Antes de tudo, um forte abraço, em amor à História e à Verdade...

segunda-feira, 8 de abril de 2019

O SISTEMA QUE NÃO PERDOA

https://youtu.be/97NE-LdIxXc

O SISTEMA QUE APRISIONA LULA

ATOS POR LULA LIVRE Com paródia de série da Netflix, vídeo define o ‘Sistema’ que aprisiona Lula Organizadores de atos pela liberdade do ex-presidente produzem 'trailer' similar a 'O Mecanismo', associando sua condenação a interesses do Judiciário, da mídia e de políticos corruptos por Redação RBA publicado 02/04/2019 19h08, última modificação 03/04/2019 12h28 São Paulo – “Quando o sistema se junta para tomar o poder, sobra para nós aqui embaixo”, diz a locução do vídeo divulgado hoje (2) sobre a Jornada Lula Livre, que dos dias 7 a 10 vai promover uma série de atos no Brasil e em 15 países em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7 de abril do ano passado. Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro sem provas, em um processo da Operação Lava Jato marcado por pela seletividade política, por delações de empresários convenientes aos acusadores e pela condenação prévia por meio da imprensa e que serviu para tirá-lo das eleições. Na narrativa e na produção iconográfica, o vídeo faz referência à série da Netflix, O Mecanismo, do diretor José Padilha, de Tropa de Elite, que exalta a atuação da Operação Lava Jato contra Lula. Desta vez, em vez de O Mecanismo, o título é O Sistema’ em alusão aos ataques de que o país tem sido vítima, desde as eleições de 2014. E que de certa forma traduzem o sentido do termo lawfare – uso do sistema de Justiça com objetivos políticos –, com operadores vêm classificando no Brasil e no mundo os processos contra o ex-presidente. “Mídia, judiciário, banqueiros, os protegidos, uma país sem esperança, um país sem lei, sem vergonha, onde a Globo acusa, o Judiciário condena e o povo é que paga a conta”, afirma o narrador, “cortando pobres, idosos, trabalhadores, estudantes, cortam tudo, o sistema é foda”, diz, ironizando a narrativa da produção de Padilha, em meio a imagens de pobreza, ataques a direitos, políticos que protagonizaram o golpe de 2016, a prisão de Lula e a vitória de Bolsonaro. “Quem vai contra (o sistema), eles não perdoam”, afirma o narrador, mostrando imagens de Lula e também da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada por milicianos em 14 de março do ano passado. O processo contra Lula é considerado difamatório e injusto e tem provocado indignação no Brasil e no exterior. O caso está sendo analisado pelo Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas. Além disso, enquanto setores da mídia brasileira e do Judiciário tentam destruir a imagem do ex-presidente, ele é indicado ao prêmio Nobel da Paz em função de seu legado no combate à fome e à miséria.  

A OPOSIÇÃO TEM MEDO DE LULA LIVRE

Por que têm tanto medo de Lula livre?


