Antes de tudo, um forte abraço, em amor à História e à Verdade...

segunda-feira, 14 de abril de 2014

HIROSHIMA E NAGASAKI: O MAIOR CRIME DE GUERRA CONTRA A HUMANIDADE SEGUE IMPUNE

Publicado em 15/07/2012 mas um assunto sempre atual...HIROSHIMA E NAGASAKI...

Hiroshima e Nagasaki: o maior crime de guerra contra a humanidade segue impune

Em agosto o mundo relembra com muito pesar os 67 anos do maior crime de guerra já desferido contra a humanidade: o holocausto nuclear contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Crime do qual seus culpados jamais foram sequer acusados, muito pelo contrário, foram saudados como heróis por terem vencido e acabado com a guerra. Mais do que isso, graças a uma eficiente campanha de propaganda, tiveram êxito em fazer com que muitos não vissem os ataques nucleares como crimes de guerra e, por incrível que possa parecer, desconsiderassem o fato de que, em toda a história da humanidade, eles foram a única nação a despejar bombas atômicas em civis. Estamos falando, é claro, dos Estados Unidos da América.



Este post vai tratar brevemente do assunto e utilizará como referência O livro negro dos Estados Unidos, de Peter Scowen, que pesquisou sobre os crimes perpetrados contra Hiroshima e Nagasaki em documentos públicos estadunidenses considerados ultra-secretos e que foram há alguns anos foram abertos à população.
150 mil civis inocentes são condenados à morte por Harry Truman. 
Em Agosto de 1945 os Estados Unidos da América entraram para a história mundial por ser a primeira e única nação a despejar o terror atômico sobre enormes populações de civis. Com a II guerra mundial praticamente acabada e sem ter podido justificar o gasto de 2.6 bilhões de dólares no Projeto Manhattan (projeto de construção da bomba atômica), Harry Truman busca oportunidades para jogar uma, ou quem sabe até mais, de suas bombas envenenadas sobre cidades inimigas e demonstrar ao mundo o tamanho do poder que os Estados Unidos detinham na mão.

Capa de O Livro Negro dos EUA, de Peter Scowen
O povo estadunidense já estava sendo “envenenado” há muito tempo por sua mídia tendenciosa que os fazia crer que a bomba atômica daria fim a uma guerra e salvaria vidas, já que seus filhos retornariam ao seus lares. De acordo com Peter Scowen:
“(…)para os estadunidenses, a detonação das bombas em Hiroshima e Nagasaki foram ações militares realizadas contra uma nação despótica que só podia culpar a si mesmo pelo sofrimento de seu povo. (…) Havia até um fervor religioso no desempenho estadunidense, pelo menos na cabeça de Truman: “… Agradecemos a Deus por [a bomba] ter vindo a nós ao invés de nossos inimigos; e oramos para que Ele nos guie para usa-la a Sua maneira e com Seus propósitos…” .
Pior que isso, só mesmo uma reveladora pesquisa que mostra o desejo dos estadunidenses em substituir um genocídio por outro. Ainda de acordo com Scowen, “…Uma pesquisa do Gallup feita em dezembro de 1944 revelou que 13% dos estadunidenses eram a favor da eliminação do povo japonês por meio do genocídio…” (Fonte: LIFTON, Robert Jay; MITCHEL, Greg. Hiroshima in America: Fifty years of denial. Nova York: HarperCollins, 1996, p. 133)
Infelizmente para os planos de Truman, a Alemanha havia assinado rendição incondicional em Maio de 1945 logo após o suicídio de Adolf Hitler. A Itália já havia se rendido anteriormente quando da prisão e assassinato de Mussolini. Naquele momento só restara o Japão. Ao ver-se sem muitas alternativas para concretizar seus planos, Truman se apega na última oportunidade que lhe apareceu ao alegar a não rendição incondicional do Japão, que insistia em manter seu reverenciado imperador. Grandes estrategistas de guerra desaconselharam o presidente a utilizar as armas atômicas, propondo como alternativa um grande bloqueio marítimo, aliado à entrada da Rússia na frente do Pacífico e mais os bombardeios focados em alvos militares.
De acordo com esses especialistas, essas manobras seriam suficientes para acabar com a guerra até Julho de 1945. Mesmo assim, Truman simplesmente ignorou-os e, utilizando o mote da não rendição incondicional, decidiu o destino de duas cidades e centenas de milhares de vidas humanas.
Alvos escolhidos: Hiroshima e Nagasaki
O plano original previa ataques com bombas atômicas a quatro cidades japonesas. O comitê de alvos do projeto Manhattan decidira atacar Hiroshima, pois segundo as minutas das reuniões desse comitê, em razão de seu tamanho e planta, “… grande parte da cidade seria extensamente danificada…”, Nagasaki e Kyoto, pois, ainda de acordo com essas minutas, Kyoto “…era um centro intelectual do Japão e seu povo é mais capaz de avaliar o significado de uma arma assim…” 1
Foi assim que, no fatídico dia 06 de Agosto de 1945, movidos além de tudo por um sentimento indissimulável de vingança pelo ataque japonês à base militar de Pearl Harbor, aviões estadunidenses se aproximaram do primeiro alvo a sofrer os horrores das armas nucleares. Hiroshima, a então sétima maior cidade japonesa, com 350 mil habitantes, foi atacada por Little Boy, que até o fim do ano de 1945, decretou a morte de aproximadamente 150 mil japoneses, dos quais apenas 20 mil eram militares.

