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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

PROGRAMA DE GOVERNO - DIRETRIZES DE PROGRAMA 2011/2014 - DILMA - PT- PRESIDÊNCIA DO BRASIL



RESOLUÇÃO SOBRE AS DIRETRIZES DE PROGRAMA 2011/2014

À sociedade brasileira, aos militantes do PT e aos partidos que integram a coligação

que apóia a candidatura da companheira Dilma Rousseff à Presidência da

República, o Partido dos Trabalhadores apresenta estas Diretrizes Programáticas

para o debate sobre as grandes orientações do futuro Governo democrático e

popular.

A Grande Transformação

1. Há sete anos o Brasil passa por uma grande transformação econômica, social e

política.

2. Depois de duas décadas de estagnação ou avanços medíocres, a economia brasileira

voltou a crescer. Mas esse crescimento obedece hoje a uma lógica distinta daquela do

passado. Ele se faz com forte distribuição de renda, com inédito equilíbrio macroeconômico,

com redução da vulnerabilidade externa e, sobretudo, com fortalecimento

da democracia. Há mais de 70 anos os períodos de expansão da economia brasileira

acabaram frustrando as expectativas da maioria da sociedade. Ora concentravam

riqueza. Ora vinham acompanhados de surtos inflacionários. Ora produziam elevado

endividamento externo e interno. Ora sufocavam a democracia.

3. A partir dos anos 90 proliferaram teses conservadoras e neoliberais que

comprometeram os investimentos produtivos, quebraram parte do parque industrial,

sucatearam a infra-estrutura física, sobretudo energética e de transportes, debilitaram

o Estado e as empresas estatais, muitas delas privatizadas para satisfazer preconceitos

ideológicos e/ou pagar os crescentes rombos do caixa.

4. Esses ideólogos programaram o Brasil para ser um país pequeno, cujo crescimento

– quando houvesse - não poderia nunca ultrapassar os 3% e que teria de conformar-se

com a existência de 30 ou 40 milhões de homens e mulheres para os quais não haveria

espaço e acesso às riquezas produzidas.

5. No Governo Lula, o crescimento do PIB, a expansão do emprego formal, os

aumentos reais do salário mínimo, as políticas de transferência de renda, o controle da

inflação, a queda da taxa de juros, a ampliação do crédito, as medidas para a reforma

agrária e apoio à agricultura familiar, a triplicação do comércio exterior e a

reconstrução da infra-estrutura mudaram tudo isso.

6. Essa mudança propiciou a formação de um grande mercado de bens de consumo

popular, que nos protegeu dos efeitos devastadores da crise mundial desencadeada em

setembro de 2008. Proteção reforçada pela saúde de nosso sistema bancário,

especialmente público, e pelas reservas internacionais acumuladas.

7. Diferentemente das crises externas anteriores – a mexicana, a asiática e a russa -, o

Brasil pôde enfrentar com segurança os efeitos daquele que foi qualificado como o

maior cataclisma financeiro após 1929.

8. Na última década do século passado, a percepção equivocada de que o mundo vivia

um “novo renascimento” foi acompanhada de uma concepção igualmente equivocada

sobre nosso lugar no mundo. Devíamos nos conformar a um papel secundário na cena

global, a “não pretender sermos maiores do que somos”.

9. O fato de havermos enfrentado com êxito o desafio de combinar crescimento,

distribuição de renda e inclusão social, equilíbrio macro-econômico, redução da

vulnerabilidade externa e plena vigência democrática, explica a alta visibilidade que o

Brasil passou a ter no mundo. Para isso contribuiu também de forma decisiva a

implementação de uma política externa ativa e altiva, que privilegiou a América

Latina e o Sul do mundo, redefinindo soberanamente nossa relação com os países

desenvolvidos. Sempre colocamos como prioritárias a defesa do interesse nacional e a

solidariedade com os países pobres e em desenvolvimento.

10. O mundo não viveu recentemente, nem vive agora, um novo renascimento, mas

um complexo período de transição. Desenha-se uma nova correlação de forças global.

Entendê-la, definir prioridades, estabelecer alianças é essencial para construir o

futuro. Foi o que o atual Governo fez e o próximo continuará fazendo.

11. A sumária menção aos aspectos principais da Presidência Lula é fundamental para

a formulação dos grandes objetivos que devem marcar o Governo Dilma.

12. Ao contrário daquela que Lula recebeu, a herança a ser transmitida à próxima

presidenta será bendita. Essa herança oferece as bases para a formulação das

propostas do Programa de Governo 2010. O que até agora foi feito dá credibilidade e

garantia às Diretrizes que agora apresentamos.

13. Em meio a condições difíceis, o Governo Lula realizou uma exitosa transição

entre um Brasil paralisado e descrente de si mesmo, para um novo país com forte

auto-estima e admirado pelo mundo.

14. A transição realizada pela gestão Lula teve como forte componente o papel do

governo federal na superação das desigualdades raciais, fortalecendo a auto-estima e a

identidade dos negros e negras, incluindo-os no processo produtivo com a ampliação

do acesso – ao trabalho, renda e consumo; as universidades públicas e privadas; a

regularização das terras de quilombos; a segurança pública; a saúde; a alimentação

entre outros. No campo das políticas públicas, a implementação das ações afirmativas

propiciaram oportunidades a esse segmento que foi esquecido desde a época da

abolição da escravidão.

15. O sucesso alcançado por Lula permitirá que o futuro Governo seja não somente

uma continuidade do até agora realizado.

16. O Governo Lula criou as condições para um Projeto de Desenvolvimento

Nacional Democrático Popular, sustentável e de longo prazo para o país.

17. O Brasil deixou de ser o eterno país do futuro.

18. O futuro chegou. E o pós-Lula é Dilma.

O crescimento acelerado e o combate às desigualdades raciais, sociais e regionais

e a promoção da sustentabilidade ambiental serão o eixo que vai estruturar o

desenvolvimento econômico.

19. A expansão e o fortalecimento do mercado de bens de consumo popular, que

produziu forte impacto positivo sobre o conjunto do setor produtivo, se dará por meio

da:

a) preservação da estabilidade econômica, elevação dos investimentos e aumento da

produtividade sistêmica, via desenvolvimento da infra-estrutura logística, energética e

de comunicações;

b) fortalecimento dos processos de produção, visando aumentar a competitividade

nacional e agregar mais valor às exportações;

c) ampliação do emprego formal;

d) manutenção da política de valorização do salário mínimo;

e) crescimento da renda dos trabalhadores, não só pelos aumentos salariais, mas por

eficientes políticas públicas de educação, saúde, transporte, habitação e saneamento;

f) aprimoramento permanente dos programas de transferência de renda, como o Bolsa

Família, para erradicar a fome e a pobreza, facilitar o acesso de homens e mulheres ao

emprego, formação, saúde e melhor renda;

g) transição do Bolsa família para a Renda Básica de Cidadania – RBC,

incondicional, como um direito de todos participarem da riqueza da nação, conforme

prevista na Lei 10.853/2004, de iniciativa do PT, aprovada por todos os partidos no

Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 8 de

janeiro de 2004;

h) expansão do programa Territórios da Cidadania;

i) reforma tributária que reduza os impostos indiretos, desonere os alimentos básicos e

os bens e serviços ambientais, dê continuidade aos avanços obtidos na

progressividade, valorizando a tributação direta, especialmente sobre as grandes

fortunas. Deve também estimular a produção e racionalizar o sistema de impostos,

favoreça a produção e racionalize o sistema de impostos;

j) intensificação dos esforços para ampliar a inclusão previdenciária e o

fortalecimento do trabalho formal, dando prosseguimento à desburocratização, à

melhoria do atendimento aos aposentados e pensionistas e ao reforço da previdência

pública;

k) expansão e facilitação do crédito popular, especialmente para os segmentos de

baixa renda;

l) intensificação dos assentamentos e apoio técnico aos trabalhadores sem terra;

m) continuar, intensificar e aprimorar a reforma agrária de modo a dar centralidade ao

programa na estratégia de desenvolvimento sustentável do país, com a garantia do

cumprimento integral da função social da propriedade, da atualização dos índices de

produtividade, do controle do acesso à terra por estrangeiros, da revogação dos atos

do governo FHC que criminalizaram os movimentos sociais e com a eliminação dos

juros compensatórios nas desapropriações e das políticas complementares de acesso à

terra, entre outras medidas, implementação de medida prevista no PNDH-3, de

realização de audiência pública previa ao julgamento de liminar de reintegração de

posse;

n) fortalecer a política integrada e diferenciada para o desenvolvimento sócioeconomico

e cultural dos assentamentos;

o) continuar e aprimorar as políticas de fortalecimento da agricultura familiar e da

agroindústria familiar e instituir vigoroso programa de produção agro-ecológica;

p) compromisso com a defesa da jornada de trabalho de 40 horas semanais, sem

redução de salários.

q) implementação da Consolidação das Leis Sociais, cujo projeto será submetido ao

Congresso Nacional, a fim de transformar em política de Estado as conquistas da

sociedade brasileira nestes últimos anos;

r) estímulo ao cooperativismo e outras formas de economia solidária, fortalecendo o

papel da economia solidária nos programas de ação do governo;

s) fortalecer política de incentivo ao cooperativismo de agricultura familiar e

economia solidária como uma estratégia de desenvolvimento sustentável do país,

redução da pobreza e geração de renda;

t) ampliar as Políticas de Promoção da Igualdade Racial com o fortalecimento das

ações afirmativas realizadas pela SEPPIR, Fundação Palmares e SECAD,

incrementando suas estruturas do ponto de vista técnico, político, institucional,

orçamentário e financeiro. Deve-se, também, reafirmar a transversalidade dos

programas voltados aos quilombos, a comunidades de terreiros, aos indígenas e

ciganos, destacando os jovens e mulheres negras.

Investimentos, crédito, ciência e inovação tecnológica a serviço de um

novo desenvolvimento

20. As possibilidades abertas para a sociedade com os grandes avanços científicos e

tecnológicos, combinadas com a necessidade de expansão do mercado interno e a

dura competitividade global, que a crise acentuou, exigem uma profunda

transformação do sistema produtivo. Essa mudança já foi iniciada em muitos setores.

Deve prosseguir a abordagem sistêmica, indutora e focada nas demandas das cadeias

produtivas nacionais e do consumo. É necessário ampliar a articulação entre os

diversos planos de desenvolvimento, como os PAC 1 e 2, com outros planos setoriais

e das empresas estatais.

21. Para tanto, será necessário:

a) aprofundamento das políticas creditícias para o setor produtivo por parte do

BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNB e BASA. Os bancos

devem orientar-se para a produção e o consumo, a custos cada vez menores, de modo

a promover o emprego e a renda em um quadro de estabilidade monetária;

b) apoio à internacionalização das empresas brasileiras, garantido o interesse nacional

e respeitada a soberania e as leis das nações;

c) fortalecimento da EMBRAPA, priorizando a agricultura familiar e as suas

atividades para estratégias da soberania alimentar e nutricional do país e para a

cooperação cientifica no campo das pesquisas agropecuárias com os países em

desenvolvimento;

d) flexibilização da proteção a direitos relativos à propriedade intelectual sobre

cultivares ou variedades vegetais no âmbito de programas públicos direcionados à

segurança alimentar e nutricional da população brasileira;

e) revisão dos procedimentos, composição e alvos estratégicos da CTNBio visando a

dar efetividade ao princípio da precaução;

f) fortalecimento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial para que

desempenhe, no setor industrial, papel semelhante ao da EMBRAPA no campo;

g) fortalecimento da APEx;

h) ampliação da inclusão digital, banda larga acessível a setores populares e difusão

dos avanços científicos e tecnológicos;

i) articulação dos Ministérios de Ciência e Tecnologia, Educação, MDIC, Agricultura

e Pecuária, Desenvolvimento Agrário, Aquicultura e Pesca, Universidades e Institutos

científicos com setores empresariais para, por meio da FINEP e de outras instituições,

implementar e aprofundar políticas industriais e agrícolas que dêem ênfase à inovação

nas pequenas e médias empresas, nas iniciativas de economia solidária e em

empreendimentos agroindustriais combinados com ações de reforma agrária;

j) fortalecimento do Ministério Desenvolvimento Agrário – MDA, como estratégia de

Desenvolvimento Rural Sustentável.

k) ampliação da desconcentração do sistema de ciência e tecnologia no território

nacional;

l) exercício do poder de compra do Estado para a indução da demanda nacional de

ciência, tecnologia e inovação;

m) implantação de projetos de desenvolvimento científico e tecnológico com países

desenvolvidos e com os da América do Sul, África e outras regiões, a exemplo do que

foi feito com a TV Digital e do que vem sendo proposto na área de Defesa;

n) construção de mecanismos para que os investimentos estrangeiros sejam

vinculados à efetiva e inovadora transferência de tecnologia e possam promover a

atração de centros internacionais de pesquisa e desenvolvimento para o Brasil.

