Antes de tudo, um forte abraço, em amor à História e à Verdade...

Mostrando postagens com marcador Hezbollah. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hezbollah. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de julho de 2015

ALERTA DE HASSAN NASRALLAH DO HEZBOLLAH

Hassan Nasrallah: ” Se fizerem guerra contra nós,

o Hezbollah fará milhões de refugiados israelenses”


5/6/2015, Excerto do discurso de Sayed Hassan Nasrallah, Secretário-Geral do Hezbollah

Em seu mais recente discurso, Sayed Hassan Nasrallah evocou longamente a situação no Líbano, assim como na Síria e no Iêmen, dedicando apenas uns poucos minutos à entidade sionista. Em resposta às últimas fanfarronadas dos israelenses, que ameaçaram arrancar de suas casas 1,5 milhão de libaneses em caso de guerra, e destruir o Líbano, Sayed Hassan Nasrallah explica que não passa de guerra psicológica, e que, além do mais, Israel não fez outra coisa em toda sua história, desde que foi inventada, que não fosse arrancar pessoas de suas casas e destruir o que encontre, e não há por que supor que de repente faria diferente.
De novidade, está do lado da resistência, cada vez mais capaz de infligir desgaste considerável no inimigo, seja contra suas forças armadas seja no front interior de Israel – que será atacado se civis libaneses forem agredidos, e que, sim, arrancará de suas casas milhões de israelenses. A guerra na Síria, que já custou cinco vezes mais mortos ao Hezbollah (vídeo logo abaixo, legendado em francês) que a guerra de 2006 (apesar de tudo, os soldados do Estado Islâmico são menos covardes que os do Estado Judeu), pressagia derrota ainda mais completa para Israel, graças à experiência que o Hezbollah acumula.
Depois da libertação do Qalamoun, virá a libertação da Galileia e do Golan, anunciadas por Sayed Hassan Nasrallah. Virá, inevitavelmente.


Comentário de Norman Finkelstein: O exército de vândalos prepara-se para saquear Roma. Que a paz esteja com o Partido dos Deuses Romanos (para que possa esmagar as hordas bárbaras). 


O primeiro ponto concerne ao inimigo israelense

Há alguns dias, pudemos ver, na Palestina ocupada, que o governo inimigo faz manobras no front interno denominadas “Virada Decisiva 8”. O número 8 remete ao fato de que estamos em 2015, e depois da guerra de julho (2006), depois que analisaram a situação, todos em Israel reconheceram unanimemente – unanimemente – ninguém em Israel supõe que Israel tenha vencido aquela guerra.
Claro que, no Líbano, há quem diga que Israel venceu. Mas em Israel não, ninguém supõe que Israel tenha vencido, o país reconhece que fracassaram, que foram vencidos e esmagados, etc. E vocês recordam que organizaram uma Comissão [Winograd] de inquérito, e depois dela descobriram que algo de novo acontecera, que na guerra de julho (2006), alguma coisa de novo entrara na equação, a saber, a entidade inimiga foi atacada no front interior, o qual dali em diante seria alvo conhecido.
Antes, o front interior de Israel era sempre (ou, pelo menos, na maior parte do tempo) preservado das guerras: as guerras israelenses desenrolavam-se (exclusivamente) em nossos territórios. Mas durante a guerra de julho (2006), e depois dela, é claro, ao longo das guerras de Gaza, Israel descobriu que a guerra se desenrolava no território inimigo, o território palestino ocupado pelo inimigo.
Israel viu-se forçada então a fazer exercícios também no front interior: com mísseis caindo sobre Haifa, Telavive, no norte, no centro, no sul, o que teria de ser feito das populações? Como fazer funcionar hospitais, estradas, escolas, lojas, aeroportos, etc.? Daí portanto os exercícios no front interior, para se prepararem.
Na ocasião dessas manobras – claro, há manobras todos os anos, exceto no ano passado, mas houve, esse ano; é possível que não tenha havido manobras ano passado, por causa de divergências quanto ao orçamento. Então, transferiram as manobras para esse ano.
Na ocasião dessas manobras, certo número de responsáveis militares e políticos israelenses fizeram declarações, ameaças, ameaçaram o Líbano. Ameaçaram destruir o país, arrasar, devastar, produzir refugiados em massa. Alguém falou de forçar 1,5 milhão de pessoas a fugir, 1,5 milhão de evacuados, de refugiados. Um milhão de libaneses obrigados a deixar sua região.

