Antes de tudo, um forte abraço, em amor à História e à Verdade...

quarta-feira, 23 de março de 2011

EUA E ALIADOS - INVASÃO E OCUPAÇÃO DA LÍBIA

Lançamento de míssil contra alvos líbios - Missile launch against Libyan targets




Navio de guerra americano lança mísseis contra a Líbia


米軍艦がリビアに対してミサイルを発射した

Kapal perang Amerika Serikat meluncurkan rudal terhadap Libya

Navire de guerre américain lance des missiles contre la Libye

Assaltantes de petróleo iniciam ataque aéreo


19/3/2011 A aviação francesa realizou quatro ataques neste sábado na Líbia, destruindo vários blindados das forças do coronel Muammar Khadafi.


Estas imagens mostram a preparação dos pilotos para o ataque e os caças levantando voo rumo à Líbia.

Segundo o Estado-Maior do Exército francês, o primeiro ataque foi contra um "veículo líbio que pertencia às forças leais a Khadafi".

Após esta primeira ação, os aviões franceses - Rafale e Mirage 2000 - realizaram outros três bombardeios, destruindo "vários tanques do Exército líbio na região de Benghazi", bastião dos rebeldes no leste do país.

Segundo a mesma fonte militar, as operações aéreas prosseguirão durante a noite de sábado.

O Governo francês revelou que mais de 20 aviões decolaram da base de Saint-Dizier rumo à Líbia.

“Ajuda humanitária” mata civis na Líbia

Mísseis dos EUA, França e Reino Unido explodem hospital, pontes e casas

A operação “Odisséia do Amanhecer” assassinou, em três dias consecutivos de ataques, mais de 100 civis e feriu centenas – inclusive crianças e mulheres -; atingiu hospital, ônibus e casas; devastou estradas, pontes, aeroportos civis e até uma aldeia de pescadores; e incendiou um oleoduto.

A residência de Kadafi no bairro de Bab el Azizia, na capital, que Reagan bombardeou em 1986, voltou a ser destruída 25 anos depois por míssil disparado de submarino inglês. Além de Trípoli, já foram bombardeadas Benghazi, Zuwarah, Sirta, Tarhuna, Misrata, Maamura, Jmeil, Sebha e outras cidades.

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Coalizão dos EUA ataca Líbia com mísseis e mata mais de 100 civis

Sob o pretexto de “proteger civis”, EUA, França e Inglaterra já explodiram, desde o dia 19, hospitais, ônibus, casas, carros particulares, estradas, aeroportos, pontes e a residência do líder Kadafi

A operação “Alvorecer da Odisséia” assassinou, em três dias seguidos de ataques, mais de 100 civis líbios e feriu centenas – inclusive bebês e mulheres -; atingiu dois hospitais e uma clínica cardiológica; destruiu ônibus, automóveis e casas; devastou estradas, pontes, aeroportos civis e até uma aldeia de pescadores; e incendiou um oleoduto e vários depósitos de combustível. A residência de Kadafi no bairro de Bab el Azizia, na capital, que Reagan bombardeou em 1986, voltou a ser destruída 25 anos depois por míssil disparado de submarino inglês. Além de Trípoli, já foram bombardeadas Benghazi, Zuwarah, Sirta, Tarhuna, Misrata, Maamura, Jmeil, Sebha e outras cidades. O ataque, encabeçado pelos EUA, França e Reino Unido, começou na véspera de completar oito anos de invasão do Iraque, ex-Operação Tempestade no Deserto, rebatizada por Barack Obama como “Novo Amanhecer”.

B-52

Não foi apenas o governo líbio que denunciou o banho de sangue desfechado a partir de porta-aviões e submarinos norte-americanos, ingleses e franceses, e inclusive por bombardeiros de longo alcance B-2 desde os EUA.

 A Rússia denunciou que “ataques contra alvos não-militares [isto é, contra civis] nas cidades de Trípoli, Maamura e Jmeil”. Como consequência – acrescentou o porta-voz da chancelaria russa, Aleksandr Lukashevich, “morreram mais de 48 civis e mais de 150 ficaram feridos”.

Ainda segundo a Rússia, “um centro de cardiologia ficou parcialmente destruído e estradas e pontes foram atingidas” pelos bombardeios.

 Em três dias, a carnificina já chegara a mais de 100 civis e centenas de feridos, o que reforçou a condenação, ou oposição aos bombardeios, da China, Índia, Brasil, Alemanha, Turquia, União Africana e muitos países latino-americanos.

Um quadro tal que o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, que articulara a proposta de “uma zona de exclusão aérea sem tropas terrestres”, se viu forçado condenar no domingo dia 20 os bombardeios.

 “Era para proteger civis, não para matar mais civis”, admitiu, para, no dia seguinte, se dizer “mal interpretado”.

Além dos EUA, França, e Reino Unido, outros satélites mandaram seus aviões e navios para a agressão à Líbia, como a Espanha, Canadá, Bélgica e Dinamarca, além do protetorado do Qatar.

A Itália “sobrevoa mas não dispara”. Por causa da oposição da Alemanha e Turquia, segue emperrada a manobra para que a agressão passe a ser assumida, formalmente, pela Otan.

