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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A AGENDA ANGLO-SIONISTA PARA A ARGENTINA E AMÉRICA DO SUL

A agenda anglo-sionista de Mauricio Macri para a Argentina e América do Sul

Enquanto a mídia promove a “vitória” de Mauricio Macri como um resultado de “mudança”, desde este blog já havia sido avisado que a eleição argentina era uma farsa. Mauricio Macri, Daniel Scioli e Sergio Massa compareceram por duas vezes ao judaico Americas Society dos Rothschild/Rockefeller, lá receberam as orientações do que deveria ser feito. Os três se comprometeram com o sionismo internacional, de que iriam obedecer a agenda anglo-sionista neo-liberal para a Argentina e toda a América do Sul.

Mauricio Macri com o genocida terrorista Benjamin Mileikovsky (aka “Netanyahu”)

Os presidentes em países como a Argentina são meros gerentes administrativos coloniais, que atendem aos interesses dos banqueiros e multinacionais. Macri é o melhor exemplo de um governo dos milionários, pois já nasceu em berço de ouro. Seu pai é Franco Macri, um milionário que fez fortuna com o regime militar. Os militares estatizaram as dívidas de suas empresas, transformando em dívida pública a ser paga pelo povo.
A estrutura de poder é supranacional, está acima dos presidentes e governos e utilizam o engano da “ideologia de esquerda” e “ideologia de direita” para manter o controle sob o Estado. É como uma bicicleta. Se pedala um pouco com a “esquerda” e um pouco com a “direita”. Todos presenciaram isto nas últimas décadas em todos os países sulamericanos. A cada 4 anos muda-se o partido no poder para que tudo continue como estava. Banqueiros e multinacionais continuam lucrando bilhões independente do quadro político no Congresso ou o fantoche que ocupa o cargo de presidente.
O povo argentino não votou em Macri porque querem regime neo-liberal, mas porque não há outro candidato. Os fantoches já estavam pré-selecionados em Think Tanks sionistas como a Americas Society. Era isso ou continuar no regime kirchner, que já durava 12 anos. Por este motivo a lei eleitoral impede que os votos em branco sejam considerados e anulem as eleições, para forçar a entrada de um político controlado pela elite financeira. Se os votos fossem considerados, as eleições seriam anuladas, os candidatos seriam removidos e outros teriam que ser apresentados. Algo que os banqueiros e corporações jamais permitirão.
Pense na Argentina como se fosse uma “empresa”. Se Macri é o gerente local desta “empresa”, quem são os diretores gerais que escolhem este gerente? Quem é o presidente? Quem são os acionistas, os verdadeiros donos desta “empresa”?
Como vemos, existe um poder supranacional que determina quem será candidato e quem ocupará o cargo de presidente de um país. Trata-se de um MODELO, que é aplicado pelos donos do dinheiro. Enquanto os fantoches se revezam a cada 4 ou 8 anos(reeleição) no cargo de “presidente”, a dinastia Rothschild governa o mundo há 300 anos. Poder é isto, permanecer no controle dos Bancos Centrais, emissão de moeda e governos ao longo de centenas de anos.
Esta é a agenda neo-liberal de Macri para a Argentina, atendendo às exigências dos verdadeiros donos do poder:

A lista é enorme, mas é praticamente o que Menem fez nos anos 90, época em que famílias argentinas se despediam de seus filhos que saiam do país em busca de uma vida melhor na Europa. Só que desta vez a Europa está na mesma situação, agora não há para onde fugir.
A Argentina está a caminho de desaparecer como país em menos de uma década. Será incluída no TPP e o Estado “representativo” dará passo ao Estado Corporativo, onde os bancos e multinacionais serão governo formalizado. Mais uma etapa ao Governo Mundial.
Já está comprovado que o peronismo morreu com Perón e o que existiu posteriormente e ainda existe são mercenários que se auto-denominam “peronistas” para ganhar simpatia popular e votos. São todos políticos de um único partido, o partido da dívida e estão á serviço dos banqueiros.
Se prevê que uma parte do bando dos kirchner agora passe a apoiar Macri, já que é este outro bando quem terá acesso aos recursos públicos. Em troca de dinheiro oferecerão apoio político ao regime de turno. Isto é um comportamento padrão onde reina a corrupção.
Poucos sabem, mas quem gerenciou o ridículo “debate” entre Scioli e Macri na TV foram políticos do regime Fernando de la Rúa. Ou seja, o povo havia pedido que “todos fossem embora”, o então presidente fugiu da Casa Rosada de helicóptero, mas na realidade não saiu ninguém. Os corruptos daquela época continuam assumindo cargos e atuando em segundo plano. Basta reparar os nomes “indicados” por Scioli e Macri para compôr o governo. São todos políticos de regimes anteriores, governo Menem, Duhalde, de la Rúa e dos Kirchner. E como sempre, o Ministro de Economia dos dois são agentes da banca internacional Rothschild. O “indicado” por Macri é Afonso Prat-Gayum agente da banca JP Morgan dos Rockefeller/Rothschild.
Não duvide que de última hora reapareça o nome de Domingo Cavallo como Ministro de Economia, é um dos preferidos pela banca.
São os banqueiros que escolhem quem será o Ministro de Economia, para garantir que os juros extorsivos da dívida pública ilegal continuem sendo pagos.
A única possibilidade de escapar desta terrível previsão é que o povo argentino acorde e apoie os movimentos políticos que defendem os interesses na nação. Felizmente na Argentina eles estão crescendo e atuantes. Um deles é o Projeto Segunda República, que começou como um projeto político e já está à caminho de se tornar um partido político em 2016.