Quero comentar essas declarações. 

Primeiro, são guerra psicológica “padrão”. Fanfarronadas e guerra psicológica às quais já nos habituamos desde que a entidade inimiga foi inventada. Desde antes de 1948, e depois de 1948, entre as armas desse inimigo, que lhes permitiam vencer povos e exércitos árabes e de toda a região, sempre houve guerra psicológica, fanfarronadas, jactância. Faz parte da guerra e não é novidade. Em primeiro lugar, portanto, não há aí novidade alguma. 

Em segundo lugar, Israel declara que vai destruir, devastar, arruinar, fazer e acontecer por aqui, evacuar populações, 1,5 milhão de pessoas… A verdade é que desde que foi inventada, essa entidade caminha sobre mortos, destruição, deslocamento de populações inteiras, devastações, miséria, massacres. Essa é a natureza de Israel. Israel só faz destruir e repetir destruições. Não há novidade.
Claro, é positivo que Israel relembre aos povos da região: “Oh, pessoas, aqui há um inimigo que se chama Israel e cuja natureza é essa, criminosa, que não muda nem tenta mudar, que nem se interessa por ser ou fazer outra coisa que não seja matar. Essa é a natureza agressiva e terrorista que se autodescreve por essas “declarações” e ameaças, sempre as mesmas. 

Em terceiro lugar, quero declarar, eu, é a minha vez, aos israelenses: vocês sabem que o mundo mudou. As coisas já não são como foram. A prova está bem aí, nas próprias manobras de vocês: por que, de repente, puseram-se a fazer manobras no front interno, depois da Guerra de Julho (2006)? Porque vocês descobriram que são exército vencido, exército que se pode vencer, que, se a entidade de vocês ataca, há resposta, que atacamos direto no coração e até as extremidades de seu território. E é em relação a essa nova situação que agora, vocês fazem manobras.
Vocês nos ameaçam justamente quando vocês mesmos são obrigados a treinar suas populações dentro do território em que vivem, no front interior. E não há confissão mais completa e incontestável de que a Resistência pode atingir todos esses locais, do que vocês, agora, terem de fazer manobras no front interno! 

Em quarto lugar, vivemos novos tempos… Não a partir de hoje, mas desde 2000 e, sobretudo, depois de 2006, e também durante as guerras de Gaza. O tempo em que Israel destruía nossas casas e as dela continuavam intactas já passou. O tempo em que nossa infraestrutura ficava em ruínas, e a de Israel, intacta, já passou. O tempo em que os nossos tornavam-se refugiados e sem teto, enquanto os colonos ocupantes lá permaneciam nas colônias e vilas usurpadas, já passou. Depois de 2006, tudo isso acabou.
Mas o que espera vocês agora é bem pior do que o que conheceram em 2006, nesse plano e também noutros planos. E o digo com toda a clareza a esses israelenses que nos ameaçaram:
Se vocês ameaçam forçar 1,5 milhão de libaneses à evacuação, a Resistência Islâmica no Líbano pode forçar à evacuação milhões de israelenses. Milhões de vocês terão de deixar as próprias casas e serão refugiados. Assim será, se Israel impuser guerra ao Líbano 

[Vozes na plateia: “Nasrallah, estamos a teu serviço!”]

Essa é realidade evidente, incontestável, e os dirigentes inimigos a conhecem muito bem. E o povo inimigo também a conhece muito bem.
Por todas essas razões, as palavras ocas, as ameaças vãs, não têm nenhum efeito, nenhum valor.
Israelenses, vocês sabem muito bem que não tememos as guerras de vocês. Se não tememos as guerras, por que temeríamos suas ameaças?!
E se por acaso supõem que estamos ocupados na Síria, no Qalamoun, em torno de Ersal e em outros lugares, se imaginam que essas lutas alteram alguma coisa na equação da guerra contra o inimigo israelense, saibam, e já dissemos mais de uma vez, que nenhum desses eventos muda coisa alguma na nossa prontidão de combate contra Israel. Bem ao contrário. Nossos sucessos e a experiência que estamos adquirindo e acumulando, essas sim, devem preocupar vocês e causar-lhes medo.
Seja como for, aqui declaro aos libaneses, ao povo libanês: Não deem atenção àquelas ameaças. Mas sei bem que elas nada alteram na vontade, na determinação de vocês, nem de perto, nem de longe. Elas são só um item da jactância que é sempre sinal de medo, de inquietação do inimigo.
São também uma das armas de dissuasão que o inimigo usa para tentar fazer frente à Resistência, porque teme a resistência, porque tem medo da Resistência, porque está convencido das capacidades da Resistência, bem mais, até, que certas pessoas (dentre os libaneses e alguns árabe-muçulmanos).
Isso, quanto ao primeiro ponto. 
[Continua]