FUNERAL COLETIVO

Só no primeiro informe dos raides aéreos divulgado pelo Pentágono, 112 mísseis de cruzeiro Tomahawk “contra 20 alvos”; por sua vez a França deixava seu rastro de sangue e bombas na estrada para Benghazi e outros pontos do país.

A televisão líbia, que exibira imagens de pessoas hospitalizadas
 após o bombardeio aéreo,
mostrou também um funeral coletivo em Trípoli
das vítimas civis da agressão estrangeira.

“O tio de um bebê de três meses, uma menina, ficou parado diante do recém-cavado túmulo, coberto com algumas rosas”, descreveu o correspondente na capital do jornal “China Daily”.

“O tio, Muhamad Salim, relatou que o ataque aéreo que atingiu a casa do bebê também feriu sua mãe”.

O jornal chinês registrou como o funeral coletivo se transformou em uma manifestação contra o agressor estrangeiro, com uma multidão percorrendo as ruas da capital, acompanhada de milicianos que disparavam para o alto.

“É isso que eles chamam de democracia? Isso não é senão a matança de gente inocente, bebês, gritou uma jovem, enquanto outros protestos espocaram e irromperam convocações para a guerra de libertação”.

No sábado dia 19, a televisão líbia denunciou a investida da força de agressão estrangeira contra a cidade natal de Kadafi, Sirta, a 600 km da capital.

“Vocês viram aquele lugar [o aeroporto da cidade]. É um aeroporto civil. Foi bombardeado e muitos morreram”, disse aos correspondentes estrangeiros o porta-voz do governo líbio, Mussa Ibrahim. “Também foram bombardeados portos”.

Na segunda-feira dia 21, os ataques foram contra Sehba, cidade a 750 km que, para a mídia imperial, é um bastião da tribo Guededfa, a mesma de Kadafi.

Nem mesmo um pequeno povoado de pescadores, a 27 km da capital, e sem qualquer importância militar, foi poupado.

ANTONIO PIMENTA

Guerra na Líbia - Kadafi promete vencer forças estrangeiras e Caça dos EUA Cai durante Missão


Quarta-feira, 23 de março de 2011 - Atualizado 00:22


Kadafi promete vencer forças estrangeiras.

Ataques não impedem avanço de GADAFFI e caça americano cai durante missão.

O comandante das ações militares contra a Líbia admitiu que os bombardeios não estão forçando o recuo das forças leais ao presidente Muamar Kadafi. As tropas de Gadaffi mantiveram nesta terça-feira a ofensiva contra os principais redutos dos rebeldes.

GADAFFI apareceu em público pela primeira vez desde o início dos ataques autorizados pela ONU, e prometeu derrotar os estrangeiros. A TV estatal líbia divulgou imagens de Kadafi falando para centenas de simpatizantes na Praça Verde de Trípoli, afastando os rumores de que ele teria se refugiado fora da capital.

GADAFFI disse que não tem medo de nada e que está pronto para a batalha. Prometeu vencer as forças estrangeiras que lideram os ataques e que, segundo ele, vão terminar na lata de lixo da história.

O local escolhido para o pronunciamento tem um peso simbólico: os escombros de uma antiga casa da família Kadafi, destruída por um bombardeio dos Estados Unidos em 1986.

Pela quarta noite seguida, Trípoli foi alvo de bombardeios. O governo líbio tem declarado que dezenas de civis foram mortos nos ataques. Já a força internacional garante que todos os alvos atingidos são militares.

O almirante americano Samuel Locklear, que comanda os ataques, disse que os bombardeios anularam a força aérea de Kadafi, mas não impediram as tropas leais ao ditador de atacar inocentes.


Os soldados de Kadafi continuam com a ofensiva contra a cidade de Misurata, a terceira maior do país e a única em poder das tropas rebeldes na região oeste.

Nesta terça-feira, a coalizão internacional sofreu o primeiro revés. Um caça americano caiu perto de Benghazi, a capital das forças rebeldes.

O Pentágono disse que a aeronave teve problemas técnicos e que os dois tripulantes já foram resgatados.

domingo, 20 de março de 2011

KADAFI EN TV ESTATAL

NÃO À INTERVENÇÃO MILITAR DOS EUA E ALIADOS NA LÍBIA

MUAMMAR KADAFI FAZ PRONUNCIAMENTO À POPULAÇÃO NA LÍBIA



GADAFFI - LÍBIA
http://arbroath.blogspot.com/2009/09/gaddafi-asked-un-for-switzerland-to-be.html
Courtesy Al Jazeera.

NO WAR IN LIBYA!
NÃO À GUERRA CONTRA A LÍBIA!

Fonte: A Líbia e o Imperialismo
por Workers World
http://profcmazucheli.blogspot.com/2011/02/libia-e-o-imperialismo.html


VIVA KADAFI! VIVA A LÍBIA SOCIALISTA!

Viva Kadafi! Viva a Líbia Socialista!

Por Fernando Marques 28/02/2011 às 10:31

A grande mídia continua fazendo o mesmo jogo sujo de sempre quando se trata de atacar os inimigos do imperialismo e do sionismo. Foi assim na guerra do Vietnã, Nicarágua, El Salvador, Iraque, Palestina, Afeganistão, Paquistão entre outras.