Adrián Salbuchi, um dos fundadores do Projeto Segunda República

Nos comentários dos vídeos do PSR os seguidores pedem que seus integrantes se postulem urgentemente para as próximas eleições, porque já não aguentam mais as mentiras e o engano dos partidos políticos atuais sob controle das corporações. E como fazer crescer movimentos patriotas já que eles não possuem a grana que os partidos das multinacionais e banqueiros possuem e não têm acesso à grande mídia? Apoio popular. As pessoas terão que abandonar as ideologias políticas do século 19, criadas pelos donos do poder, e passar a ver a situação do país desde o ponto de vista geopolítico.
Graças à internet estes grupos conseguiram sair do anonimato e crescem a cada regime fraudulento que passa pela Casa Rosada. Não é um movimento perceptível para as massas, porque eles não aparecem na mídia corporativa. Não veremos artigos de um Adrian Salbuchi ou Enrique Romero no Clarín ou La Nación, mas sim em espaços alternativos ou independentes, como no caso do Canal TLV1 no Youtube.
E entre todas as desgraças que irão ocorrer na Argentina com Mauricio Macri, existe um ponto positivo nisto. A política neo-liberal de Macri não será fácilmente aplicada com um povo argentino cada vez mais miserável e revoltado. Observando a lista de tarefas de Macri é possível deduzir que haverá revoltas, greves e violência e ele pode não durar até o fim do mandato.
Mais um que vai fugir de helicóptero da Casa Rosada? É possível.
Neste cenário restará uma única opção para tentar salvar o país, os grupos nacionalistas não alinhados com banqueiros ou multinacionais, como os membros do Projeto Segunda República.
É bom que os brasileiros tomem como lição o que está ocorrendo na Argentina e passe a formar grupos nacionalistas que se oponham ao poder financeiro das multinacionais e banca sionista internacional. O que acontece na Argentina é usado como modelo para ser aplicado no Brasil e vice-versa.
Um fato de extrema gravidade e que os meios sionistas não divulgam. Mauricio Macri está processado por escutas ilegais na causa AMIA. O que revela uma conspiração entre ele e os lobbies sionistas na Argentina para ocultar a participação do Mossad e da CIA nos atentados terroristas ao edifício da AMIA/DAIA.


Mauricio Macri, o chefe de governo portenho foi processado em maio de 2010 e a medida confirmada por unanimidade pela Câmara Federal portenha em junho desse ano, no marco da causa a raíz da denúncia por escutas a seu telefone feita seis meses antes por Sergio Burstein. O dirigente de um setor de familiares das vítimas do atentado à AMIA culpou também a Macri pela nomeação do comissário federal Jorge “Fino” Palacio como primeiro chefe da Polícia Metropolitana quando estava acusado de ocultar provas na investigação do ataque terrorista, quem também está processado na causa das escutas. Na investigação foi provado que as escutas ilegais tinham alcançado também a um cunhado de Macri, Néstor Leonardo, que foi assumida a responsabilidade pelo empresério Franco Macri, pai do chefe de Governo, quem assegurou que tinha contratado a uma empresa estadunidense por razões de segurança familiar.

Como farão para que este mercenário traidor assuma a presidência tendo um processo desta magnitude nas costas? Aí entrará a corrupta corte argentina para liberar o caminho, inocentá-lo e ao mesmo tempo enterrar a possibilidade de investigar a participação do Mossad/CIA nos atentados à AMIA.
A partir de agora, o que acontecer na Argentina repercutirá negativamente em toda a região sulamericana. Mauricio Macri será usado como ponta de lança do sionismo Rothschild para derrubar Maduro, Correa, Morales e quem sabe, até Dilma Roussef. O objetivo no Brasil é usurpar o pré-sal e privatizar a Petrobras.
Os artigos abaixo demonstram o crescimento do poder militar dos EUA na região. O eixo sionista EUA-Israel-OTAN se prepara para criar uma guerra contra os países ricos em petróleo, gás, água e minérios.
As emissoras de TV brasileiras e os jornais não vão lhe dar estas informações, porque fazem parte da estrutura mafiosa que pretende continuar dominando nações através da dívida pública e promover um Governo Mundial.

segunda-feira, 23 de março de 2015

IRÃ E VENEZUELA NA MIRA DOS ESTADOS UNIDOS

Nova publicação em Caminho Alternativo

EUA bate os tambores de guerra contra o Irã e a Venezuela

by Caminho Alternativo
Tradução: Caminho Alternativo

(17-03-2015) Iniciou no passado 9 de março, nos Estados Unidos, uma contagem regressiva à uma guerra no Oriente Médio e na América Latina. Existe alguma relação entre a agressão estadunidense contra Venezuela e a ameaça aberta de ataque militar unilateral de Israel contra o Irã?