Vídeo legendado e transcrição traduzidos para francês por Sayed Hasan
Traduzido do francês para português pelo pessoal da Vila Vudu

Publicado por : redecastorphoto

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CASO AMIA ARGENTINA - A VERDADE SOBRE A MORTE DO PROMOTOR NISMAN

Caso AMIA Argentina: a verdade sobre a morte do promotor Nisman

Tradução: Caminho Alternativo
Buenos Aires, 24 de janeiro de 2015
Claramente, a “guerra global contra o terrorismo” liderada pelas potências ocidentais começou em 2015 com grande ímpeto!
Episódios de alto perfil carregados de circunstâncias “inexplicadas e inexplicáveis” começaram em 7 de janeiro com o Evento Charlie Hebdo em Paris. 11 dias depois, um promotor argentino, Alberto Nisman, responsável há uma década da investigação do ataque terrorista de julho de 1994 contra a sede da mutual judia AMIA em Buenos Aires, foi suicidado/assassinado justo quando estava a ponto de fazer pública sua altamente mediática acusação contra a presidente Cristina Kirchner e seu chanceler Héctor Timerman, por suposto encobrimento à favor do Irã.

Espião versus espião versus espião…


O edifício da AMIA (Associação Mutual Israelita Argentina) também abrigava – então e agora – a sede da DAIA (Delegação de Associações Israelitas Argentinas), o poderoso lobby judeu local que opera à favor do Estado de Israel na República Argentina.
Após 21 anos, a investigação judicial deste atentado se converteu num dos episódios mais corruptos da história do país, com a intrusão obscena do Mossad israelense, a CIA e o FBI dos Estados Unidos, que incluiu: plantar falsa evidência de um suposto carro-bomba, a censura de outras pistas muito mais verossímeis, e o pagamento de subornos a testemunhas falsas para que incriminassem o Hezbollah, seja através de uma suposta pista síria (numa primeira instância), ou iraniana (desde 2006 até hoje).
Os poderosos meios de imprensa – tanto argentinos como internacionais – mantiveram sequestrada a opinião pública através da confusão engenheirizada, as mentiras flagrantes e o abuso da sensibilidade da população sobre este atentado terrorista que custou a vida a 85 civís. Os verdadeiros operadores por trás do telão, porém, estiveram sempre convenientemente protegidos.
Um desses operadores poderosos é um agente de inteligência do SI (Serviço de Inteligência) argentino de nome Jaime Stiusso, quem há uma década promoveu sistemáticamente a versão estadunidense-israelense sobre o atentado, que fez com que a Argentina acusasse falsamente ao Irã de ser culpado por este espantoso crime. Contando com o apoio e a proteção irrestrita da CIA, do Mossad e do MI6 britânico, Stiusso se transformou no mentor do fiscal Nisman, enquanto este acusava sistemática e aireadamente ao Irã desde que ficou como responsável pela investigação em 2004.
O mito da “culpabilidade iraniana” cobrou grande força sob a administração do presidente George W. Bush, como parte de sua estratégia de ataque generalizado contra as nações muçulmanas do Oriente Médio logo após os ataques de 11 de setembro de 2001 e, muito especialmente, após a invasão e bombardeio israelense contra o sul do Líbano em 2006. Então, Hezbollah, treinado e armado pelo Irã, lhe deu uma amarga derrota a Israel deixando a uma de suas divisões de tanques fora de combate.

A pista iraniana?