Little Boy, bomba que caiu sobre a cidade de Hiroshima e decretou a morte de 150 mil japoneses
Não satisfeitos com tamanha atrocidade e apenas três dias depois do primeiro ataque, como se fosse possível preparar uma declaração total de rendição incondicional em três dias, os estadunidenses atacaram a segunda cidade-alvo no dia 09 de agosto. Nagasaki e seus 175 mil habitantes foram a vítima de Fat Man, segunda e mais poderosa bomba, que vitimou aproximadamente 70 mil seres humanos na contabilidade macabra feita em dezembro de 1945.
Em uma comparação meramente ilustrativa, é como se nos ataques de 11 de Setembro, ao invés de terem morrido três mil pessoas, aproximadamente quatro milhões de nova-iorquinos tivessem perdido sua vida no World Trade Center. E isso não é tudo, pois os efeitos da bomba não são apenas a morte e a destruição imediatas. Até hoje continuam morrendo pessoas vítimas de câncer herdado geneticamente de seus pais e avós, além de ser possível encontrarmos ainda hoje, milhares de pessoas com deformações físicas, câncer congênito, problemas de esterilidade e outras doenças decorrentes da liberação radioativa sobre essas cidades em 1945.
De acordo com estudos realizados nos escombros das cidades, praticamente todas as pessoas que estavam até 1 km do centro da explosão foram mortas instantaneamente (86%). As bombas explodiram nos centros das cidades e pulverizaram escolas, escritórios, prisões, lares, igrejas e hospitais. No centro do ataque, tudo virou pó, não havia cadáveres. Mais longe do ponto zero havia corpos espalhados por toda parte, inclusive de bebês e crianças.

Peter Scowen, conta em seu livro que o exército japonês enviou Yosuke Yamahata para fotografar Nagasaki no dia seguinte ao bombardeio.
“Suas fotos mostram uma cidade completamente aplainada, homogeneamente alisada. (…) Ele tirou fotos de uma mãe morrendo de envenenamento radioativo e amamentando seu bebê, também à morte; fotos de fileiras de cadáveres, pais tentando, inutilmente, cuidar das queimaduras no corpinho de seus filhos. Yamahata morreu de câncer em 1966, com 48 anos”.

Foto flagra a agonia do garoto que frequentava a escola quando foi carbonizado pelos raios de calor da bomba atômica

Foto tirada sete anos após o bombardeio em Saka, localidade de onde 252 restos mortais foram escavados em cinco diferentes lugares.
As vítimas da radiação apresentam febre e hemorragias arroxeadas na pele, depois surge a gangrena e o cabelo cai. Esta morte dolorosa, tão parecida com o envenenamento por gás mostarda na tortura lenta que provoca, não era coisa na qual os estadunidenses desejariam que o público se concentrasse após o lançamento das bombas, afinal, os Estados Unidos da América haviam assinado tratados em 1889 e 1907 que baniam o uso de “armas envenenadas” na guerra. Pior que isso, os Estados Unidos haviam concordado com uma resolução de 1938 da Liga das Nações que tornava ilegal o bombardeio intencional a civis. Ou seja, com os ataques de Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos simplesmente ignorou todos os tratados que haviam assinado até então.

Queimaduras provadas pela radiação liberada pela bomba.
Os motivos por trás do bombardeio
Os objetivos por trás dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki ficaram obscuros durante muito tempo. Na época foi alegada a resistência dos japoneses em aceitar rendição incondicional, já que os Estados Unidos exigia a deposição do imperador japonês e eles não aceitavam essa condição. Dwight Eisenhower, general americano que futuramente se tornaria presidente, disse que “O Japão estava buscando alguma forma de render-se com uma perda mínima de aparência (…) não era necessário golpeá-lo com aquela coisa” 2.
Com a recente liberação de documentos e diários antes considerados ultra-secretos, hoje já se pode concluir documentalmente que o principal objetivo por trás dos ataques a Hiroshima e Nagasaki foi a necessidade de enviar uma mensagem clara à União Soviética, que vinha se expandindo pelo leste europeu (Polônia, Romênia, Hungria), de que os Estados Unidos tinham em mãos uma arma poderosa e que não hesitariam em utilizá-la caso fosse necessário. Ainda de acordo com Peter Scowen, “… já em 1944 os americanos haviam considerado a arma um trunfo em suas relações com Stalin e Truman acreditava que uma exibição pública da capacidade da bomba iria tornar a URSS mais manejável na Europa…”.
Quanto a motivação do ataque, o próprio governo estadunidense acaba por se contradizer na hipótese de que teria sido a não rendição incondicional do Japão. No dia 10 de agosto, apenas um dia após a explosão de Nagasaki, o Japão entrega sua rendição assinada e os Estados Unidos abandonam a idéia da rendição incondicional alegando que se o imperador continuasse no poder isso permitiria uma ocupação mais ordeira pelas tropas estadunidenses.
Ironicamente, ao contrário do que desejavam os estadunidenses liderados por Harry Truman, a demonstração pública do poder da bomba atômica fez os líderes de todas as nações tremerem, mas, ao invés de ficarem sentados esperando que os Estados Unidos deixasse seu poder nuclear nas mãos da ONU, todos queriam ter tal poder nas mãos, especialmente a União Soviética que, liderada por Josef Stálin, deu início a Guerra Fria e a corrida armamentista nuclear, que só iria arrefecer praticamente 45 anos após os bombardeios, com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas sob a liderança de Mikail Gorbatchev.
Notas:
1 – Citado por Peter Scowen em O Livro Negro dos Estados Unidos, p. 49
2 – Citado por Peter Scowen em O Livro Negro dos Estados Unidos, p. 51
http://umhistoriador.wordpress.com/2012/07/15/hiroshima-e-nagasaki-o-maior-crime-de-guerra-contra-a-humanidade-segue-impune/