O líder Muamar Kadafi é um grande benfeitor da humanidade. Ele comandou uma revolução para derrubar uma monarquia corrupta, submissa aos EUA e Inglaterra, a do rei Ídris, cujos familiares também fomentam conflitos naquele país.
Kadafi construiu um país próspero, com o maior IDH da África, maior inclusive que o do Brasil e Argentina.
Ele construiu o maior rio artificial do mundo para irrigar o país, a partir dos lençóis subterrâneos do Rio Nilo. Kadafi construiu a União dos Países Africanos, e ao longo de décadas, apoiou concretamente a luta dos povos por libertação em todo o mundo. E para coroar seus feitos inéditos, escreveu a Terceira Teoria Universal - O Livro Verde, que desmistifica as democracias parlamentares burguesas e capitalistas.

Por todos esses motivos, vimos manifestar nosso apoio e solidariedade ao líder Muamar Kadafi e ao povo da Grande Jamahiriya Árabe Popular Socialista da Líbia, mais uma vez sob ataque dos inimigos da humanidade.

URL

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/02/487518.shtml

MENSAGENS DE HUGO CHÁVEZ - PELA PAZ NA LÍBIA E NO MUNDO

domingo, 6 de março de 2011

A INVASÃO E OCUPAÇÃO DA LÍBIA

A Líbia no grande jogo da nova partição da África


por Manlio Dinucci [*]

Fogem da Líbia não apenas famílias que temem pelas suas vidas e imigrantes pobres de outros países norte-africanos.

 Há dezenas de milhares de "refugiados" que estão a ser repatriados pelos seus governos por meio de navios e aviões: são principalmente engenheiros e executivos de grandes companhias de petróleo.

 Não só a ENI, a qual realiza cerca de 15 por cento das suas vendas a partir da Líbia, mas também outras multinacionais europeias – em particular, a BP, Royal Dutch Shell, Total, BASF, Statoil, Repsol. Centenas de empregados da Gazprom foram também forçados a deixar a Líbia e mais de 30 mil trabalhadores chineses da sua companhia de petróleo e de construção.

 Uma imagem simbólica de como a economia líbia está interconectada com a economia global, dominada pelas multinacionais.

Graças às suas ricas reservas de petróleo e gás natural, a Líbia tem uma balança comercial positiva de US$27 mil milhões por ano e um rendimento per capita médio-alto de US$12 mil, seis vezes maior que o do Egipto.

 Apesar de fortes diferenças entre rendimentos altos e baixos, o padrão de vida médio da população da Líbia (apenas 6,5 milhões de habitantes em comparação com os cerca de 85 milhões no Egipto) é portanto mais elevado do que o do Egipto e de outros países da África do Norte.

 Testemunho disso é o facto de que cerca de um milhão e meio de imigrantes, principalmente norte-africanos, trabalha na Líbia.

 Uns 85 por cento das exportações líbias de energia vêm para a Europa: a Itália em primeiro lugar com 37 por cento, seguida pela Alemanha, França e China.

A Itália também está em primeiro lugar em exportações para a Líbia, seguida pela China, Turquia e Alemanha.

Esta estrutura agora explodiu devido ao que pode ser caracterizado não como uma revolta das massas empobrecidas, tal como as rebeliões no Egipto e na Tunísia, mas como umas guerra civil real, em consequência de uma divisão no grupo dominante.

Quem quer que seja que tenha feito o primeiro movimento explorou o descontentamento contra o clã Kadafi, que prevalece especialmente entre as populações da Cirenaica e entre jovens nas cidades, num momento em que toda a África do Norte tomou o caminho da rebelião. Ao contrário do Egipto e da Tunísia, contudo, o levantamento líbio foi planeado previamente e organizado.

As reacções na arena internacional também são simbólicas.

 Pequim disse estar extremamente preocupada acerca dos desenvolvimentos na Líbia e apelou a "um rápido retorno à estabilidade e normalidade".
 A razão é clara: o comércio sino-líbio experimentou crescimento forte (cerca de 30 por cento só em 2010), mas agora a China verifica que toda a estrutura das relações económicas com a Líbia, da qual importa quantidades crescentes de petróleo, foram postas em causa.

Moscovo está numa posição semelhante.

O sinal de Washington é diametralmente oposto: o presidente Barack Obama, que quando confrontado com a crise egípcia minimizou a repressão desencadeada por Mubarak e apelou a uma "transição ordenada e pacífica", condenou o governo líbio em termos inequívocos e anunciou que os EUA está a preparar "o conjunto completo de opções que temos disponíveis para responder a esta crise", incluindo "acções que possamos empreender por nós próprios e aquelas que possamos coordenar com os nossos aliados através de instituições multilaterais".

 A mensagem é clara: há a possibilidade de um intervenção dos EUA/OTAN na Líbia, formalmente para interromper o banho de sangue.

 As razões também são claras: se Kadafi for derrubado, os EUA seriam capazes de fazer ruir toda a estrutura das relações económicas com a Líbia, abrindo o caminho para multinacionais com base nos EUA, até agora quase totalmente excluídas da exploração das reservas de energia na Líbia.

 Os Estados Unidos poderiam então controlar a torneira de fontes de energia sobre as quais a Europa depende amplamente e que também abastecem a China.