Pouco mais de dois meses depois da incursão israelense no Líbano, em 22 de setembro de 2006 foi realizada uma reunião privada no luxuoso hotel de Nova York Waldorf-Astoria onde participaram: o presidente argentino Néstor Kirchner, sua primeira dama a então senadora nacional (e em breve a se converter em presidente) Cristina Kirchner, e o chanceler Jorge Taiana, junto aos representantes das mais poderosas organizações judaicas sionistas, incluindo o Comitê Judeu Norteamericano, o Congresso Mundial Judeu, a loja B’Nai B’Rith e seu braço militante a Liga Anti-Difamação (ADL).
Durante esta reunião, chegaram a um acordo mediante o qual a Argentina acusaria o Irã pelo atentado à AMIA, para cujo fim o presidente Kirchner imediatamente despachou o fiscal Alberto Nisman aos EUA para “reunir as necessárias provas da culpabilidade do Irã…” “Evidência” aportada pelas agências de inteligência CIA e Mossad que claramente desejavam levar água a seu moinho!
Como mostra da satisfação dos EUA e Israel com o governo argentino, o diretor político do Congresso Mundial Judeu, rabino Israel Singer, expressou públicamente a satisfação daquelas organizações com a acusação radicada pela Argentina contra o Irã, já que aquilo provava que o acordado no Waldorf-Astoria estava sendo executado pelo governo Kirchner.
Imediatamente, o Sr. Nisman acusou o ex-presidente iraniano Ali Rafsanjani e a seus ministros chave de terem sido os mentores por trás do ataque à AMIA – uma acusação que conformava práticamente uma declaração de guerra! Porém, Nisman jamais conseguiu reunir provas contundentes e sérias a respeito.
Logo, Nisman chegou a pedir à Interpol que prendesse o ex-embaixador iraniano na Argentina, Hadi Soleimanpour em Londres, ação que a Interpol realizou entregando-o às autoridades britânicas para sua extradição à Argentina. Mas isto se frustrou rápidamente quando os britênicos tiveram qie liberá-lo devido a que Nisman não pôde apresentar provas cabais en seu contra. Os ingleses, inclusive, fizeram que a Argentina pagasse 200.000 libras de custas legais que este lamentável episódio gerou.
Apesar disto, ao longo da última década, Alberto Nisman se transformou no menino mimado das entidades judaicas e sionistas dos EUA, Israel e Europa, nações que visitou regularmente para informá-los sobre o estado de suas gestões no caso AMIA/DAIA. Em 2007, Nisman inclusive informou sobre o caso à Corte Suprema… não da Argentina, senão a de Israel!
Assim, Nisman foi cobrando grande notoriedade e presença nos meios de imprensa mundiais, mas seguia tendo um problema: não conseguia reunir a evidência suficiente e necessária para sua acusação contra o Irã. Isto gerou crescente preocupação, especialmente entre os neo-conservadores republicanos como a congressista-lobista Ileana Ros-Lethinen, e os sucessivos governos ultra-direitistas em Israel.
O caso AMIA/DAIA se afundou na maior confusão em janeiro de 2014 quando o ex-embaixador israelense na Argentina durante aquele ataque – Yitzhak Aviram – disse públicamente que “as pessoas que explodiram a AMIA foram enviadas ao outro mundo por nós (ou seja, Israel)”. Imediatamente, o governo israelense o fez calar a boca, pois isso enterrava todas as atuações de “búsca pela verdade”.
Em sintonia com o governo Kirchner Nisman continuou culpando o Irã, mas ao chega Barack Obama ao poder em 2009, EUA começou a rever sua postura em relação ao Irã, adotando uma menos agressiva que a da administração Bush.
Naquela então, a situação no Iraque piorava e a resistência da Rússia e outros países a belicosidade dos EUA/Reino Unido/OTAN no Oriente Médio ia crescendo. Foi assim que EUA optou por uma política muito mais moderada ao Irã e, através de “canais extraoficiais e discretos” parecia que fizesse chegar uma mensagem à presidente Kirchner sugirindo-lhe que possivelmente havia chegado a hora de sentar-se a conversar com os iranianos.