CASO HEBERSON - UM RELATO QUE DOI NA ALMA

" DOE NA ALMA LER UM RELATO DESSES...
Heberson,
Nem sei como te dizer isso. Tateio pelas palavras certas há horas – elas me escapam. Claro que você já foi avisado e até leu no noticiário local, mas eu queria pedir desculpas. O governo do Estado do Amazonas questionou o valor da sua indenização. É, eles acham R$ 170 mil um valor muito alto pelos quase três anos em que você passou na cadeia, acusado de um estupro que não cometeu. Querem pechinchar pelo vírus HIV que infectou o seu corpo após os abusos sofridos atrás das grades. Seu sofrimento está “caro demais” para os cofres públicos. Como se algum dinheiro no mundo pudesse apagar o que você viveu.
Até hoje, como naquele dia em que te entrevistei, sinto minhas tripas se revirarem. Lembro de você contando que tinha 23 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro na periferia de Manaus quando o crime aconteceu. Uma menina de nove anos, filha de vizinhos, havia sido arrastada para o quintal durante a noite e violentada. A família o acusou de tamanha brutalidade e a delegada expediu um mandado de prisão provisória para investigar o caso. Você, que não tinha antecedentes criminais. Você, que divergia completamente do retrato-falado. Você, que estava em outro lado da cidade naquele horário. Mas você é pobre, Heberson. Pobres são presas fáceis para “solucionar o caso” e atender o clamor popular. As vozes que te xingaram ainda ecoam?
“Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, você disse, me matando um pouco também sem saber. Em tese, por lei, você não poderia ficar mais de quatro meses aguardando julgamento na cadeia. Sua mãe, desesperada, pegou empréstimos para bancar advogados particulares. Mesmo sem comida em casa, a dor no estômago era por justiça. Não dava para contar com a escassa quantidade de defensores públicos no país (embora, depois, a doutora Ilmair Faria tenha salvo o seu destino). Enquanto ela se rebelava aqui fora, você se resignava com os constantes abusos sexuais de que era vítima. Alegar inocência sempre foi a sua única arma. De que forma lhe deram o diagnóstico de Aids?
Sabe, querido, eu gostaria de ter presenciado o parecer do juiz na audiência que demorou dois anos e sete meses para acontecer. Deve ter sido um discurso bonito. Juízes usam frases empoladas, especialmente para se desculpar em nome do Estado por um erro irreparável. Onde estava a sua cabeça no momento em que ele declarou que você estava “livre”? Porque eu me pergunto como alguém pode supor que liberta o outro de suas memórias, de suas dores, de sua desesperança, de uma doença incurável. Você continua preso. Tanto que passou anos sem conseguir emprego por causa do preconceito e perambulou pelas ruas sob o efeito de qualquer droga que anestesiasse a realidade. Livre para ser um morto-vivo.
Na sala do meu apartamento, há um troféu de direitos humanos que ganhei por trazer à tona sua história. Olho para ele e enxergo a minha impotência. E os ossos saltados da sua pele. Com vinte quilos a menos, as suas roupas parecem frouxas demais – quanto você perdeu além do peso corpóreo? Imagino se a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que negou o pedido da sua indenização, sabe das suas constantes internações decorrentes da baixa imunidade. Será que alguém abriu a porta da sua geladeira e descobriu que, muitas vezes, você passa um dia inteiro tendo se alimentado de um único ovo? Ou será que eles se restringem a documentos e números?
Não consigo deixar de pensar que você foi estuprado de novo. Pelas canetas reluzentes de quem toma essas decisões descabidas. Você levou sete anos para ressuscitar a sua determinação e cobrar os seus direitos. Em parte, motivado pelo apoio das 23 mil pessoas que aderiram a uma campanha virtual pela sua história. Toda semana recebo mensagens de gente querendo saber sua situação, se oferecendo para pagar uma cesta básica ou dar assistência jurídica. Recentemente, um professor criou um grupo que mobilizou mais de mil cidadãos para ajudá-lo até com despesas de medicamentos. Minha última pergunta (eu, que não tenho respostas) é: O que mais nós podemos fazer por você, já que o Estado não faz?
Que o meu abraço atravesse a geografia entre São Paulo e Manaus.
Sinto muito, querido.
Nathalia Ziemkiewicz


