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domingo, 8 de março de 2015

A MULHER É O SER NOBRE NA RELIGIÃO ISLÂMICA

O Rassulullah (S) e a Sua Preocupação com A Mulher
Por SHEIKH.KHALED TAKY EL DIN, presidente do Conselho Superior dos Teólogos e Assuntos Islâmicos do Brasil
A mulher é o ser nobre na religião islâmica. Antes da revelação da lei islâmica, ela não tinha muitos direitos. Quando surgiu o Islam, ele foi justo com ela. Os árabes, antes do Islam, consideravam-na uma vergonha, que deveria ser descartada. Uma parte dos romanos e dos persas considerava-a um instrumento de prazer, outra parte discutia se a mulher tinha alma ou era um corpo sem alma. Mesmo em épocas recentes a mulher não tinha direito à herança, não tinha direito à instrução, não tinha direito ao voto, antes que as legislações modernas concederem alguns direitos a ela.
A questão no Islam é totalmente diferente. Além do enobrecimento do Alcorão à mulher, sendo ele o Livro de Deus que foi revelado ao Seu Profeta Mohammad (S), vamos apresentar das tradições a esse respeito, de como ele tratou do direito da mulher, e como a considerou. Para isso, vamos analisar alguns aspectos da vida do Rassulullah (S).
1) O Rassulullah (S) como esposo.
O Rassulullah (S) era um excelente esposo. Não se sabe que ele tenha insultado alguma mulher ou tenha gritado com ela. Ao contrário, narra-se que ele respeitava as esposas e as tratava dignamente, com amor e respeito. Ele disse: “As mulheres são irmãs dos homens.” Aicha (R), esposa do Rassulullah (S), foi perguntada como ele tratava a família? Ela respondeu: “Ele estava a serviço de sua família, ajudando-a nos afazeres de casa. Quando chegava a hora da oração, ele se dirigia para a sua prática.” (Relatada por Bukhári). Esse é o aspecto da hombridade, da perfeição do humanismo, com o esposo auxiliando à esposa nos afazeres de casa.
O Profeta (S) recomendou aos muçulmanos o bom tratamento às mulheres. Ele disse: “O melhor dentre vós é quem trata melhor a sua família, e eu sou quem trata melhor a minha família.” Ele também disse: “Os melhores dentre vós são os que tratam melhor as suas esposas.” O Profeta (S) considerou o sustento à esposa o melhor dos atos que aproximam o servo de Deus. Ele disse: “Toda vez que você gastar algo com a intenção de agradar a Deus, você será recompensado, mesmo o bocado que você coloca na boca de sua esposa.” (Hadice Muttafac alaih). Ele disse, ainda; “Se o homem dar de beber à esposa será recompensado por isso.” (Narrada por Ahmad).
Essas condutas mostram a extensão do carinho, do respeito e da cooperação que o Rassulullah (S) recomendou entre os casais. Se isso fosse cumprido, a casa ficaria repleta de felicidade e de segurança.
2) O Rassulullah (S) como pai:
O Rassulullah (S) recomendou cuidarmos dos filhos em geral, principalmente das filhas. Ele considerou a educação das meninas algo necessário, bem como instruí-las e educá-las como atos que elevam a pessoa de tal forma que estará junto a ele no Paraíso. Ele disse: “Quem tiver 3 meninas e as sustentar e cuidar delas entrará no Paraíso.” Perguntamos: “E se forem duas?” Ele respondeu: “Mesmo se forem duas.” Perguntamos novamente: “E se for uma só?” Ele respondeu: “Mesmo se for uma só.” (Tradição narrada por Musslim).
3) Sua recomendação quanto à mãe:
O Profeta (S) ordenou que fossemos benevolentes para com as nossas mães, colocando os seus direitos acima dos direitos do pai. Isso demonstra a sua importância e o respeito que o Profeta tinha por ela. Abu Huraira (R) relatou que um homem foi ter com o Profeta (S) e lhe perguntou: “Ó Rassulullah, quem é a melhor pessoa a quem devo oferecer a minha amizade?” Ele respondeu: “A tua mãe”. O homem perguntou novamente: “E quem mais?” Ele respondeu: “A tua mãe”. “E depois dela”, ele perguntou. O Profeta (S) respondeu: “A tua mãe”. “E depois dela?”, ele perguntou, novamente. O Profeta (S) respondeu: “Ao teu pai” (Musslim).
Muitas tradições foram narradas a esse respeito que demonstram e esclarecem que o Paraíso está sob os pés das mães. É a forma mais elevada de homenagem e engrandecimento.
4) Sua recomendação quanto ao tratamento à mulher em geral
Quem analisa a história irá verificar como a Europa tratava a mulher. Incutia-lhe a responsabilidade pelo pecado original, perguntava se ela possuía alma ou não, como é o caso do homem. Ao mesmo tempo, o Rassulullah (S) concedia o direito de voto às mulheres, da mesma forma que o fez com os homens. Isso mostra a participação da mulher na vida política. A mulher tinha o direito de procurar instruir-se. Ela participava das aulas nas mesquitas e nos outros locais da mesma forma que os homens, ao ponto de uma delas perguntar ao Rassulullah (S) como ela se purificava da menstruação e outras perguntas pertinentes às mulheres. Aicha (R) relatou que as mulheres dos Ansar (habitantes de Madina) faziam todo tipo de perguntas, sem reservas, para se instruírem na religião. (Narrada por Bukhári). As mulheres pediram um dia especial para elas para que fossem instruídas pelo Rassulullah (S), e ele as atendeu, convicto da necessidade da mulher de se instruir, porque isso iria se reverter na instrução da família e na construção da sociedade.
Quanto às mulheres guerreiras, que participaram das batalhas juntamente com o Rassulullah (S), elas são muitas. Isso demonstra, também, que a mulher participava de todas as atividades, e que desempenhava um papel preponderante na vida da sociedade. Eis Ummu Ammar, que empunhava a espada na batalha de Uhud, protegendo o Rassulullah (S). Ele disse a seu respeito: “Toda vez que me virava para a direita ou para a esquerda, via Ummu Ammar ali, defendendo-me com a sua espada.” Ela também participou da Batalha de Yamáma, contra o falso profeta, Mussailama, quando perdeu a mão.
Quanto às mulheres que participaram da migração (Hijra), podemos citar Rucaiya, filha do Rassulullah (S), Ummu Salama, Assmá filha de Ummais...
Entre as que deram o voto de confiança ao Rassululah (S) podemos citar Sumaiya, filha de Caab, Assmá, filha de Omar, e muitas outras.
Esses exemplos demonstram que o Rassulullah (S) formou companheiras e tratou a mulher como ser humano, capaz, com plenos direitos e deveres. Ele mostrou que a mulher é corpo e alma, que quando a mulher é bem instruída, será a causa da formação de uma sociedade sustentada pela ciência, pela moral, pela força, pela religiosidade e pela paz. A mulher, na vida do Rassulullah (S) tinha um local de destaque.
Por isso, dizemos que o Islam e o seu Profeta proporcionaram à mulher o que nenhuma outra legislação humana ofereceu. Por isso, é nosso dever lermos cada vez mais a respeito da luz profética, ensinar aos nossos filhos e às nossas filhas, divulgando isso entre a sociedade brasileira.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SOBRE O ORIENTE MÉDIO