Infra-estrutura para impulsionar o desenvolvimento agrícola, industrial e

comercial do país

22. A elevação das taxas de crescimento, que deverá marcar o Governo Dilma, exigirá

a conclusão das obras do Plano de Aceleração do Crescimento. O PAC-1 e o que

estará no PAC-2 acentuarão a competitividade da economia brasileira mas, sobretudo,

propiciarão consideráveis melhorias das condições de vida dos brasileiros.

Ênfase especial será dada na:

a) construção de novas hidrelétricas para fazer frente aos desafios da aceleração do

crescimento, nos marcos de uma política energética baseada em fontes renováveis e

com respeito ao meio ambiente;

b) desenvolvimento de novos pólos de energia eólica e solar;

c) exploração dos recursos do Pré-Sal, que fortalecerão a auto-suficiência do país em

hidro-carbonetos, dando continuidade à crescente nacionalização da exploração e da

produção;

d) criação, a partir do Pré-Sal, de uma poderosa indústria de derivados. A agregação

de valor ao petróleo e ao gás do Pré-Sal e a constituição de um Fundo para apoiar

políticas sociais, educacionais, científico-tecnológicas e culturais é garantia contra a

“maldição do petróleo”;

e) continuidade da reconstrução e ampliação da rede ferroviária, rodoviária e da

navegação costeira, melhorando as condições de vida da população e agilizando a

circulação da produção;

f) ampliação das redes de silos e armazéns, que garanta a segurança alimentar da

população e favoreça as exportações;

g) conclusão das obras do Projeto São Francisco e de trabalhos complementares que

permitam a recuperação do rio e de seus afluentes, a irrigação de terras, o

abastecimento de água potável, para favorecer a reforma agrária e as iniciativas de

economia solidária;

h) ampliação de portos e aeroportos, para atender às exportações e, sobretudo, aos

desafios da realização da Copa do Mundo de Futebol e dos jogos Olímpicos e do

crescimento exponencial do turismo nacional e internacional.

Melhor condição de vida nas cidades brasileiras

23. O governo Lula avançou de maneira extraordinária na relação com os municípios

brasileiros, seja pela criação do Ministério das Cidades, seja pela atuação da

Secretaria de Assuntos Federativos. O PAC-1 e, especialmente, o PAC-2, dão

importância às questões urbanas. Esse é também o objetivo do programa Minha Casa,

Minha Vida. É fundamental ampliar a ação do governo federal, em parceria com

estados e municípios, no combate à degradação acentuada das condições de vida nas

cidades brasileiras, sobretudo naquelas de grande porte. Para que as cidades sejam um

bom espaço de vida, é preciso garantir segurança, acesso à moradia digna, ao

saneamento, à educação, ao transporte público de qualidade, à cultura e à informação,

ao lazer e aos esportes. Essas iniciativas, somadas ao planejamento urbano, reduzirão

a vulnerabilidade de nossas cidades frente às catástrofes naturais.

24. O Governo Dilma, respeitando as competências constitucionais dos entes

federativos e em articulação com eles, centrará seus esforços nas seguintes iniciativas:

a) fortalecimento e democratização da mobilidade urbana, por meio da ampliação de

linhas de metrô, VLT e corredores de ônibus;

b) continuidade da melhoria e ampliação das redes ferroviárias urbanas e regionais;

c) saneamento ambiental básico: universalização do abastecimento de água, da coleta

e tratamento de esgoto, da coleta e destinação final do lixo e da drenagem urbana;

d) novos planos urbanísticos e habitacionais, com intervenções especialmente

concentradas em áreas de favelas;

e) programas de recuperação de áreas degradadas e de prevenção de acidentes em

áreas de risco;

f) ampliação das ações do PRONASCI, visando dar maior efetividade às polícias

locais no combate ao crime, por meio de cooperação entre os níveis de Governo;

g) incentivo à constituição de consórcios intermunicipais, especialmente para sistemas

regionais de saneamento, segurança, saúde, transporte e desenvolvimento econômico;

h) criação de espaços de lazer e cultura, com valorização de áreas de convivência,

entretenimento e fruição cultural.

Um desenvolvimento ambientalmente sustentável

25. O desenvolvimento econômico deve ter como premissa a sustentabilidade

ambiental. Perpassa todas as políticas do Governo. Estará presente em nossas opções

energéticas, industriais, agrícolas, de transporte, habitação, educacionais e científicotecnológicas,

todas favorecendo um Brasil mais verde.

26. As posições do Brasil na recente Conferência sobre a Mudança do Clima, em

Copenhague, onde apresentamos a mais avançada proposta de redução de emissões,

dão ao atual e ao futuro Governo a credibilidade necessária em matéria de

desenvolvimento sustentável.

27. Além das medidas apresentadas em outros itens destas Diretrizes, cabe destacar:

a) consolidação da mudança de paradigmas para promoção do desenvolvimento

sustentável da Amazônia e ampliação para os demais biomas brasileiros;

b) intensificação de políticas integradas para o combate ao desmatamento;

c) consolidação do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA

d) adequação da matriz energética brasileira com ampliação da produção e do uso de

energias limpas e renováveis;

e) promoção de políticas de redução do consumo energético, com inovação

tecnológica e combate ao desperdício;

f) fortalecimento da legislação ambiental brasileira;

g) ampliação dos programas específicos para proteção e uso sustentável da

biodiversidade brasileira;

h) aperfeiçoamento da gestão integrada dos recursos hídricos nacionais;

i) priorização de ações de planejamento para a promoção de políticas urbanas e

ambientais integradas;

j) fortalecimento das iniciativas internacionais para implementação de um novo

acordo global que amplie as ações para o enfrentamento do processo de mudanças

climáticas;

k) estímulo de pólos industriais nas áreas de biotecnologia.

Educação de qualidade, ciência e tecnologia para construir uma sociedade do

conhecimento

28. O Governo Lula tomou importantes iniciativas para a educação brasileira. Criou o

Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério

(FUNDEB), ampliando a participação da União no financiamento da educação, desde

a creche até o ensino médio, em apoio aos estados e municípios. Retomou a garantia

de 18% do orçamento para a educação, pondo fim à DRU e assegurando o direito de

acesso à escola para todos brasileiros entre 4 e 17 anos. Fez da educação para pessoas

com deficiência uma política de Estado. Dobrou o número de escolas técnicas e criou

Institutos Federais. Com vistas à melhoria da qualidade da educação básica,

estabeleceu o piso salarial nacional e programas de formação continuada. Ainda

assim, esses avanços precisam ser acompanhados nacionalmente de melhorias na

qualidade da educação.

29. No ensino superior estarão funcionando, até o fim do ano, 16 novas universidades

públicas e 131 novos campi. Por meio do PROUNI, foram criadas oportunidades para

que mais de 500 mil jovens de baixa renda pudessem ter acesso ao ensino superior.

30. Os investimentos do Governo em ciência e tecnologia explicam o 13o lugar que o

Brasil passou a ocupar na produção científica mundial.

31. Mas a educação exige urgência. Urgência para preparar os milhões de cientistas e

técnicos que o desenvolvimento do país já está exigindo. Mas, principalmente,

urgência para constituir uma cidadania que possa tomar em suas mãos o

desenvolvimento econômico, político e cultural do país.

32. A sociedade que se está constituindo é uma sociedade do conhecimento. Para

alcançá-la e garantir condições de competitividade global será necessário:

a) erradicação do analfabetismo no país;

b) garantir a qualidade da educação básica brasileira;

c) promover a inclusão digital, com banda larga, produção de material pedagógico

digitalizado e formação de professores em todas as escolas públicas e privadas no

campo e na cidade;

d) expandir o orçamento da educação, ciência e tecnologia e melhorar a eficiência do

gasto;

e) consolidar a expansão da educação profissional, por meio da rede de Institutos

Federais de Educação, Ciência e Tecnologia;

f) tornar os espaços educacionais lugares de produção e difusão da cultura;

g) construir o Sistema Nacional Articulado de Educação, de modo a redesenhar o

pacto federativo e os mecanismos de gestão;

h) aprofundar o processo de expansão das universidades públicas e garantir a

qualidade do conjunto de ensino privado;

i) ampliar programas de bolsas de estudos que garantam a formação de quadros em

centros de excelência no exterior, capazes de atrair estudantes, professores e

pesquisadores estrangeiros para o Brasil;

j) dar prosseguimento ao diálogo com a comunidade científica, como fator

fundamental para definir as prioridades da pesquisa no país.

k) fortalecimento da política de educação do campo, e ampliação das unidades

escolares assegurando a educação integral e a profissionalização.

O SUS deve garantir acesso universal e de qualidade aos serviços de saúde

33. A melhoria das condições de saúde do povo brasileiro, nos últimos anos, explicase

tanto pela expansão das ações e dos serviços garantidos pelo SUS, como pelo

crescimento econômico e pela implementação das políticas sociais durante o Governo

Lula.

34. O SUS promove o controle de epidemias e endemias, da qualidade da água e dos

alimentos. Produz medicamentos e regula sua produção. É o maior programa de

imunização do mundo e realiza ampla assistência à saúde da população.

35. Iniciativas como o SAMU, o Programa Brasil Sorridente, a Política de Assistência

Farmacêutica, o Programa Farmácia Popular, a expansão de cobertura das equipes de

Saúde da Família e a implantação das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), têm

grande importância. Merece destaque a aprovação da Emenda Constitucional nº 51,

que regularizou os vínculos de trabalho dos mais de 500 mil agentes comunitários de

saúde e de controle de endemias.

36. Persistem, no entanto, grandes déficits no setor, cuja superação passa pela

consolidação do SUS, como sistema universal, democrático e integral.

Para tanto será necessário:

a) conformar um Sistema Nacional de Saúde, com a definição dos papéis dos setores

público e privado e das responsabilidades dos gestores federais, estaduais e

municipais e da rede prestadora de serviço (Lei de Responsabilidade Sanitária);

b) aumentar os recursos públicos para o setor da saúde;

c) priorizar a regulamentação e fiscalização da aplicação da Emenda Constitucional

29/2000;

d) extinguir a DRU para a saúde.

e) ressarcir o SUS por atendimentos públicos dispensados aos usuários de planos e

seguros de saúde e fortalecer o monitoramento, avaliação, controle e regulação do

setor;

f) melhorar a gestão dos serviços do SUS por meio de novos métodos e tecnologias,

principalmente para as unidades públicas de saúde;

g) atender plenamente às necessidades qualitativas e quantitativas de recursos

humanos do setor de saúde no Brasil, inclusive com a ampliação do aparelho

formador;

h) assegurar direitos trabalhistas e previdenciários aos trabalhadores do setor,

reconhecendo as diversidades regionais e implantando novas carreiras estratégicas,

em articulação com estados, municípios, com critérios meritocráticos de seleção e de

promoção;

i) propiciar financiamento suficiente e estável para hospitais da rede pública e

credenciada do SUS;

j) garantir eqüidade no atendimento prestado pelos hospitais públicos, proibindo-se o

credenciamento dessas instituições pelo sistema de planos e seguros de saúde;

k) ampliar as equipes de Saúde da Família, as UPA, Salas de Estabilização e o

SAMU, garantindo a todos os brasileiros a atenção básica e de média complexidade,

inclusive emergências;

l) articular a rede de prestação da atenção básica com as redes de serviços de atenção

secundária e terciária, incluindo o acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento de

alta complexidade, e às internações hospitalares;

m) fortalecer o controle sanitário sobre os medicamentos;

n) enfatizar a inovação, produção e distribuição nacional de medicamentos, para

reduzir a dependência externa;

o) ampliar investimentos na qualidade e humanização da prestação de serviço;

p) realizar mobilização nacional para enfrentar epidemias e pandemias;

q) promover ampla mobilização institucional e da sociedade para combater o

consumo de drogas, sobretudo na juventude;

r) articular com outros ministérios, estados e municípios ações transversais e

intersetoriais sobre temas como acidentes de trabalho e de trânsito, violência

decorrente do uso de armas e drogas, todas elas apontadas como importantes causa

mortis de amplos setores da população, especialmente de jovens.