APRIL 07,

Faz um ano que estou preso injustamente, acusado e condenado por um crime que nunca existiu. Cada dia que passei aqui fez aumentar minha indignação, mas mantenho a fé num julgamento justo em que a verdade vai prevalecer. Posso dormir com a consciência tranquila de minha inocência. Duvido que tenham sono leve os que me condenaram numa farsa judicial.
O que mais me angustia, no entanto, é o que se passa com o Brasil e o sofrimento do nosso povo. Para me impor um juízo de exceção, romperam os limites da lei e da Constituição, fragilizando a democracia. Os direitos do povo e da cidadania vêm sendo revogados, enquanto impõem o arrocho dos salários, a precarização do emprego e a alta do custo de vida. Entregam a soberania nacional, nossas riquezas, nossas empresas e até o nosso território para satisfazer interesses estrangeiros.
Hoje está claro que a minha condenação foi parte de um movimento político a partir da reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2014. Derrotada nas urnas pela quarta vez consecutiva, a oposição escolheu o caminho do golpe para voltar ao poder, retomando o vício autoritário das classes dominantes brasileiras.
O golpe do impeachment sem crime de responsabilidade foi contra o modelo de desenvolvimento com inclusão social que o país vinha construindo desde 2003. Em 12 anos, criamos 20 milhões de empregos, tiramos 32 milhões de pessoas da miséria, multiplicamos o PIB por cinco. Abrimos a universidade para milhões de excluídos. Vencemos a fome.
Aquele modelo era e é intolerável para uma camada privilegiada e preconceituosa da sociedade. Feriu poderosos interesses econômicos fora do país. Enquanto o pré-sal despertou a cobiça das petrolíferas estrangeiras, empresas brasileiras passaram a disputar mercados com exportadores tradicionais de outros países.
O ex-presidente Lula depois de preso
O ex-presidente Lula depois de preso
O impeachment veio para trazer de volta o neoliberalismo, em versão ainda mais radical. Para tanto, sabotaram os esforços do governo Dilma para enfrentar a crise econômica e corrigir seus próprios erros. Afundaram o país num colapso fiscal e numa recessão que ainda perdura. Prometeram que bastava tirar o PT do governo que os problemas do país acabariam.
O povo logo percebeu que havia sido enganado. O desemprego aumentou, os programas sociais foram esvaziados, escolas e hospitais perderam verbas. Uma política suicida implantada pela Petrobras tornou o preço do gás de cozinha proibitivo para os pobres e levou à paralisação dos caminhoneiros. Querem acabar com a aposentadoria dos idosos e dos trabalhadores rurais.
Nas caravanas pelo país, vi nos olhos de nossa gente a esperança e o desejo de retomar aquele modelo que começou a corrigir as desigualdades e deu oportunidades a quem nunca as teve. Já no início de 2018 as pesquisas apontavam que eu venceria as eleições em primeiro turno.
Era preciso impedir minha candidatura a qualquer custo. A Lava Jato, que foi pano de fundo no golpe do impeachment, atropelou prazos e prerrogativas da defesa para me condenar antes das eleições. Haviam grampeado ilegalmente minhas conversas, os telefones de meus advogados e até a presidenta da República. Fui alvo de uma condução coercitiva ilegal, verdadeiro sequestro. Vasculharam minha casa, reviraram meu colchão, tomaram celulares e até tablets de meus netos.
Nada encontraram para me incriminar: nem conversas de bandidos, nem malas de dinheiro, nem contas no exterior. Mesmo assim fui condenado em prazo recorde, por Sergio Moro e pelo TRF-4, por “atos indeterminados” sem que achassem qualquer conexão entre o apartamento que nunca foi meu e supostos desvios da Petrobras. O Supremo negou-me um justo pedido de habeas corpus, sob pressão da mídia, do mercado e até das Forças Armadas, como confirmou recentemente Jair Bolsonaro, o maior beneficiário daquela perseguição.
Velório do neto de Lula
Velório do neto de Lula
Minha candidatura foi proibida contrariando a lei eleitoral, a jurisprudência e uma determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para garantir os meus direitos políticos. E, mesmo assim, nosso candidato Fernando Haddad teve expressivas votações e só foi derrotado pela indústria de mentiras de Bolsonaro nas redes sociais, financiada por caixa 2 até com dinheiro estrangeiro, segundo a imprensa.
Os mais renomados juristas do Brasil e de outros países consideram absurda minha condenação e apontam a parcialidade de Sergio Moro, confirmada na prática quando aceitou ser ministro da Justiça do presidente que ele ajudou a eleger com minha condenação. Tudo o que quero é que apontem uma prova sequer contra mim.
Por que têm tanto medo de Lula livre, se já alcançaram o objetivo que era impedir minha eleição, se não há nada que sustente essa prisão? Na verdade, o que eles temem é a organização do povo que se identifica com nosso projeto de país. Temem ter de reconhecer as arbitrariedades que cometeram para eleger um presidente incapaz e que nos enche de vergonha.
Eles sabem que minha libertação é parte importante da retomada da democracia no Brasil. Mas são incapazes de conviver com o processo democrático.

 2019

sexta-feira, 5 de abril de 2019

ACORDO DA PETROBRAS COM A JUSTIÇA AMERICANA

Acordo da Petrobras com Justiça americana não contém exigência de um fundo gerido pelo MPF Acordos assinados pela estatal com o DoJ e a SEC afirmam que dinheiro de multa deve ser pago “às autoridades brasileiras”. 'Não falam no Ministério Público ou impõe condições para que o dinheiro seja enviado', mostra reportagem

 Por  Jornal GGN  - 04/04/2019

 Procurador da Lava Jato de Curitiba, Deltan Dellagnol. Foto: Fernando Frazão/Agência

Brasil Jornal GGN – Os procuradores da Lava Jato de Curitiba produziram uma informação que não bate com o que foi acordado entre a Petrobras com a justiça dos Estados Unidos. É o que revela matéria de Pedro Canário para o site Conjur.

 Segundo o repórter, os procuradores enviaram um ofício ao ministro Alexandre de Moraes afirmando que criaram o “fundo patrimonial” porque no acordo da Petrobras com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) ficou estabelecido que se o valor da multa não fosse entregue ao Ministério Público Federal, ficaria com o Tesouro dos EUA. Entretanto, nos dois acordos assinados entre a estatal e a Justiça dos Estados Unidos, um com o DoJ e outro com a SEC (agência reguladora do mercado de capitais dos EUA), não existe essa previsão.