Homem preso injustamente luta por indenização após contrair HIV em estupro no presídio

Ele ficou três anos em um presídio de Manaus e nunca chegou a ser julgado
Sylvia Albuquerque, do R7
Heberson quer voltar a estudar e pensa em fazer faculdade de DireitoFoto Cedida: Márcio Silva/A Crítica
O ex-presidiário Heberson Lima de Oliveira, hoje com 30 anos, teve a juventude roubada por um erro da Justiça do Amazonas e luta para receber do Estado uma indenização depois de tudo o que passou. Preso em 2003 suspeito de estuprar uma menina de nove anos, ele ficou três anos atrás das grades até que teve a inocência provada. Isolado em uma cela destinada aos homens que cometeram crimes sexuais, ele foi estuprado pelos companheiros de cela e contraiu Aids, o que fez com que a liberdade chegasse de forma tardia para ele.
Heberson deixou a Unidade Prisional do Puraquequara, em Manaus, em 2006. Ele nunca foi julgado e nem condenado. Tudo só foi esclarecido durante uma visita ao presídio feita pela defensora pública Ilmair Siqueira. Ela conversou com o rapaz e acreditou na versão apresentada sobre os fatos. A garota foi abusada no bairro Nova Floresta, zona leste da capital. O pai da vítima acusou Heberson porque teria tido um desentendimento com ele.
A delegada pediu a prisão baseada na indicação do pai, mas a investigação feita depois apontou que outro homem cometeu o crime. As características do acusado eram outras. Sendo assim, o primeiro erro do processo foi cometido pela Polícia Civil, segundo a defensora. O segundo foi da Justiça por nunca ter julgado o caso durante os três anos em que o rapaz passou no presídio, sendo que a lei determina que a sentença seja dada em até 90 dias. Um relatório foi encaminhado a OEA (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) e à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pedindo atenção ao caso. A ação movida pela defensora desde 2011 pede uma indenização de cerca de R$ 170 mil, valor nunca pago porque o Estado considerou alto para o caso.
O ex-presidiário se tornou usuário de drogas dentro da detenção e, quando saiu, chegou a arrumar um trabalho, mas não conseguiu permanecer. Ele vive com a mãe, sustentados por uma pensão que ela recebe no valor de um salário mínimo.
O advogado João Batista do Nascimento assumiu de forma voluntária o caso de Heberson. Ele montou um grupo chamado ‘Pela dignidade de Heberson Oliveira’ e conseguiu tratamento psicológico e médico para o rapaz.
— Queremos uma indenização vitalícia para o Heberson. Tudo isso só aconteceu com ele porque ele é pobre. O Brasil está cheio de casos como esse, sem ter quem lute pelos direitos.
Quando terminar o tratamento para se livrar do vício de entorpecentes, Heberson vai voltar a estudar para concluir o ensino fundamental, médio e depois pretende cursar direito. Ele faz tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e, segundo o advogado, não tem condições de dar entrevista sobre o assunto. 
Antes de ser preso, Heberson já tinha dois filhos que são criados pela mãe. Ele nunca ajudou financeiramente e tem pouco contato.
http://noticias.r7.com/cidades/homem-preso-injustamente-luta-por-indenizacao-apos-contrair-hiv-em-estupro-no-presidio-10012014
PETIÇÃO...
Justiça e Governo do Amazonas: Indenizem inocente que contraiu AIDS depois de 3 anos preso injustamente

Justiça e Governo do Amazonas: Indenizem inocente que contraiu AIDS depois de 3 anos preso injustamente

  1. Nathalia Ziemkiewicz
  2.    
  1. Abaixo-assinado por
    São Paulo, Brazil

Em 2003, o ajudante de pedreiro Heberson Oliveira foi acusado de entrar numa casa na periferia de Manaus e estuprar uma criança no quintal. Ele foi para a cadeia, onde aguardou julgamento por três anos jurando inocência. O rapaz sem antecedentes criminais assistiu a rebeliões, entrou em depressão, foi abusado e contraiu o vírus HIV.
Até que uma defensora pública mostrou que não havia provas suficientes. O juiz concedeu a liberdade. Mas Heberson nunca mais seria um homem livre. 7 anos após a absolvição, ele segue desempregado pelo preconceito. Hoje cata latinhas nas ruas e consume drogas. “Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, diz Heberson aos 32 anos, que não toma o coquetel contra a Aids.
Heberson não entrou com um pedido de indenização contra o Estado. Perdeu a fé na Justiça e nenhum dinheiro amenizaria sua dor. Tudo o que ele quer é uma casa para os filhos e um emprego que lhe devolva a dignidade. Heberson está livre da cadeia, mas preso ao passado.
*Relatório da ONU mostrou que, dos 550 mil presos no Brasil, 217 mil aguardam julgamento. Por lei, eles não poderiam ficar mais de 120 dias na cadeia, mas passam meses ou anos, sem que um juiz determine a culpa ou a inocência.
Soube do caso de Heberson porque sou jornalista e escrevi uma reportagempara a ISTOÉ. Fiquei indignada por essa vida roubada graças a arbitrariedades cometidas pelo Estado. Quis devolver esperança a ele e mostrar que mais gente se importa. 
Para:
Desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, Presidente - Tribunal de Justiça do Amazonas
José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça
Omar Aziz, Governador do Amazonas
Frederico de Sousa Marinho Mendes, Secretário-Executivo do Gabinete de Gestão Integrada
Coronel PM Louismar de Matos Bonates, Secretário-executivo de Justiça e Direitos Humanos - Amazonas
Arthur Virgílio, Prefeito de Manaus 
Indenize inocente que, depois de 3 anos na cadeia, contraiu o vírus da AIDS
Atenciosamente,
[Seu nome]