Desenvolvimento Social

37. A incorporação do conceito de desenvolvimento social está entre as principais

conquistas do governo do presidente Lula. As políticas sociais, agora com status de

política pública, ganham um papel fundamental no processo de transformação do país,

rompendo com falsas dicotomias ou relações de submissão entre social e econômico.

Ambos passam a ter relação de complementaridade. Assistência social é reconhecida

como direito de cidadania e dever do Estado.

38. Essa concepção reflete um traço marcante de um projeto nacional formado no

campo democrático e popular e pautado pelo mais vigoroso conceito de justiça social

que promova a verdadeira conciliação com os pobres, com o povo, com vigorosos

impactos na realidade brasileira. Pelos cálculos da Fundação Getúlio Vargas, 20

milhões de pessoas deixaram a pobreza entre 2003 de 2009. Em 2008, o país foi capaz

de reduzir a extrema pobreza à metade do índice de 2003. O mercado interno, mais

fortalecido pelo poder de compra dos mais pobres, permitiu ao país enfrentar a crise

econômica mundial de cabeça erguida, sem conseqüências mais graves para nossa

economia.

39. Esses resultados precisam ser mantidos a médio e longo prazo, para evitar

retrocessos, e ainda temos de considerar o peso da dívida social acumulada por mais

de 500 anos. Por isso, as políticas sociais precisam ser trabalhadas numa perspectiva

de médio e longo prazo e estar presentes de forma enfática no Programa Dilma

Presidente. A decisão de priorizar o combate à fome, desde o primeiro mandato do

presidente Lula é um desafio ético, moral e político que se impõe à nossa geração e

precisa ser reafirmado. Estamos vencendo a fome, a pobreza e a desigualdade. É uma

conquista histórica a ser confirmada pela manutenção, pelo aperfeiçoamento e pela

ampliação dos programas sociais, parte integrante, permanente e fundamental do

projeto de emancipação do povo brasileiro.

40. Esse aperfeiçoamento deve apontar para a consolidação da ampla rede de proteção

e promoção social, que tem no Bolsa Família seu programa articulador.

41. Isso implica em ações voltadas para:

a) reforço institucional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

como espaço integrador de políticas sociais, consolidando os sistemas articulados com

o Bolsa Família, o SUAS (Sistema Único de Assistência Social) e SISAN (Sistema

Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional);

b) promoção e reforço da intersetorialidade das políticas públicas efetivamente

voltadas para inclusão social, articulando e somando esforços e sinergias em várias

áreas do governo;

c) avançar na perspectiva de ações integradas no território como espaço articulador e

integrador das políticas sociais, especialmente na periferia das regiões metropolitanas

e das grandes cidades;

d) normatização jurídica das políticas sociais, com vistas à consolidação da legislação

social.

Acesso à comunicação, socialização dos bens culturais, valorização da produção

cultural e estímulo ao debate de idéias

42. A imensa maioria da sociedade brasileira está privada do acesso aos meios de

produção e fruição dos bens culturais da humanidade. Noventa por cento das cidades

não possuem salas de cinema. Muitas não têm bibliotecas, teatros ou centros culturais.

Apesar dos avanços dos últimos anos, a maioria da população brasileira conta, como

único veículo cultural e de informação, com as cadeias de rádio e de televisão, em

geral, pouco afeitas à qualidade, ao pluralismo, ao debate democrático. É preciso

fortalecer políticas de indução às indústrias criativas e suas cadeias produtivas que

integram o conjunto da economia da cultura.

43. Modernas tecnologias, como aquelas ligadas à Internet, além das TVs públicas,

têm permitido um arejamento cultural e político que pode compensar o monopólio e

concentração dos meios de comunicação.

44. O aprofundamento da democracia brasileira passa por uma forte circulação de

idéias, pelo livre acesso aos bens culturais de toda a humanidade e pela possibilidade

de expressão de nossa diversidade cultural, das manifestações populares às de

vanguarda.

45. Para tanto será necessário:

a) ampliação da rede de equipamentos, como centros culturais, museus, teatros e

cinemas, política que deve estar articulada com a multiplicação dos pontos de cultura,

representando amplo movimento de socialização cultural;

b) implementação do Plano Nacional de Cultura e do Sistema Nacional de Cultura;

c) expansão dos programas de estímulo ao consumo e difusão de bens culturais, com

aprovação do Vale Cultura;

d) transformação das escolas, sobretudo de nível médio, em verdadeiros centros de

cultura, com programas específicos de arte-educação;

e) iniciativas que estimulem o debate de idéias, com o fortalecimento das redes

públicas de comunicação e o uso intensivo da blogosfera;

f) ações de proteção do patrimônio nacional material e imaterial e de acesso às

grandes manifestações da cultura nacional e da humanidade;

g) descentralização dos recursos para regiões tradicionalmente menos beneficiadas

pela política cultural;

h) leis de incentivo à cultura que garantam controle público sobre o uso dos

incentivos fiscais;

i) medidas que promovam a democratização da comunicação social no país, em

particular aquelas voltadas para combater o monopólio dos meios eletrônicos de

informação, cultura e entretenimento. Para isso, deve-se levar em conta as resoluções

aprovadas pela 1ª. Confecom, promovida por iniciativa do governo federal, e que

prevêem, entre outras medidas, o estabelecimento de um novo parâmetro legal para as

telecomunicações no país; a reativação do Conselho Nacional de Comunicação

Social; o fim da propriedade cruzada; exigência de uma porcentagem de produção

regional, de acordo com a Constituição Federal; proibição da sublocação de emissoras

e horários; e direito de resposta coletivo.

46. Políticas de Igualdade Racial: O Partido dos Trabalhadores catalisou nas últimas

décadas os anseios do movimento negro, protagonizado pela Marcha Zumbi dos

Palmares pela Vida e Cidadania (realizada em 1995 e 2005) no que diz respeito ao

desenvolvimento de políticas de governo visando responder a Constituição Federal, a

Declaração e Programa de Ação de Durban, e a Convenção Internacional contra todas

as formas de discriminação Racial. Nesse sentido, impõe-se à nova gestão dar

continuidade a implementação das Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Direitos humanos e proteção de homens, mulheres e jovens

47. A despeito dos importantes logros na proteção e ampliação dos Direitos Humanos

no Brasil, há um longo caminho a ser percorrido nesta direção. Mantêm-se a violência

policial, exercida sobretudo contra pobres, jovens e negros, e as tentativas de

criminalizar a pobreza e os movimentos sociais. O sistema prisional, muitas vezes,

realimenta a deliquência. Ainda que minoradas, persistem formas de discriminação

em relação a mulheres, crianças, negros, índios, pessoas com deficiência e aos

LGBTT.

48. Caberá ao novo Governo:

a) promover, por meio de ações políticas em todas as esferas do Governo, a igualdade

entre mulheres e homens;

b) aprofundar a transversalidade da política de Direitos Humanos nas políticas

setoriais para promoção e garantia dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e

culturais;

c) coordenar iniciativas da União, dos demais entes federativos e da sociedade para a

proteção integral dos direitos da criança e do adolescente;

d) ampliar políticas de direitos básicos ao trabalho, moradia, alimentação, saúde e

educação e o acesso à justiça e à cidadania, beneficiando comunidades remanescentes

de quilombos, indígenas, assentamentos rurais, trabalhadores ameaçados de

aliciamento de mão-de-obra escrava e periferias das grandes cidades;

e) ampliar as iniciativas do PRONASCI para permitir mudanças substantivas nas

polícias estaduais com a incorporação crescente da problemática dos Direitos

Humanos na formação policial e em suas práticas cotidianas;

f) articular com os estados e com o Poder Judiciário para promover ampla reforma do

sistema prisional brasileiro, dando prioridade a aplicação de penas alternativas;

g) maior proteção legal e administrativa a segmentos socialmente discriminados e

maior severidade na repressão às formas de discriminação;

h) abertura dos arquivos e implementação da Comissão da Verdade, para

esclarecimento público dos casos de torturas, assassinatos e desaparecimentos

políticos no Brasil;

i) ampliar ações afirmativas no setor educacional e em outras esferas da sociedade;

j) prosseguir as políticas de apoio aos brasileiros no exterior e aos estrangeiros no

Brasil;

k) fortalecer a atuação internacional do Brasil na defesa dos Direitos Humanos, nas

Nações Unidas, OEA, UNASUL e Mercosul.

A dimensão estratégica da juventude para um novo desenvolvimento

49. Compreender a situação da juventude e reconhecer sua dimensão estratégica

significa criar as condições para formar uma geração capaz de disputar e dar

continuidade aos avanços políticos, sociais, econômicos, culturais, científicos e

ambientais que o país necessita. O Brasil tem hoje 52 milhões de brasileiros e

brasileiras com idade entre 15 e 29 anos. Trata-se, portanto, da maior oportunidade

para converter o bônus demográfico em fator para o desenvolvimento como questão

estratégica. Além disso, a juventude é o contingente mais afetado pela gravidade das

desigualdades sociais. O desafio deve tornar-se oportunidade de uma vida melhor

para os jovens de hoje e para o conjunto da sociedade amanhã. O Estado deve garantir

às classes populares as mesmas condições e oportunidades que os jovens mais

abastados têm para viver sua juventude.

50. A implementação da Política Nacional de Juventude, a partir de 2005, fez com

que o poder público no Brasil traduzisse em atos concretos, na dimensão institucional

– com a criação do Conselho e da Secretaria Nacional de Juventude -, a concepção de

que os jovens são sujeitos de direitos, ao reconhecer especificidades nas demandas

juvenis.

51. O governo Dilma assumirá o sentido estratégico da juventude, impulsionando

reformas democráticas e populares que garantam a integração das novas gerações ao

processo democrático e ao projeto de desenvolvimento sustentável.

52. Para tanto, será necessário:

a) articular ações que combatam o ingresso precoce e em condições precárias dos

jovens no mundo do trabalho com políticas educacionais e programas de transferência

e geração de renda, formação e qualificação profissional;

b) promover uma reforma político-pedagógica no ensino médio, fortalecer as políticas

de permanência nas instituições de ensino e de assistência estudantil;

c) Promover ações de cultura, saúde, mobilidade urbana, moradia, esporte e lazer de

forma integrada e articulada na Política Nacional de Juventude, tendo como eixo o

jovem e o território, contemplando as juventudes e as diversidades regionais, étnicoraciais,

de gênero e culturais;

d) Instituir um Sistema Nacional de Juventude, financiado de maneira regular e

permanente, que articule ações do Governo Federal, estados e municípios, e que

combine o atendimento das demandas emergenciais e especificas às políticas

estruturantes de gestão democrática e instancias adequadas à coordenação de uma

política nacional que integre as ações e programas de diferentes áreas do governo.