Venezuela

A opinião pública mundial e latinoamericana se viu surpreendida no passado 9 de março quando os Estados Unidos anunciou que a República Bolivariana da Venezuela, governada pelo presidente Nicolás Maduro, representa uma "ameaça para a Segurança Nacional dos Estados Unidos" motivando o presidente Barack Obama a declarar um "estado de emergência nacional" em seu país.
Rápidamente, grande parte dos países latinoamericanos manifestaram sua solidariedade com a Venezuela, mas tamanho anúncio do colosso do norte em relação ao seu vizinho sulamericano não deve ser avaliado como um mero ato isolado da política exterior tradicionalmente intervencionista aos seus vizinhos do sul, que desta vez possui como alvo a Venezuela.
Vislumbramos metas mais amplas que se dirigem não só contra toda a América Latina, a que EUA parece acreditar pronta para receber uma dose de "primavera latinoamericana", senão também a um (re)posicionamento no Oriente Médio.
Neste mundo globalizado, resulta necessário ampliar nossa visão e ajustar o foco geopolítico para poder melhor compreender o que realmente está ocorrendo e o que está aparentemente exagerado na medida dos EEUU contra a Venezuela poderia estar antecipando para um futuro muito próximo medido não em apenas meses, senão em semanas.

Estados Unidos e Israel ou Israel e Estados Unidos?

Uma revisão sobre a sequência de uma série de eventos poderá ajudar-nos a entender o que estaria sendo jogado. O anúncio estadunidense da suposta "ameaça" representada pela Venezuela – que interpretamos como uma medida prévia à imposição de "sanções" no estilo das dirigidas contra o Irã, Síria e Rússia – ocorreu um dia antes de acontecer o tão esperado discurso do primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu diante ambas câmaras do Congresso dos Estados Unidos, na terça-feira 10 de março.
O objetivo explícito do mediático discurso do chefe de Estado israelense que tanto "incomodou" ao presidente Obama e a boa parte dos democratas, foi explicar aos legisladores estadunidenses, aos norteamericanos, e a todo o mundo, que as negociações estabelecias por Obama com o Irã em torno a seu plano nuclear "estão erradas". Netanyahu explicou muito solto de corpo que as mesmas "não só não fecham o caminho do Irã à bomba (atômica); senão que abrem o caminho ao Irã à bomba".
Parece que o primeiro ministro israelense conhece muito melhor que o presidente norteamericano quais são as medidas de política exterior que mais – ou menos – lhe convêm aos EUA.
Não é todo dia que o chefe de Estado de uma potência militar estrangeira é convidada ao Congresso dos EUA – violando as mais elementais normas da diplomacia, protocolo e bons costumes nas relações entre os Estados – para que lhe explique aos legisladores que seu próprio presidente está errado.
Isto fez surgir pela enésima vez dentro e fora dos Estados Unidos uma pergunta de enorme transcendência geopolítica não só para esse país senão – considerando que EUA é a única superpotência global – para todo o mundo: no marco da tão falada "relação especial" que existe entre Estados Unidos e o Estado de Israel, qual dos dois têm a última palavra em certos temas chave, Estados Unidos ou o Estado de Israel?
Após o discurso de Netanyahu em Washington diante as orgásmicas ovações de pé por parte de todos os deputados e senadores republicanos – cuja paixão, lealdade e emoção se estenderam muito além do que deveria marcar a prudência e auto-estima – parece que essa pergunta ficou, uma vez mais, eloquentemente contestada.
Os alinhamentos essenciais da política exterior dos EUA claramente são controlados por Israel. Ou, para ser mais preciso, os aspectos essenciais da política exterior dos EUA são controlados através da enorme pressão exercida por uma nutrida rede de dezenas – senão centenas – de poderosíssimas instituições pró-sionistas que operam coordenada e juntamente à favor de objetivos mundiais em comum.
Entre elas, encontramos o AIPAC (American Israeli Public Affairs Committee – Comitê Estadunidense-Israelense de Assuntos Públicos, onde na semana passada Netanyahu fez seu primeiro discurso ao chegar aos EUA), o Comitê Judeu Estadunidense (American Jewish Committee), o Congresso Mundial Judeu, a Liga Anti-Difamação, a Comissão Trilateral, o Conselho de Relações Exteriores (CFR) e literalmente dezenas de seus homólogos em práticamente todos os países do Ocidente.
Ocorre também que nesta terça-feira 17 de março haverá eleições para primeiro ministro em Israel.
Sabido é que se o governante Partido Likud de Benjamin Netanyahu ganhar essas eleições, uma nova guerra generalizada no Oriente Médio pode estar perigosamente próxima.
Já é conhecido que se ocorrer o anunciado (desde 2006) ataque militar unilateral por parte de Israel contra as instalações nucleares iranianas, esse ataque terá uma resposta militar imediata e fulminante por parte do Irã de efeitos devastadores para Israel.
Também é sabido que quando isto ocorrer, as câmeras da CNN, BBC, FoxNews, DW e demais multimeios globais ocidentais alinhados com o sionismo se encarregarão de mostrar desgarradoras cenas de morte e destruição dentro de Israel, que gerarão poderosíssimas correntes de solidariedade, simpatia e apoio à favor da "pequena Israel". Entre outros, isto terá o efeito de arrastar a opinião pública norteamericana e a de seus aliados, à favor da intervenção militar à favor de Israel, goste ou não a Casa Branca.
Entenda-se: por cima da Casa Branca, do 10ª Downing Street, do Paláis de Elysee e das demais sedes de governo da União Européia e da aliança anglo-saxónica, existe um poder privado muito mais forte, vasto, global e com capacidade de planejamento a longo prazo.