Assim, em janeiro de 2013, a Argentina anunciou que “começaria a conversar” com o Irã – algo que não fazia há sete anos – e rápidamente ambos países assinaram um “Memorando de Entendimento” que se transformou em lei na Argentina em março de 2013.
Como parte disto, se criaria uma “Comissão para a Verdade” (mas não era que Nisman e seus controladores no Mossad e da CIA já sabiam a “verdade”, estando em posse de “toda a evidência que culpava o Irã pelo ataque?”).
Os neo-conservadores nos EUA, os sionistas em Israel e o mundo ficaram furiosos com a presidente Kirchner! Para piorar, em dezembro de 2014 a presidente argentina expulsou a toda a cúpula superior da Agência de Inteligência SI, específicamente a Jaime Stiusso, o operador-agente dos EUA, Israel e Reino Unido.
Se supunha que Nisman se tomaria todo o mês de janeiro de 2015 de férias recorrendo a Europa com sua filha de 15 anos. Porém, repentinamente enquanto se encontrava em Amsterdam, “alguém” parece que lhe ordenou que voltasse imediatamente à Argentina. O fez tão apressadamente que teve que pedir a sua esposa que buscasse a sua filha menor no aeroporto de Madrid onde ele a deixou para seguir viagem imediata a Buenos Aires.
Em sua chagada na Argentina, Nisman produziu como por arte de mágica um nutrido dossiê de 350 páginas em que acusava a presidente Kirchner e a seu chanceler (judeu, por sinal!) Héctor Timerman de “encobrimento” à favor do Irã. Nisman estava a ponto de fazer pública sua denúncia numa sessão de emergência do Congresso Argentino ás 3 da tarde da segunda-feira de 19 de janeiro, mas pode ser que tenha tomado amarga consciência de que seu caso estava morto antes de começar e que não tinha possibilidade alguma de êxito.
Seja como for, Nisman (ou “alguém”) convenientemente ou “suicídio” em algum momento durante a madrugada do domingo 18 de janeiro. A apresentação de Nisman e o consequente interrogatório, perguntas e dúvidas que tivesse disparado, seguramente teriam o efeito de voltar toda a investigação do atentado à AMIA/DAIA a zero, e pela segunda vez pois isso é o que já tinha ocorrido em 2003.
Em 2003 se derrubou a falsa “pista síria” que terminou com o juiz Juan Galeano e onde inclusive um ex-presidente da DAIA – Rubén Beraja – terminou sendo processado por ajudar a subornar a um obscuro traficante de automóveis de nome Carlos Telleldin, no montante de U$S 400,000 em troca de acusar a Polícia da Província de Buenos Aires. Se supunha que assim se geraria uma falsa pista que por sua vez conduziria ao inexistente “carro-bomba”, que jamais foi encontrado, salvo por um pedaço de metal do motor “encontrado” por um oficial de inteligência militar israelense que se encontrava “ajudando” entre os escombros do edifício da AMIA justo depois do ataque de 18 de julho de 1994. “Por sorte”, esse pedaço metálico tinha um número e permitiu identificar ao suposto veículo.
Soa um poco como o passaporte intacto do terrorista Mohamed Atta encontrado entre os escombros das Torres Gêmeas em 2001, não? Ou, talvez como a “afortunada descoberta” do documento de identidade que caiu de um dos terroristas encapuzados no evento Charlie Hebdo em Paris há um par de semanas.
Se o caso insustentável ponderado contra o Irã por Nisman e seus controladores externos e internos ficava desmascarado, então se estaria revolvendo perigosamente o vespeiro. Algo muito perigoso para os EUA, Israel e os lobbies sionistas locais e internacionais que vêm lutando para culpar o Irã por este atentado.
Se correria o perigo de que se investigasse uma pista muito mais plausível: a que conduz diretamente à Israel.