Fortalecer o Estado e construir a igualdade para aprofundar a autonomia

econômica, política e social das mulheres.

53. Tendo em vista o papel da divisão sexual do trabalho como base da opressão

sobre as mulheres, o Estado deve assumir sua responsabilidade na construção de

políticas que alterem as desigualdades de gênero. O terceiro governo do PT deve ter

como eixo estruturante do seu programa, a construção da igualdade entre mulheres e

homens. As políticas devem também contribuir por desconstruir a cultura machista e

patriarcal, que aprofundam a desigualdade e exclusão social das mulheres.

54. Garantir a autonomia pessoal e o direito ao trabalho: A independência econômica

é uma das condições para a emancipação das mulheres e do seu direito pleno ao

exercício da cidadania. O crescimento da presença das mulheres no mercado de

trabalho nas últimas décadas é extremamente positivo, embora ainda se realize em

condições muito desiguais, especialmente no que tange à remuneração salarial, que

entre as mulheres negras chega a cerca de 60% a menos do que os homens brancos.

55. Fortalecer a institucionalidade existente para garantir e avançar uma política de

igualdade: A construção de políticas que afirmam a igualdade será possível ao serem

incorporadas pelo conjunto das ações do governo, por isto o fortalecimento da

Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres deve ser ampliada e assegurada, e

assim aumentar o alcance de suas ações na implementação e aprofundamento das

diretrizes e ações dos Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres (I e II PNPM).

56. Combater a violência sexista como uma ação do Estado: A ação do governo Lula

nos últimos sete anos tem demonstrado que o Estado pode cumprir um importante

papel no combate à violência contra as mulheres e a cobrança da tão necessária

implementação pelos demais entes federativos e poderes constituídos de suas

diretrizes, mostra o compromisso ideológico e cultural do governo democrático

popular com a luta das mulheres. Avançar nesta política inovadora e ampliar o seu

alcance, enquanto política de Estado exigirá uma institucionalidade à altura destes

desafios.

57. Promover a saúde da mulher, os direitos sexuais e direitos reprodutivos: O Estado

brasileiro reafirmará o direito das mulheres de tomarem suas próprias decisões em

assuntos que afetam o seu corpo e a sua saúde; direito de decidirem livremente sobre

todas as questões referentes à sua sexualidade e estabelecer relações afetivas e sexuais

livres de coação, discriminação e violência.

58. O governo do PT desenvolverá ações que assegurem autonomia das mulheres

sobre seu corpo, qualidade de vida e de saúde em todas as fases de sua vida,

respeitando a diversidade racial e étnica das mulheres.

59. Garantir e ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder e de decisão:

Promover e fortalecer a participação igualitária, plural e multirracial das mulheres nos

espaços de poder e decisão, com vistas a uma mudança cultural na sociedade, à

formação de novos valores e atitudes em relação à autonomia e protagonismo das

mulheres, a exemplo do que demonstrou as duas conferências nacionais de políticas

para as mulheres.

60. Assegurar a reforma política como um instrumento eficaz para que as mulheres,

historicamente excluídas da esfera pública e dos espaços de decisão, rompam com o

mecanismo perverso que as têm levado à subordinação e opressão.

Democracia, fortalecimento do Estado democrático de Direito e do Pacto

Federativo

61. Os preconceitos ideológicos hegemônicos nos anos 90 fizeram com que o Estado

brasileiro passasse naquele período por um processo de desconstrução, que

comprometeu sua soberania e eficácia. Os mesmos que, no passado, foram

responsáveis por esse desmantelamento, são hoje os que denunciam a “gastança” e o

“inchaço da máquina pública”.

62. O desmantelamento do Estado foi acompanhado pela implantação de uma

estrutura jurídica e administrativa que, em muitos casos, dificulta investimentos

públicos e o atendimento eficaz das necessidades da população.

63. No combate à terceirização e às práticas clientelistas, o atual governo multiplicou

concursos públicos e planos de carreira para prover a administração federal de um

serviço público de qualidade, submetido a processos meritocráticos de seleção e

promoção.

64. A ação da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal foi fundamental para

desmantelar redes de corrupção na União, estados e municípios e na iniciativa

privada.

65. As particularidades da estrutura federativa brasileira têm muitas vezes dificultado

o correto enfrentamento de questões relacionadas com a segurança, saúde, educação

ou a proteção de populações ameaçadas por desastres naturais.

66. Respeitando prerrogativas que são próprias do poder Legislativo, a realização de

dezenas de Conferências Nacionais permitiu auscultar a sociedade brasileira que, em

sua diversidade, ofereceu importantes subsídios para orientar as opções do Governo.

Elas reforçam a democracia participativa.

67. Essas medidas terão de ser complementadas por uma reforma política capaz de

dar mais transparência aos partidos políticos e aos processos eleitorais, com

financiamento público de campanhas eleitorais e o voto em listas partidárias.

68. Finalmente, o fortalecimento das empresas estatais e da ação governamental na

economia, deu ao Governo uma maior capacidade de planejamento estratégico,

indispensável em momentos de crise e de transição global.

69. A ação do Governo Dilma privilegiará:

a) o fortalecimento do Estado, sua democratização, mediante a constituição de um

serviço público de alta qualidade;

b) a constituição de um novo arcabouço jurídico-administrativo, que sem prejuízo à

austeridade, probidade e controle sobre os gastos públicos, seja coerente e afinado

com o Projeto Nacional de Desenvolvimento democrático e popular, bem com a nova

realidade mundial, fortalecendo o combate à corrupção e permitindo a todos os entes

federativos melhores condições para a recuperação da capacidade do Estado cumprir

seu papel perante a sociedade;

c) o prosseguimento, por meio da Controladoria-Geral da União, da AGU e da Polícia

Federal de ações de combate à corrupção;

d) um grande Pacto dos entes federativos para encaminhar iniciativas conjuntas no

enfrentamento de questões cruciais como o do bom funcionamento do SUS,

qualificação do sistema educativo, segurança e melhoria do sistema prisional;

e) o fortalecimento da participação popular, com maior integração entre mecanismos

de democracia participativa locais e estaduais com o sistema nacional, dando ênfase

às conferências nacionais para subsidiar políticas públicas e iniciativas do Legislativo;

f) fortalecimento das empresas estatais e do planejamento estratégico da economia,

ampliando as atuais funções do Ministério do Planejamento.

Política de Segurança Pública

70. O crescimento internacional do crime organizado – especialmente o tráfico de

drogas e de armas – coloca desafios importantes para o atual e para o próximo

Governo. Independentemente de medidas internas, o Brasil optou por fortalecer nossa

cooperação internacional no enfrentamento desses e de outros delitos.

71. Para dar conseqüência a essas orientações, o Governo Dilma:

a) fortalecerá a cooperação internacional no combate às drogas, sobretudo no marco

do Conselho para esse fim criado na UNASUL;

b) aprimorará o controle de fronteiras e a cooperação bilateral para frear a ação do

crime organizado transnacional;

c) melhorará a cooperação da PF com as policias estaduais no combate ao

narcotráfico e ao tráfico de armas;

d) fortalecerá o PRONASCI;

e) prosseguirá em seu esforço de fortalecimento da Polícia Federal.

f) garantirá o compromisso das Forças Armadas com a democracia e com os direitos

humanos, sua efetiva subordinação ao Poder Civil através do Ministério da Defesa,

bem como a adequada combinação entre a disciplina inerente ao exercício das

atividades militares e as relações democráticas que devem marcar a sociedade

moderna, inclusive no que toca ao respeito a diversidade homoafetiva;

g) criar o Fundo Constitucional de Segurança Pública para, progressivamente, instituir

e subsidiar o piso salarial nacional das policias civis e militares até 2016, quando os

Estados da Federação passarão a ser responsáveis integralmente pelo cumprimento do

piso.

h) Estender de forma completa, o PRONASCI para os 27 Estados brasileiros.

Defesa Nacional

72. A Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em 2009, renovou as concepções que

regem nossas Forças Armadas em sintonia com as novas problemáticas que vivem o

Brasil e o mundo.

73. A partir dela foi possível dar efetividade à constituição do Ministério da Defesa,

sob comando civil. Às FFAA cabe a defesa do território, nos marcos do respeito à sua

função constitucional e aos Direitos Humanos. Foi possível também iniciar

importante processo de renovação de nossas Forças Armadas, que se encontravam

fortemente sucateadas.

74. Adotou-se o princípio de produzir no Brasil, em associação com outros países, o

armamento necessário para proteger o território nacional nos marcos de uma

concepção dissuasiva de defesa. A soberania de nossas decisões e a transferência de

tecnologia são critérios fundamentais para o relacionamento internacional de nossas

FFAA.

75. Para tanto, o Governo Dilma;

a) dará continuidade ao fortalecimento institucional do Ministério da Defesa e à

criação de carreiras civis para sua gestão;

b) dará prosseguimento ao processo de modernização e valorização das Forças

Armadas, em consonância com as determinações da Estratégia Nacional de Defesa;

c) dará ênfase particular à constituição de uma importante indústria nacional de

defesa, em articulação com países da América do Sul e de outras regiões;

d) participará das iniciativas do Conselho Sul-americano de Defesa e de missões

internacionais em conformidade com o Direito Internacional e as leis brasileiras.

Presença do Brasil no mundo

76. A Política Externa do Brasil tem profunda incidência em nosso Projeto Nacional

de Desenvolvimento. Ela busca a defesa do interesse nacional e se nutre de valores

como o multilateralismo, a paz, o respeito aos Direitos Humanos, a democratização

das relações internacionais e a solidariedade com os países pobres e em

desenvolvimento.

77. Tem dado especial ênfase à integração da América do Sul, ao fortalecimento da

unidade latino-americana, às relações com África, à reforma das Nações Unidas e dos

organismos multilaterais, e à construção de uma ordem econômica internacional mais

justa e democrática.

78. Foram esses princípios, somados ao correto enfrentamento das questões nacionais,

que deram ao Brasil um lugar de grande relevância no atual cenário internacional.

79. Para dar continuidade e aprofundar essas conquistas, o Governo Dilma:

a) fará, em associação com os demais países, avançar o processo de integração do

Mercosul, resolvendo divergências e pendências e fortalecendo sua institucionalidade;

b) contribuirá política e institucionalmente para a consolidação da UNASUL, de suas

políticas de integração física, energética, produtiva e financeira. Fortalecerá o

Conselho de Defesa Sul-americano e o Conselho de Combate às Drogas. Ênfase

especial será dada à redução das assimetrias na região, por meio da cooperação

industrial, agrícola e comercial;

c) empenhar-se-á na conclusão da Rodada de Doha, que favoreça os países pobres e

em desenvolvimento e, no âmbito do G-20, na reforma já iniciada do FMI e do Banco

Mundial, contribuindo para a aplicação de políticas anticíclicas que permitam a

retomada do crescimento e, sobretudo, o combate ao desemprego no mundo;

d) fortalecerá nossa intervenção no IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e nos BRIC

(Brasil, Rússia, Índia e China);

e) dará continuidade ao diálogo com os países desenvolvidos – Estados Unidos, Japão

e União Européia. Com a U.E., da qual somos parceiros estratégicos,

impulsionaremos iniciativas para promover um acordo com o Mercosul;

f) estará presente na busca de solução de conflitos que ameacem a estabilidade

mundial, como é, particularmente, o caso do Oriente Médio, onde manterá diálogo

com todos os atores buscando uma alternativa de paz;

g) manterá e fortalecerá sua presença no Haiti – com a concordância do Governo

daquele país – para garantir a estabilidade, nos marcos do mandato da ONU, e

contribuir decisivamente para reconstrução nacional;

h) continuará em seu esforço para democratizar as Nações Unidas, particularmente

seu Conselho de Segurança.

Estas Diretrizes, aprovadas no 4º Congresso do PT, serão debatidas com os partidos

da coligação que apóiam a candidatura Dilma Rousseff. Elas serão complementadas

por Programas setoriais construídos sob a base dos princípios gerais aqui

enunciados.