Preparados, prontos... já!

Em previsão de ver-se envolvido numa nova mega-guerra no Oriente Médio que ocasionará todo tipo de transtornos aos Estados Unidos e seus aliados, especialmente rupturas no vital abastecimento de petróleo proveniente da zona do Golfo Pérsico cujo estratégico Estreito de Ormuz é controlado pelo Irã, resulta previsível que Estados Unidos dirija em forma "preventiva" seu olhar a outras fontes de petróleo, mais próximas de casa. Em direção à Venezuela, por exemplo.
De maneira que declarar a Venezuela como uma "ameaça a sua segurança interna" (!) lhe "abre o caminho", como diria Bibi Netanyahu, a um grande operativo de guerra psicológica dirigida contra o governo venezuelano de Maduro e têm dos claros objetivos.
Em primeiro lugar, pressionar a Venezuela para que siga entregando o milhão de barris de petróleo diários que até agora fluem desde a Venezuela.
Em segundo lugar, em caso de que as coisas fiquem muito feias e a Venezuela se solidarizar com o Irã e outras nações muçulmanas ou que pudesse derivar numa suspensão da provisão de seu petróleo aos Estados Unidos, então EUA – sempre "em defesa de sua ameaçada segurança nacional" – se considerará "justificado" de dar o golpe através de uma intervenção militar na Venezuela.
É claro que, perante o mundo, isto seria feito em nome da "democracia", dos "direitos humanos" e da "liberdade"; mas terá os mesmos efeitos devastadores para a Venezuela que similares operações "democráticas" e “libertadoras" promovidas pelos EUA e seus aliados no Iraque, Líbia, Síria, Afeganistão e outras nações.
Além disto, devemos dar por descontado que infiltrados dentro da Venezuela – como em todos os países latinoamericanos – existem disfarçados grupos de mafiosos, traidores, narcos e criminais, sempre prontos a alinhar-se com os Estados Unidos em contra de seu povo e o governo legítimo do presidente Maduro. Da mesma forma como vimos com os "lutadores pela liberdade" na Líbia em 2011 e na Síria em 2012/13; hoje mutados em "ISIS / Estado Islâmico", monstruoso "Frankenstein" criado pelos EUA e seus aliados, segundo a descrição do General Wesley Clark dos EUA.
Se por ventura Netanyahu não ganhar as eleições e em seu lugar o fizer o partido laborista do Sr. Herzog e sua aliada Tzipi Livni, isto talvez dê ao mundo uma trégua nesta guerra anunciada, mas não significa que o mundo possa respirar em paz.
O laborismo israelense claramente representa uma visão mais moderada e não fundamentalista do sionismo, mas igual identifica o Irã como seu principal inimigo na região.
Deve-se compreender que na Israel de Rothschild, a esquerda e a direita não representam tanto visões e projetos de governo diferentes nem antagônicos, senão que são duas caras de uma mesma moeda.
Ao igual que os republicanos e os democratas nos EUA, ambos sustentam e promovem guerras imperialistas no Oriente Médio e outras partes do mundo, embora o façam com diferentes estilos. George W Bush, Dick Cheney e Condoleeza Rice guerreavam em nome do "destino manifesto" quase religioso, próprio de fanáticos fundamentalistas da ultra-direita, enquanto que Barack Obama, John Kerry e Hilary Clinton o fazem segundo preceitos ideológicos de "democracia", "direitos humanos" e "liberdade".
Dois caminhos, com distintos níveis de hipocrisia, que possuem uma única meta que para os países vítima só termina em sangue, destruição e morte.
Quando as bombas e os drones chovem destruição sobre os povos do mundo, pouco importa saber se o botão o apertou um presidente democrata ou um republicano; um primeiro ministro do Likud ou um laborista.
De forma que a leitura que fazemos sobre as "tensões" que repentinamente surgem em torno à Venezuela conformam, entre outras coisas, parte dos preparativos logísticos para uma iminente guerra generalizada no Oriente Médio cujo alvo primário é o Irã.
Essa agressão injustificada contra o Irã também permite vislumbrar outro plano vasto dirigido contra nossa região: a intensificação de uma "primavera latinoamericana" da que estamos alertando há vários anos.
Hoje, Venezuela é o primeiro alvo. Tristemente, o segundo alvo o representa meu país, Argentina, especialmente após o assassinato do promotor da explosão da sede da AMIA/DAIA em Buenos Aires, Alberto Nisman, por volta de janeiro. Operando desde 2004 como agente israelense infiltrado no governo argentino, existem poderosos indícios de que Nisman deve ter sido eliminado pelos seus ao não conseguir evidência sobre uma suposta "pista iraniana" em torno àquele atentado de julho de 1994. Se Nisman tivesse declarado públicamente diante o Congresso Argentino em 19 de janeiro segundo estava previsto, isto teria representado o início do fim dessa falsa "pista iraniana"; mas esse é um capítulo separado dentro desta perigosa história.