Segundo os acordos, a maior parte do dinheiro em títulos de multa deve ser pago pela Petrobras “às autoridades brasileiras”.

“Nenhum dos acordos fala no Ministério Público ou impõe condições para que o dinheiro seja enviado. Apenas estabelecem um percentual mínimo de pagamento e instituem uma multa de 50% do valor devido, em caso de desobedecimento”, pontua Canário.

O DoJ estipula o envio de 80% do valor da multa ao Brasil, e a SEC estabelece que o montante devido pela Petrobras deve ser abatido do acordo assinado com acionistas minoritários nos EUA.

Os procuradores da Lava Jato de Curitiba dizem que o acordo com os órgãos da Justiça norte-americana previam a criação do “fundo patrimonial”, que deveria ser controlado pelo MPF do Paraná. Metade do dinheiro ficaria com os procuradora e a outra metade para quem instaurou o processo contra a empresa.

Na argumentação enviada ao ministro Alexandre de Moraes os procuradores citam três motivos para serem legitimados como representantes dos interesses nacionais: (1) como “força-tarefa” competente para processar e julgar os processos relacionadas à corrupção da Petrobras; (2) o caso se trata de ofensa a direitos difusos da sociedade, e o Ministério Público representa o Brasil nessa questão; (3) porque o governo americano não saberia dos crimes da Odebrecht se não fossem as investigações deles.

Os procuradores justificam ainda que “o acordo, em si, não trata de um instrumento de cooperação internacional, pois não envolveu diretamente as autoridades norte-americanas”. Segundo eles, foram os esforços da força-tarefa da Lava Jato que garantiram o envio do dinheiro ao Brasil.

O ofício do MPF do Paraná foi encaminhado para instruir Alexandre de Moraes em relação a uma ADPF ajuizada pela Procuradoria-Geral da República enviada ao Supremo para barrar a criação do fundo.

O ministro atendeu à PGR e suspendeu a criação do fundo, porém mantendo o acordo em pé. Na interpretação de Alexandre de Moraes, não existe previsão legal para que o dinheiro pago como multa num acordo de leniência vá para um fundo controlado pelo MPF, sendo que o correto seria o dinheiro ficar no Tesouro Nacional para ressarcir quem foi lesado.

A reportagem de Pedro Canário pontua, entretanto, que “é provável que procuradores do DoJ tenham entrado em negociações com o MPF por estarem em busca de informações que só os procuradores tinham no momento”.

Ele levanta outra questão, porém, que é o fato de o DoJ ser um órgão que integra o poder executivo dos EUA, reunindo o equivalente no Brasil ao MP e ao Ministério da Justiça. O comandante do DoJ tem status equivalente a de um ministro do estado, se reportando diretamente ao presidente.

“Seria uma discussão de “suspeição institucional”, em vez de pessoal, explicou um advogado à ConJur, sob a condição de não ser identificado. O conflito de interesse, disse ele, estaria no órgão, e não em seus ocupantes, justamente porque ele está subordinado a uma pessoa que se encontrava, no momento, em situação de conflito”, conclui. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.👇🏽

Fonte:

https://jornalggn.com.br/justica/acordo-da-petrobras-com-justica-americana-nao-contem-exigencia-de-um-fundo-gerido-pelo-mpf/