A pista israelense


A princípios dos anos noventa, se desatou uma surda guerra interna dentro do sionismo entre setores de esquerda e a cada vez mais poderosa ala direita fundamentalista e racista. Os dois pontos chave dessa guerra interna giravam em torno a se deveriam outorgar aos palestinos um Estado soberano, e o que fazer com os assentamentos ilegais de colonos israelenses.
Quando explodiu o edifício da AMIA/DAIA, Israel era governado pelo partido laborista do primeiro ministro Isaac Rabin, que nesses momentos procurava chegar a uma solução duradoura com os palestinos. Em julho de 1994, Rabin chegou a permitir que o chefe da OLP Yasser Arafat voltasse à Palestina após o longo exílio; apenas 18 dias antes da explosão na AMIA/DAIA.
Naqueles dias houveram outros episódios de violência que apontavam a essa guerra interna que finalmente chegou a seu ponto culminante 18 meses depois do ataque à AMIA/DAIA quando em novembro de 1995 o primeiro ministro Rabin foi assassinado durante uma reunião pública em Israel.
Quem foi o assassino? Algum terrorista muçulmano? Não. Algum louco neo-nazi? Também não.
O primeiro ministro Rabin foi assassinado por um tal Ygal Amir, jovem militante sionista da ultra-direita, ligado ao serviço de inteligência Shin Beth (recentemente reestruturado por Rabin) e ao movimento dos colonos ilegais dentro de Israel.
O resultado político para Israel deste assassinato foi que aqueles que genuinamente buscavam a paz jamais voltassem ao poder nesse país, que desde então ficou governado pela ultra-direita de Netanyahu, Ariel Sharon, Olmert, Barak, Lieberman, Livni, Feiglin e outros. Assim, os palestinos jamais receberam seu Estado soberano. De Israel só seguem recebendo bombas, ataques, humilhações e o simpático muro de 8 metros de altura por 800 quilômetros de comprimento, erguido por Tel-Aviv como “Muro de Auschwitz” em torno a seu martirizado país.
Dentro deste marco global, a “lógica” por trás do atentado à AMIA/DAIA cobra uma nova dimensão: a de uma guerra interna em que a máfia sionista ultra-direitista lhe fez ao sionismo de esquerda, moderado e mais pacifista, “um oferecimento ao que não pudessem recusar”. Provávelmente, projetado por grupos clandestinos dentro, ou inclusive por cima, do Mossad+CIA+MI6+alguma entidade clandestina de “operações negras”.
Como o grande padrinho Don Corleone, estes obscuros operadores provávelmente ordenaram aos perpetradores do atentado, que “façam que pareça que foi feito algum carro-bomba patrocinado pelo Hezbollah”. O problema é que as coisas não sairam exatamente como eles pensavam.
Parece que o inquieto e nervoso Nisman estava se aproximando muito ao vespeiro.
Talvez essa fosse a razão para “suicidá-lo”. Como foi também o comissionado de polícia francês que investigava o evento Charlie Hebdo, “suicidado” na mesma noite do ataque; ou como o eletricista do Metrô de Londres, Jean Charles de Menezes, quem provávelmente “viu algo” inconveniente nos dias prévios aos ataques de Londres de julho de 2005 e terminou morto à bala “por erro” da polícia de londrina poucos dias depois daqueles ataques.
Seja como for, a “guerra contra o terrorismo” voltou à Argentina… outra vez.
No momento de redigir este artigo, os lobbies locais DAIA e AMIA estão armando grande batalha mediática, rasgándo-se as vestes e dizendo que “temem que possa estar para acontecer um terceiro atentado contra interesses judaicos na Argentina”.
Os meios de imprensa alinhados os ajudam destacando o “desaparecimento inexplicável há umas semanas de um míssil anti-tanque do Exército Argentino”. Começo do projeto de um novo “ataque”?
Parece que os sionistas e neo-conservadores querem sangue. O think-tank estadunidense Center for Security Policy acaba de publicar um artigo no conservador Washington Times pedindo que Estados Unidos e a União Européia imponham “sanções contra a Argentina” após a morte de Nisman.
Neste ano de 2015 em que haverá eleições presidenciais na Argentina, práticamente todos os candidatos favoritos como Sergio Massa, Mauricio Macri, Daniel Scioli e outros sustentam a linha “políticamente correta”, fato que resulta muito consistente com suas reiteradas visitas e reportes à novayorquina Americas Society dos Rockefeller-Negroponte-William Rhodes e, é claro, às permanentes homenagens que rendem perante o Congresso Mundial Judeu, Comitê Judeu Estadunidense, a DAIA, a AMIA e outros lobbies sionistas.
Por último, para a presidente Cristina Kirchner ficam duas importantes lições a aprender:
(1) Quando sionistas e neo-conservadores brigam entre sí, nunca se deve ficar no fogo cruzado; e se escolher a um dos bandos jamais passe ao outro na metade do rio;
(2) Roma não paga a traidores.
Adrian Salbuchi - Publicado no site do Projeto Segunda República
Adrian Salbuchi
Adrian Salbuchi é analista político, autor, condutor do programa de televisão “Segunda República” pelo Canal TLV1 da Argentina. Fundador do Projeto Segunda República (PSR).http://www.proyectosegundarepublica.com/

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

JULIA BOUTROS - CANTORA CRISTÃ HOMENAGEIA O HEZBOLLAH



Lyrics translated into English.