Primeira Guerra Global

Voltemos ao Irã: se Israel ataca o Irã, este país responderá a sangue e fogo. Logo, EUA intervirá apoiando à "pequena Israel", como desde sempre. Israel sabe muito bem que o controle que exerce sobre os Estados Unidos é tão completo que poderá seguir atuando como o proverbial menino malcriado e teimoso que costuma insultar e buscar pleitos com todo o mundo, lançando o grito aterrador de: "faça o que te ordeno; senão vou contar ao meu irmão maior!".
O que ocorre é que por trás do Irã está a Rússia cujos líderes são plenamente conscientes que seu país é percebido como a maior cilada para o sonho messiânico de impôr um Governo Mundial – já não de fato como hoje senão de direito - com o qual vêm batalhando silenciosamente a aliança Rockefeller-Rothschild há muitas gerações.
Logo de ver o que o Ocidente é capaz de fazer e arriscar na Ucrânia, Rússia bem compreende que de maneira alguma pode ceder perante as potências ocidentais. Não o pode fazer na Síria, não o pode fazer na Ucrânia e muito menos poderá ceder no Irã.
Uma guerra entre Israel apoiada pelos EUA e seus aliados, contra o Irã respaldada pela Rússia? Isto seria o equivalente nem mais nem menos ao que chamamos uma "Primeira Guerra Global". Suas consequências são quase imprevisíveis.
Dizemos "guerra global" e não mundial, pois se o século XX foi o das "guerras mundiais" entre Estados Nacionais Soberanos, neste complexo século XXI, porém, os principais e mais poderosos atores são entidades difusas e em grande medida privadas que se estabeleceram por cima dos Estados nacionais, os que em sua maioria deixaram de ser autenticamente soberanos.
Hoje a última palavra a têm uma rede supranacional de poderosíssimos bancos, empresas multinacionais, lobbies, ONGs, multimeios manipuladores de opinião pública, todos operando coordenadamente à favor dos objetivos distantes do interesse dos povos, dentro de uma intrincada rede de poder, pressão e choque.
Alerta vermelho, então, para Venezuela, Irã, América Latina e Oriente Médio.
Os tambores de guerra se ouvem cada vez mais forte.
Adrian Salbuchi
Adrian Salbuchi
Adrian Salbuchi é analista político, autor, apresentador do programa de televisão "Segunda República" pelo Canal TLV1 da Argentina. Fundador do Projeto Segunda República (PSR) – http://www.proyectosegundarepublica.com/

Caminho Alternativo | março 20, 2015 às 12:25 am | Tags: nwosalbuchisionismoww3 | Categorias: Mundo | URL: http://wp.me/p29z3m-Mz

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CASO AMIA ARGENTINA - A VERDADE SOBRE A MORTE DO PROMOTOR NISMAN

Caso AMIA Argentina: a verdade sobre a morte do promotor Nisman

Tradução: Caminho Alternativo
Buenos Aires, 24 de janeiro de 2015
Claramente, a “guerra global contra o terrorismo” liderada pelas potências ocidentais começou em 2015 com grande ímpeto!
Episódios de alto perfil carregados de circunstâncias “inexplicadas e inexplicáveis” começaram em 7 de janeiro com o Evento Charlie Hebdo em Paris. 11 dias depois, um promotor argentino, Alberto Nisman, responsável há uma década da investigação do ataque terrorista de julho de 1994 contra a sede da mutual judia AMIA em Buenos Aires, foi suicidado/assassinado justo quando estava a ponto de fazer pública sua altamente mediática acusação contra a presidente Cristina Kirchner e seu chanceler Héctor Timerman, por suposto encobrimento à favor do Irã.