Brasília/DF, 19 de fevereiro de 2010

4º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores.
 

Coligação
PT PMDB PDT PSB PCdoB
PR PRB PTN PSC PTC PP

sábado, 14 de agosto de 2010

EM LOUVOR DOS FILISTEUS

Único texto escrito por Ivan no Deserto

Em louvor dos Filisteus





Decididamente, os governantes sionistas não têm a mínima vergonha. O seu objectivo é, em conluio com as autoridades estado-unidenses, destruir qualquer vector de defesa dos Palestinianos, escravizá-los e, quem sabe, alargar mais as suas artificiais fronteiras. Para tal, contam hoje com a indolência da pseudo ONU como no passado com a Liga das Nações. Para o auto-intitulado estado de "Israel" tudo é válido... Maquiavel coraria de pudor perante a perfídea destes seus falsos alunos.

Em tempos, estes seguidores da Tora e do Talmude (quando lhes convém) queriam um pedaço de terra qualquer, mesmo em África, até em Angola. Nessa altura, a resposta do ditador Salazar terá sido um magnífico manguito, como só os portugueses sabem fazer!... Os seguidores do Reino de Sião queriam um pedaço de Angola, vejam lá! Ou seja, o tal Israel era um conceito mental que poderia estar em qualquer parte, apesar dos seus seguidores serem europeus, pretensamente Judeus.

Após sucessivos manguitos não restava grande hipótese para basear o projecto potência que não fosse na Palestina. Pela Palestina passaram tantos Povos, tantas civilizações, também terá passado uma tal Israel que já nem Jesús Cristo conheceu. Os dirigentes sionistas agarraram-se à ideia de que, de todos os povos que passaram pela Palestina, tinham sido "eles" os mais representativos, aqueles que marcaram aquele solo com propriedade. Tudo isto polvilhado com argumentos bíblicos de teologia incipiente.

A única certeza no meio de tudo isto, quero dizer, o mais fácil de provar é que oa palestinianos (philisteus) são os naturais da Palestina. Mas isso não interessa aos dirigentes sionistas, no passado como no presente. Ei-los a irem da Rússia, de toda a Europa e arredores, colonizar a Palestina, formar o estado de Israel. Chegam à beira dum agricultor palestiano e perguntam-lhe: "Queres continuar a cultivar esta terra? Sim, podes fazê-lo, mas como meu empregado, porque a partir de agora o dono sou eu!".

São sempre condenados por organismos internacionais mas nunca cumprem as condenações. Cedo optaram pelo Terrorismo mas, curiosamente, conseguiram convencer uma boa parte do mundo que os terroristas eram os outros, os que se defendiam. E de ilegalidade em ilegalidade chegam a ser um País que já ninguém se atreve a pôr em causa. Vão ao Festival da Eurovisão. Participam nas competições europeias de futebol, desafiam a lógica da Geografia. E, sobretudo, escudam-se num Complexo Mundial de Culpa relacionado com o Holocausto.

Tudo indica que sim, que os Nazis assassinaram muitos milhares de Judeus. Seriam mesmo 6 milhões? Muitos especialistas acham esse número absurdo. De qualquer modo não foram as únicas vítimas da besta nazi, só soviéticos morreram 20 milhões. Mas, aparte a loucura hitleriana, que têm os palestinianos a ver com isso?! Por que não formaram o estado de "Israel" num pedaço da Alemanha ou na Austria?... Afinal de contas foi a única potência que de forma descarada e directa pôs em causa a existência dos Judeus.

Ou será que não terá sido bem assim? Se foi mesmo assim, por que motivo era judeu o médico pessoal de Adolph Hitler? E não se recusou a sê-lo... entre outros... E há até quem diga que o próprio "fúrar" também o era. Mas, eu acredito na versão de que os hitlerianos perseguiam de facto os judeus, sobretudo os Judeus "Impuros". E, sobretudo, acredito que os perseguiam por outros motivos que não os raciais!!!...

Mas, por que raio de ironia é que os "israelitas", ao bom modo nazi, perseguem os árabes, os muçulmanos, sobretudo os palestinianos?!... E os seus apoiantes são sempre os fascistas, os piores ditadores do planeta Terra.

Há uns tempos que o Mundo está dividido em dois blocos. Dum lado estão os fascistas mais ou menos declarados, incluindo os EUA e "Israel", os "duros". Do outro a Inteligência e a Cultura, os democratas que o tentam ser mais verdadeiramente, os que têm alguma vergonha e ainda consideram alguns ideais. E há uma luta, uma fricção constante destes dois blocos. Já há umas décadas que o Sr. Reagan tentou condenar à morte Angela Davis não tendo hesitado em mandar matar um juiz com o propósito de incriminar aquela intectual negra. A Europa cultural não permitiu tal sujeira, exigiu que deixassem Angela Davis defender-se e portanto ser ilibada.

Mais recentemente, um outro louco, fundamentalista "cristão", JW bush, vangloria-se de ser um campeão da Pena de Morte, sabendo nós o que isso significa nos EUA. Esta criatura é capaz de empurrar a mãe pra dizer que um terrorista a atropelou. Claro que ela também terá alguma culpa nisso, já vimos o mesmo em Nero!... O caso mais conhecido é o das Torres Gémeas. Permitiu que "terroristas" as atacassem, da forma que todos sabemos, a fim de ter um pretexto para atacar países árabes e fazer outras sacanices que passam nomeadamente pelo petróleo.

Curiosamente, os "israelitas" fizeram há poucos dias uma coisa parecida. Deixaram raptar um soldado a fim de terem um pretexto para atacar os palestinianos. A escola parece ser a mesma. Não lhes basta, e mesmo assim sob a pressão do tal bloco democrático e cultural, conceder a independência a um décimo da Palestina ocupada, aquela com pior terreno. Eles querem ter um pretexto para "provar" que os palestinianos não merecem ser livres (na sua própria terra).

Aliás, para os "israelitas" os outros nunca merecem nada, só eles. Ne devida altura, por exemplo, foram proibídos de desenvolver tecnologia nuclear. Como do costume não acataram as resoluções das autoridades internacionais e hoje, toda a gente sabe, são detentores de armas e energia nuclear. Mas não aceitam que os vizinhos tenham a mesma oportunidade. E quem os ajuda nessa odisseia é o único país que até agora cobarde e criminosamente usou armas nucleares contra a humanidade, os EUA.

Perante tudo isto, apetece-me pegar na Tora, na Bíblia, no Talmude não a não ser como Livro de Anedotas, e gritar aos quatro ventos: Porra!, devolvam a Palestina aos Filisteus!... fariseus do c........!!!". Está dito... apenas.



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

CURIOSIDADES DE SEXTA-FEIRA 13 DE AGOSTO

Por que desgosto na sexta-feira 13 de agosto?

Mundo dos Recados

A crença de que o dia 13, quando cai em uma sexta-feira, é dia de azar, é a mais popular superstição entre os cristãos.
Há muitas explicações para isso. A mais forte delas - segundo o Guia dos Curiosos (*) - seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.
Para completar, certas crendices romanas, portuguesas - e depois brasileiras - propagaram que “agosto é o mês do desgosto”.  Esse dito popular vem da civilização romana.

 Livros com as primeiras noções de Direito da época (476 d.C.) registram que foram os habitantes de Roma que deram, ao oitavo mês do ano, o nome de agosto, em homenagem ao imperador Augusto.
 A história de Portugal assinala que as mulheres portuguesas não casavam no mês de agosto, mês em que os navios das expedições zarpavam à procura de novas terras.
Casar em agosto significava ficar só, sem lua de mel e, às vezes, até mesmo viúva.
Os colonizadores portugueses trouxeram esta crença para o Brasil.

Banquete - Mais antigas são as versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. A primeira se refere a um banquete a que 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser convidado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça certa.

Invasão - Conforme outra história, a maldição da sexta-feira 13 tem a ver com o processo de cristianização dos povos bárbaros que invadiram a Europa no início do período medieval. Antes de se converterem à fé cristã, os escandinavos eram politeístas e tinham grande estima por Friga, deusa do amor e da beleza. Com o processo de conversão, passaram a amaldiçoá-la como uma bruxa que, toda sexta-feira, se reunia com onze feiticeiras e o demônio para rogar pragas contra a humanidade.

Numerologia - A crença na má sorte do número 13 pode também ter tido origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta - até em países cristãos - é estimado como símbolo de boa sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de êxito.

Sorte - Na Índia, o 13 é muito apreciado: os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. Na China, frequentemente os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o 13 como algo santo: adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas. Na civilização cristã, nos Estados Unidos o 13 goza de estima, pois 13 eram os estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana.

Azar - Mas, contrariamente, grande número de prédios residenciais e comerciais nos EUA não tem o 13º andar. Corretores imobiliários teriam concluído ser, sempre, muito difícil vender salas e apartamentos no 13º pavimento. Essa praxe de não ter o andar 13 é notada por maioria nos hotéis, em todo o país. Muitas empresas aéreas dos EUA também suprimem a fileira 13 de poltronas. Depois da 12, vem a 14.

Monarquia - Outra explicação remonta à consolidação do poder monárquico na França: quando o rei Felipe IV sentia-se ameaçado pelo poder exercido pela igreja, tentou - sem êxito - se filiar à ordem religiosa dos Cavaleiros Templários. Enfurecido, o monarca teria ordenado a perseguição dos templários numa sexta-feira, 13 de agosto, no século XIV.

Mundo dos Recados

Quando chegar 13.8.2017...

Segundo o jornalista Carlos Orsi (*), “quase 15% de todos os dias 13 caem em sextas-feiras, contra uma média de 14% para os demais dias da semana”. O segundo dia mais provável para receber o número 13 é a quarta-feira. O dia menos provável é o sábado.

Sabendo-se em que dia da semana cai o 1 de janeiro, é obviamente possível prever quantas sextas-feiras 13 um determinado ano terá e em que meses. O mínimo é uma (sim, não existem anos sem sexta-feira 13!) e o máximo, três.

Embora muitas pessoas aqui no Brasil considerem a sexta-feira 13 de agosto especialmente sinistra, se o ano, como este 2010, não for bissexto, ela também será a única. Em anos bissextos, a sexta-feira 13 de agosto é sempre prenunciada por outra, em fevereiro.

Uma observação feita pelo Espaço Vital aos calendários da próxima década revela que só teremos uma nova sexta-feira 13 de agosto no ano de 2017. Até lá, talvez, outras crendices terão sido incorporadas, sem extinguir as históricas, que remontam a Roma e Portugal de antigamente.


Recados para Orkut - Sexta-feira

Recados para Orkut - Sexta-feira

DICAS DE BEM ESTAR E BOM VIVER

1º Harmonize seu lar:Inicie pelo guarda-roupa e armários.Tire tudo e só guarde o que está realmente precisando. O resto, elimine da melhor forma que encontrar (doando, vendendo etc.). Faça isso em todas as dependências da casa ou escritório. Lembre-se, só fica o necessário! Roupas e objetos que estão sem uso perdem a função vital, bloqueando o fluxo de energia do meio ambiente. A falta dessa energia ou a energia parada adoece a casa, você e sua família. Faça isso periodicamente e com a consciência de que também estará fazendo uma faxina emocional.

2º Coma bem:Respeite os momentos das refeições.Não assista TV e nem marque negócios para essa hora. Evite falar sobre problemas. Acalme-se, olhe para o seu prato e lembre-se: o que está ingerindo irá para o interior das suas células e será parte de você, tanto física como mentalmente.

3º Preste atenção em você:Perceba os seus pensamentos. Ao longo do dia você tem milhares de pensamentos negativos e positivos. Você não é os seus pensamentos, mas eles têm uma enorme força sobre a sua vida. Se você tem mais pensamentos negativos, isto demonstra que você é uma pessoa negativa, sua vida vai mal e as pessoas e situações que você atrai também estão na mesma freqüência de negatividade. Você pode mudar a sua vida, mudando a qualidade de seus pensamentos. Quanto aos negativos, você não poderá eliminá-los, mas poderá tirar as suas forças, cultivando os positivos e os elevados. Enquanto você presta atenção no que está pensando, já tem maior auto controle sobre a energia mental e conseqüentemente sobre sua vida. Procure ler frases de afirmações positivas e biografias de pessoas bem sucedidas.