http://www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/justi%C3%A7a-e-governo-do-amazonas-indenizem-inocente-que-contraiu-aids-depois-de-3-anos-preso-injustamente

domingo, 6 de abril de 2014

NOVIDADES SOBRE O AVIÃO DESAPARECIDO DA MALÁSIA AIRLINES

Novidades sobre o avião desaparecido

Laura Botelho, Escritora e Pesquisadora, surpreende-nos com esta versão do misterioso desaparecimento do MH-370 da Malaysia Airlines.

Afirma Laura:

Quando a própria midia, convencional e respeitada, invoca um ar de suspense sobre o desaparecido avião após todas as hipóteses cientificas terem-se esgotado para saber o que aconteceu ao MH-370, algo de estranho se está a passar. Numa altura que se recrutam pessoas para ir a Marte, torna-se difícil explicar que não se consiga encontrar um “aviãzinho”! Vamos fazer um diagnóstico sobre este estranho caso, reunindo as peças do puzzle que se conhecem. 


Assim;

Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines, tem uma reconhecida boa segurança, é dito até ser um dos mais seguros devido à sua tecnologia. No avião encontravam-se 239 passageiros. 

Sete eram crianças.

O Vôo MH-370 partiu do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur às 00:41 de sábado (16:41 GMT sexta-feira), e deveria chegar a Pequim às 06:30 (22:30 GMT) - um pouco mais de 7h de vôo. O Capitão Zaharie Ahmed Shah, tinha mais de 18.000 horas de vôo e era funcionário da companhia aérea desde 1981 - 33 anos de casa.

Foram confirmados que estavam a bordo, 20 funcionários (12 da Malásia e 8 da China) da empresa FreescaleSemiconductor - uma empresa de tecnologia com sede no Texas com bases em Kuala Lumpur e Tianjin, China. A Freescale Semiconductor desenvolve micro-processadores, sensores e outras tecnologias que executam funções de computação em sistemas electrónicos nos últimos 50 anos. 

A Freescale tinha acabado de lançar um novo "gadget" de guerra electrónica para sistemas de radares militares nos dias que antecederam ao desaparecimento do Boeing. 

Aparentemente, esta patente seria aprovada 4 dias após o desaparecimento do vôo, e o que estaria em jogo seria exactamente o direito à patente.

O valor da patente seria dividido assim -20% para Freescale Semiconductor +20% para cada um dos 4 funcionários, os quais estariam no avião. Caso eles não sejam encontrados, a Freescale Semiconductor terá controle completo da patente. Se um detentor de patente morre, em seguida os titulares restantes dividem igualmente os dividendos do falecido, se não houver testamento. Se quatro dos cinco morrem, então o titular da patente restante fica com 100% da patente. Os detentores de patente podem alterar o produto legalmente, passando para os seus herdeiros. No entanto, não podem fazê-lo naturalmente, até que a patente seja aprovada, o que não aconteceu, pois o avião desapareceu!

Quem são os outros 20% de accionistas da Freescale ?

 Incluem o Grupo Carlyle de investidores da private equity, cujo conselheiros no passado incluíram o ex-presidente americano George Bush pai, e ex-primeiro-ministro britânico John Major. Clientes de destaque da Carlyle, incluem a Saudi Binladin Group, a empresa de construção de propriedade da família de Osama Bin Laden.

Sabe-se que uma carga altamente suspeita estava a bordo do avião em 8 de Março, declarada "publicamente como pilhas de lítio". Por este facto, teria Moscovo notificado o Ministério de Segurança do Estado da China (MSS) da sua preocupação quanto a essa carga, e Moscovo recebeu dos chineses a garantia de que todas as medidas seriam tomadas a fim de se verificar o que estava a ser mantido tão escondido, quando a aeronave entrasse no seu espaço aéreo Chinês.

Mas vamos a uns pormenores até agora pouco conhecidos: 

O voo MH-370 foi aparentemente desviado do seu curso por controlo remoto. Monitorizado por satélites e radares VKO no Oceano Índico, voou quase 3.447 km (2.142 milhas) para o atol de Diego Garcia.

A alegação, é que um controlo remoto (tipo drone) pode ter sido usado para controlar o avião, a sua velocidade, altitude e direcção através do envio de sinais de rádio sem a interferência dos pilotos. 