Espião versus espião versus espião…


O edifício da AMIA (Associação Mutual Israelita Argentina) também abrigava – então e agora – a sede da DAIA (Delegação de Associações Israelitas Argentinas), o poderoso lobby judeu local que opera à favor do Estado de Israel na República Argentina.
Após 21 anos, a investigação judicial deste atentado se converteu num dos episódios mais corruptos da história do país, com a intrusão obscena do Mossad israelense, a CIA e o FBI dos Estados Unidos, que incluiu: plantar falsa evidência de um suposto carro-bomba, a censura de outras pistas muito mais verossímeis, e o pagamento de subornos a testemunhas falsas para que incriminassem o Hezbollah, seja através de uma suposta pista síria (numa primeira instância), ou iraniana (desde 2006 até hoje).
Os poderosos meios de imprensa – tanto argentinos como internacionais – mantiveram sequestrada a opinião pública através da confusão engenheirizada, as mentiras flagrantes e o abuso da sensibilidade da população sobre este atentado terrorista que custou a vida a 85 civís. Os verdadeiros operadores por trás do telão, porém, estiveram sempre convenientemente protegidos.
Um desses operadores poderosos é um agente de inteligência do SI (Serviço de Inteligência) argentino de nome Jaime Stiusso, quem há uma década promoveu sistemáticamente a versão estadunidense-israelense sobre o atentado, que fez com que a Argentina acusasse falsamente ao Irã de ser culpado por este espantoso crime. Contando com o apoio e a proteção irrestrita da CIA, do Mossad e do MI6 britânico, Stiusso se transformou no mentor do fiscal Nisman, enquanto este acusava sistemática e aireadamente ao Irã desde que ficou como responsável pela investigação em 2004.
O mito da “culpabilidade iraniana” cobrou grande força sob a administração do presidente George W. Bush, como parte de sua estratégia de ataque generalizado contra as nações muçulmanas do Oriente Médio logo após os ataques de 11 de setembro de 2001 e, muito especialmente, após a invasão e bombardeio israelense contra o sul do Líbano em 2006. Então, Hezbollah, treinado e armado pelo Irã, lhe deu uma amarga derrota a Israel deixando a uma de suas divisões de tanques fora de combate.

A pista iraniana?