4º Tenha objetivos:Tenha objetivos materiais e espirituais. Busque sempre melhorar a sua condição financeira, planeje comprar bens, faça investimentos, realize viagens e busque tudo que tiver vontade, mas lembre-se: nunca dependa dessas conquistas para viver emocionalmente bem. Elas não podem garantir isto! O verdadeiro Bem-Estar só é alcançado por meio dos objetivos espirituais. Vá à conquista de se tornar uma pessoa mais paciente, bondosa, serena, confiável e amiga, além de humilde, aberta, sincera e simples e, principalmente, uma pessoa que tenha fé e confiança na vida. Esses objetivos, e só esses, podem garantir o equilíbrio, a satisfação e a razão de viver.

5º Faça exercícios:caminhar, dançar e nadar são os mais recomendados. Os exercícios estimulam o fluxo de energia vital, gerando além de um melhor condicionamento físico, uma ótima sensação de bem-estar.

6º Utilize seus talentos: Descubra quais são eles e comece a colocar em prática. Pessoas que não utilizam essa energia criativa, bloqueiam o seu fluxo energético e adoecem física e emocionalmente. .

7º Medite, medite e medite:A meditação é a medicina do corpo e da mente mais poderosa do mundo. Além de terapêutica é a melhor ferramenta para o crescimento pessoal e espiritual. Preste muita atenção: aprendendo a meditar você descobre a diferença do que é ou não importante para sua vida, com isto se torna uma pessoa mais segura e objetiva. Com a meditação você cura seu corpo, melhora a memória e concentração, desperta a intuição e a percepção. A forma de meditar é muito particular de cada pessoa.Cada um deve praticar da maneira que se sentir melhor. Procure um livro, um curso ou um mestre, mas procure, pois a meditação vai melhorar muito a sua vida, pois vai fazer você encontrar a pessoa mais importante do mundo: você mesmo!

8º Aceite a vida:Pare já de reclamar. Volte sua mente para o que a vida oferece de bom. Aceite viver nesse planeta azul, e curta a viagem da melhor maneira possível. Lembre-se que ela tem fim, então faça bom proveito.Aceite as pessoas como elas são e, principalmente, se aceite como você é, seu corpo, sua personalidade. Mas aceitar não significa se acomodar com os problemas e dificuldades da vida. Devemos buscar a força para mudar o que podemos mudar, e a aceitação para o que não se pode ser diferente.

9º Visite a natureza: Pelo menos uma vez por mês, faça uma visita à mãe natureza. Ela tem o poder de purificar as células e acalmar o espírito. O mar neutraliza as energias negativas e recarrega o campo eletromagnético (aura). As cachoeiras ativam a vida celular e também energizam a aura, além de hidratar a pele e os cabelos. O verde ativa o processo interior de auto cura, tanto física como emocional. Pisar descalço na terra descarrega as energias negativas. E não se esqueça, você é parte da natureza e deve estar em harmonia com ela se quiser manter ou recuperar a qualidade de sua vida.

10º Converse com o Deus: Aprenda estar em sintonia principalmente, dentro do seu coração. A melhor forma? Fica a seu critério, o importante é desejar que isso aconteça, conseguir realizar com satisfação pelo menos a metade destas dez dicas, com certeza além de um final se semana diferente, melhor terá plantado dias, meses, e anos melhores de vida. Bjs
 

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O REAL MOTIVO DA INVASÃO DOS EUA AO IRAQUE

Veterano de guerra
mostra
o real motivo
 da
 invasão dos EUA
 ao Iraque‏

Ainda há esperança e inteligência emocional entre os que seguram uma arma numa guerra sem "porquês". Este soldado não tem o coração de chumbo, mas de ouro! ...de amor e compaixão...

Assistam e passem adiante!

Mereceu os aplausos de pé!!

Contundentes e verdadeiras as palavras do soldado.

Vejam no link abaixo.

Discurso de um soldado americano, (vejam antes que o vídeo seja banido da net.).

O soldado apareceu morto 2 dias depois do discurso.

 A autópsia revelou ter sido um ataque cardíaco.

 Depois de um discurso destes, é difícil acreditar em ataque cardíaco... a menos que tenha sido provocado!

http://www.youtube.com/watch?v=JFOmnAjk1EQ&feature=player_embedded#!


ONG WIKILEAKS APRESENTA VAZAMENTO EM ESTADO BRUTO

Vazamento em estado bruto

Para vencedor do Pulitzer, a divulgação de 92 mil registros secretos atesta que a América é um navio fazendo água

CAROLINA ROSSETTI

Uma ampulheta aprisiona dois mundos.

 O primeiro, opaco, de onde vazam segredos sujos, aos poucos se destrói - para então se recompor em um planeta novo, mais transparente, honesto.

É esse o logo e a filosofia da ONG WikiLeaks, que se disseminou em jornais e blogs nessa semana ao divulgar 92 mil documentos das ações militares americanas e de forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão durante os anos de 2004 a 2009 da era Bush filho.

 "Eu adoro esmagar canalhas", disse o idealizador do site e hacker australiano Julian Assange, em entrevista coletiva em Londres, referindo-se aos responsáveis por supostos crimes de guerra revelados pelo calhamaço de relatórios publicado simultaneamente pela revista alemã Der Spiegel, pelo jornal britânico The Guardian e pelo americano The New York Times.

Entre as denúncias estão descrições detalhadas de execuções de civis, a existência de um esquadrão encarregado de "capturar ou matar" sem julgamento 70 líderes do Taleban e evidências do envolvimento do serviço secreto do Paquistão, aliado americano na guerra, com o movimento fundamentalista afegão.

Max Nash/AP
Após revelação dos documentos, Assange, do WikiLeaks, bradou: ‘Adoro esmagar canalhas’

Em sua home page, o WikiLeaks se define como uma "avenida global" para a disseminação de documentos de interesse público.

Ali, qualquer pessoa pode divulgar o que quiser sobre quem quiser.
Sem amarrações e em total anonimato.
Nem os organizadores do site têm acesso à identidade de suas fontes.

Mesmo assim, o soldado Bradley Manning, de 22 anos, foi apontado como responsável pela extração dos registros do sistema interno de inteligência do Exército e pela postagem do conteúdo no site de Assange.

Manning já era o suspeito-mor de ter divulgado em abril, também no WikiLeaks, um vídeo mostrando, do interior de um helicóptero Apache americano, uma operação em Bagdá que resultou na morte de 11 civis iraquianos, dois jornalistas da Reuters - e nenhum insurgente.

Em 2008, o WikiLeaks pipocou no noticiário internacional quando publicou uma cartilha do Exército americano que ensinava como seus soldados deveriam tratar os prisioneiros de Guantánamo e quando espalhou a conta de e-mail de Sarah Palin, ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente na chapa do republicano John McCain.

Mas em nenhum dos casos o site recebeu tanta atenção quanto agora.

Entusiasmado com a enorme repercussão do agora chamado Diário de Guerra do Afeganistão, Julian Assange chegou a compará-lo em importância aos Papéis do Pentágono.

A divulgação desse material secreto, entregue em 1971 ao The New York Times pelo analista militar e ex-funcionário do Pentágono Daniel Ellsberg, teria contribuído para o fim da Guerra do Vietnã.

O mesmo não se dará em relação aos documentos do WikiLeaks, avalia o repórter investigativo do NYT e vencedor do Prêmio Pulitzer de jornalismo em 1988, Tim Weiner, para quem a comparação entre os dois vazamentos é completamente forçada.

 "Os Papéis do Pentágono eram 47 volumes de análise histórica cruciais para o cidadão americano entender que a guerra não poderia ser ganha com poderio militar. O material do WikiLeaks é uma tonelada de informação bruta." E completa: "Tentar obter informação útil do serviço de inteligência americano é como tentar beber um gole d’água em uma mangueira de incêndio".

Autor de um livro sobre a história da CIA, Legado de Cinzas, publicado no Brasil pela editora Record, Weiner é especialista em segredos de Estado. A ele foi concedido o prêmio mais importante do jornalismo americano por uma série de reportagens publicadas no The Philadelphia Inquirer nas quais desmascarou um orçamento secreto do Pentágono usado pelo governo para financiar a pesquisa e o desenvolvimento de novas armas.

Weiner é um crítico ferrenho do serviço de inteligência americano, que, a seu ver, não cumpre o papel de assessorar a tomada de decisões estratégicas bem fundamentadas e conscientes.

"O mais poderoso país do Ocidente falhou em criar um serviço secreto de primeira categoria", escreve Weiner em seu livro sobre os inúmeros erros da CIA.

 Para citar alguns, ele menciona a incompetência da agência em calcular as reais chances de vitória na invasão da Baía dos Porcos, em 1961, a incapacidade de prever o 11 de setembro e a invenção de que no Iraque havia armas de destruição em massa, argumento usado pelos americanos para invadir o país e depor Saddam Hussein.

            "Quando a inteligência falha,
                      pessoas morrem."
E a resistência da população local aumenta.

 É assim que se perde uma guerra contra um oponente infinitamente mais fraco, alerta Weiner.

É possível controlar a circulação de informações na era do WikiLeaks?

Primeiro, os documentos publicados pelo WikiLeaks traziam o selo de "secreto". O governo americano produz milhões de documentos "secretos" por ano. Acima do "secreto" existe o "top secret". E, acima do "top secret", incontáveis programas criptografados com senhas. Quando tudo é secreto, nada é secreto. Você não consegue manter segredos em uma sociedade aberta. A América é um navio com um furo no casco.

Recentemente o jornal The Washington Post publicou uma série de reportagens sobre o sistema de inteligência dos EUA mostrando que hoje 854 mil pessoas têm acesso a informações consideradas sigilosas. A rede de inteligência americana fugiu do controle?

Tentar obter informação útil do serviço de inteligência americano é como tentar beber um gole d’água em uma mangueira de incêndio. O sistema ejeta uma enorme massa de informação bruta, que sufoca a capacidade humana de análise e compreensão. As organizações de inteligência têm o propósito de servir como ferramentas para traçar estratégias inteligentes. Raramente elas cumprem esse papel. Quando a inteligência falha, pessoas morrem - soldados e civis. Presidentes e generais tomam decisões ignorantes. Exércitos atacam alvos errados. Quando as forças militares americanas e as tropas da Otan matam civis, o Taleban ganha pontos incalculáveis na batalha pela aliança da população local. Essa é uma das formas pelas quais uma nação pode perde a guerra contra uma guerrilha muito mais fraca, como aconteceu conosco no Vietnã.

Parece que os 92 mil documentos divulgados tem chocado mais pelo volume que pelo conteúdo. Quais podem ser as consequências políticas do episódio para o governo Obama?

Poucas informações divulgadas pelo WikiLeaks eram novidade para quem lê o trabalho de jornalistas e de organizações de direitos humanos que atuam no Afeganistão. É importante notar que os documentos cobrem o período de 2004 a 2009; portanto, são registros da guerra de Bush, não da de Obama. A informação muda muito pouco as estratégias e táticas de guerra que Obama adotou. Tanto que a Câmara de Representantes dos EUA aprovou na terça-feira, por 308 votos contra 114, a injeção de mais US$ 60 bilhões no conflito.

O vazamento poderá contribuir para o fim da guerra?