Trata-se de acontecimentos no grande jogo da divisão dos recursos africanos, pelos quais uma confrontação crescente, especialmente entre a China e os Estados Unidos, está a verificar-se.

 A potência asiática em ascensão – com a presença na África de cerca de 5 milhões de administradores, técnicos e trabalhadores – constrói indústrias e infraestrutura, em troca de petróleo e outras matérias-primas.

Os Estados Unidos, que não podem competir a este nível, podem utilizar a sua influência sobre as forças armadas dos principais países africanos, as quais são treinadas através do Africa Command (AFRICOM), o seu principal instrumento para a penetração do continente.

A OTAN agora também está a entrar no jogo, pois está prestes a concluir um tratado de parceria militar com a União Africana, a qual inclui 53 países.

A sede da parceria da União Africana com a OTAN já está em construção em Adis Abeba: uma estrutura moderna, financiada com 27 milhões de euros da Alemanha, baptizada "Edifício paz e segurança".

Do mesmo autor: Libya - When historical memory is erased

[*] Jornalista

O original encontra-se em Il Manifesto, 25/Fevereiro/2011, e a versão em inglês em



Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
 .
Extraído do Blog Nacional de Solidariedade à Luta do Povo Palestino - SOMOS TODOS PALESTINOS -

O QUE A IMPRENSA NÃO DIZ SOBRE A LÍBIA


Por CB 04/03/2011 às 10:06

O que sabemos de concreto é que a oposição líbia surgiu em uma região onde há uma resistência muito grande ao clã Kadhafi. Mais do que isto, a Cirenaica é também a região onde operam as principais empresas multinacionais e onde estão os terminais de oleodutos e gasodutos do país. Ou seja, uma região que foi escolhida "a dedo" para ser o berço da "oposição".

O QUE A IMPRENSA NÃO DIZ SOBRE A LÍBIA.
(Ernesto Germano)

Tenho acompanhado atentamente o noticiário sobre os acontecimentos na Líbia e, cada vez mais, impressiono-me com a capacidade da nossa imprensa tão livre para deturpar fatos, esconder dados e reproduzir apenas aquilo que os donos da informação desejam que seja divulgado.

Não há isenção ou mesmo equilíbrio nas matérias. A velha regra de ouvir as duas partes parece ter sido esquecida pelos nossos jornalistas.
Em alguns jornais de hoje (02/03), as notícias procuram mostrar o povo líbio como pobre e igualam as condições de vida às encontradas no Egito ou na Tunísia, países onde o povo foi para as ruas para derrubar o regime. Mas esta é uma comparação mentirosa!

A Líbia tem uma balança comercial superavitária, superando 27 bilhões de dólares por ano, e uma renda per-capita média da população equivalente a 12 mil dólares. Isto significa seis vezes a renda média do Egito, por exemplo!

O país tem 6,5 milhões de habitantes, com um padrão de vida elevado para a região. Comprova isto o fato de cerca de 1,5 milhão de imigrantes viverem na Líbia, onde encontram trabalho e salário digno.

Aliás, este é um ponto curioso para analisarmos.

 Nos jornais de ontem, principalmente no Globo, vimos uma manchete dizendo que "milhares de imigrantes fogem da Líbia".

 Ora, a notícia até seria interessante, para quem não tem um dado comparativo. Mas, se "milhares" fogem do país, o que significa isto se lá residem quase dois milhões de imigrantes?

Ainda tratando da economia líbia, os nossos jornais (tão preocupados com os leitores e a qualidade da informação) esquecem de dizer que a Líbia é um país de economia aberta.

 A empresa petrolífera italiana ENI realiza cerca de 15% das suas vendas a partir da Líbia, mas não é a única. Lá também operam outras "gigantes" como a BP, a Royal Dutch Shell, a Total, a Basf, a Statoil, a Repsol e muitas outras.
A Gazprom (russa) também opera no país, com centenas de trabalhadores, e a empresa de petróleo chinesa tem mais de 30 mil funcionários trabalhando lá!

É verdade que Muamar Kadhafi já abandonou suas posições que o tornaram conhecido pela resistência ao imperialismo.

 Em 1969, quando assumiu o poder, iniciou uma política independente e nacionalizou o petróleo. Depois da guerra entre árabes e israelenses, ele liderou um boicote entre os países exportadores de petróleo contra os países que haviam apoiado Israel.
Kadhafi modernizou seu país, criando universidades e novas indústrias, além de realizar um incrível projeto de irrigação fazendo surgir uma agricultura desenvolvida onde havia apenas areias do deserto.

Em 1986, Ronald Reagan mandou bombardear a capital líbia. Em 15 de abril de 1986, Trípoli foi bombardeada por 13 modernos aviões dos EUA. O bombardeio terminou com a morte de Hanna, filha de Gaddafi, de 1 ano e 3 meses, e com outros dois filhos feridos. Hoje, o local ainda exibe os danos do bombardeio e a estátua foi erguida para relembrar o episódio.

Uma grande mão dourada esmagando um avião com a bandeira dos Estados Unidos.

Depois da Segunda Guerra do Golfo, Kadhafi começou a mudar sua política. Privatizou dezenas de empresas, aceitou a "receita" do FMI e abriu as fronteiras para as grandes empresas multinacionais. Começou neste momento a queda do país e a corrupção se alastrou!

