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sexta-feira, 21 de março de 2014

CRIMÉIA É RÚSSIA

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17 Março, 13:44

Habitantes da Crimeia fizeram sua escolha

Quase 96% dos habitantes da Crimeia votaram a favor da integração da península na Rússia, comunicou o chefe da Comissão do Conselho Supremo da Crimeia para o referendo, Mikhail Malyshev. Estes são dados preliminares. Ao mesmo tempo, 3,2% dos eleitores manifestaram-se contra esta opção e um pouco mais de 1% dos boletins foram reconhecidos não válidos.

Os resultados oficiais serão divulgados dentro de alguns dias. Em conversa telefônica com Barack Obama, Vladimir Putin destacou que o referendo foi realizado em conformidade com as normas do direito internacional e da Carta da ONU, considerando, em particular, o conhecido precedente do Kosovo.
Os eleitores, que participaram no domingo passado do referendo, foram convidados a escolher entre a integração da Crimeia na Rússia com direitos de unidade Federação da Rússia e a restituição da Constituição da República da Crimeia de 1992 e do estatuto da Crimeia no seio da Ucrânia. Às 20 horas locais, quase 80,5% dos eleitores já participaram do plebiscito, comunicou Mikhail Malyshev. Este é um recorde de atividade de eleitores. Em suas palavras do chefe da Comissão para o referendo, mais de 1250 mil pessoas expressaram sua opinião. Levando em consideração a cidade de Sevastopol, votaram 1724,5 mil, ou seja mais de 82,5% dos eleitores, adiantou o chefe da comissão. Como apontou Mikhail Malyshev, estes números não mudarão praticamente:
“Tanto as comissões setoriais, como territoriais para o referendo não receberam quaisquer queixas. Gostaria de anunciar a todos que o referendo na Crimeia foi realizado”.
Observadores internacionais no referendo sobre o estatuto da Crimeia também confirmaram que não houve quaisquer infrações, assinalando uma alta taxa de participação no referendo nos locais de residência dos tártaros da Crimeia e qualificando a sua votação como um fator importante. Tal é a opinião de Mateus Piskorski, chefe da delegação do parlamento polaco. Em suas palavras, os habitantes da Crimeia têm pleno direito à autodeterminação:
“A Ucrânia não se realizou como Estado e não é capaz de garantir os direitos de seus cidadãos. Por isso foi decidido convocar um referendo, no quadro do qual os cidadãos têm direito a definir seu próprio futuro. É necessário considerar a opinião expressa através do referendo. A meu ver, este referendo deve ter certas consequências jurídicas”.
O referendo na Crimeia correspondeu plenamente às normas do direito internacional, disse o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em conversa telefônica com o presidente dos EUA, Barack Obama. Vladimir Putin ressaltou ainda que o referendo na península correspondeu também às normas da Carta da ONU.
Por outro lado, a realização do referendo levou em consideração o conhecido precedente do Kosovo. Ao mesmo tempo, aos habitantes da península foi garantida a possibilidade de expressar livremente a sua vontade e critérios de autodeterminação.
Hoje, em Simferopol, irá reunir-se uma sessão do Conselho Supremo (parlamento) da Crimeia, no quadro do qual será formulado um pedido oficial de entrada da República Autônoma na composição da Rússia. No mesmo dia de hoje, este documento será apresentado em Moscou por uma delegação do Parlamento da Crimeia.
Conforme foi comunicado, a Duma de Estado pretende discutir em 21 de Março um projeto de lei de integração da Crimeia na Rússia. O documento determina as regras de entrada de novos territórios na Federação Russa.



terça-feira, 4 de março de 2014

RESUMO DA CRISE NA UCRÂNIA

1. A Criméia, república autônoma ligada à Ucrânia, tem a MAIORIA do seu povo de origem RUSSA e depende TOTALMENTE da Rússia;


2. O Ocidente está promovendo um conflito na Ucrânia, para DESESTABILIZAR a Rússia e fazê-la perder o foco no Oriente Médio;


3. Esse conflito foi gerado há 10 anos, quando os Estados Unidos, e a OTAN, resolveram tentar instalar na Ucrânia um ESCUDO DE MÍSSEIS, cercando a Rússia. A Rússia se opôs firmemente, e começaram as ações midiáticas para convencer o povo ucraniano que relacionar-se com a União Européia seria melhor do que com a Rússia;



4. Se o Ocidente conseguir que a Ucrânia firme acordo com a União Européia, então eles instalarão naquele território o escudo de mísseis e forçarão a Criméia a EXPULSAR a Rússia de Sebastopol, onde existe uma das maiores bases navais russas. 



5. A maioria dos ucranianos, mormente do sul e do leste, APOIAM a Rússia e a permanência da Ucrânia como sua aliada;


6. Não há qualquer ideologia nessa crise, como também não há na Síria. São, tão somente, interesses militares e de afirmação de poder de dominação que afloram e se manifestam intensamente;

7. NÃO HAVERÁ qualquer sanção contra a Rússia, até porque ela está agindo em defesa dos seus interesses mais legítimos, na medida em que defende russos na Criméia e a sua posição militar estratégica, porquanto tratados internacionais com a República da Criméia garantem a base naval de Sebatopol, existente há décadas;

8. NÃO HAVERÁ qualquer sanção contra a Rússia, seja por parte dos Estados Unidos, seja pela Europa. Isso por causa da dependência fundamental da Europa do gás russo, e porque a Rússia, China, Índia, Irã e Síria ELIMINARAM o dólar e o euro das suas transações, usando as próprias moedas para o que precisem. E China e Rússia, igualmente, têm feito estudos há algum tempo para o banimento do Euro e do dólar dos negócios entre si. Isso poderá QUEBRAR a economia ocidental, levando à bancarrota os bancos centrais europeu e norte-americano.

Da pagina do Professor Carlos Tebecherani Haddad