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

OPÇÃO PREFERENCIAL PELA BARBÁRIE

Opção preferencial pela barbárie Ao chamar ao Brasil o exército brutal de Israel, e condecorar um criminoso de guerra, governo confirma sua submissão aos EUA e coloca país na rota do isolamento diplomático OUTRASPALAVRAS GEOPOLÍTICA & GUERRA por Berenice Bento e Sayid Marcos Tenório Publicado 28/01/2019 às 20:13 - Atualizado 28/01/2019 às 20:16 Militares israelenses prendem e humilham garoto palestino. Presidente preferiu este exército, conhecido pelas atrocidades cometidas na ocupação de país estrangeiro, à mobilização das forças armadas brasileiras em Brumadinho Por Berenice Bento e Sayid Marcos Tenório Não era por nos surpreender. Nada do que este governo tem dito e feito está fora do perfil político do ex-capitão Bolsonaro. Infelizmente, no entanto, a sensação de surpresa ainda nos afeta. Por segundos pensamos: não será uma fakenews? Não é possível que este governo esteja tão desconectado dos debates internacionais. Como é possível conceder a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, no grau de Grã-Cruz, a Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel? Não resta dúvida, o Decreto foi publicado no Diário Oficial da União em 17 de janeiro. Homenagear qualquer representante do Estado de Israel, um país que viola sistematicamente todas as Resoluções da ONU e Convenções Internacionais em ações criminosas contra o povo palestino, é tornar-se cúmplice. No entanto, quando o governo demonstra admiração oficial por Benjamin Netanyahu, um político que não nega a tradição genocida dos primeiros-ministros israelenses anteriores, mas a aprofunda, há neste ato um rompimento simbólico definitivo com a política exterior brasileira. Quem é o primeiro-ministro israelense? Netanyahu é acusado de receber um milhão de shekels [moeda de Israel, valor equivalente a quase 300 mil dólares] como propina, além de charutos, champanhe e joias de dois empresários, em troca de favores do governo israelense. Acusado de subornar, com dinheiro do Estado, o jornal Yedioth Ahronoth, para obter a publicação de notícias favoráveis ao seu governo. E receber propina para que Israel comprasse três submarinos da empresa alemã ThyssenKrupp, mesmo contra a posição do Ministério da Defesa de Israel, que não via utilidade desses aparelhos alemães de guerra. A marca Krupp é famosa por seus canhões e fornos utilizados nos campos de concentração nazistas, além de financiar os crimes de Hitler contra judeus durante a Segunda Guerra Mundial. O mesmo Netanyahu que acumula todas estas acusações também ordena bombardeios contra Gaza, nos quais é praticado o extermínio em massa de civis, entre eles milhares de crianças nos anos de 2012 e 2014; o mesmo Netanyahu que autoriza a construção de assentamentos ilegais nos territórios palestinos, elevando ainda mais as tensões do conflito; o mesmo Netanyahu presidente do partido de extrema direita Likud, que prega a limpeza étnica e a destituição de qualquer direito dos palestinos a suas terras históricas. Netanyahu e Bolsonaro, em visita a sinagoga Kehilat Yaacov no Rio de Janeiro (Dez/18) | Foto: Leo Correa Mas seria esta condecoração um raio cortando o ceú azul? Passados os segundos inicias de surpresa, tivemos que admitir: há coerência do decreto com tudo que o já foi dito pelo presidente da República em relação a Israel até o momento. Vejamos: Desde sua campanha eleitoral, o ex-capitão do Exército brasileiro, declarou que, se eleito, adotaria uma nova atitude diplomática, onde romperia com o viés “ideológico” das relações brasileiras. Uma das suas atitudes seria o fechamento da Embaixada da Palestina no Brasil, conforme declarou ao jornal O Estado de S. Paulo de 07/08/2018. Segundo ele “a Palestina, não sendo um país, não tem direito a Embaixada aqui. Não pode fazer puxadinho”. Ao contrário da presidenta Dilma que “negociou com a Palestina e não com o povo de lá. Você não negocia com terrorista, então, aquela embaixada do lado do [Palácio do] Planalto, ali não é área para isso”. Por diversas vezes afirmou que uma de suas primeiras viagens oficiais seria para Israel e que iria autorizar a mudança da Embaixada brasileira para Jerusalém, seguindo o exemplo do presidente Donald Trump, de quem se declara fã. A comunidade judaica brasileira, embora com fissuras internas, apoiou a campanha para a eleição do ex-capitão e todos seus movimentos de aproximação incondicional com Israel. A visita do primeiro-ministro de Israel e criminoso de guerra, Benjamin Netanyahu, foi a “joia da coroa”, de uma posse presidencial esvaziada de líderes mundiais e marcada por um forte viés ideológico, onde vizinhos de continente foram desconvidados na véspera. Netanyahu chegou ao Rio de Janeiro no dia 27 dezembro de 2018, onde manteve a primeira reunião bilateral com o presidente eleito. A visita do infanticida ao Brasil gerou inúmeras manifestações de repúdio por meio das redes sociais. No dia 29/12, cercado por dezenas de agentes do serviço secreto israelense Mossad, Netanyahu aventurou-se num passeio pela praia do Leme, onde estava hospedado e onde ouviu gritos de “Free Palestine!” [Palestina livre!], vindos de pessoas comuns que o reconheceram. Na companhia de