Mas é preciso deixar de lado as notícias falsas da nossa imprensa e fazer uma reflexão sobre os acontecimentos na Líbia. Comparar a crise atual e o movimento oposicionista com o que aconteceu no Egito ou na Tunísia, é desconhecer a realidade.

O que sabemos de concreto é que a oposição líbia surgiu em uma região onde há uma resistência muito grande ao clã Kadhafi.
Mais do que isto, a Cirenaica é também a região onde operam as principais empresas multinacionais e onde estão os terminais de oleodutos e gasodutos do país. Ou seja, uma região que foi escolhida "a dedo" para ser o berço da "oposição".
E esta informação tem ainda mais valor se ligarmos ao fato de que a chamada Frente Nacional de Salvação da Líbia é uma entidade financiada pela CIA (basta conferir no site do Congresso dos EUA e constatar que está na "folha de pagamentos" da Central).

No dia 23 de fevereiro, o poderoso Wall Street Journaltocava as trombetas da guerra ao estampar em suas matérias que os EUA e a Europa deveriam ajudar os líbios a derrubar o regime de Kadhafi.

 É preciso dizer mais?

Vou completar este texto com algumas informações que já passei em outras participações sobre o tema.

  • Por que os nossos jornais tão independentes pararam de falar de outras revoltas populares (Bahrein, Iêmen, Argélia, etc.) e só comentam o que acontece na Líbia?

  • Qual o interesse dos EUA nesta mudança, a ponto de seu governo anunciar, oficialmente, que está deslocando suas forças militares para a região e a secretária de Estado não descartar uma intervenção?

As revoltas populares na Tunísia e no Egito, derrubando governantes "capachos" dos EUA, foram duras, mas o governo de Washington parece suportar e preparar uma "volta ao poder" por outros meios. Mas os dois países não afetavam o principal neste momento: a questão do petróleo!

A Tunísia nunca exportou petróleo
 e
o Egito parou de exportar há alguns anos (seus poços "secaram").

Aqui está a diferença, pois a Líbia exporta atualmente 1,6 milhão de barris por dia!
 E a "urgência" dos EUA para resolver a questão líbia é que as empresas petrolíferas que operam no país estão retirando seu pessoal técnico. Isto pode provocar uma nova crise de petróleo.

  • É verdade que os países europeus estocaram petróleo para o inverno. Mas... e se os estoques diminuírem?

Lembrem-se que a Arábia Saudita também está passando por revoltas populares e em uma crise política séria.

Em julho de 2008, antes da crise se espalhar pelo mundo, o barril de petróleo chegou a valer pouco mais de 147 dólares! Se o petróleo voltar a subir, na atual crise financeira mundial, o que restará aos EUA.

Os EUA, com apenas 5% da população mundial, consomem 25% de todo o petróleo produzido no planeta e metade deste total é importado.
 As importações estadunidenses alcançam 11 milhões de barris diários, dos quais: 1,6 milhão do México; 2 milhões da Venezuela e o restante do Mundo Árabe.

Pelo que, podemos ver, o país (EUA) é fortemente dependente da importação do petróleo, seja lá de onde ele estiver, o que justifica as intervenções militares no Oriente Médio e em outras regiões do planeta. (Os dados são de 2008, quando escrevi um artigo sobre o tema, mas creio não estarem muito desatualizados)

Devemos assinalar que o dado mais importante, recentemente divulgado e confirmado pelas organizações internacionais que tratam do assunto, é que as reservas totais de petróleo do planeta chegam, atualmente, a 1 trilhão e 200 bilhões de barris. Ou seja, isto representa, neste momento, pouco mais da metade de todo o petróleo que a natureza produziu em milhões de anos e guardou no subsolo. E, obviamente, este petróleo vai se tornando cada vez mais caro, uma vez que as jazidas em locais de fácil exploração vão se esgotando.

E, devemos ressaltar, os institutos e organismos internacionais mostram que 62% do petróleo que resta no planeta está no Oriente Médio.

Para encerrar, uma notícia do jornal Brasil Econômico:

  • Estoques de petróleo dos EUA recuam em 400 mil barris!
  • As reservas da commodity atingiram 346,4 milhões de barris.
Já os estoques de gasolina caíram em 3,6 milhões de barris na mesma base de comparação, ficando em 234,7 milhões.
A utilização da capacidade das refinarias recuou para 80,9% nesta semana, face aos 79,4% na semana anterior.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2/3) pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês).

É, parece que Obama & Cia estão com urgência em resolver o problema de "direitos humanos" na Líbia!

Pescado no Blog- Janela do Abelha -Via http://boilerdo.blogspot.com/

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

POR QUE QUEREM DERRUBAR KHADAFI?


Padre Haroldo Coelho

Eis artigo assinado pelo padre Haroldo Coelho e intitulado
 “Por que querem derrubar Khadafi?”
 para este Blog.


O religioso faz defesa veemente de Khadafi, da Líbia.

O caso, na sua avaliação, esconde o interesse pelo petróleo por parte de nações imperialistas.