Pouco mais de dois meses depois da incursão israelense no Líbano, em 22 de setembro de 2006 foi realizada uma reunião privada no luxuoso hotel de Nova York Waldorf-Astoria onde participaram: o presidente argentino Néstor Kirchner, sua primeira dama a então senadora nacional (e em breve a se converter em presidente) Cristina Kirchner, e o chanceler Jorge Taiana, junto aos representantes das mais poderosas organizações judaicas sionistas, incluindo o Comitê Judeu Norteamericano, o Congresso Mundial Judeu, a loja B’Nai B’Rith e seu braço militante a Liga Anti-Difamação (ADL).
Durante esta reunião, chegaram a um acordo mediante o qual a Argentina acusaria o Irã pelo atentado à AMIA, para cujo fim o presidente Kirchner imediatamente despachou o fiscal Alberto Nisman aos EUA para “reunir as necessárias provas da culpabilidade do Irã…” “Evidência” aportada pelas agências de inteligência CIA e Mossad que claramente desejavam levar água a seu moinho!
Como mostra da satisfação dos EUA e Israel com o governo argentino, o diretor político do Congresso Mundial Judeu, rabino Israel Singer, expressou públicamente a satisfação daquelas organizações com a acusação radicada pela Argentina contra o Irã, já que aquilo provava que o acordado no Waldorf-Astoria estava sendo executado pelo governo Kirchner.
Imediatamente, o Sr. Nisman acusou o ex-presidente iraniano Ali Rafsanjani e a seus ministros chave de terem sido os mentores por trás do ataque à AMIA – uma acusação que conformava práticamente uma declaração de guerra! Porém, Nisman jamais conseguiu reunir provas contundentes e sérias a respeito.
Logo, Nisman chegou a pedir à Interpol que prendesse o ex-embaixador iraniano na Argentina, Hadi Soleimanpour em Londres, ação que a Interpol realizou entregando-o às autoridades britânicas para sua extradição à Argentina. Mas isto se frustrou rápidamente quando os britênicos tiveram qie liberá-lo devido a que Nisman não pôde apresentar provas cabais en seu contra. Os ingleses, inclusive, fizeram que a Argentina pagasse 200.000 libras de custas legais que este lamentável episódio gerou.
Apesar disto, ao longo da última década, Alberto Nisman se transformou no menino mimado das entidades judaicas e sionistas dos EUA, Israel e Europa, nações que visitou regularmente para informá-los sobre o estado de suas gestões no caso AMIA/DAIA. Em 2007, Nisman inclusive informou sobre o caso à Corte Suprema… não da Argentina, senão a de Israel!
Assim, Nisman foi cobrando grande notoriedade e presença nos meios de imprensa mundiais, mas seguia tendo um problema: não conseguia reunir a evidência suficiente e necessária para sua acusação contra o Irã. Isto gerou crescente preocupação, especialmente entre os neo-conservadores republicanos como a congressista-lobista Ileana Ros-Lethinen, e os sucessivos governos ultra-direitistas em Israel.
O caso AMIA/DAIA se afundou na maior confusão em janeiro de 2014 quando o ex-embaixador israelense na Argentina durante aquele ataque – Yitzhak Aviram – disse públicamente que “as pessoas que explodiram a AMIA foram enviadas ao outro mundo por nós (ou seja, Israel)”. Imediatamente, o governo israelense o fez calar a boca, pois isso enterrava todas as atuações de “búsca pela verdade”.
Em sintonia com o governo Kirchner Nisman continuou culpando o Irã, mas ao chega Barack Obama ao poder em 2009, EUA começou a rever sua postura em relação ao Irã, adotando uma menos agressiva que a da administração Bush.
Naquela então, a situação no Iraque piorava e a resistência da Rússia e outros países a belicosidade dos EUA/Reino Unido/OTAN no Oriente Médio ia crescendo. Foi assim que EUA optou por uma política muito mais moderada ao Irã e, através de “canais extraoficiais e discretos” parecia que fizesse chegar uma mensagem à presidente Kirchner sugirindo-lhe que possivelmente havia chegado a hora de sentar-se a conversar com os iranianos.
Assim, em janeiro de 2013, a Argentina anunciou que “começaria a conversar” com o Irã – algo que não fazia há sete anos – e rápidamente ambos países assinaram um “Memorando de Entendimento” que se transformou em lei na Argentina em março de 2013.
Como parte disto, se criaria uma “Comissão para a Verdade” (mas não era que Nisman e seus controladores no Mossad e da CIA já sabiam a “verdade”, estando em posse de “toda a evidência que culpava o Irã pelo ataque?”).
Os neo-conservadores nos EUA, os sionistas em Israel e o mundo ficaram furiosos com a presidente Kirchner! Para piorar, em dezembro de 2014 a presidente argentina expulsou a toda a cúpula superior da Agência de Inteligência SI, específicamente a Jaime Stiusso, o operador-agente dos EUA, Israel e Reino Unido.
Se supunha que Nisman se tomaria todo o mês de janeiro de 2015 de férias recorrendo a Europa com sua filha de 15 anos. Porém, repentinamente enquanto se encontrava em Amsterdam, “alguém” parece que lhe ordenou que voltasse imediatamente à Argentina. O fez tão apressadamente que teve que pedir a sua esposa que buscasse a sua filha menor no aeroporto de Madrid onde ele a deixou para seguir viagem imediata a Buenos Aires.
Em sua chagada na Argentina, Nisman produziu como por arte de mágica um nutrido dossiê de 350 páginas em que acusava a presidente Kirchner e a seu chanceler (judeu, por sinal!) Héctor Timerman de “encobrimento” à favor do Irã. Nisman estava a ponto de fazer pública sua denúncia numa sessão de emergência do Congresso Argentino ás 3 da tarde da segunda-feira de 19 de janeiro, mas pode ser que tenha tomado amarga consciência de que seu caso estava morto antes de começar e que não tinha possibilidade alguma de êxito.
Seja como for, Nisman (ou “alguém”) convenientemente ou “suicídio” em algum momento durante a madrugada do domingo 18 de janeiro. A apresentação de Nisman e o consequente interrogatório, perguntas e dúvidas que tivesse disparado, seguramente teriam o efeito de voltar toda a investigação do atentado à AMIA/DAIA a zero, e pela segunda vez pois isso é o que já tinha ocorrido em 2003.
Em 2003 se derrubou a falsa “pista síria” que terminou com o juiz Juan Galeano e onde inclusive um ex-presidente da DAIA – Rubén Beraja – terminou sendo processado por ajudar a subornar a um obscuro traficante de automóveis de nome Carlos Telleldin, no montante de U$S 400,000 em troca de acusar a Polícia da Província de Buenos Aires. Se supunha que assim se geraria uma falsa pista que por sua vez conduziria ao inexistente “carro-bomba”, que jamais foi encontrado, salvo por um pedaço de metal do motor “encontrado” por um oficial de inteligência militar israelense que se encontrava “ajudando” entre os escombros do edifício da AMIA justo depois do ataque de 18 de julho de 1994. “Por sorte”, esse pedaço metálico tinha um número e permitiu identificar ao suposto veículo.
Soa um poco como o passaporte intacto do terrorista Mohamed Atta encontrado entre os escombros das Torres Gêmeas em 2001, não? Ou, talvez como a “afortunada descoberta” do documento de identidade que caiu de um dos terroristas encapuzados no evento Charlie Hebdo em Paris há um par de semanas.
Se o caso insustentável ponderado contra o Irã por Nisman e seus controladores externos e internos ficava desmascarado, então se estaria revolvendo perigosamente o vespeiro. Algo muito perigoso para os EUA, Israel e os lobbies sionistas locais e internacionais que vêm lutando para culpar o Irã por este atentado.
Se correria o perigo de que se investigasse uma pista muito mais plausível: a que conduz diretamente à Israel.