Bolsonaro, visitou uma sinagoga, onde o presidente eleito foi saudado efusivamente pelos presentes com gritos de “mito, mito”, gritado inclusive pelo chefão sionista. Nos encontros que mantiveram, Bolsonaro mostrou coerência ao seu interlocutor. Jurou seu amor por Israel e anunciou sua adesão ao projeto colonial sionista, cujo principal gesto seria a transferência da Embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém. Prometeu mais acordos com Israel, numa clara demonstração da sua cumplicidade com a limpeza étnica que Israel promove na Palestina desde 1947. Promessas que já havia feito durante a campanha presidencial e foi o mote que mobilizou aliados de peso, como empresários e lideranças evangélicas, que se denominam “sionistas cristãos”, inteiramente favoráveis à transferência da embaixada para Jerusalém. Os sionistas cristãos acreditam que o retorno dos judeus à Terra Santa e o estabelecimento do Estado de Israel em 1948 está de acordo com a profecia bíblica, já desmontada historicamente: não há ligações entre os judeus bíblicos e os atuais israelenses sionistas. Mas a tese continua a ser utilizada fortemente pelo movimento sionista para justificar a colonização da Palestina e a limpeza étnica de seus habitantes. “O avesso, do avesso, do avesso…” A decisão de transferência da Embaixada para Jerusalém continua em disputa nas esferas governistas. Bolsonaro confirmou-a em entrevista ao jornal Israel Hayon, em 1º de novembro. Recuou após o Egito cancelar a visita, em 6 de dezembro, do chanceler Aloysio Nunes ao país. Ele afirmou que a transferência não seria uma “questão de honra”. Outro recuo foi anunciado dias depois, quando foi divulgado que o Brasil estabeleceria não uma embaixada em Jerusalém, mas um escritório de representação. Após encontro com Bolsonaro, Netanyahu foi porta-voz de um novo recuo do presidente. Dessa vez ele declarou que a mudança não era uma questão de “se” será feita, mas “quando”. O ministro chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz, em entrevista à BBC News Brasil, no dia 4 de janeiro, disse que “eles [evangélicos] vão ficar na esperança. Porque uma coisa é você dizer que tem intenção, outra coisa é você concretizar. Para sair de uma ideia para a vida real, você tem uma série de outras considerações de ordem prática”. Diversos setores estão mobilizados em torno desta questão. Conselheiros do presidente sugeriram-lhe deixar as coisas como estão. Entre eles, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, que alertou para o fato de que essa transferência traria “implicações geopolíticas importantes” e que mudar a embaixada seria “um passo arriscado”. Além das repercussões diplomáticas, vozes sensatas alertaram Bolsonaro para as consequências econômicas, uma vez que as transações comerciais com os países árabes são muito significativas, enquanto que as com Israel, insignificantes. Setores como os de produção de açúcar, carne halal de boi e de frango e milho, são cruciais para o comércio brasileiro com nações islâmicas do oriente Médio e Ásia. Segundo o ministério da Indústria e Comércio Exterior, somente em 2018 as trocas entre o Brasil e estes países somaram US$ 22,9 bilhões, com uma balança favorável ao Brasil em US$ 8,8 bilhões. Enquanto que com Israel, o fluxo de negócios rendeu apenas US$ 1,49 bilhões, apresentando um déficit de US$ 847,8 milhões! Países de maioria muçulmana compram cerca de 70% de todas as exportações brasileiras de açúcar, 46% do milho em grãos, 37% da carne de frango e 27% da carne de boi. Um potencial nada desprezível e que não seria absorvido pelos novos amigos de Bolsonaro nem no curto e nem no médio prazo. Independentemente de se o Brasil manterá embaixada ou escritório em Jerusalém, a transferência interfere diretamente na confiança e reputação do Brasil no concerto das nações e pode contribuir de forma decisiva para o isolamento do país, que ao longo nos últimos anos vinha se aliando com países latino-americanos, africanos e árabes nas votações multilaterais. Essa mudança poderá afetar a situação do Brasil em disputas comerciais em organismos como a ONU, OMC e OCDE. Além do mais, trata-se de uma medida que ignora as recomendações e decisões das Nações Unidas e afronta o direito à autodeterminação dos palestinos, que vivem há 70 anos sob ocupação ilegal e limpeza étnica. O resultado das eleições de 2018, pôs na presidência da República um político direitista com fortes laços com sionistas e fascistas, e com olhares servis para os Estados Unidos, em detrimento dos avanços obtidos nos governos anteriores, através da criação do Mercosul, do BRICS e da aproximação positiva com a África e o Oriente Médio. Não é possível, contudo, fazer política externa sem alianças. E aqui é necessário admitir: o Brasil está alinhado com o aquilo que representa a barbárie. Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OUTROSQUINHENTOS TAGS GOVERNO BOLSONARO, ISRAEL, OCUPAÇÃO DA PALESTINA, OCUPAÇÃO ISRAELENSE, PALESTINA, POLÍTICA EXTERNA SUBMISSA, SIONISMO BERENICE BENTO E SAYID MARCOS TENÓRIO Sayid Marcos Tenório é historiador, internacionalista e secretário-geral do Instituto Brasil-Palestina (IBRASPAL) Berenice Bento é professora do departamento de Sociologia da UnB LEIA TAMBÉM:

O BRASIL 🇧🇷 ESTÁ AGREDIDO POR MENTIRAS E ACUADO POR MILÍCIAS

Gleisi Hoffmann: Um país agredido por mentiras e acuado por milícias “A família Bolsonaro não consegue explicar depósitos suspeitos em contas correntes, cujas origens e destinações são duvidosas” 28/01/2019 09h35 Alessandro Dantas Sérgio Moro e Jair Bolsonaro têm muito a explicar ao país. Arautos da moralidade e ferrenhos defensores do combate ao crime e à violência, estão enredados por um governo que começa a ser a tradução linear do que se propuseram a combater. Os fatos divulgados são pródigos em evidências. A família Bolsonaro não consegue explicar depósitos suspeitos em contas correntes, cujas origens e destinações são duvidosas. Tudo leva a crer num esquema de desvios de contas salariais de funcionários laranjas e transações mal explicadas de imóveis. O resultado foi um aumento patrimonial pouco compatível com a remuneração legal do clã. Soma-se a isso o esforço de abafar as investigações e o requerimento de foro privilegiado do filho acusado. Esses fatores já seriam graves por si só. Mas vêm acompanhados da denúncia do envolvimento dos Bolsonaros com as milícias cariocas, com contratação de parentes de chefes do escritório do crime no Rio de Janeiro. Além de homenagens do parlamentar aos milicianos e manifestações formais de apoio a sua atuação. Está neste rol, um dos presos pela suspeita dos assassinatos de Marielli e Anderson. Sérgio Moro, que não encontrou nenhum depósito na conta de Lula, de Marisa ou de seus filhos, que foi Leão nas investigações e acusações contra o PT, que fez shows pirotécnicos na condução coercitiva de Lula e em prisões de filiados do PT, que impediu Lula de ser ministro e depois condenou-o à prisão pra impedi-lo de ser candidato a presidente, está um gatinho com a família Bolsonaro, a quem deve seu posto no governo. Até agora não emitiu sequer opinião sobre o que acontece. É evasivo nas respostas, faz cara de paisagem, como se nada tivesse com a situação que o rodeia. Abrandou o discurso contra a corrupção e não se colocou contra o fim da Lei de Acesso à Informação, implantada no governo petista, nem contra as tentativas do Banco Central de afrouxar as regras de controle da lavagem de dinheiro e da retirada de parentes de políticos de uma lista de monitoramento, além de limitar a investigação do COAF. Fico imaginando se isso tivesse acontecendo em um governo do PT… E o crime, como vai enfrentar? Começará pelas milícias já identificadas no Rio de Janeiro? Logo devem aparecer as de São Paulo e outras ramificações. Vai fazer coro com a exaltação de criminosos que resolvem vender serviços matando a esmo? É repugnante a situação. Agora, começa a ficar clara a real intenção de Bolsonaro para facilitar a posse de armas. Medida apoiada e defendida por Moro. Como se defender desta ação paramilitar que começa a tomar conta do Estado e caminha para a institucionalidade. É muito compreensível a decisão de Jean Willys de ir embora. Recorrer a quem?! Os dois arautos da moralidade e da segurança, que representando forças e interesses poderosos da economia e das elites brasileiras trouxeram o país a esta situação, têm o dever moral e público de falar sobre os fatos. A história é impiedosa com os que mentem e perseguem. Gleisi Hoffmann é senadora (PT-PR) e Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

EXPLICAÇÃO DO PRESIDENTE DO BNDES PAULO RABELLO DE CASTRO NA JOVEM PAN

Explicação do Presidente do BNDES, PAULO RABELLO DE CASTRO acaba com os questionamentos raivosos de MARCO ANTÔNIO VILLA... 👁 👁 👇 https://youtu.be/vKt_tMKP5L8

sábado, 5 de maio de 2018

INGERÊNCIA IMPERIALISTA NO BRASIL

INGERÊNCIA

Wikileaks: EUA criou curso para treinar Moro e juristas

Documento interno de Washington mostra como EUA treinaram agentes judiciais brasileiros, entre eles Sérgio Moro