 Confira :

Para compreendermos o que se passa no mundo árabe, principalmente na Líbia, necessário se faz uma análise da situação geográfica e política daquela região. Não é segredo para ninguém que todas as tensões e tentativas de desestabilização dos países do norte na África e do médio oriente são provocadas pelas riquezas petrolíferas ou, também, pela conquista de territórios estratégicos no jogo de influência das nações imperialistas. Os acordos de Paz entre o Egito e o Estado sionista, só serviram aos interesses imperialistas e em detrimento do povo palestino. Praticamente, o Povo Palestino ficou sem defesa e entregue aos ataques de Israel.

A situação da Líbia exige uma atenção especial, pois devemos ter em consideração a particularidade de sua História. Até a segunda guerra mundial o território da Líbia foi ocupado e explorado pelas nações estrangeiras. Só a partir 1944, o rei Idris I volta do exílio e assume o controle formal do governo. A Líbia é transformada em protetorado inglês, mas, mesmo conquistando a independência, o país não se torna independente, pois o rei Idris I não passava de um fantoche das nações estrangeiras. Com a descoberta de importantes jazidas de petróleo, em 1959, a Líbia muda totalmente de fisionomia econômica, política e social.

A revolução de 1969, liderada pelo coronel Muamar Khadafi, marcou profundamente o país.

As riquezas provindas do “Ouro Negro” são aplicadas rigorosamente em beneficio do povo.

A revolução garantiu as necessidades básicas humanas como a educação, cultura, saúde e emprego.

 Estas conquistas são intocáveis.

 Na Líbia não há ditadura.

Constatamos pessoalmente a democracia direta. Nenhuma decisão séria em que toca a administração do país, não se concretiza sem a discussão nos comitês populares, nos seus vários níveis.

 Se isto não é democracia, não sei o que é democracia.

Na Líbia se vive o mais puro socialismo da história.

 Nenhum militante da revolução da Líbia saiu de seu país para bombardear ou sabotar outra nação. Bem pelo contrário, os avios do império bombardearam Bengazi e Trípoli, pois por um milagre não conseguiram seu criminoso intento de acabar com Khadafi.

Os países capitalistas não se conformam com a revolução que colocou as riquezas do petróleo a serviço do povo da Líbia.

Daí repito, a onda de desestabilização contra a revolução que, antes de ser de Khadafi, pertence ao povo livre da Líbia.

Padre Harodo Coelho
Militante do PSOL.

Eliomar de Lima

SOBRE O ORIENTE MÉDIO

Hitler falava em nome dos cristãos?
 
Hitler é o da direita
Estou cansado de ler textos analíticos de esquerda e de direita sobre o Oriente Médio.

E todos acabam se perdendo em elucubrações sobre o islamismo.

Como se o islamismo fosse um bicho papão.

Isso, na verdade, é o preço que se paga ao se ilustrar pela mídia corporativa, que não vende informações, mas adjetivos.

O islamismo, como toda religião, tem seus altos e baixos.

O perigo é a generalização.

Associar o radicalismo ao islamismo é o mesmo que associar o cristianismo ao nazismo e o sionismo ao judaísmo.

Nem todo cristão é nazista e nem todo judeu é sionista.

Ambas as religiões tem seu lado bom e seu lado ruim.

O que está acontecendo no Oriente Médio não tem nada a ver com religião.
Tem a ver com a miséria, exclusão, fome e opressão.

No Oriente Médio, há nações ocupadas fisicamenteIraque, Palestina, Líbano, Síria, o que as transforma em nações colonizadas em pleno século 21.

E há nações ocupadas monetariamente por corporações que mantêm no poder títeres cuja única preocupação é assaltar seus países e manter suas populações sob o jugo dos carrascos.

O que ocorre agora na região não tem nada a ver com religião, mas com revoluções que num primeiro momento prescindem das armas, mas todos sabemos o que pode acontecer num segundo momento.

Sempre se fala que a vontade do povo é soberana, que a voz do povo é a voz de Deus, mas ai do povo que acreditar nisso.

Acaba pagando um preço muito alto.

No entanto e independente disso, a roda da História sempre caminha para frente.

Pode até haver alguns recuos para que o sistema tenha alguma sobrevida, mas que ela anda para a frente, ela anda.

E se o povo do Oriente Médio entender que o islamismo pode sim ajudar na realização de bons governos, que assim seja.

Pelo menos o islamismo não produziu a inquisição, nem as duas guerras mundiais e nem jogou bombas atômicas sobre Nagazaki e Hiroshima.

Então, que tal deixarmos o islamismo em paz e nos atermos ao que de fato interessa?

Fonte: Georges Bourdoukan 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

QUEM CALA, CONSENTE E É CÚMPLICE




Artigos 

Jairo Bouer

Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP –, com residência em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria da mesma Universidade

Nas últimas semanas, dois acontecimentos envolvendo estudantes universitários em São Paulo mostraram que o bullying se mantém mesmo depois de a escola terminar — e pode adquirir níveis de mau gosto impensáveis!

O primeiro se ocorreu em uma festa da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

 Um casal de garotos estava descansando, abraçado, quando um grupo de rapazes começou com agressões inexplicáveis.
Eles não tinham se desentendido com o casal, não havia ocorrido nenhum tipo de provocação ou bate-boca. Sem qualquer motivo aparente, começaram a dar chutes e a atirar objetos em cima dos dois, que estavam quietos num canto.
Demorou até alguém fazer alguma coisa — depois de duas meninas cobrarem uma atitude dos seguranças, estes disseram que não poderiam fazer nada.