A pista israelense


A princípios dos anos noventa, se desatou uma surda guerra interna dentro do sionismo entre setores de esquerda e a cada vez mais poderosa ala direita fundamentalista e racista. Os dois pontos chave dessa guerra interna giravam em torno a se deveriam outorgar aos palestinos um Estado soberano, e o que fazer com os assentamentos ilegais de colonos israelenses.
Quando explodiu o edifício da AMIA/DAIA, Israel era governado pelo partido laborista do primeiro ministro Isaac Rabin, que nesses momentos procurava chegar a uma solução duradoura com os palestinos. Em julho de 1994, Rabin chegou a permitir que o chefe da OLP Yasser Arafat voltasse à Palestina após o longo exílio; apenas 18 dias antes da explosão na AMIA/DAIA.
Naqueles dias houveram outros episódios de violência que apontavam a essa guerra interna que finalmente chegou a seu ponto culminante 18 meses depois do ataque à AMIA/DAIA quando em novembro de 1995 o primeiro ministro Rabin foi assassinado durante uma reunião pública em Israel.
Quem foi o assassino? Algum terrorista muçulmano? Não. Algum louco neo-nazi? Também não.
O primeiro ministro Rabin foi assassinado por um tal Ygal Amir, jovem militante sionista da ultra-direita, ligado ao serviço de inteligência Shin Beth (recentemente reestruturado por Rabin) e ao movimento dos colonos ilegais dentro de Israel.
O resultado político para Israel deste assassinato foi que aqueles que genuinamente buscavam a paz jamais voltassem ao poder nesse país, que desde então ficou governado pela ultra-direita de Netanyahu, Ariel Sharon, Olmert, Barak, Lieberman, Livni, Feiglin e outros. Assim, os palestinos jamais receberam seu Estado soberano. De Israel só seguem recebendo bombas, ataques, humilhações e o simpático muro de 8 metros de altura por 800 quilômetros de comprimento, erguido por Tel-Aviv como “Muro de Auschwitz” em torno a seu martirizado país.
Dentro deste marco global, a “lógica” por trás do atentado à AMIA/DAIA cobra uma nova dimensão: a de uma guerra interna em que a máfia sionista ultra-direitista lhe fez ao sionismo de esquerda, moderado e mais pacifista, “um oferecimento ao que não pudessem recusar”. Provávelmente, projetado por grupos clandestinos dentro, ou inclusive por cima, do Mossad+CIA+MI6+alguma entidade clandestina de “operações negras”.
Como o grande padrinho Don Corleone, estes obscuros operadores provávelmente ordenaram aos perpetradores do atentado, que “façam que pareça que foi feito algum carro-bomba patrocinado pelo Hezbollah”. O problema é que as coisas não sairam exatamente como eles pensavam.
Parece que o inquieto e nervoso Nisman estava se aproximando muito ao vespeiro.
Talvez essa fosse a razão para “suicidá-lo”. Como foi também o comissionado de polícia francês que investigava o evento Charlie Hebdo, “suicidado” na mesma noite do ataque; ou como o eletricista do Metrô de Londres, Jean Charles de Menezes, quem provávelmente “viu algo” inconveniente nos dias prévios aos ataques de Londres de julho de 2005 e terminou morto à bala “por erro” da polícia de londrina poucos dias depois daqueles ataques.
Seja como for, a “guerra contra o terrorismo” voltou à Argentina… outra vez.
No momento de redigir este artigo, os lobbies locais DAIA e AMIA estão armando grande batalha mediática, rasgándo-se as vestes e dizendo que “temem que possa estar para acontecer um terceiro atentado contra interesses judaicos na Argentina”.
Os meios de imprensa alinhados os ajudam destacando o “desaparecimento inexplicável há umas semanas de um míssil anti-tanque do Exército Argentino”. Começo do projeto de um novo “ataque”?
Parece que os sionistas e neo-conservadores querem sangue. O think-tank estadunidense Center for Security Policy acaba de publicar um artigo no conservador Washington Times pedindo que Estados Unidos e a União Européia imponham “sanções contra a Argentina” após a morte de Nisman.
Neste ano de 2015 em que haverá eleições presidenciais na Argentina, práticamente todos os candidatos favoritos como Sergio Massa, Mauricio Macri, Daniel Scioli e outros sustentam a linha “políticamente correta”, fato que resulta muito consistente com suas reiteradas visitas e reportes à novayorquina Americas Society dos Rockefeller-Negroponte-William Rhodes e, é claro, às permanentes homenagens que rendem perante o Congresso Mundial Judeu, Comitê Judeu Estadunidense, a DAIA, a AMIA e outros lobbies sionistas.
Por último, para a presidente Cristina Kirchner ficam duas importantes lições a aprender:
(1) Quando sionistas e neo-conservadores brigam entre sí, nunca se deve ficar no fogo cruzado; e se escolher a um dos bandos jamais passe ao outro na metade do rio;
(2) Roma não paga a traidores.
Adrian Salbuchi - Publicado no site do Projeto Segunda República
Adrian Salbuchi
Adrian Salbuchi é analista político, autor, condutor do programa de televisão “Segunda República” pelo Canal TLV1 da Argentina. Fundador do Projeto Segunda República (PSR).http://www.proyectosegundarepublica.com/