O juiz Sérgio Moro, que "importou" para o Brasil práticas legais norte-americanas na operação Lava Jato / Lula Marques
O Wikileaks revelou o informe enviado ao Departamento de Estado de Estados Unidos sobre o seminário de cooperação, realizado em outubro de 2009, com a presença de membros seletos da Polícia Federal, Judiciário, Ministério Público, e autoridades estadunidenses, no Rio de Janeiro. O Wikileaks é um site especializado por vazar documentos internos do governo estadunidense.
O seminário se chamava “Projeto Pontes: construindo pontes para a aplicação da lei no Brasil”, em que se tratava de consolidar treinamento bilateral de aplicação das leis e habilidades práticas de contraterrorismo. Promotores e juízes federais dos 26 estados brasileiros participaram do treinamento, além de 50 policiais federais de todo o país. A delegação tupiniquim era a maior dentre os participantes, que contava com participantes do México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Uruguai e Paraguai.
O memorando relata o “grande entusiasmo” com que os promotores e juízes federais brasileiros se dissiparam dos temores que o termo “contraterrorismo” desperta em amplos setores – nada mais nada menos o novo discurso com que George W. Bush buscava revestir o direito inalienável do imperialismo estadunidense como “polícia do mundo”, depois da queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra Fria com a restauração capitalista na ex-União Soviética, e que fundamentou intervenções militares em todo o Oriente Médio na década de 2000 e a reacionária intervenção estadunidense para frear as primaveras árabes de 2011.
Vê-se perfeitamente a intimidade com que a casta jurídica brasileira trata os termos do chefe imperial.
Vai senão quando, e meio ao informe para o Departamento de Estado, entra relato de ninguém menos que Sérgio Moro, que discorre sobre os “cinco pontos mais comuns acerca da lavagem de dinheiro no Brasil”. Sem detalhes particulares sobre a exposição do chefe da “República de Curitiba”, o informe mostra que houve acalorados debates em que a equipe de treinamento ianque, virtuosos na patifaria, ensinam os pupilos brasileiros e estrangeiros os segredos da “investigação e punição nos casos de lavagem de dinheiro, incluindo a cooperação formal e informal entre os países, confisco de bens, métodos para extrair provas, negociação de delações, uso de exame como ferramenta, e sugestões de como lidar com Organizações Não Governamentais (ONGs) suspeitas de serem usadas para financiamento ilícito”.
Na seção “Resultados”, o informe da equipe lembra a harmonia que se estabelece quando o tutor dedicado se depara com o aprendiz atento. Lê-se que “os participantes requisitaram treinamento adicional, sobre a coleta de evidências, entrevistas e interrogatório, habilidades usadas nos tribunais”. Este interesse subserviente se explicaria pelo fato de que  a democracia brasileira não alcança 20 anos de idade. Assim, os juízes federais, promotores e advogados brasileiros são iniciantes no processo democrático, não foram treinados em como lidar com longos processos judiciais […] e se encontram incapazes de utilizar eficazmente o novo código criminal que foi alterado completamente
Haveria que verificar a opinião dos participantes sobre esta cortês acusação de estupidez por parte dos chefes ianques. Se damos crédito ao informe, aos juristas e promotores brasileiros pouco importava a desconsideração vinda do norte, contanto que “consentissem em ensinar as novas ferramentas, que estão ansiosos em aprender”. Duas metades se completavam. Como dizia o russo Tchernichevsky, um fósforo é frio, assim como o lado de fora da caixa em que é riscado, mas juntos produzem o fogo que aquece a humanidade. Essa é a síntese das relações entre os Estados Unidos e o Poder Judiciário brasileiro.
E para completar a trama atual se desenvolvendo em determinada passagem do documento o informe pede para ministrar cursos mais aprofundados nos seguintes locais: Curitiba, São Paulo e Campo Grande. É de estranhar agora os procedimentos dá chamada “República de Curitiba”?
O relatório se conclui com a ideia de que “o setor judiciário brasileiro claramente está muito interessado na luta contra o terrorismo, mas precisa de ferramentas e treinamento para empenhar forças eficazmente. […] Promotores e juízes especializados conduziram no Brasil os casos mais significativos envolvendo corrupção de indivíduos de alto escalão”. Não admira que, durante estes últimos anos, a cooperação com os Estados Unidos, e mesmo sem ela, tenha incrementado o conhecimento do Judiciário e do Ministério Público acerca dos principais casos de corrupção no país.
Com tamanha rede de investigação, é possível acreditar que o Judiciário e a Polícia Federal não sabiam de nada no esquema da Petrobrás? Só descobriram agora? Parece inverídico. O próprio desespero de Moro nesta quarta-feira em colocar sob sigilo os mais de 300 nomes dos políticos envolvidos na delação da Odebrecht sinaliza que ela poderia traçar o rastro para pistas que envolvam membros proeminentes de outros poderes para além do Legislativo. Então, surge a pergunta: quem vai investigar a PF? Quem vai julgar os juízes?
* Originalmente publicado pelo blog Esquerda Diário.
Edição: Diego Sartorato

quarta-feira, 7 de junho de 2017

QUEM É O EDGAR?

Rocha Loures sabe quem é Edgar



O "Edgar" das perguntas da Polícia Federal a Michel Temer foi citado por Rocha Loures como pessoa de confiança para recolher o dinheiro de propina supostamente destinado ao presidente da República.
Em diálogo gravado, Ricardo Saud combina com Rocha Loures a entrega de R$ 1 milhão. "Vê com ele, como vai ser, como vai decidir. (...) Aí se for com esse tal de Edgar aí, você me apresenta o cara."