A guerra vai continuar. Os afegãos lutaram contra Alexandre, o Grande, os mongóis de Gengis Khan e Tamerlão, os britânicos, os russos e, agora, os americanos. Perderam muitas batalhas, mas nunca foram conquistados. Estive no Afeganistão sete vezes. Pelo que vi, acredito que os objetivos originais dessa guerra - matar os líderes da Al-Qaeda e neutralizar o Taleban - se perderam muitos anos atrás sob o governo Bush. Se a missão agora é a reconstrução do país a fim de transformá-lo em uma nação estável, depois de 30 anos de ocupação soviética e da ocupação americana, acredito que isso possa ser conseguido.. . em mais 30 anos.

O Diário de Guerra do WikiLeaks está sendo comparado aos Papéis do Pentágono?

A comparação é falsa. Os Papéis do Pentágono eram 7 mil páginas de documentos, em 47 volumes, de análise histórica preparada por experts sob o comando do secretário da Defesa de Kennedy e Johnson, Robert McNamara. Os papéis foram cruciais para os americanos entenderem que a guerra era política e não podia ser ganha com poderio militar. Considerado o mais grave vazamento da história do serviço de inteligência americano, os Papéis do Pentágono eram uma crônica das dificuldades dos americanos no Vietnã. O material do WikiLeaks são milhares de relatórios brutos da inteligência americana. Os Papéis do Pentágono foram muito mais importantes para virar a opinião pública dos americanos contra a guerra. Eles são a história supersecreta da Guerra do Vietnã de 1954 a 1967. Quando o presidente Nixon tentou impedir sua publicação, ele deu início a uma batalha contra vazamentos que, no final das contas, o levaram à autodestruição. Os papéis do WikiLeaks não trazem revelações importantes sobre a guerra. Eles adicionam detalhes de questões já bem conhecidas e compreendidas pelos que acompanham as notícias sobre o Afeganistão, que são a minoria do povo americano. No curto prazo, os documentos podem ajudar a focar a atenção do público dos EUA na guerra. Mas a terrível verdade é que milhões de americanos nada sabem sobre o Afeganistão e sua única preocupação é com os soldados americanos que estão morrendo nesse conflito.

O que significa contar a verdade sobre a guerra?

É o papel da inteligência - e dos jornalistas - penetrar o nevoeiro da guerra. Mas não existe uma coisa como total transparência em tempos bélicos. A névoa sempre ganha. Para citar McNamara: "A guerra é tão complexa que ultrapassava a habilidade da mente humana de compreender todas as suas variáveis. Nosso julgamento, nosso entendimento, não são adequados. E nós matamos pessoas sem necessidade. " Essa é a verdade da guerra.

Assange, como Daniel Ellsberg, vem sendo acusado de ignorar os interesses nacionais. Foi essa uma ação irresponsável ou uma vitória jornalística?

Nenhuma das duas coisas. É uma parte natural e inevitável do embate em tempos de guerra entre o Pentágono e seus opositores em casa e no exterior.

Uma organização como o WikiLeaks - sem sede em nenhum país e, portanto, sem ter de obedecer a nenhuma lei - propicia a qualquer pessoa espaço para postar informações e opiniões, sob total anonimato. Será esse o futuro do jornalismo investigativo?

Se formos definir vazamentos de dados como revelações não autorizadas de informações confidenciais, então a única novidade que o WikiLeaks traz é o método de distribuição. O jornalismo investigativo não se baseia só em vazamento, mas na pesquisa detalhada e paciente.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

LIBERDADE PARA SAKINEH MOHAMMADI ASHTIANI




Sabe-se que Sakineh está presa e que poderá ser morta ou na forca ou por apedrejamento. É o comentário geral.


Na verdade, ninguém ao certo sabe o REAL MOTIVO de sua prisão.


Ninguém deseja que um ser humano seja morto. É o que se tem em mente.


Sabe-se que todos os países possuem LEIS e que essas tem que ser cumpridas.


Há países que CUMPREM RELIGIOSAMENTE suas Leis, digo, com rigor.


Pena de morte não existe como LEI somente no Irã. Nos EUA também tem e em outros mais.


Sabe-se também que Sakineh pode estar sendo USADA contra o Irã, ou seja, por inimigos do Irã.


Os EUA estão querendo INVADIR o Irã, sob pretextos dito e daquilo. SAKINEH pode ser mais um pretexto. O último pretexto.


A Comunidade Internacional pode estar sendo envolvida para facilitar aos EUA essa invasão que há tempos eles vem ameaçando.


Sugeriria que ela fosse libertada para que mais nenhum pretexto pudesse ser usado, além daqueles que estão sendo usados, pelos EUA e seus aliados.


O Presidente Lula - Brasil quer recebê-la bem como aos seus filhos. Que venham!!!


O que vocês acham desse Caso?


Respostas obtidas no site Yahoo! Respostas


"Eu sugiro que você tente imigrar para o Irã."
Abs. - por Ed Lascar

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100811172736AAi34Uv&r=w

Detalhes Adicionais


Ed. Eu estou bem aqui e meus hábitos condizem com o local onde vivo e frequento.


Se eu fosse para o Irã, sabedora de suas Leis, OBVIAMENTE, eu teria qe modificar meus hábitos e seguir com rigor as LEIS IRANIANAS, para não receber as devidas PUNIÇÕES. Certo???


Aqui no Brasil, vivem dizendo que as LEIS tem que ser mudadas, que tem que ser mais RIGOROSAS, que tem que ser cumpridas.


A oposição de Lula vive gritando aos "quatro ventos" que Lula faz benefícios aos crimonosos, que favorece a bandidagem, que auxilia terroristas... Esses mesmos estão agora estão CLAMANDO contra o Irã e exigindo que a mulher iraniana não seja morta, ou seja, não seja punida.


Que incoerência é essa?


Aqui no Brasil, querem LEIS mais severas, até PENA DE MORTE, e lá no Irã, que HÁ PENA DE MORTE, eles querem que não haja. Que é isso??? - por Flor do Deserto




LEIAM: http://www.liberdadeparasakineh.com.br/



Os filhos de Sakineh fazem um apelo ao mundo


Não permitam que os nossos pesadelos se tornem realidade. Protestem contra o apedrejamento de nossa mãe! Hoje nós estendemos nossas mãos às pessoas do mundo inteiro. Há cinco anos vivemos em estado de medo e terror, destituídos do amor maternal. Seria o mundo tão cruel a ponto de assistir essa atrocidade sem fazer nada?

Somos os filhos de Sakine Mohammadie Ashtiani, Fasride e Sajjad Mohammadie Ashtiani. Desde a infância sofremos a dor de saber que nossa mãe está presa aguardando uma tragédia. Para dizer a verdade, o termo .apedrejamento. é tão horrível que evitamos usá-lo. Em vez disso, dizemos que nossa mãe está em perigo, que pode ser morta, e que precisa da ajuda de todos.

Hoje, quando todas as opções se esgotaram e o advogado de nossa mãe sabe que ela está numa situação perigosa, nós recorremos a vocês. Recorremos ao povo do mundo inteiro, não importa quem sejam ou onde vivem. Recorremos a vocês, povo do Irã, a todos os que já experimentaram a dor e a aflição do horror de perder um ente querido.

Por favor, ajudem nossa mãe a voltar para casa!

Estendemos nossas mãos sobretudo aos iranianos que vivem no exterior. Ajudem-nos a evitar que esse pesadelo se torne realidade. Salvem a nossa mãe. Somos incapazes de explicar a angústia de cada momento, de cada segundo de nossas vidas. As palavras não dão conta de articular o nosso medo...

Ajudem-nos a salvar nossa mãe. Escrevam às autoridades pedindo a sua libertação. Digam-lhes que não há nenhum querelante e que ela não fez nada de errado. Nossa mãe não pode ser morta. Será que há alguém nos ouvindo e correndo em nosso socorro?


Faride e Sajjad Mohammadie Ashtiani

http://www.liberdadeparasakineh.com.br/

Sabiam que o presidente Lula NÃO ASSINOU o pedido de clemência que salvou Sakineh Mohammadi Ashtiani?


Lula NÃO ASSINOU o pedido que OITENTA CELEBRIDADES internacionais enviaram ao Irã em junho deste ano e que salvou a iraniana da execução.


NOTÍCIA DE 9 de JULHO:

ONDA DE CRÍTICAS


A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional pediu nesta sexta-feira que o Irã perdoe a vítima, alegando que "uma simples mudança do método de execução" não era suficiente diante da "injustiça".

"Castigar --e em alguns casos executar-- as pessoas por manterem relações nas quais há consentimento mútuo não é assunto do Estado", declarou Hassiba Hadj Sahraoui, vice-diretora do programa Oriente Médio da Anistia.

A organização afirmou em comunicado que há pelo menos outros dez casos de pessoas condenadas a morte por apedrejamento.

O ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, pediu que as autoridades iranianas escutem "os pedidos que vêm do Irã e do mundo para que triunfe o sentimento de humanidade".

Seu colega britânico, William Hague, qualificou a morte por apedrejamento de "castigo medieval". "Se isso for feito, vai levar indignação e horror ao mundo."

Os Estados Unidos considerou "selvagem" e "uma forma legalizada de morte mediante tortura".

Já o Chile pediu que Teerã "proteja o direito à vida e integridade física" da vítima.

Além disso, mais de 80 personalidades do mundo político e cultural assinaram uma carta aberta, expressando seu "horror e consternação" e pedindo que o Irã "reveja o caso". Entre os signatários estão a ex-secretária de Estado americana Condoleezza Rice; o prêmio Nobel da Paz José José Ramos Horta; e os atores Robert Redford, Emma Thompson e Robert de Niro.

Respostas obtidas no site Yahoo Respostas:

O Lula não poderia mesmo assinar porque isso atestaria uma interferência na política interna do Irã, ele apenas fez uma colocação informal de que o Brasil poderia dar asilo a essa mulher.



O Lula fez a oferta ao Presidente o Irã, que não tem poderes para resolver esse assunto, já que uma decisão só poderia ser dada pelo líder Supremo Ali Khamenei e seu Conselho de cléricos.


Há muita desinformação nesse assunto, a mulher foi condenada pela Justiça e pela Suprema corte iraniana de acordo com a Lei.


Ela foi acusada pelo assassinato do seu marido e por ter cometido adultério com dois homens.


A forma de consumação da morte é que assusta todo mundo, o apedrejamento ou o enforcamento.


Quero lembrar que o mundo ocidental e cristão, já usou enforcamento, fuzilamento, câmara de gas, cadeira elétrica, empalamento, esquartejamento feito por cavalos e até queima na fogueira. Na China dão um tiro na nuca e ainda cobram a bala da família. Os romanos até crucificavam e algumas vezes de cabeça para baixo.

Cada cultura inventa as suas formas de castigo, umas mais cruéis que as outras.


Em muitos países do Oriente Médio ainda é praxe da família de uma mulher adultera, mata-la sem nenhum julgamento.


Em muitos países africanos, meninas são mutiladas sexualmente para que não sintam prazer.


Acho gozado que quando o caso dessa moça estourou na Mídia, muitos afirmaram que o Lula deveria tentar interferir, mas agora que foi rejeitado, muitos começam a critica-lo.


Eu coloquei aqui no YR, respondendo a uma pergunta, que o Lula não deveria fazer nada pessoalmente e que a colocação do nosso Ministro das Relações Exteriores para o seu correspondente iraniano, já era o suficiente.


Um abraço!!! - por leocaixa
http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=Al3th3lSLYUyqZWrf.xSh3zx6gt.;_ylv=3?qid=20100803154626AA0pNiX

Valeram os apelos de Lulla: Iraniana não será apedrejada, mas enforcada, que você acha da influencia de Lulla?


O governo do Irã indica que a iraniana Sakineh Ashtiani, condenada à morte por adultério, deve ser enforcada, e não mais apedrejada, como havia sido estabelecido pela Justiça da República Islâmica.

A nova decisão se deve ao fato de Sakineh ter sido agora condenada por assassinato. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 9, pela embaixada iraniana na Noruega.