Julia was born in Beirut, Lebanon on April 1, 1968 into a Greek Orthodox Christian family to a Lebanese father and Palestinian mother. She was educated at the Rosary Sisters Schools where she sang in the school choir. Growing up, she and her brother were heavily influenced by Ziad Rahbani's works. When she was 12 years old she recorded her first song, entitled "A Maman" at Elias Al Rahbani studios. This was introduced to her by her music teacher Fouad Fadel. She also recorded two songs, "C'est la Vie" & "Viens dans Ma Vie".

Christian Singer Honors Hezbollah in Stunning 2013 Concert Performance. http://youtu.be/pdZgkGI5h0A


On October 11, 2006, Julia announced a new single called "Ahibaii" (My loved ones). The lyrics are based on a letter sent by Hizbollah secretary general Hassan Nasrallah to the fighters in South Lebanon during the 2006 Summer War between Lebanon and Israel. The poet Ghassan Matar adapted the original text. The music is composed by Ziad, brother of Julia and arranged by Michel Fadel. The profits from the song's sale went to help the families of Hizbollah fighters and to all Lebanese who died during the Israel-Lebanon conflict. Sales eventually garnered three million dollars for the families of the Lebanese civilians, soldiers, security forces, and Hezbollah militants who have been killed in the Israel-Lebanon conflict. The sum was triple the original aim, which was only one million dollars. 

The families of Lebanese soldiers killed during operation Naher el-Bared also received a portion of the money.

domingo, 4 de maio de 2014

MAPA POR ZONAS - ALLEPO - SIRIA

Siria - Mapa - Ciudad de ALEPPO - 3 Mayo 2014

- Zona Roja: Ejército Árabe Sirio y Hezbollah ( con los kurdos )
- Zona Amarilla: Kurdos Aliados del Ejército Sirio y Hezbollah.
- Zona Negra: ISIS Estado Islámico de Iraq y Levante ( Enemigos de Todos )
- Zona Verde: FSA,Frente Islámico y Al-Nusra. ( Aliados entre ellos enemigos del Ejército y del ISIS.
- Zona Marrón: Combates.

Foto: Siria - Mapa - Ciudad de ALEPPO - 3 Mayo 2014

- Zona Roja: Ejército Árabe Sirio y Hezbollah ( con los kurdos )
- Zona Amarilla: Kurdos Aliados del Ejército Sirio y Hezbollah.
- Zona Negra: ISIS Estado Islámico de Iraq y Levante ( Enemigos de Todos )
- Zona Verde: FSA,Frente Islámico y Al-Nusra. ( Aliados entre ellos enemigos del Ejército y del ISIS.
- Zona Marrón: Combates.

Via Topete GLZ 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A BATALHA DE DAMASCO JÁ TERMINOU COM ASSAD VITORIOSO

Fuentes de inteligencia israelíes: La Batalla de Damasco ya ha terminado. Assad Victorioso



Según el sitio debka.com, que cita fuentes de inteligencia israelíes, la batalla por la capital siria ha terminado. Tras destruir los últimos focos de resistencia, el Ejército de Bashar al Assad ha recuperado virtualmente el control de la ciudad y la provincia “en una épica victoria”.

El sitio señala que los militantes que quedan activos en la provincia de Damasco ya no pueden lanzar ataques ni suponen ya una amenaza para la ciudad, el aeropuerto ni la gran base aérea siria cerca de la ciudad.

También añade que el resultado de estos hechos es que los aviones rusos e iraníes que llevan abastecimientos para el Ejército sirio pueden ahora aterrizar en el aeropuerto de Damasco, tras meses de asedio.