Hitler falava em nome dos cristãos?
 
Hitler é o da direita
Estou cansado de ler textos analíticos de esquerda e de direita sobre o Oriente Médio.

E todos acabam se perdendo em elucubrações sobre o islamismo.

Como se o islamismo fosse um bicho papão.

Isso, na verdade, é o preço que se paga ao se ilustrar pela mídia corporativa, que não vende informações, mas adjetivos.

O islamismo, como toda religião, tem seus altos e baixos.

O perigo é a generalização.

Associar o radicalismo ao islamismo é o mesmo que associar o cristianismo ao nazismo e o sionismo ao judaísmo.

Nem todo cristão é nazista e nem todo judeu é sionista.

Ambas as religiões tem seu lado bom e seu lado ruim.

O que está acontecendo no Oriente Médio não tem nada a ver com religião.
Tem a ver com a miséria, exclusão, fome e opressão.

No Oriente Médio, há nações ocupadas fisicamenteIraque, Palestina, Líbano, Síria, o que as transforma em nações colonizadas em pleno século 21.

E há nações ocupadas monetariamente por corporações que mantêm no poder títeres cuja única preocupação é assaltar seus países e manter suas populações sob o jugo dos carrascos.

O que ocorre agora na região não tem nada a ver com religião, mas com revoluções que num primeiro momento prescindem das armas, mas todos sabemos o que pode acontecer num segundo momento.

Sempre se fala que a vontade do povo é soberana, que a voz do povo é a voz de Deus, mas ai do povo que acreditar nisso.

Acaba pagando um preço muito alto.

No entanto e independente disso, a roda da História sempre caminha para frente.

Pode até haver alguns recuos para que o sistema tenha alguma sobrevida, mas que ela anda para a frente, ela anda.

E se o povo do Oriente Médio entender que o islamismo pode sim ajudar na realização de bons governos, que assim seja.

Pelo menos o islamismo não produziu a inquisição, nem as duas guerras mundiais e nem jogou bombas atômicas sobre Nagazaki e Hiroshima.

Então, que tal deixarmos o islamismo em paz e nos atermos ao que de fato interessa?

Fonte: Georges Bourdoukan