Nesta segunda, o Itamaraty confirmou ao Estado que fez uma oferta oficial a Teerã para receber a iraniana como refugiada. A Noruega passou a intervir no caso e conseguiu receber o advogado foragido de Sakineh e dialogando com o Irã para garantir sua proteção.
http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=Amm_SX12h2SAiqUIhVMfKt_x6gt.;_ylv=3?qid=20100809162050AA90HYc

Lula oferece asilo à iraniana. Vocês concordam com as palavras do Presidente Lula?


“Eu tenho de respeitar a lei de um país, mas se a minha amizade e o carinho que tenho pelo presidente do Irã e pelo povo iraniano valem de alguma coisa e se esta mulher está causando incômodo lá, nós a receberemos no Brasil”, afirmou o presidente Lula, oferecendo asilo a Sakineh Mohammadi Ashtiani, iraniana condenada à morte pela acusação de adultério.

Ela foi condenada à morte por apedrejamento, mas, pelas pressões, a sentença foi alterada para enforcamento. Antes, em 2006, ela já tinha sido condenada a uma pena de 99 chicotadas, que foi aplicada na frente de seu filho de 17 anos, Sajad.

“Nada justifica o Estado tirar a vida de alguém, só Deus dá a vida e só Ele é que deveria tirar a vida”, AFIRMOU LULA.


Detalhes Adicionais

PT13PT: Concordo com você. "foi um ato de nobresa do nosso Presidente, isso mostra a sencibilidade do coração deste que é o "cara", nosso querido Presidente Lula. Pena que o Irã pense diferente. S eles liberassem a mulher pra vir para o Brasil, o chefe lá do Irã, cresceria perante o mundo! Deus, lá Alá, tenha misericordia dela!"


Presidente Lula JAMAIS interferiria nas Leis e nos costumes do Irã nem de outro país, em respeito à soberania desses.


O objetivo foi colaborar com o Irã, objetivo humanitário.


Brasil e Irã juntos. Uma nova visão.


Se esse caso perturba o Irã, o Brasil oferece asilo à mulher e "finito" o problema.


Não é bem assim pois poderiam aparecer mais mulheres desrespeitando as Leis de lá.


Cada país tem sua Lei.


O Irã poderia, neste momento, mostrar ao Mundo Ocidental, que pode voltar atrás, liberando a mulher e que não é o GRANDE VILÃO da História, como os EUA/Israel "pintam", digo, dizem aos Quatro Cantos deste Mundo.


Jorge B: concordo com você: "Que venha essa mulher para o Brasil, nós somos um eterno País da PAZ."


UP-S; Você disse e eu discordo. "Seu presidente pareceu dizer que todas as mulheres brasilianas são fornicadoras."


Houve má interpretação na tradução para o farsi, creio eu.


Presidente Lula não quis interferir. Apenas, quis colaborar, pois preza o Presidente do Irã.


Há Leis que devem ser cumpridas mas pode haver um acordo de perdão e/ou de liberação como por exemplo o exílio no Brasil à mulher. Aqui, ela poderá viver livremente, como quiser e com quantos quiser, se assim o desejar.


As mulheres no Brasil não são punidas por se relacionarem após estarem viúvas.


Você disse: "O auto-controle é tudo em nossas vidas..."


Não somos DEUSES para ter AUTO CONTROLE em tudo. Só Deus é perfeito.

Respostas obtidas no site Yahoo Respostas:

"Não.



Seu presidente pareceu dizer que todas as mulheres brasilianas são fornicadoras.


Ela foi condenada por fornicação, é viúva, se fosse por adultério apenas os marido poderia julga-la, libera-la por divórcio ou aceita-la de volta como no 1º dia do casamento.

Ela violou a sharia, a lei de Deus p/ a humanidade e desestabilizou a sociedade em que vive, a sociedade islâmica. Ela sabia o que estava arriscando. Causa e efeito. O auto-controle é tudo em nossas vidas...



Não existe pena aplicada como apedrejamento. É forca ou degola". - por ♫U_PS ╩

"Eu achei no começo que ele não deveria interferir, a colocação do nosso Ministro das Relações exteriores já era suficiente.



Ele fez o apelo para o Presidente, mas acho que essas questões estão fora do seu alcance, um apelo deveria ser feito ao Líder Supremo, Ali Khamenei, que é quem tem autoridade (eu acho), para mudar uma decisão da Justiça Iraniana.


O Lula disse que conversou com o Presidente por uma questão humanitária, mas que não queria interferir nos assuntos internos do Irã, uma colocação que eu acho perfeita, temos que respeitar as Leis dos outros países, mesmo quando não concordamos com elas.


Para mim, qualquer forma de pena de morte é cruel.


Um abraço!!!" - por leocaixaforte

"Cada pais tem sua cultura, suas tradições e seus costumes. No caso do Irã, as pessoas nascem e crescem acostumadas com as leis e sabem que as punições são severas. Então deveriam estar cientes das conseqüências por transgredir as leis.



Todos os presidentes do mundo conhecem a diplomacia. Todos sabem que não se deve interferir na cultura de um pais.



Quando o Lula podia ter feito algo em pról dos atletas cubanos não o fez, muito pelo contrário embrulhou e despachou de volta para serem penalizados (executados talvez) por Fidel.


Agora quer se fazer de bonzinho mostrando condescendência com a iraniana condenada.


Dá pra acreditar nisso? NUNCA.



Só um irracional não consegue perceber as incoerência desse sujeito sem nenhum tato diplomático." - por Oto Muller

"Sim Flor, foi um ato de nobresa do nosso Presidente, isso mostra a sencibilidade do coração deste que é o "cara", nosso querido Presidente Lula. Pena que o Irã pense diferente. S eles liberassem a mulher pra vir para o Brasil, o chefe lá do Irã, creceria perante o mundo! Deus, lá Alá, tenha misericordia dela!



Fonte(s):


amigos que votam DILMA! - por PT13PT

"Certíssimo !


Bem, se nós podemos apoiar seu programa nuclear, por que não podemos apoiar a vida dessa mulher? neste caso não estaríamos interferindo em seus interêsses internos?, afinal ela é viúva, portanto, livre, desimpedida. Quem haveria de condená-la seria seu filho e não o Estado. É certo que cada povo tem seus usos e costumes, mas, nesse caso, ela poderia se relacionar com quem ela desejasse e mesmo assim não a podemos taxá-la de prostituição pois não cabe o têrmo.



Não venham as pessoas defender o que não têm conhecimento. Defender uma vida, uma inocente, é outra história. E, no meu parco conhecimento, já havia pagado seu "crime" com as chibatadas.



Que venha essa mulher para o Brasil, nós somos um eterno País da PAZ.
Fonte(s):


Minha opinião. - por Jorge B

http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=AssTty1GIUttINcjFwhUXUrx6gt.;_ylv=3?qid=20100803184915AA5fSR9

Primeiramente, ela cometeu outros crimes, inclusive assassinato do próprio marido!



Ela sabia o que fazia, é a lei de seu país!


É UM PAÍS NA QUAL A LEI FUNCIONA!


Garanto que se aqui tivesse uma lei como essas, não haveriam tantas mulheres safa.das.



O presidente Lula quer apenas aparecer (como sempre), quem é ele para defender uma iraniana sendo que ele não da conta de defender nem os brasileiros que votaram nele?



Pense que se existisse pena de morte, um exemplo básico do que aconteceu a pouco tempo, aqueles maníacos de Lusiania e Novo Gama não teriam acabado com 20 vidas ou mais. Isso pq eles já haviam sido presos... Apenas um caso, tbm como 2 estupradores que violentaram uma idosa de 89 anos, ela morreu pois não suportou os ferimentos. Pense que poderia ser sua avó ou sua mãe!



Eu não vou mandar e-mail pra ngm, ela que se lasque! Tenho mais o que fazer e mais com o que me preocupar.



** A Neblina está certissima, não vejo ngm se mobilizando com tanta coisa horrivel acontecendo aqui no país, ngm clamando por justiça, nem ao menos pedindo para a justiça manter os vagabundos presos! - por →Nina←

http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=ArnNXMFv.9ggcPQoHo7VETDx6gt.;_ylv=3?qid=20100804192021AAtZV3Z

10/08/2010 - 16h14



Sakineh deve enfrentar Justiça no Irã, diz diplomata iraniano na Noruega

Um dia após o governo brasileiro oficializar a oferta de asilo à iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43, condenada à morte por adultério, a embaixada do Irã na Noruega confirmou que a sentença de apedrejamento foi cancelada, mas que a Suprema Corte ainda pode condená-la à morte por enforcamento pela acusação de homicídio.

O diplomata Mohammad Hosseini disse à Folha que a mais alta corte da República Islâmica aguarda a decisão da família do marido de Sakineh, que ainda pode perdoá-la, antes de emitir seu veredito sobre as acusações de ter sido cúmplice da morte do marido.

Hosseini, diretor de imprensa e relações públicas da embaixada do Irã em Oslo, disse ainda que "não faz sentido" que seu governo aceite a oferta de asilo de Brasília. "Ela cometeu crimes no Irã e está sendo julgada por eles. Não faz sentido enviar um cidadão criminoso para que tenha liberdade em outro país", afirmou.

Leia a entrevista na íntegra:

 
Folha - O governo iraniano confirma uma mudança na sentença de Sakineh Mohammadi Ashtiani, que agora não será mais apedrejada, mas pode ser morta por enforcamento?


Mohammad Hosseini - Com base no julgamento desde o início, a sentença de apedrejamento não seria levada até o final. Este foi um veredicto, mas já foi cancelado. A morte por apedrejamento já não acontece com frequência no Irã. Foi mais um símbolo para mostrar a gravidade deste tipo de crime. mas o fato é que ela foi acusada por dois crimes. Um foi o de adultério e outro foi o de homicídio, ela é acusada de ter matado o marido com a ajuda de outras pessoas. Ela está aguardando o veredito pelo segundo crime.

De onde partiu a decisão de cancelar a sentença de apedrejamento?



Pelo que sabemos do governo em Teerã a Suprema Corte decidiu cancelar a sentença de apedrejamento pelo crime de adultério, mas ainda está pendente o julgamento por homicídio. Na verdade neste segundo caso a família do marido ainda pode perdoá-la. Agora a Justiça iraniana aguarda esta decisão da família. Caso ela seja perdoada, após um período na prisão poderá ser liberada, mas se a família não der seu perdão, uma provável sentença dos tribunais iranianos pode ser, sim, o enforcamento.



A decisão sobre o enforcamento como sentença caso ela seja condenada pelo crime de homicídio já está concretizada?


Não. A Justiça do Irã aguarda a decisão da família sobre o perdão. Só depois disso os tribunais poderão decidir sobre a sentença. Num caso como este, a família tem o direito de conceder seu perdão. Caso a família não a perdoe, a sentença mais provável é a de enforcamento, para crimes deste tipo.



Há uma reação oficial do governo iraniano sobre a oferta de asilo à Sakineh oficializada pelo governo brasileiro na segunda-feira (9)?


Com base nas informações que recebemos do Irã, o governo deve rejeitar porque ela cometeu um crime, e um criminoso não pode ser enviado para outro país. Ela deve enfrentar as consequências legais dos atos que ela cometeu no Irã. Acreditamos que qualquer pessoa que decida tirar a vida de alguém precisa entender que haverá consequências por isso. Não faz sentido aceitar porque em nenhum outro país isto poderia acontecer.

Após abrigar Mohammad Mostafaei [advogado de Sakineh], a Noruega intercedeu de alguma forma a favor da iraniana junto ao governo de Teerã?



Não podemos comentar nada sobre este assunto. Sabemos apenas que ele está aqui e que foi recebido pelas organizações de direitos humanos que trabalham aqui na Noruega, e provavelmente ele receberá asilo político.



Existe algum prazo para a decisão final da família ser anunciada no Irã?


Estamos aguardando mais informações de Teerã sobre este assunto, ainda não temos dados oficiais sobre prazos específicos

Notícias sobre o caso: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/780776-sakineh-deve-enfrentar-justica-no-ira-diz-diplomata-iraniano-na-noruega.shtml