La ultima derrota de los militantes en Damasco tuvo lugar cuando ellos fueron rodeados en algunas localidades y suburbios del este de la ciudad en un movimiento de pinza realizado por la 3ª y 4ª divisiones del Ejército y una unidad de comandos “Fuji”. Esta operación llevó a la muerte de muchos rebeldes y a la huida de los que pudieron huir del cerco.

Otra operación fue llevada a cabo al oeste de la ciudad y concluyó con la limpieza de la región de Zabadni. Como resultado de la misma y de la recién concluida operación de Al Qussair, el ejército sirio controla ahora todas las rutas que conectan la ciudad con la frontera libanesa.

Por otro lado, las unidades del Ejército han recuperado el control de la totalidad del campo que se halla alrededor de la ciudad de Hama.

El sitio también recoge una información, que ya fue difundida hace unos días por Al Manar, que señala que una fuerza del Ejército sirio ha tomado posiciones alrededor de Alepo, donde se espera pronto una fuerte ofensiva militar para destruir a los militantes que todavía ocupan una parte de la ciudad.

Fracaso de los bombardeos israelíes


Por otro lado, el sitio señala que el bombardeo israelí contra un depósito de armas cerca de Damasco ha producido “más mal que bien”, desde el punto de vista israelí, ya que dio a Assad un impulso en lugar de debilitar su resolución.

También señala que los cálculos israelíes de que la participación en los combates de Siria debilitaría a Hezbolá han resultado ser falsos. El sitio considera que Hezbolá ha reforzado su experiencia de combate y es ahora capaz de amenazar a Israel desde otro frente, el del Golán sirio ocupado, lo que obligará a extender más el frente para el Ejército israelí.

Source: Prensa Israelí

sábado, 1 de junho de 2013

DOCUMENTÁRIO - AS PROVAS DE NORMAN FINKELSTEIN

"Grandes alegações requerem grandes provas. E eu te dou algumas: vivem hoje 25.000 judeus pacificamente no Irã; morreram ao todo 1.516 crianças palestinas e 129 crianças israelenses desde 2000; No total, 6.638 palestinos e 1097 israelenses morreram desde 2000; Feridos: 49.518 palestinos e apenas 9.081 israelenses. O Sionismo é um regime racista e fascista".

"Quando você visita outros vídeos de assuntos correlatos a este e defende a causa Sionista, está apoiando o governo de Israel, que tem como principal cláusula filosófica o terrorismo de estado, a manipulação da mídia e das decisões da mariONUete. O estado de Israel é, como pode ser facilmente provado, mais terrorista que o Hezbollah, que simplesmente não existiria se não fosse por uma resposta a esse sistema imposto pelo governo israelense. Você, portanto, se considera um terrorista?"

"Maravilhoso! Nasce um ídolo para mim. Já conhecia Pappe e cheguei aqui simplesmente para pesquisar sobre o autor de um livro que me foi emprestado (Imagem e Realidade...). Não imaginava que me depararia com uma personalidade tão poderosamente apaixonante como a que conheci aqui".

"Corajoso e muito inteligente, corre o risco, como Jesus, de ser assassinado por alguém de seu próprio povo por dizer apenas a Verdade. Lamentável o judeu produzir seu próprio holocausto ao pobre povo Palestino. Quem poderá defendê-los? Norman está agonizando, não resistirá ao lento e irreversível sufocamento imposto pelo patrulhamento ideológico e o poderio econômico de de seu próprio povo".

"Norman Finkelstein e Noam chomsky são, na minha opinião, as maiores personalidades do mundo de hoje - ambos judeus (não sou judeu)".

"É preciso ser muito altruísta pra ser um "Finkelstein". Chama-lo de antissemita é no mínimo hilário, piada pronta".

"Deus o abençoe e o proteja. Perseguição sionista não tem limites".

"That's how a free thinker is treated almost everywhere. Sad".

"Um grande homem, um grande judeu".



A luta do professor e ativista pelos direitos humanos Norman Finkelstein contra a exploração da memória do sofrimento das vítimas do holocausto em benefício de grupos mafiosos; assim como seu empenho na defesa dos direitos humanos do povo palestino que vem sendo dominado e massacrado pela ocupação militar do Estado de Israel.