Ora, os EUA têm tecnologia capaz para desviar o avião para a sua base em Diego Garcia, ou para outra base qualquer, pois esta aeronave 777-200ER Boeing está equipada com um sistema fly-by-wire (FBW), que substitui os controles de vôo manuais convencionais de uma aeronave, com uma interface electrónica (controlo remoto) que lhe permite controlar qualquer aeronave deste tipo.
Moradores nas Maldivas, afirmam ter visto um avião a voar baixo às 6:15h em 8 de Março, cuja descrição é aproximada do MH-370. Um especialista em aviação local, disse que provavelmente o avião teria sobrevoado as Maldivas. A possibilidade de qualquer aeronave sobrevoar a ilha no tempo e hora relatado, é extremamente baixa, acrescentou o especialista.
Testemunhas oculares do Kuda Huvadhoo, concordaram que o avião estava a voar de Norte para Sudeste, em direcção ao extremo sul das ilhas Maldivas. Também confirmaram o barulho incrivelmente alto que o avião fez quando voou sobre eles. Sabe-se que o avião, após ficar incontactável, passou para uma altitude de 3.000 pés, naturalmente para escapar à maioria dos radares

Habitantes das Maldivas:

"Eu nunca vi um avião voar tão baixo sobre a nossa ilha". "Vemos hidroaviões, mas tenho a certeza de que este não era um desses", disse uma testemunha ocular. "Algumas pessoas saíram das suas casas, para ver o que estava a causar este barulho tremendo".

Tudo indica que o avião desaparecido estará em Diego Garcia, uma base militar muito peculiar e importante dos EUA. A matemática para a quilometragem e o tempo vôo, coincidem perfeitamente com os factos apresentados aqui, para mostrar que essa busca permanente de um avião que caiu no oceano é simplesmente um logro. Acho que isto resume tudo sobre esta farsa, montada para encobrir algo secretamente muito pesado. Talvez um dia venhamos a conhecer os motivos desse desvio de rota. Basta ficarmos atentos. Temos que pesquisar e compreender o "modus operandi" de e como nos enganam com tanta facilidade.Por Laura Botelho


Não se admirem que nos próximos dias, apareçam destroços no Índico, confirmando assim a tese da queda da nave no mar. Na minha modesta opinião, o avião poderá ter estado a sofrer um desmantelamento cirúrgico em «Diego Garcia», para que esses restos sejam transportados num submarino e largados algures nas zonas de busca. Resultado oficial, "o avião espatifou-se definitivamente no Índico", assunto encerrado!

Por Fernando Tavares

PASSAGEIRO SEQUESTRADO DO VOO MH370 DA MALÁSIA POSTA IMAGEM E PEDIDO DE SOCORRO - PASSENGER OF MALAYSIA FLIGHT MH370 KIDNAPED post image and pray for HELP





Publicado em 03/04/2014
Philip Woods, Pasajero del vuelo MH370 de Malasia, envió una imagen y texto pidiendo AUXILIO, desde la isla "Diego Garcia".

Philip Woods, Passenger On Malaysia Airlines Flight MH370 Posts Image From island "Diego Garcia" asking for HELP.

A black photo has surfaced, allegedly taken by Philip Wood, an American IBM engineer on the flight.

The image, which appears black, was taken in a dark cell by the IBM engineer. The picture is black because the cell was too dark, but a critical piece of information was embedded in the Exif data, the coordinates to Diego Garcia, where the picture was taken. And it's real, this is not a hoax. 
CLICK HERE TO VIEW PHOTO:http://www.jimstonefreelance.com/1395...
The coordinates in the picture indicate that the photo was taken within 3 miles of what Google officially gives for Diego Garcia.

The picture was posted with the following text: 

"I have been held hostage by unknown military personal after my flight was hijacked."
"I work for IBM and managed to hide my cellphone during the hijack. I have been separated from the rest of the passengers, and I am in a cell. My name is Philip Wood. I think I have been drugged as well and cannot think clearly."

The Exif is intact. Exif data gets embedded in every image by every camera, and includes the circumstances under which the photo was taken. 

It can be viewed by saving the image to your desktop, and then right clicking it and selecting image properties. 

Hit the details tab. You can see that the image was taken on March 18 with an Iphone 5, with the ISO at 3200 and a shutter of 1/15. The coordinates are included in the exif data because the Iphone knows where it is, and the coordinates are for Diego Garcia.

Exif can't be rewritten with common software, it can only be added to in fields such as image credits with some advanced applications.

It can be erased as well but not changed. Photos with the exif intact will hold up in court. 

If the Exif is hacked and this is not real, the CIA or a really good hacker did this, which I doubt, I'd say it's probably real.