O outro episódio aconteceu nos jogos da Unesp.
 Rapazes se aproximavam de meninas gordinhas, fingiam que iam engatar uma paquera para, então, literalmente montarem nas garotas, imitando um rodeio.
 Isso aconteceu algumas vezes durante o torneio. Mas, diferentemente do caso da ECA, atitudes foram tomadas.
A universidade instaurou um processo disciplinar contra os alunos envolvidos na “brincadeira” de mau gosto, algumas organizações não governamentais se manifestaram e os próprios alunos da Unesp organizaram um ato de repúdio à atitude dos colegas.

Brincadeira é uma coisa em que as pessoas se divertem. Quando vira agressão e deixa alguma parte magoada, ofendida ou fisicamente lesada, não é mais brincadeira.

Usar características físicas ou psicológicas dos outros para tirar sarro e humilhar não é apenas uma brincadeira é bullying!
 E a agressão não se restringe a quem a pratica diretamente. Será que todo mundo que está presente, vendo aquilo acontecer, muitas vezes se divertindo com a cena, sem tomar nenhum tipo de atitude, não é um agressor também?
Ficar no canto dando risadinha é ser conivente com a situação, apoiando-a pela omissão. Enquanto os agressores diretos acharem que nada vai lhes acontecer, eles não vão enxergar motivos para interromper o bullying.

Ficar olhando, sem fazer nada, mesmo que você não concorde, é uma forma de dar um apoio silencioso à prática desse ato de violência.

Por outro lado, deixar explícito que não se está de acordo com a situação e cobrar repressão àquela atitude é um modo pacífico e inteligente de se combater o bullying.

Da próxima vez que você presenciar uma situação semelhante, pense em como as estudantes da Unesp e os meninos da festa da ECA se sentiram e como seria bom se os agredidos sentissem apoio na repressão ao bullying.

 Agir como as garotas da festa da ECA que foram falar com os seguranças e como os alunos da Unesp, no manifesto de repúdio ao “rodeio”, é fazer sua voz ser ouvida e tomar uma atitude em vez de fingir que você não tem nada a ver com a história…

VISITEM O SITE: "DIGA NÃO AO BULLYING": http://www.diganaoaobullying.com.br/






Bullying


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Bullying[1] é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.

Caracterização do bullying


No uso coloquial "acossamento",[2] ou entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais:[3]

1.o comportamento é agressivo e negativo;

2.o comportamento é executado repetidamente;

3.o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

O bullying divide-se em duas categorias:[1]

1.bullying direto;

2.bullying indireto, também conhecido como agressão social

O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:

  • espalhar comentários

  • recusa em se socializar com a vítima

  • intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima

  • criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).

O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

[editar] Características dos bullies

Pesquisas[4] indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido[5] que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais[6] têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de autoestima.[7] Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.[8] É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:

"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância,
 há o risco de que ele se torne habitual.
Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."[9]

O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal. Os "bullies" sempre existiram mas eram (e ainda são) chamados em português de rufias, esfola-caras, brigões, acossadores, cabriões, valentões e verdugos.

[editar] Tipos de bullying

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:

  • Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.

  • Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.

  • Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os

  • Espalhar rumores negativos sobre a vítima.

  • Depreciar a vítima sem qualquer motivo.

  • Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.

  • Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.

  • Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.

  • Isolamento social da vítima.

  • Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).

  • Chantagem.

  • Expressões ameaçadoras.

  • Grafitagem depreciativa.

  • Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").

  • Fazer que a vitima passe vergonha na frente de varias pessoas

[editar] Bullying professor-aluno

O bullying pode ser praticado de um professor para um aluno. [10] [11] [12] [13] [14] [15]

As técnicas mais comuns são:

  • Intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um unico aluno o expondo a humilhação.

  • Assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas.

  • Ameaçar o aluno de reprovação.

  • Negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, o expondo a tortura psicológica.

  • Difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu.

  • Tortura física, mais comuns em crianças pequenas. Puxões de orelha, tapas e cascudos.

Tais atos violam o Estatuto da Criança e do Adolescente e podem ser denunciados ao Juizado de Menores, diretamente a um Juiz ou Promotor. A revisão de provas pode ser requerida diretamente na Secretaria de Educação, sendo este um direito ao estudante.

[editar] Locais de bullying

O bullying pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.

[editar] Escolas

Alguns meninos flagrados intimidando um colega. Instituto Regional Federico Errázuriz, Santa Cruz, Chile.
Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente.
Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.[16]

Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.


Na última década de 90, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.

O bullying nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas), sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Frequentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.

[editar] Local de trabalho

O bullying em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Bullying Adulto") é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido[17] como:

"Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é frequentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".

[editar] Vizinhança

Entre vizinhos, o bullying normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como bullying: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.

[editar] Política

O bullying entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio.

[editar] Militar

Um trote praticado nas Forças Armadas Aéreas da França, em que um cadete é suspenso por um helicóptero sobre o mar. Compiegne, 1997.Em 2000 o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o bullying como : "…o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos".[18] Todavia, é afirmado que o bullying militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de bullying militar. Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espirito de corpo para aceitar isto.[19] Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o bullying sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode na verdade ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente (veja dedovschina). Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes..[20]

[editar] Alcunhas ou apelidos (dar nomes)

Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).