Fonte: O Antagonista
http://www.oantagonista.com/posts/rocha-loures-sabe-quem-e-edgar

domingo, 4 de junho de 2017

ARÁBIA SAUDITA - RICOS EM PETRÓLEO E POBRES DE ESPÍRITO

14 jovens serão decapitados na #Arábia_Saudita por manifestar-se contra a #monarquia.
#silêncio #cúmplice das #potências que são #parceiras comerciais deste #regime.
Ricos en petroleo y POBRES EN ESPIRITU ,el #TERRORISTA #SIONISTA los #maneja como #TITERES...
Esa es la democracia que apoya EEUU
No se escucha ningun comentario de derechos humanos de la onu, o de amnesty internacional.
A este viejo hijo de puta,tambien le llegara su hora!!!!!!
La Democracia de los socios de EEUU los Sauditas...
Y aquí no va EEUU, imponer democracia? HIpócritas
El ISIS tiene las mismas formas de ejecución que los saudí y el financiamiento de occidente.
Es el único país q no tiene oposición ni parlamento ,la familia q goberna y nadie mas .
Barbaros los Sauditas verdaderos cavernarios no.son gobernantes son propietarios del.pais
Claro que no ahí problema y se callan si fuera Venezuela o Afganistán o Siria. Sería el escándalo del mundo
Los dueños del mundo miran Venezuela. Y no a estos hijos de puta que son sus socios!!!!
La ONU porque guarda silencio ante brutal violación de los derechos humanos. Cuanto cuesta el silencio...
Democracia vomitada por monarquía tribal e inhumana!
¡ Cuanta Injusticia! ¡ Cuanto abuso ! ¡ Cuanta inmoralidad !!!!! ( pero el mundo no parece ver... la comunidad internacional no parece ver... los organismos internacionales ni miran, ni ven, ni quieren saber de todo estas injusticias.... de este vacío de respeto a los derechos humanos en Arabia Saudita....) ¿ .......es raro .... ? O a mi me parece que se juzga con distintas medidas " Idénticos delitos" en el ámbito internacional.....
Regimen de terror, petroleo de sobra para regalar a los gringos, de no ser asi, hace rato peor que Libia,........ deciden los mercaderes de la muerte!!
Estas potencias económicas y militares son los verdaderos terroristas.
Invaden,bombardean y desaparecen pueblos completos en nombre de la paz y libertad.todo pueblo o nación que se levante a defender sus derechos lo masacran.
Despues encima hay que escuchar en la tv argentina periodistas estupidos que repiten como loros escritos preparados los usan literalmente como monigotes,diciendo el unico pais de Medio Oriente que no tiene democracia es Siria.Estupidos y el reino teocratico corrupto de Arabia Saudita son democraticos??
DDHH made in USA- el terrorismo mediático mundial Silencio. La inmoralidad Occidental..... El capitalismo feliz vendiendo armas a esta monarquía asesina..
Bueno la oposición en Arabia Saudí ya es consciente q serán asesinados si protestan.... La próxima protesta tiene q ser un plan de aniquilamiento contra la monarquía y sin fallas.... Mejor morir en lucha q en una pronunciación Pacífica donde t asesinaran por nada....
Pero los imperialistas le llaman democracia y donde hay democracia le llaman dictadura es increíble la hipocresía con la que tratan a nuestros pueblos y los tontos se creen toda esa mierda.
Estos si que son unos terroristas radicales, pero con mucho dinero y "amigos" poderosos y entonces cambia el cuento.
Locura total inadmisible, que en el año 2017 todavia actúen como ace miles de años atras, regimen totalitario
EL PUEBLO DEBE SALIR A LAS CALLES MASIVAMENTE PUEBLOS ENTEROS y COMO ENTONSES ENVIAN A DECENAS DE MILES A MORIR ESTOS ZATRAPAS EN COMPLICIDAD DEL IMPERIO DECADENTE Y SUS LACAYOS LA COALICIÓN DE LAME COJONES Y PATIO TRASERO DE ARMAS NUCLEARES ESTAS NACIONES SON TERRORISTAS ASESINAN A SUS CIUDADANOS EN ACTOS TERRISTAS EJECUTADOS POR SERVICIOS DE INTELIGENCIA PARA ESGRIMIR QUE SON ISIS DAESH ...SI ELLOS SON SUS PADRES LUEGO UTILIZAR LA AVIÁCIÓN CONTRA POBLACIÓN CIVIL DE SIRIA, IRAK, YEMEN, AFGANISTAN. LA MENTIRA ES EL ARMA QUE EMPLEAN UTILIZANDO A LA OEA PARA EJECUTAR SUS PROTERVOS PLANES


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Annur tv
13 h
A raiva saudita.
14 jovens serão decapitados na Arábia Saudita por manifestar-se contra a monarquia.
O silêncio cúmplice das potências que são parceiras comerciais deste regime.