Type the following coordinates into google earth: 72 25.59265E, 7 18.9713S

FUENTES; (SOURCE):
http://extranotix.blogspot.mx/2014/04...
http://www.alien-disclosure-group.com...
http://www.jimstonefreelance.com/1395...
http://jimstonefreelance.com/

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MUSIC: TeknoAXE's Royalty Fre... : Royalty Free Music #248 (The Tekno Files) Science Fiction/Suspense/Action/Orchestra
*Legal notice: The publisher of this video is the original source for the music track being presented in this video, which is entitled "Our Hero Overcomes". No one entity, person or organization may take legal action against other entity, person or organization due to use or distribution of this track or modified portions of this music track.
**This track is Royalty Free and is free for anyone to use in YouTube videos or other projects, whether monetized or not.**
http://www.facebook.com/teknoaxe
http://www.reverbnation.com/teknoaxe

RÚSSIA DISSE: "EUA É O PAÍS MAIS HIPÓCRITA DO MUNDO"

Rusia dice al mundo ...

 EE.UU. es el pais mas hipocrita del mundo "







Publicado em 20/03/2014
Discurso de Vladimir Putin, llamando las cosas por su nombre......

sexta-feira, 4 de abril de 2014

ESTATÍSTICAS: OCUPAÇÃO ISRAELENSE PRENDE NOVECENTAS CRIANÇAS PALESTINAS A CADA ANO

Notícia de 13/02/2014, retirada do jornal Felesteen.online (Palestina online)
Dados oficiais 


palestinos

Palestinos confirmaram que a percentagem de crianças palestinas detidas pelo exército de 
ocupação israelense subiu para 900 presos, ao contrário de anos anteriores, onde a 
proporção de menores presos anualmente era de até 700 prisioneiros.

Conforme relatório emitido por um ministério palestino, a prisão de crianças palestinas e a 
tortura e agressão contra elas se transformou em uma política sistemática das autoridades de ocupação e de seus soldados, em violação de convenções e acordos internacionais de direitos dos detidos e das crianças. 

O relatório ressaltou que a grande maioria dos menores foi submetida a espancamentos e tortura durante a prisão e a interrogatórios baseados em ameaças e extração das confissões pela força, bem como a detenção para investigação em centros dentro de assentamentos. Também privou as crianças de todos os direitos legais, submetendo-as a tribunais militares julgados como adultos, e foram privadas de educação e das condições humanitárias nos locais de detenção.


http://urgentepalestina.wordpress.com/2014/02/15/estatisticas-ocupacao-israelense-prende-novecentas-criancas-palestinas-a-cada-ano/

















Recordando...

30 DE MARÇO DE 2014 - 16H40 

"Israel prende 900 crianças palestinas por ano", afirma ativista


Neste domingo (30), a Palestina comemora o Dia da Terra, data que lembra a greve geral realizada em 1976, quando o governo de Israel anunciou um plano para confiscar terras. Os palestinos resistiram, mas foram reprimidos pelo exército ocupante. O Vermelho, que está na Cisjordânia e acompanha a Missão de Solidariedade ao Povo Palestino, ouviu relatos de ativistas sobre alguns dos abusos que os palestinos ainda sofrem por parte dos israelenses.


Por Théa Rodrigues, de Ramallah para o Portal Vermelho


Théa Rodrigues/Portal Vermelho
Demonstração da resistência palestina em Nabih Saléh, na Cisjordânia.
Demonstração da resistência palestina em Nabih Saléh, na Cisjordânia.
Em 1976 o governo israelense divulgou um plano de apropriação de territórios árabes para a construção de novos assentamentos judaicos. No dia 30 de março do ano referido, o povo palestino realizou uma greve geral e várias passeatas em resposta àquilo que estava sendo justificado como "medida de segurança". Por sua vez, o exército israelense enviou tropas a três aldeias (Sakhnin, Arraba e Deir Hanna) a fim de reprimir as manifestações. A presença das forças militares transformou a greve em protesto e, pouco depois, em revolta. O confronto resultou em 6 árabes mortos, além de 96 feridos e 300 presos.

Exatos 38 anos depois, os palestinos continuam a reiterar a demanda pelo fim da divisão dos territórios palestinos e da ocupação israelense na Cisjordânia e em Jerusalém. O Portal Vermelho está em Ramallah, na Cisjordânia, onde acompanha a delegação da Terceira Missão de Solidariedade ao Povo Palestino (organizada pelo Comitê Pela Criação do Estado da Palestina e que traz representantes de diversas entidades brasileiras), e entrevistou alguns ativistas e defensores dos direitos humanos que também lutam pela causa na região.

Brasileiro relata frequentes violações das leis internacionais

Entrevistado pelo Vermelho, um jovem ativista brasileiro, que acompanha as situações de vulnerabilidade dos direitos humanos pela organização Cristian Peacemaker Team, preferiu não se identificar para evitar problemas nos check-points (postos militares de controle sionista) – isto porque Israel faz um controle minucioso daqueles que entram e saem dos territórios palestinos e, como já é sabido, dificultam o trânsito dos que oferecem qualquer tipo de ajuda à Palestina.


O brasileiro contou que sua organização registra com frequência diversas violações das leis internacionais por parte dos sionistas. “A própria ocupação, como é organizada e a maneira como está presente na fragmentação dos territórios palestinos é a mais gritante dessas violações”, afirmou. De acordo com o ativista, “há postos de controle em locais onde as pessoas precisam passar diariamente e ali sofrem todo o tipo de assédio moral. Isso é um ponto de humilhação para o povo palestino”.