[editar] Legislação

A legislação jurídica do estado brasileiro de São Paulo define bullying como atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredi-las, causando dor e angústia. [21]

Os atos de bullying configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico, mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de bullying pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram nesse contexto.[22]

No estado brasileiro do Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em 23 de setembro de 2010 institui a obrigatoriedade de escolas públicas e particulares notificarem casos de bullying à polícia.[23] Em caso de descumprimento, a multa pode ser de três a 20 salários mínimos (até R$ 10.200) para as instituições de ensino.[23]

[editar] Condenações legais

Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a prática do bullying, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a se simpatizarem com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional", e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral.

[editar] No Brasil

Uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes.[24]

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema - seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.[25]

Em 2009, uma pesquisa do IBGE apontou as cidades de Brasília e Belo Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices de bullying, com 35,6% e 35,3%, respectivamente, de alunos que declararam esse tipo de violência nos últimos 30 dias.[26]

Casos célebres

Na Grande São Paulo, uma menina apanhou até desmaiar por colegas que a perseguiam[27] e em Porto Alegre um jovem foi morto com arma de fogo durante um longo processo de bullying.[28]

Em maio de 2010, a Justiça obrigou os pais de um aluno do Colégio Santa Doroteia, no bairro Sion de Belo Horizonte a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma garota de 15 anos por conta de bullying[29]. A estudante foi classificada como G.E. (sigla para integrantes de grupo de excluídos) por ser supostamente feia e as insinuações se tornaram frequentes com o passar do tempo, e entre elas, ficaram as alcunhas de tábua, prostituta, sem peito e sem bunda.[30][31] Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não conseguiram resolver a questão. [32][33] O juiz relatou que as atitudes do adolescente acusado pareciam não ter "limite" e que ele "prosseguiu em suas atitudes inconvenientes de 'intimidar'", o que deixou a vítima, segundo a psicóloga que depôs no caso, "triste, estressada e emocionalmente debilitada"[34]. O colégio de classe média alta não foi responsabilizado.[34]

Na USP, o jornal estudantil O Parasita ofereceu um convite a uma "festa brega" aos estudantes do curso que, em troca, jogarem fezes em um gay.[35][36] Um dos alunos a quem o jornal faz referência chegou a divulgar, em outra ocasião, estudantes da Farmácia chegaram a atirar uma lata de cerveja cheia em um casal de homossexuais, que também era do curso, durante o tradicional happy hour de quinta-feira na Escola de Comunicações e Artes da USP. Ele disse que não pretende tomar nenhuma providência judicial contra os colegas, embora tenha ficado revoltado com a publicação da cartilha. [36]

Também em junho de 2010, um aluno de nona série do Colégio Neusa Rocha, no Bairro São Luiz, na região da Pampulha de Belo Horizonte foi espancado na saída de seu colégio, com a ajuda de mais seis estudantes armados com soco inglês.[37] A vítima ficou sabendo que o grupo iria atacar outro colega por ele ser "folgado e atrevido", sendo inclusive convidada a participar da agressão.[38]

Em entrevista ao Estado de Minas, disse: Eles me chamaram para brigar com o menino. Não aceitei e fui a contar a ele o que os outros estavam querendo fazer, como forma de alertá-lo. Quando a dupla soube que contei, um deles colocou o dedo na minha cara e me ameaçou dentro de sala, durante aula de ciências. Ele ainda ligou, escondido, pelo celular, para outro colega, que estuda pela manhã, e o chamou para ir à tarde na escola.[39]

Durante 2010, Bárbara Evans, filha de Monique Evans e estudante da Universidade Anhembi Morumbi (onde cursa o primeiro ano de Nutrição), em São Paulo, entrou na Justiça com um processo de bullying realizado por seus colegas.[40] No sábado à noite, o muro externo do estacionamento do campus Centro foi pichado com ofensas a ela e a sua mãe.[41]
Em recente caso julgado no Rio Grande do Sul (Proc. nº 70031750094 da 6ª Câmara Cível do TJRS), a mãe do bullie foi condenada civilmente a pagar indenização no valor de R$ 5 mil (cinco mil reais) à vítima. Foi um legítimo caso de cyberbullying, já que o dano foi causado através da Internet, em fotolog (flog) hospedado pelo Portal Terra. No caso, o Portal não foi responsabilizado, pois retirou as informações do ar em uma semana. Não ficou claro, entretanto, se foi uma semana após ser avisado informalmente ou após ser judicialmente notificado.[42]
Alguns casos de bullying entre crianças têm anuência dos próprios pais, como um envolvendo um garoto de 9 anos de Petrópolis. A mãe resolveu tirar satisfação com a criança que constantemente agredia seu filho na escola e na rua, mas o pai do outro garoto, em resposta, procurou a mãe do outro garoto chamado de "boiola" e "magrelo". Ela foi empurrada em uma galeria, atingida no rosto, jogada no chão e ainda teve uma costela fraturada. O caso registrado em um vídeo foi veiculado na internet e ganhou os principais jornais e telejornais brasileiros.[43][44]