é de incríveis 5.046 habitantes por km2.

Para se ter uma ideia a região administrativa de Brasília, que possui cerca de 472 km2 tem aproximadamente 214.529 habitantes. A região central de Brasília possui basicamente estruturas prediais com apartamentos residenciais e também centros empresariais, ou seja, é predominantemente vertical e bastante povoada. Quem conhece o Plano Piloto de Brasília sabe, o território é pequeno e em praticamente 30 minutos é possível passear pela região toda.

Em comparação a Brasília, a densidade populacional de Gaza é indiscutivelmente superior.

Agora imagine essa região cercada. Fechada por todos os lados com um muro de 8 metros de altura. As fronteiras são controladas por Israel. A decisão de quem entra e quem sai é de Israel, que faz de Gaza a maior prisão a céu aberto do mundo.


É infundado o argumento de que o Hamas faz dos palestinos como escudos humanos. Gaza é por si só um escudo humano. O Hamas não precisa dizer quem fica ou quem sai. Todos os cantos da região são povoados e sair de lá é praticamente impossível, já que Israel é quem controla as fronteiras.

Aceitar que o Hamas faz uso de escudos humanos seria como dizer que o Hamas manda os civis palestinos saírem da sala para entrarem na cozinha.

Liberdade a Palestina!

Oriente-se.

sábado, 27 de setembro de 2014

ISRAEL ESTÁ APAGANDO A PALESTINA DO MAPA

POR FAVOR, LEIAM E COMPARTILHEM!!!
Read & share, please.

"O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. 
Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras
imperiais".
 —


por Eduardo Galeano (*), em Esquerda.Net , Carta Maior 

Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido tinha ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.

Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar Irlanda para liquidar a IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência ‘manda chuva’ que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

(*) Artigo publicado no Sin Permiso.
Tradução de Mariana Carneiro para o Esquerda.net.
Leia também:

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Galeano: Pouco a pouco, Israel está apagando a Palestina do mapa

publicado em 22 de julho de 2014 às 16:10