Em alguns lugares, as crianças precisam passar por um posto de controle para chegar à escola. O brasileiro afirmou que elas têm suas mochilas revistadas todos os dias e muitas são impedidas de passar. Segundo o defensor dos direitos humanos, nesses lugares os confrontos também acontecem todos os dias e os jovens além de conviver com a violência acabam se envolvendo nesses episódios.

Ele lembrou ainda que há uma dura repressão dos militares israelenses a qualquer manifestação pacífica. “Pessoas são presas porque na lei militar israelense que rege esses territórios, não há direitos políticos. Proferir um discurso político pode ser considerado ilegal. Até mesmo carregar bandeiras palestinas pode ser considerado ‘ameaça’. Os israelenses utilizam a questão da ‘segurança’ como desculpa para tudo”, disse.

A lei militar para os territórios palestinos é diferente da lei israelense que protege os colonos. De acordo com o ativista, os militares podem prender crianças a partir dos 12 anos de idade. Em março do ano passado, 27 jovens foram presos de uma vez. Além disso, elas são interrogadas, muitas vezes vítimas de maus tratos e de reações desproporcionais por parte do exército israelense, o que configura uma clara violação aos direitos das crianças. “Uma criança joga uma pedra contra um posto de controle e o exército responde com bomba de gás lacrimogêneo”, relatou ele.

Os israelenses alegam que crianças podem ser utilizadas como “homens-bomba”, o que configura crime de terrorismo. De acordo com o brasileiro, houve 9 casos desses registrados durante a Segunda Intifada (revolta civil dos palestinos contra a política administrativa e a ocupação Israelense na região da Palestina a partir de setembro de 2000) e mais nenhum desde então. Por outro lado, dados mostram que 900 crianças palestinas são presas por ano pelo exército de Israel.

Um israelense contra a ocupação

Ben Ronen é israelense, vive em Tel Aviv, mas há 10 anos atravessa a fronteira para participar dos protestos chamados de “demonstração” – uma forma de resistência pacífica, que marca a presença palestina e chama a atenção para o aumento da capacidade de anexação do território – que acontecem tradicionalmente às sextas-feiras.

Ronen contou ao Vermelho que o circulo social que ele frequenta é formado por pessoas solidárias à causa palestina, contudo, no bairro onde mora, a maioria pensa de maneira bem diferente. “Tenho várias acusações contra mim, estou sendo submetido a vários julgamentos e já passei alguns dias na prisão por participar dos protestos de apoio aos palestinos”, disse o ativista israelense.

Segundo ele, seus pais já praticavam esse tipo de solidariedade e quando foi morar em Tel Aviv conheceu jovens que estavam na militância política a favor da causa palestina e foi a convite deste grupo de amigos que Ronen veio a primeira vez à Cisjordânia. “Quando cheguei, senti que tinha um compromisso aqui, então venho cumprindo sistematicamente o meu dever”, afirmou.

“É muito difícil se aproximar das pessoas com um discurso diferente do discurso do Estado, porque este controla não somente a mídia, mas também o sistema educacional. Ou seja, desde cedo as crianças são orientadas para que entrem no serviço militar e defendam Israel das provocações palestinas”, comentou.

Ronen não acredita em uma solução em curto prazo para o conflito, por isso ele optou por exercer uma política prática de militar em favor dos palestinos e de construir alianças muito pontuais, entendendo que “a luta se faz a cada dia” em uma perspectiva de longo prazo.

De acordo com o ativista, um dos principais problemas é que o governo israelense coloca os cidadãos de seu próprio país como “reféns do medo” e com todas as políticas de “segurança” fica muito mais difícil abordar uma mudança de mentalidade. Ronen também falou que as pessoas são incapazes de associar os problemas que a sociedade israelense vem enfrentando – ele citou as dificuldades econômicas como exemplo – com os gastos militares da ocupação.

Fotos: Théa Rodrigues/ Portal Vermelho

quinta-feira, 3 de abril de 2014

HOMENAGEM A MATHEUS "MYLON" BORGES MEMBRO DA EQUIPE KEYD STARS

"Quando você é criança, sempre se imagina jogando videogame pela vida inteira", diz Matheus "Mylon" Borges, 17 anos, membro da equipe Keyd Stars. "Só que eu nunca me imaginei jogando profissionalmente 'League of Legends'. E não é nem uma coisa que minha mãe ou meu pai esperariam".
KeyD Stars no CT da equipe na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo (Foto: Bruno Araujo/G1)Caio 'Loop' Almeida, Park 'Winged' TaeJin, Matheus 'Mylon' Borges, An 'SuNo' Sun-ho e Felipe 'brTT' Gonçalves: a equipe Keyd Stars, que mora em um CT na Vila Maria, Zona Norte de SP (Foto: Bruno Araujo/G1) - Globo.com- http://g1.globo.com/tecnologia/games/noticia/2014/04/atletas-de-games-ganham-r-3-mil-por-mes-e-jogam-ate-14-horas-por-dia.html